Artigo:Falta de professores – a situação na EPE e no 1.º Ciclo

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Falta de professores – a situação na EPE e no 1.º Ciclo

Anabela Raposo | João Barros | Dirigentes SPGL

A falta de Professores e Educadores agrava-se a cada ano que passa nas zonas de maior pressão demográfica.

Mesmo com um elevado número de professores nas listas de recrutamento, a falta de medidas de apoio à deslocação e habitação inibem os professores de concorrer às ofertas de escola.

Por outro lado, a pouca atratividade da carreira na EPE e 1.º Ciclo, com as condições de trabalho pouco satisfatórias, calendário escolar muito extenso, turmas/grupos com excesso de alunos, número de alunos/crianças com NE por turma/sala, falta técnicos e de assistentes operacionais, imposição de receber alunos de outras turmas (distribuição de alunos quando da ausência do titular), prática que prejudica os alunos recetores.

A tudo isto acresce um corpo docente envelhecido que irá agravar a situação.

As mais recentes opções do MECI para resolver o problema é desvalorizar a carreira, baixar o nível de formação dos docentes, cuja especificidade destes setores exige uma formação profissional onde o estágio é fundamental. O SPGL e a FENPROF continuarão a exigir a VALORIZAÇÃO da carreira.

Texto original publicado no Escola/Informação Digital n.º 49 | setembro/outubro 2026