Artigo:Greve ao sobretrabalho 2026/27 | Perante a inoperância do MECI/governo, é tempo de dizer basta ao trabalho não pago!

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Greve ao sobretrabalho 2026/27

Perante a inoperância do MECI/governo, é tempo de dizer basta ao trabalho não pago!

35 horas são 35 horas! O trabalho que ultrapassa o horário não pode ser imposto, escondido ou ficar por pagar.

Há anos que a FENPROF denuncia os abusos na organização dos horários dos professores e educadores. Há anos que exige ao MECI soluções, orientações claras e respeito pela lei. Mas o Governo continua a nada fazer, permitindo que se generalizem situações de sobrecarga, desregulação e verdadeiro trabalho não pago.

Nas escolas, o problema é conhecido: horários que ultrapassam as 35 horas, trabalho que é indevidamente empurrado para a componente não letiva de estabelecimento, tarefas que invadem a componente individual e um sem-número de atividades que acabam realizadas para além do horário, sacrificando o tempo de preparação das aulas, o descanso e a vida pessoal e familiar.

Não aceitamos que a componente não letiva de estabelecimento seja um saco sem fundo. Não aceitamos que a componente individual seja usada para esconder trabalho que a escola exige. Não aceitamos trabalho extraordinário sem o correspondente reconhecimento e pagamento.

E perante a falta de professores, o MECI escolheu o caminho mais fácil: em vez de atrair e fixar docentes, aumenta o recurso ao serviço extraordinário e pretende que os professores trabalhem mais.

Não! A falta de professores não se resolve explorando os professores que existem.

Esta greve é um grito de indignação e uma resposta à inércia do Governo. É uma greve pelo respeito pelo horário de trabalho, pela defesa da componente individual, contra a utilização abusiva da componente não letiva de estabelecimento e pelo reconhecimento e pagamento de todo o trabalho extraordinário.

Chega de normalizar o abuso!

Chega de trabalho não pago!

Chega de fazer mais com menos — e sempre à custa dos professores!

Perante a inoperância do MECI/governo, os professores dizem BASTA.

35 HORAS SÃO 35 HORAS.
SOBRETRABALHO NÃO É GRATUITO.
TRABALHO EXTRAORDINÁRIO É PARA PAGAR.

PELO RESPEITO. PELA DIGNIDADE. PELO DIREITO A TRABALHAR SEM SER EXPLORADO.

Assim, já a partir do dia 14 de setembro de 2026 e pelo oitavo ano consecutivo, a FENPROF volta a convocar greve ao sobretrabalho, às horas extraordinárias e à componente não letiva de estabelecimento.

Pré-avisos de greve - 1.º período do ano letivo 2026/2027