Artigo:Jornadas Pedagógicas - DR Lisboa - 2023

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Jornadas Pedagógicas - DR Lisboa - 2023

Visita nº 09 – “Água, Pão e Vinho, entre mosteiros, palácios, fábricas e bairros operários a Oriente de Lisboa” -   Nova data - 22 de abril 

Ação nº 2 - Creche e Direitos das Crianças: Políticas e práticas pedagócias  Anulada  

Ação nº 7 - Oficina de Cerâmica no Atelier do Ceramista -   Esgotada 


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                        Ações de Formação                        

Ação nº 1 – Excel

23, 25 e 30 de janeiro (2ª e 4ª feiras) – 17h00 -19h00 – Online

Competências – chave

  • Utilizar convenientemente as potencialidades e características das folhas de calcula para ambiente gráfico nas suas múltiplas funções.
  • Otimizar o trabalho em folhas de cálculo pelo conhecimento e aplicação das suas regras básicas.
  • Utilizar as técnicas de folhas de cálculo na produção de documentos simples ou complexos – formulários, tabelas, gráficos, figuras – devidamente formatados.

Conteúdos

  • Introdução
  • Trabalhar com células
  • Formatação gráfica de células
  • Fórmulas
  • Impressão
  • Gráficos
  • Condições lógicas

Sendo o Excel uma ferramenta importante na criação de documentos para avaliação convém ter em conta os aspetos que nos permitem criar documentos que sejam práticos no seu uso e apresentar documentos claros para toda a comunidade educativa.

 

Ação nº 2 – “Creche e Direitos das Crianças: Políticas e práticas pedagógicas”   Anulada  

27 de janeiro (6ª feira) – 14h30-16h30 - Online

Na sessão pretende-se analisar: as políticas sobre a creche nos últimos 40 anos; as tensões que presidem às conceções de criança nas práticas pedagógicas; e os direitos da criança como praxis educativa.

Ação nº 3 – Igualdade de Género em Contexto Escolar

01 de março (4ª feira) – 16h00 - 19h00

"Igualdade de Género em Contexto Escolar" - para professores/as de vários níveis de ensino, com o objetivo de capacitar os/as técnicos/as de ferramentas e competências para intervir na escola no âmbito da Igualdade de Género, relacionando a forma como se intervém na escola com questões éticas e pedagógicas. 

Num espaço de partilha, serão priorizadas as reflexões a partir das práticas profissionais, práticas discursivas e processos educativos para que seja possível a partilha de conhecimentos, ideias, experiências e novos métodos para a promoção da Igualdade de Género e prevenção da violência de género em contexto escolar.

A UMAR, acreditada pela DGERT-DSQA como Entidade Formadora, a partir desta iniciativa e de outras em contextos escolares, trabalha com o objetivo de que os professores/as fortaleçam o papel que exercem de promotores/as da cultura de respeito e garantia dos direitos humanos, da equidade de género e da valorização da diversidade, contribuindo para que a escola não seja um instrumentos da reprodução de preconceitos, mas que seja um espaço de promoção e valorização dos direitos e das diversidades."

 

Ação nº 4 – Teatro em Sala de Aula

7, 14 e 21 de março (3ª feiras) – 16h00 - 19h00

Trabalhos relacionado com as personagens e os textos do programa curricular, buscando retratar personagens na expectativa de criar e recriar contos e histórias lúdicas.

Adaptar o trabalho ao plano pedagógico relacionado com vários temas, as várias abordagens no plano de ensino para uma melhor compreensão no aqui e agora.

A personagem e o intérprete (professor).

Criar histórias com o inesperado, uma criação lúdica através da oralidade e do gesto.

Utilização de objetos complementares para enriquecimento da personagem e do texto.

Utilizar panos e roupas, dando formas, transformar e manusear os tecidos de forma lúdica e criativa.

Os professores podem fazer sua experiência em sala de aula com desperdícios e adaptando as roupas usadas, lençóis velhos, etc..

Panos de várias cores.

Necessária a sua disponibilidade e criatividade para transformar e a sala no aqui e agora para um futuro melhor.

Questionamento óptico de entendimento entre mim e os outros.

Era uma vez uma vez um rei que não gostava de ser rei … …

Era uma vez um homem que virou pássaro …

Material necessário:

Algumas roupas velhas que possam trabalhar na transformação das personagens e construção de objeto.

Material disponibilizado pelo SPGL para experiência e vivência: panos, bolas e bastões e outros objetos.

 

Ação nº 5 – "O contributo do oceano para a sustentabilidade do planeta"

22 e 29 de março (4ª feiras) – 16h00 - 19h00

Nesta jornada, os participantes serão convidados a explorar alguns exercícios pedagógicos, e conhecimentos a explorar no quadro do atual estado de conservação de algumas das espécies marinhas, as ameaças decorrentes das pressões antropogénicas sobre o oceano, e o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14 da Agenda 20-30 das Nações Unidas.

 

Ação nº 6 – Get Them Talking! - A promoção da oralidade nas aulas de Inglês do 1.º ciclo

19 e 26 de abril (4ª feiras) – 16h00 - 19h00

  • A importância da promoção das competências de produção/interação oral em sala - fundamentação, benefícios vs costrangimentos.
  • Reflexão sobre as múltiplas oportunidades para a promoção da oralidade em sala de aula.
  • Reflexão sobre o recurso a atividades promotoras das competências de produção/interação oral na prática letiva dos participantes.
  • Exploração de diversas atividades adequadas à promoção destas competências.
  • A avaliação da produção/interação oral - critérios e instrumentos.
  • Exploração da relação entre as competências orais e as competências de leitura/escrita na aquisição da língua.
  • Simulação de uma sequência de atividades equilibrada, comunicativa e centrada no aluno.
  • Partilha de experiências entre os formandos.

 

Ação nº 7 – Oficina de Cerâmica no Atelier do Ceramista -   Esgotada  

19 de maio e 2 de junho (6ª feiras) – 14h00 - 18h00

Construção de uma peça em grés com as técnicas tradicionais da cerâmica.

  • Cozedura de peça;
  • Vidragem, pintura e cozedura fornal.

1ª sessão – execução da peça
2ª sessão – vidragem e pintura

www.avlapa.com

Atelier
(R. Coelho da Rocha, 69
Pavilhão 13 – Campo de Ourique)

                                Visitas                                

Visita nº 08 - Museu 3D Fun Art Museum + Casa Museu Medeiros e Almeida

21 de fevereiro (janeiro) – 10h00 - 17h00

Museu 3D Fun Art Museum - (Av. Miguel Bombarda, 91, Lisboa) – 10h00 - 12h00

O 3D Fun Art Museum abriu recentemente ao público, em Lisboa. O projeto nasceu das mãos de um casal luso-alemão que trabalhava na área do turismo e que, após o sucesso do primeiro 3DFun Art  Museum, no Funchal, decidiu reproduzir a experiência na capital.

Trata-se de um espaço inovador, divertido e que se destina a todas as idades. Composto por 40 cenários com imagens em 3D, ilusões de ótica e também pinturas bidimensionais, que permitem obter fotografias criativas e insólitas com as quais pode impressionar e confundir os seus familiares e amigos das redes sociais.

Mas o 3D Fun Art Museum tem, também, uma vertente didáctica em que apresenta as razões científicas, ou seja os mecanismos cerebrais por detrás das ilusões de ótica.

Em cada cenário existe uma foto modelo que ajuda e inspira os visitantes, assim como um ponto assinalado no chão que indica a distância correta em que se deve posicionar para obter um melhor resultado fotográfico.

Assim, não se esqueça do seu telemóvel ou máquina fotográfica e deixe-se levar pela criatividade, inspire-se e divirta-se muito, seja nas asas de um avião, em cima de uma prancha de surf ou na palma da mão de um gorila.

Imagens retiradas do site do museu:

https://3dfunartlisboa.com/?lang=pt-pt

Casa Museu Medeiros e Almeida (Rua Rosa Araújo, 41, Lisboa) – 15h00 - 17h00
O edifício que alberga a Casa-Museu Medeiros e Almeida foi mandado construir em 1896 por um advogado lisboeta Augusto Vítor dos Santos, a obra fica a cargo do construtor Manuel Correia Júnior. O edifício permanece na família até 1921, ano em que é vendido a Eduardo Guedes de Sousa.

Dois anos mais tarde o proprietário manda acrescentar os dois últimos andares de mansarda, segundo um projecto do arquitecto Carlos Rebelo de Andrade.

Em 1927 a moradia é vendida ao Estado do Vaticano, para aí se instalar a Nunciatura Apostólica, representada à época por Monsenhor Pedro Ciriaci, Arcebispo de Tarso.

Em 1943 a moradia é adquirida por António Medeiros e Almeida, que, após obras de remodelação, a transforma na sua habitação mudando-se em 1946.

No início da década de setenta, ao decidir deixar uma Casa-Museu ao seu país, Medeiros e Almeida amplia a casa construindo uma ala nova sobre o jardim, de modo a poder albergar toda a sua coleção de artes decorativas.

O casal muda-se então para uma casa ao lado ( Rua Rosa Araújo, 37-39) que entretanto adquire e onde habita até ao fim da vida.

António de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 17 de Setembro de 1895, primogénito de João Silvestre de Almeida (1865-1936) e Maria Amélia de Medeiros e Almeida (1864-1945), oriundos do arquipélago dos Açores a residir na capital desde cedo. 

O pai formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra exercendo clínica  em Lisboa com grande sucesso, chegando a ser convidado para médico da corte do Rei D. Carlos. 

João Silvestre era também grande empreendedor tendo sido fundador do projeto do elevador de Santa Justa com Raoul Mesnier de Ponsard e da Tabaqueira com Alfredo da Silva; 

Em 1916, seguindo as pisadas paternas, matricula-se no curso de Medicina em Coimbra, porém abandona-o já praticamente concluído. O seu dinamismo e espírito empreendedor herdados do pai, levam-no a optar pelo mundo dos negócios, tornando-se ao longo do tempo uma figura de prestígio em Portugal. Este percurso permite-lhe assegurar rendimentos suficientes para se dedicar também a outra paixão – a sua colecção;

A 23 de Junho de 1924 casa-se com Margarida Pinto Basto descendente por lado materno dos Condes de Pombeiro e paterno dos donos da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre. O casamento realiza-se na capela da casa da noiva, na Rua de São Marçal, nº 3 em Lisboa. Para espanto das famílias, o casal partiu para lua-de-mel num dos carros desportivos do noivo, um Farman Super Sport, modelo Torpedo, de 1922, ambos vestidos a rigor ;

A atividade como empresário iniciou-se nos anos 20, com a importação para Portugal da marca inglesa de automóveis  “Morris”, contribuindo para a democratização do uso do automóvel no país.

Em 1924 funda a firma de importação, A. M. Almeida Lda., abrindo um stand na Rua da Escola Politécnica, nº 39 em Lisboa. Esta escolha foi um prolongamento da sua paixão pelas corridas de automóveis, nas quais participava desde cedo em circuitos nacionais;

Também foi pioneiro no campo da aeronáutica comercial, quando em 1934 adquire a maioria do capital da Aero Portuguesa, primeira companhia aérea nacional que realizava voos regulares entre Portugal e Marrocos. Foi também um dos fundadores da SATA e da TAP, tendo sido administrador da IATA International e o primeiro acionista privado da TAP;

Em paralelo mantinha diversas actividades comerciais nos Açores, onde administrou várias empresas de navegação aérea e marítima, de produção de açúcar e álcool e importação de combustíveis. No início da década de oitenta e já perto dos noventa anos escreveu sobre esta actividade insular “ …seja-me permitido dizer que consegui desenvolver a firma a um expoente tal que cheguei a ser o principal responsável pela administração simultânea de 21 empresas, todas elas dando lucros…”;

Durante a Guerra tenta obviar as grandes dificuldades que os ingleses tinham em abastecer os aviões aliados no Atlântico Norte, disponibilizando as infra-estruturas que a sua empresa aérea possuía nos Açores, consequência de uma sólida amizade com o Embaixador do Reino Unido em Lisboa, Sir Ronald Campbell (1883-1953), que se manteve até à morte, levando o Rei Jorge VI a agraciá-lo, em Agosto de 1947, com a condecoração O.B.E. “Honorary Officer of The Most Excellent Order of The British Empire”;

No que respeita à colecção, o casal Medeiros e Almeida começou por comprar objectos para decorar a sua nova residência sita na Rua Mouzinho da Silveira nº6, em Lisboa;

Com o decorrer das compras e beneficiando de um mercado pós-guerra, Medeiros e Almeida torna-se, paralelamente à atividade comercial, um grande coleccionador. Para estar a par do mercado assinava revistas de arte como a Connoisseur, a Apollo ou a Burlington Magazine e recebia os catálogos das mais afamadas leiloeiras, tomando contacto com as peças em oferta. Além disso, vários antiquários e “dealers” de arte enviavam-lhe informações, conhecedores que eram dos seus gostos e do que procurava;

Medeiros e Almeida foi assim constituindo um grande espólio e tornando-se um conhecedor, reconhecido no mundo da arte europeu. Quando a importância da peça a licitar assim o obrigava, assistia aos leilões mas a maioria das compras foram feitas através dos seus agentes, tanto nacionais como estrangeiros; 

Em início dos anos 70’s, consciente do grande espólio que tinha reunido e não tendo tido descendência, Medeiros e Almeida procura uma solução que não disperse o espólio, fundando, em 1972, a Fundação Medeiros e Almeida. À Fundação, que tem por objetivo: “a criação de uma Casa-museu”, doa a casa e o seu acervo;

No intuito de alargar a sua coleção, Medeiros e Almeida manda erigir sobre o jardim da sua casa uma nova ala, obra para a qual contrata o arquiteto Alberto Cruz (1920-1990);

De modo a possibilitar as obras da Casa-Museu, o casal mudou-se para uma vivenda contígua que adquiriram na Rua Rosa Araújo;

O benemérito doou ainda à Fundação um lote de terreno na rua Barata Salgueiro e o edifício da rua Rosa Araújo, com a ideia da sua futura rentabilização de modo a garantir a manutenção e funcionamento da instituição;

Em Junho de 1971 morre Margarida Pinto Basto de Medeiros e Almeida;

No espaço do jardim da residência, Medeiros e Almeida instalou ambientes reconstituídos como uma Capela para a arte sacra, um ambiente de sala Luís XV (Sala do Piano), outro Luís XIV e duas salas para albergar coleções específicas; a Sala dos Relógios e a Sala da Porcelana da China;

Em Fevereiro de 1986, aos 90 anos Medeiros e Almeida morre, tendo orientado até à sua morte as obras da futura Casa-Museu;

Após obras de adaptação do espaço aos ditames da museografia e estabelecido o percurso museológico, a Casa-Museu Medeiros e Almeida abriu ao público em 1 de Junho de 2001, cumprindo-se assim os desígnios do seu fundador.

In: https://www.casa-museumedeirosealmeida.pt/

 

Visita nº 09 – “Água, Pão e Vinho, entre mosteiros, palácios, fábricas e bairros operários a Oriente de Lisboa”

11 de fevereiro (sábado) – 10h00 - 18h30   Nova data - 22 de abril 

Lisboa Oriental é o nosso destino. Entre Xabregas e Braço de Prata, vamos encontrar lugares de água, de pão (no sentido literal e metafórico do termo) e vinho. Vamos conhecer casas de reis e senhores, mosteiros, igrejas e casas ou casebres de operários que aí encontraram abrigo precário para pobre. Uma Lisboa que se transformou radicalmente no final do século XIX. Que no século XXI, tenta encontrar novos caminhos reabilitando e requalificando lugares de abandono e mudança de paradigma económico e social….

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades…” e as circunstâncias…

O percurso é pedonal

  1. Início -10h - Ponto de encontro: Museu da Água/Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, Rua Alviela, 12.
  2. Convento da Madre De Deus (Visita ao convento e igreja e à exposição do ceramista Vasconcelos Lapa)
  3. Almoço
  4. Percurso por Xabregas, Beato e Marvila (O pão e o vinho).
  5. Fim pelas 18 e 30.

 

Visita nº 10 – “Rota Literária Irene Lisboa” Voltar atrás para quê?

11 de março (sábado) – 09h30 - 13h00

A visita tem uma duração aproximada de duas horas e meia, tendo o percurso início em Arruda dos Vinhos, na Biblioteca Municipal. O ponto de encontro será junto ao Chafariz Pombalino, junto à Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos.

O projeto, com a colaboração da Junta de Freguesia de Arranhó, prevê a identificação de 24 locais, assinalados no território do concelho e também no concelho vizinho de Sobral de Monte Agraço, onde estarão colocadas pequenas placas com excertos selecionados de várias obras da autora, que nos remetem para aspetos da nossa paisagem, das suas passagens, estadas e impressões pelos seus lugares de referência. O circuito apresenta uma configuração circular, desenhada a partir de uma reflexão literária da escritora, com base no seu livro “Começa uma vida”. Os dois pontos de paragem obrigatória são a Biblioteca Municipal com o seu nome e a Sala de Exposições da Junta de Freguesia de Arranhó, onde o visitante poderá ter contacto com objetos e memórias da sua vida pessoal, familiar e percurso literário e pedagógico.”

Irene Lisboa, escritora e pedagoga, natural do concelho de Arruda dos Vinhos e um dos grandes nomes da cultura nacional do século XX.

In site da Câmara Municipal de Arruda dos vinhos

 

Visita nº 11 – Woyzeck

17 de março (6ª feira) – 19h00 - 23h00

A Comuna – Teatro e Jantar

Woyzeck”, autoria de Georg Büchner; encenação de João Mota.

SINOPSE
Este texto foi baseado no caso da vida real de um barbeiro que esfaqueou a amante num ataque de ciúmes e foi condenado à morte em 1821.

É uma tragédia naturalista, uma crítica social condenatória, um Rei Lear de classe baixa, um debate sobre livre-arbítrio e determinismo.

Espectáculo composto por episódios curtos e fragmentados que antecipam o teatro épico de Brecht, e até mesmo o cinema e a televisão modernos.

Woyzeck passa de um estado de sonambulismo para um sentimento de falta de realidade de si próprio e do mundo à sua volta.

Descobre então um ambiente que lhe é familiar e que no entanto mantem uma certa estranheza; há uma urgência no seu quotidiano; há uma urgência no mundo em que está envolvido e que é fundamental resolver porque é real. Apaixonado, sentindo-se enganado, traído, num momento de desespero mata a sua amada.

  

Visita nº 12 – Um dia no coração do Baixo Alentejo

25 de março (sábado) – 07h30 - 20h00

Beja/Trindade/ Cantinho da Ribeira/Villa Romana de Pisões

PIÃO – Núcleo Museológico do Brinquedo da Aldeia de Trindade – coleção Francisco Janeiro é um lugar que pretende evocar os sorrisos e a leveza da infância a partir da coleção particular de brinquedos de Francisco Janeiro, um Trindadense, que nasceu e brincou na Trindade para mais tarde correr mundo.

Este Núcleo pretende ser um local de visita na aldeia capaz de transportar para os brinquedos nostálgicos do passado, desde piões, brinquedos de corda, clássicos carrinhos e bonecas e muitos outros.

A coleção, gentilmente disponibilizada por Francisco Janeiro, evoca diferentes geografias, permitindo que este percurso pelo passado se faça também de encontros entre diferentes povos e culturas. Por essa razão, o acervo exposto será rotativo, com alterações temáticas três vezes por ano, beneficiando por isso da vasta coleção de Francisco Janeiro.

Visita ao núcleo museológico do brinquedo na Aldeia da Trindade

Visita com prova de vinhos à Adega na Herdade da Mingorra

Almoço no Monte da Moloneta no Cantinho da Ribeira

Pequena conversa sobre a obra de Manuel da Fonseca, Seara de Vento

Villa Romana de Pisões

O Cantinho da Ribeira

No concelho de Beja, depois de Baleizão e Catarina Eufémia, cabe à Trindade e ao Cantinho da Ribeira um lugar ainda hoje vivo no imaginário das resistências contra os senhores da terra. De vidas ceifadas pela ceifa impiedosa dos poderosos e pelas armas das polícias. O imaginário é alentejano, o narrador, por hábito e credo, comunista, mas as histórias formam parte de uma geografia e de um rosto universal onde haja gente que no seu ganha-pão não se contenta com as migalhas.

No Cantinho da Ribeira, um conjunto de Montes onde se encontram as ribeiras de Terges e Cobres a caminho do Guadiana, morreu em 1932 António de Dias Matos depois de um combate fervoroso com a guarda e a tropa, num um-contra-todos digno de filme. Em 2005, este era recordado num registo do Arquivo de História Oral de Beja, pelo maioral de ovelhas residente nesse lugar: “O homem era um bocado de um homem, que devíamos ter cá hoje pelo menos um cento de homens daqueles, calhando as coisas não estavam mal conforme estão, pois. Era daqueles homens que não gostavam de lhes estarem assim fazendo coceguitas detrás da orelha”.

A história foi posta a escrito no retrato social desse Alentejo, que é Seara de Vento, romance de 1958 de Manuel da Fonseca (1911-1993). Tal como com a Planície Heróica de Manuel Ribeiro (1878-1941), que decorre ali ao lado nas terras de Albernoa, não podemos passar sem esta obra se queremos conhecer o Alentejo do século passado. …

Em 1932, o caso ficou conhecido para a história como “A tragédia de Beja”. Tal como o personagem Palma de Manuel da Fonseca (que transporta os acontecimentos à década de 50), o homem é António de Dias Matos, do Monte da Pereira, trabalhador rural falsamente acusado pelo senhor da terra de roubo de cereais, vindo-se a dizer depois pelo povo que a responsabilidade do roubo coubera a um dos filhos do agricultor. Mas o que a lei cumpria era o que o posicionado senhor da terra ditava, e não a sabedoria popular. Prendem António Matos e levam igualmente para o posto de Beja a sua mulher. Numa história que o tempo eterniza, esta surge morta na cela da esquadra. Ter-se-ia, na versão oficial, enforcado com o seu próprio lenço. O companheiro e pai de sete filhos é liberto pela ausência de factos, mas entre a falta de trabalho e comida, apenas tem lugar para alimentar a sua revolta. E, carregando-a mais do que ao seu expediente contrabandista, carrega a arma e as munições, direito à Herdade da Moleneta. E três da família do agrário ali ficam logo. Regressa a sua casa e aguarda. A primeira guarda volta atrás repelida, e é em força e com metralhadora da tropa que o cerco se faz. Manuel da Fonseca ainda terá guardado para si uma das muitas balas que ficaram cravadas nas taipas da casa. A luta é feroz e só depois de despachados para o hospital uns tantos guardas e para lá deste mundo o comandante da operação, é que se cravam as balas e as mãos em António de Dias Matos. Aprisionado pede água no caminho, mas apenas recebe a última bala no peito.

A história digna de filme assim o será. Em Março deste ano começaram as primeiras filmagens da adaptação ao cinema de Seara de Vento por Sérgio Tréfaut, que já dera a conhecer a região no documentário “Alentejo, Alentejo” (2014) regressando uma vez mais às raízes familiares paternas e comunistas. O Cantinho da Ribeira é um desses episódios que sem o conhecermos não podemos entender esta vasta paisagem e tão pouco caminhar e saber na seara o que nos diz o vento….

In Site da CMB

Villa Romana de Pisões

A Villa Romana de Pisões foi acidentalmente descoberta em Fevereiro de 1967, no decurso de trabalhos agrícolas, tendo as escavações arqueológicas então iniciadas revelado uma villa de grande interesse do ponto de vista do património histórico. Subsistem, no Alentejo, inúmeros testemunhos arqueológicos destas estruturas agrárias romanas, designadas por villae, que caraterizam um tipo de ocupação e exploração agrícola do território. Em Pisões é possível observar a pars urbana (residência dos proprietários da exploração agrícola), a qual possui algumas componentes em excelente estado de conservação, como os mosaicos dos pavimentos de algumas dependências, o hipocausto (sistema de calefação) do complexo termal e a natatio (piscina) em frente da residência.

In Site CMB

 

Visita nº 13 – Castelo de Vide e Marvão

20 de maio (sábado) – 07h00 - 21h00

Igreja de Santa Maria da Devesa, Burgo Medieval, Judiaria, Sinagoga Medieval e Fonte da Vila.

Castelo de Vide
O adjetivo ligado à vila, com a sua origem histórica ligada a guerras e heroísmos, permanece atual a quem chega a Castelo de Vide pela primeira vez. A riqueza do património histórico, arquitetónico e cultural e a qualidade dos seus recursos naturais transformaram Castelo de Vide num lugar de grande interesse turístico.

Castelo de Vide, que cresceu à sombra de uma função estratégica militar, deu lugar a uma vila única que conseguiu fundir, como mais nenhuma, as heranças cristã e judaica, nobre e serrana.

Destacado na paisagem, o Castelo (séc. XIV) testemunha a história da vila: de castelo medieval a fortaleza seiscentista. No Burgo Medieval, ao longo da Rua Direita, é possível observar o maior conjunto de arcos góticos do país, bem como a Casa da Câmara, onde os Vereadores ditaram as regras e posturas municipais nos séculos XIV e XV.

A vila cresceu exponencialmente no final do séc. XV para acolher os judeus, expulsos de Castela. As tradições preservadas e os vestígios da sua passagem, como testemunham os símbolos judaicos talhados nas ombreiras das portas e o edifício considerado Sinagoga, tornam a Judiaria num conjunto único de património histórico, verdadeiramente notável.

As ruas descem para a Fonte da Vila, uma obra arquitetónica notável do séc. XVI e que faria parte da Judiaria. Trata-se de um lugar especial, onde em 1989 o Presidente Mário Soares pediu perdão aos judeus pelas perseguições de que tinham sido alvo em Portugal.

A Praça D. Pedro V, outrora denominada de Rossio, cedo adquiriu o estatuto da praça principal que manteve até aos nossos dias. Aqui encontramos o edifício dos Paços do Concelho, do séc XVII, e a Igreja de Santa Maria da Devesa, invocação única em Portugal e talvez o maior templo do Alto Alentejo, concluída em 1873.

Marvão
Casa da Cultura visualização de um filme sobre a vila

O Castelo de Marvão foi uma fortificação estratégica de detenção, orientada para a fronteira, de que dista uns escassos 13 Km. Constituiu também um eficaz lugar de refúgio e um extraordinário ponto de observação e vigilância, já que dominava claramente a segunda via mais importante de penetração dos exércitos do país vizinho, a partir de Valência de Alcântara, numa vasta zona do Alto Alentejo que vai de Badajoz ao rio Tejo. A sua inserção estratégica é clara: faz parte da primeira linha de detenção, pós Tratado de Alcanizes, que vai, no actual Distrito de Portalegre, de Montalvão a Elvas.

http://www.cm-marvao.pt/pt/historia-e-patrimonio/monumentos/2-sem-categoria/73-fortificacao-medieval

 

Visita nº 14 – Tarde e noite de Lua Cheia

03 de junho (sábado) – 15h00 - 23h00

Palácio Biester e caminhada noturna em Sintra a ver o mar no Monte da Lua em noite de Lua cheia.

O Palácio Biester, situado no coração de Sintra, abriu ao público em abril deste ano, após extensas obras de recuperação. Exemplar extraordinário da arquitetura romântica, distingue-se pelos seus característicos telhados pontiagudos de ardósia e torres de agulha. Foi construído, no final do século XIX, pelo famoso arquitecto José Luís Monteiro e decorado pelos melhores artistas da época (Luigi Manini, Rafael Bordalo Pinheiro, Leandro de Sousa Braga, entre outros).

Está rodeado por um parque botânico, da autoria do paisagista francês François Nogré, repleto de raras e diversas espécies arbóreas importadas dos quatro cantos do mundo, miradouros, grutas, cascatas e lagos. A sua concepção em patamares oferece ao visitante a possibilidade de desfrutar de uma magnífica vista da Serra de Sintra

Como curiosidade, o Chalet Biester, antes da remodelação, foi palco do filme The Ninth Gate (A Nona Porta) de Roman Polanski, que tem como protagonista principal o actor Johnny Depp.

Imagens retiradas do site do palácio:

https://www.biester.pt/o-biester

Após jantar caminhada no Monte da Lua a ver o mar à luz da luz cheia que se espera esteja sem nuvens.

[Ortografia de acordo com as publicações dos autores]