Artigo:Jornadas Pedagógicas 2022

Pastas / Ação Sindical / Jornadas Pedagógicas

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                         Ações de Formação                        

    Ação nº 1     online  

“Educação Intercultural em Contexto Escolar”

17 de janeiro (2ª feira) – 16h00-20h00

OBJETIVO GERAL
Contribuir para a aquisição de conhecimentos e para a utilização de abordagens e estratégias pedagógicas, no âmbito da educação intercultural em contexto escolar.
DESTINATÁRIOS/AS
Este módulo destina-se a docentes dos vários níveis de ensino.

    Ação nº 2     

Primeiros Socorros em contexto escolar

8 e 15 de fevereiro (3ª feiras) – 17h00-20h00

Formador: Nuno Lopes (Enfermeiro Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica – trabalha num serviço de urgência pediátrica)
Objectivos:
. Desenvolver conhecimentos e competências em Suporte Básico de Vida Pediátrico, do European Resuscitation Council – ERC;
. Desenvolver conhecimentos e competências em Primeiros Socorros em contexto escolar.

    Ação nº 3    

Implementação do Decreto-Lei n.º 54/2018 no contexto atual da Educação Inclusiva

22 de fevereiro e 15 de março (3ª feiras) – 16h30-19h30

A presente formação tem como principal objetivo apresentar e analisar criticamente a concetualização do Decreto Lei n.º54/2018, para uma implementação e monitorização mais concertadas e ajustadas, das linhas orientadoras que suportam o atual enquadramento jurídico da Educação Inclusiva nas escolas nacionais. A articulação entre constructos e abordagens práticas de resposta às necessidades apresentadas pelos alunos, em contexto de sala de aula, apresenta-se como uma abordagem holística de toda uma comunidade educativa e não apenas específica de alguns grupos disciplinares. Um dos maiores desafios nacionais ao nível da inclusão passa por aferir conceitos, ajustar necessidades, medidas e recursos para o sucesso académico de todos. A atual diversidade sociocultural deve ser considerada um desafio positivo, gerador de oportunidades de aprendizagem de qualidade.  A formação pretende ser um motor transformador de pensamentos e atitudes cada vez mais inclusivos. Para este efeito, está planeada uma parte inicial (3h) dedicada à Educação Inclusiva, com a desconstrução de alguns mitos e à reflexão sobre as novas diretrizes num debate participado e ativo, para numa segunda parte, de caráter mais prático, se poder aplicar com exercícios práticos a teoria anteriormente abordada.

    Ação nº 4     online  

Formações Modulares (E-mail, Internet e Word)

7, 9 e 14 de março (2ª e 4ª feiras) – 17h00-19h00

  • WORD
    Competências – chave
    . Utilizar convenientemente as potencialidades e características dos processadores de texto para ambiente gráfico nas suas múltiplas funções.
    . Otimizar o trabalho em processamento de texto pelo conhecimento e aplicação das suas regras básicas.
    . Utilizar as técnicas de processamento de texto na produção de documentos simples ou complexos – integrando texto, tabelas, gráficos, figuras – devidamente formatados.
    Conteúdos
    . Adicionar números de página, data e hora ao rodapé
    . Inserir cabeçalhos e notas de rodapé
    . Inserir imagens digitalizadas importadas de outros programas
    . Aplicar os diferentes tipos de alinhamento de texto
    . Ajustar/alterar o espaçamento entre linhas
    . Formatar parágrafos
  • E-mail (Gmail)
    Competências – chave
    . Interagir através de tecnologias digitais;
    . Utilizar um serviço digital para enviar emails, gerir tarefas e calendário
    . Identificar normas de conduta em ambientes digitais
    . Identificar algumas formas de proteger os dados pessoais publicados
    Conteúdos
    . Enviar e receber emails;
    . Enviar e receber anexos;
    . Fazer downloads
    . Proteger emails de Phishing e spam
    . Criar eventos no calendário
    . Criar e gerir tarefas
    . Gerir contactos
    . Guardar Notas
  • Internet
    Competências – chave
    . Identificar os diferentes tipos de browsers
    . Pesquisar, analisar e organizar conteúdos digitais
    . Identificar as necessidades de informação
    . Pesquisar dados, informação e conteúdo digital
    . Armazenar e organizar dados, informação e conteúdo digital
    Conteúdos
    . Ambientes digitais
. Motores de busca.
 Fontes de informação. 
Tipos de conteúdo digital (ex.: ilegal,impróprio, positivo).
 Ficheiro informático.
    . Transferência de ficheiros (download e upload).
    . Armazenamento virtual de dados (cloud).
    . Gerir marcadores
    . Gerir histórico

     Ação nº 5    

Recursos pedagógicos para a educação inclusiva

21 março (2ª feira) – 16h30-19h30

Objetivos:
. Sistemas de comunicação aumentativa e alternativa: o que são, vantagens e desvantagens e potenciais utilizadores de SAAC
. Estratégias para a comunicação não verbal
. Ferramentas de acessibilidade digital


    Ação nº 6    

Oficina das Cores

22 e 29 de março (3ª feiras) – 16h30-19h30

Trabalhos relacionado com as cores formas, retratando personagens na espectativa de criar e recriar contos e historias lúdicas.
Adaptar todo o trabalho ao plano pedagógico relacionado com vário temas abordados no plano de ensino para uma melhor compreensão do aqui e agora.
Criar histórias com o inesperado de uma criação lúdica através das cores com panos e lápis de cores, dando formas e manuseando os tecidos para uma questionamento óptico de entendimento entre eu e os outros.
Era uma vez um bicho que virou...
Material necessário:
Panos de várias cores
Música
Papel
Canetas
E sua disponibilidade para transformar e criar coisas.

    Ação nº 7   

Workshop - Competências sócio emocionais em Contexto Educativo/Mindfulness

24 e 31 de março (5ª feiras) – 16h30-19h30

Sinopse:
No contexto educativo é importante investir em programas e práticas inovadoras para prevenir problemas e promover competências socio emocionais, contribuindo, assim, para o desenvolvimento saudável, o bem-estar e a saúde -mental das crianças e jovens e, de uma forma mais geral, dos adultos, designadamente dos professores.
A utilização de abordagens baseadas em Mindfulness/Atenção Plena na educação é relativamente recente, verificando-se atualmente um aumento exponencial, tendo em conta o âmbito dos estudos publicados. Segundo, Alexandra Marques Pinto e Joana Sampaio de Carvalho (Faculdade de Psicologia) constata -se um enfoque maior nas crianças e nos jovens adultos, sendo em menor número os estudos que tem como alvo os professores e as crianças que frequentam o ensino pré-escolar. Estes dados reforçam a necessidade de dar mais atenção ao professor e ao seu papel como ator principal na criação de um clima de sala de aula tranquilo e propicio à aprendizagem.
Esta abordagem é complementar à tradicional forma de aprender racional e sensorial, focando a aprendizagem no desenvolvimento da consciência interpessoal, na conexão com os outros e na intencionalidade das ações.
Neste workshop serão abordados a origem e o conceito de Mindfulness, enquanto prática informal e formal, os benefícios da prática em contexto educativo e apresentados alguns exemplos de práticas e exercícios em contexto educativo para as diferentes faixas etárias.
“Mindfulness é a simplicidade em si mesmo. Trata-se de parar e estar presente. Isso é tudo”. (Jon Kabat-Zinn)
“Meditação não é fuga. É um encontro sereno com a realidade”. (Thích Nhất Hạnh)
Material: Roupa confortável, colchão de ioga, zafu (almofada) (se possível)

    Ação nº 8    

Técnica Vocal

20 e 27 de abril (4ª feiras) – 16h30-19h30

Preparação Vocal | Colocação | Respiração | Articulação | Sensibilidade Auditiva
Os profissionais que utilizam a sua Voz como ferramenta de trabalho diariamente e por muitas horas, como os professores, locutores de rádio, jornalistas ou políticos, têm um desgaste rápido da mesma, utilizando-a por vezes de forma errada.
Para uma boa protecção e projecção da sua Voz serão recomendadas aulas de Técnica Vocal por forma a adquirir as noções básicas de utilização da Voz, permitindo assim controlar a mesma e usufruir do seu trabalho comunicando de forma mais eficaz e mais saudável.
Estas aulas destinam-se a todos aqueles que queiram aprender e trabalhar um pouco mais sobre a sua Voz falada ou mesmo cantada, desenvolvendo uma percepção espacial através dos sentidos e das emoções.
Sendo o corpo a continuação da voz (ou vice-versa), o movimento estará presente de uma forma natural permitindo um desbloqueio físico que muitas vezes está associado à Voz.
Serão dadas noções da colocação correcta da Voz, através de exercícios de técnicas de respiração, de aquecimento vocal, articulação e sua projecção.
Recorreremos a exercícios de movimentos simples do corpo, leitura de textos ou canções, permitindo uma consciência corporal e sensibilidade auditiva que nos liberta para o prazer de “me ouvir” falar ou cantar.
As técnicas de respiração e exercícios vocais serão a base para atingir uma maior consciencialização e compreensão para o trabalho da voz quando falamos ou cantamos: as nossas histórias, as nossas canções, as nossas Paisagens Sonoras.

                              Visitas                              


    Visita nº 9   

Casa do Alentejo/ Casa Museu Medeiros e Almeida

19 de fevereiro (sábado) – 10h00-18h00

Casa do Alentejo – 10h00 às 12h30
Alguns elementos sobre a história do “Palácio Alverca” Casa do Alentejo
Construído possivelmente nos finais do século XVII, o edifício onde hoje se encontra instalada a Casa do Alentejo sofreu profundas modificações no princípio do século XX.
Da sua história mais antiga pouco se sabe. Apenas que pertencia a uma família aristocrática – os Paes de Amaral (Viscondes de Alverca) – de quem adoptou o nome de Palácio Paes de Amaral ou Palácio Alverca, cuja propriedade vem até 1981.
Construído “extra-muros”, contíguo às Portas de Santo Antão que faziam parte da “Cerca Fernandina” (1373), é das suas muralhas que se aproveita para empenas Sul e Nascente (foto 1).


Foto 1 – Troço da Muralha Fernandina (1373) onde se apoia o Palácio.

No sítio onde lança as fundações, existira antes, nos meados do século XV, um curral de porcos. Depois instalou-se aí um matadouro “onde se matava o gado vacum”, em seguida uma fábrica de curtumes e, finalmente, seria o local onde se “depositavam animais de carga que fossem encontrados nas ruas”. É deste “chão” que se irá apropriar, em 1919, o “Magestic Club”, um dos primeiros casinos de Lisboa. O olisipógrafo Luís Pastor de Macedo refere-se ao facto desta maneira: “Quem pensaria então, naquelas noites lilazes ou azuis, com trajes rosa ou verdes, que ali, no mesmo sítio, também já tinham chafurdado porcos!”.
Em tempos já mais recentes aí funcionou um liceu, talvez o primeiro de Lisboa e, na altura da sua adaptação a casino, nele se encontrava instalada “A Liquidadora”, armazém de mobiliário e objectos de arte. Por motivos que desconhecemos, o “Magestic” adopta mais tarde o nome de “Monumental Club” que, já sem as suas luxuosas salas de jogo, se mantém até 1928.
Em 1932 é arrendado ao “Grémio Alentejano”, posteriormente “Casa do Alentejo”, que em 1981 adquiriu o imóvel aos proprietários descendentes dos fundadores.
O projecto de alterações (ou “apropriações” no dizer do autor) dera entrada na Câmara em 1917, e trazia a assinatura do Arquitecto António Rodrigues da Silva Júnior, um dos mais prestigiados da época. A sua inauguração seria em 1919. Obra notável de qualidade e rapidez ainda para os nossos dias, esta adaptação foi um trabalho gigantesco. Ela mobiliza, sob a direcção do Arq. Silva Júnior, nada menos que três construtores, que se constituíram expressamente para o efeito em Sociedade Construtora, bem como dezenas de artistas e artesãos. Silva Júnior obtidas todas as facilidades por parte da Direcção do “Club”, faz-se rodear dos principais artistas da época, quer na pintura quer na azulejaria, como Júlio Silva, Benvindo Ceia, Domingos Costa, José Ferreira Bazalisa e o grande mestre do azulejo Jorge Colaço. Juntamente com mais de uma dezena de subempreiteiros dá início à obra.
É pelas fachadas (foto 2) que ainda podemos fazer uma ideia do que seria a


Foto 2 – Fachada principal do Palácio

primitiva construção, pois foram os elementos que sofreram menos alterações. Embora se desconheça qual a sua composição inicial, é natural que apenas se tenham produzido modificações nos 2 primeiros pisos – as actuais lojas de rés-do-chão, as sobrelojas e a entrada principal.
Na cornija da fachada principal, sobre a janela central, encontra-se ainda o brazão de armas esquartelado dos primeiros proprietários, Miguel Paes do Amaral e Menezes Quifel Barbarino: “[…] ao primeiro Paes; ao segundo Amaral; ao terceiro Almeida; ao quarto Barberini […]”.
A antiga entrada seria pela Travessa de S. Luís que, passando sob o edifício, desembocaria num pátio ao ar livre, para onde dariam as cavalariças (actual “Pátio Árabe”).
Provavelmente, não haveria qualquer entrada na Rua das Portas de Santo Antão, pois que a actual foi construída em 1917, como entrada principal do Casino. Considerando o aparato dos seus interiores, ela é bastante discreta. Apesar disso, nela ainda esteve projectado um elevador, para evitar aos frequentadores do Casino a penosa escadaria que leva da entrada ao Pátio Árabe (foto 3). Este projecto foi abandonado


Foto 3 – Vista da escadaria da entrada principal

e optou-se por “uma escadaria de mármore, para a construção da qual foi preciso fazer um grande desaterro e demolir uma parede antiquíssima, de rija alvenaria com cinco metros de espessura”. Esta “parede” era obviamente parte da Muralha Fernandina, possivelmente um dos cubelos das Portas de Santo Antão, que mediam 5 x 5 m.
Envolvendo o Palácio e servindo-lhe de empena Sul e Nascente, existem 2 troços da Muralha Fernandina, ainda visíveis, possuindo o troço Sul uma escadaria e respectiva passagem. No topo Norte do troço Nascente, teria existido uma torre que possivelmente constitui uma parede da actual sala dos azulejos (séculos XVII e XVIII).
No ângulo formado pelos 2 troços da Muralha ainda hoje existe uma cisterna de água.
Entrando pela porta principal na Rua das Portas de Santo Antão, iniciemos a visita ao interior.
Ao cimo das escadas e transporta uma “porta árabe com vitrais, aberta por um criado irrepreensivelmente fardado, vêm-nos à mente visões fantásticas das mil e uma noites e entra-se no pátio central, com tal profusão de elementos decorativos, que logo o classificamos no estilo árabe puro Hispânico” (foto 4).


Foto 4 – Pátio Árabe
Era assim que a “Arquitectura Portuguesa” no dia da inauguração descrevia o pátio que ainda hoje constitui uma surpresa para quem o visita pela primeira vez.
No local onde antes existiam arcos abatidos em pedra, apareciam agora arcos ogivais com caneluras em estuque, apoiados em colunas também elas em estuque marmoreado ou escaiola, de tal perfeição, que só o olhar atento não confunde com o verdadeiro mármore.
Toda a restante decoração é em estuque e, na sua pintura, embora esbatida pelo tempo, ainda é possível em alguns pontos distinguir pelo menos sete diferentes tonalidades.
O mobiliário usado neste Grande Hall, em harmonia perfeita com o ambiente, é em madeira e couro impresso e pintado.
De referir aqui o cuidado, que aliás se repete pelos outros espaços, de modo que todo o mobiliário estivesse rigorosamente de acordo com a decoração (foto 5).

Foto 5 – Mobiliário de inspiração neo-árabe
No local onde teriam existido cavalariças ou dependências de apoio, surgem agora uma luxuosa “toilette de senhoras” no estilo “Luís XV” (foto 6) e uma barbearia e cabeleireiro, com pinturas de José Ferreira Bazalisa.

Foto 6 – Pormenor do tecto do toucador no estilo Luís XV
Ainda neste piso, onde se encontram hoje os serviços administrativos, existe uma série de pequenas salas, na época chamadas “privados”, algumas das quais com decoração e mobiliário “art nouveau” (foto 7).

Foto 7 - Pormenor do estilo Arte Nova dum “privado”
Para acesso ao piso superior, utilizando possivelmente uma escadaria já existente no Palácio, Silva Júnior, com grande imaginação, recria um ambiente de “deslumbrante efeito e rigorosa estilização oriental”. Dispondo de um espaço exíguo, rompe totalmente uma parede exterior, suporta o amplo vão com duas grandes colunas de escaiola verde e projecta para cima de um pátio interior um largo patamar, no qual abre três grandes janelões com vitrais. Aí se expõe mobiliário no “estilo árabe” com incrustações de madrepérola. Nos lambrins, inscrições também em árabe e azulejos tipo corda-seca hispano-árabe (foto 8).

Foto 8 - Mobiliário no “estilo árabe” com incrustações de madrepérola e azulejos tipo corda-seca hispano-árabe
O Hall do 2.º andar constitui de novo uma surpresa. Abandona-se subitamente o “árabe” e passa-se a um neo-dórico nos capitéis das colunas e nas paredes, decoradas com medalhões representando cabeças femininas. É seu autor o pintor Júlio Silva.
Na época da inauguração existia neste hall uma peanha em escaiola com incrustações a bronze, da autoria do próprio Silva Júnior.
À esquerda deste hall, passamos para o salão de maiores dimensões de toda a Casa: o Salão Victor Santos, dos Espelhos ou “Luís XVI” (foto 9).

Foto 9 – Salão Victor Santos em estilo “Luís XVI
É resultado de demolição de vários compartimentos e de uma escada de serviço, do interior do palácio. O engenho de Silva Júnior mais uma vez se evidencia, perante a necessidade de obter o efeito dos amplos janelões rocócó, não alterando os vãos das janelas exteriores. E isso consegue-o à custa de uma série de duplas portas envidraçadas que escondem as exteriores, intercalando com uma profusa distribuição de espelhos e motivos decorativos.
No tecto, ao centro do salão, um grande fresco de Benvindo Ceia, que também assina toda a pintura decorativa do mesmo.
Cobrindo toda uma parede do bar, contíguo a este salão, podemos ainda observar um recente painel a óleo sobre o Alentejo, da autoria do pintor Rogério Ribeiro (foto 10).

Foto 10 – Painel de Rogério Ribeiro
Num dos extremos e separando o Salão dos Espelhos da sala de jogo, encontra-se o palco, ladeado por figuras alegóricas, da autoria do escultor José Isidoro Neto. Este palco não tinha nesta data a posição que tem hoje, encontrando-se sobrelevado. Tem a particularidade de permitir a abertura para os dois salões. Uma tela de Júlio Silva ainda se mantém no pequeno hall de acesso ao bar, no lado da fachada principal.
Ultrapassando este palco, entramos então no “Salão de Jogos”, menor que o anterior, decorado com motivos relacionados com o jogo, pois nele se situava o “coração” do casino: a roleta e os outros jogos clássicos. “Em estilo livre, um neo-renascença […] que procura emancipar-se de fórmulas, convenções e preceitos de outros tempos”. Toda a pintura a óleo, incluindo o tecto que representa “A Fortuna”, é da autoria de outro pintor da época, Domingos Costa (foto 11 a 13).

Foto 11 a 13 – Pinturas de Domingos Costa no Salão Agostinho Fortes, destaque para “A Fortuna”
As salas do lado direito do hall, constituem agora novo motivo de surpresa. Silva Júnior abandona os “estilos” com que procura acentuar a grandiosidade dos salões anteriores e opta pela austeridade dos “estilos medieval e gótico”. Transposto um guarda-vento em nogueira, que a separava do hall, passava-se a uma sala de leitura ou de espera, sobre cujos lambrins, também em nogueira, vemos um friso de azulejos da autoria de Jorge Colaço ilustrando cantos d’ “Os Lusíadas” (foto 14).

Foto 14 – Um painel de azulejos de Jorge Colaço representando uma estância d’ “Os Lusíadas”
Contígua a esta sala e rasgando janelas para o “Pátio Árabe” existia então a “Sala de Bridge” e “outros jogos de vaza”, também com azulejos do mesmo autor. Representando motivos da Feira de Santa Eulália, é um painel notável, de inspiração naturalista. Sem dúvida um dos mais bem conseguidos do grande mestre do azulejo (foto 15 e 16). Os candeeiros e restante mobiliário desta sala foram expressamente
 
Foto 15 e 16 – Pormenores de um painel de Jorge Colaço representando a Feira de Santa Eulália.
desenhados pelo Arq. Guilherme Rebelo de Andrade.
Ao lado desta sala existe outra, decorada com azulejos dos séculos XVII e XVIII, que terá sido um pequeno pátio descoberto até aos anos 40.
No hall contíguo à “Sala de Leitura”, podemos ver azulejos “arte nova”, com motivos de cartas de jogar, possivelmente também da autoria de Jorge Colaço.
Este hall dava acesso aos sanitários dos homens, à então “Sala de Bilhar” e ainda a outra saleta. Nesta “Sala de Bilhar”, decorada em “estilo medieval”, o mesmo autor retrata-nos agora cenas de caça (foto 17), uma tourada, etc., em que utiliza a mesma técnica de impressão já usada nos anteriores painéis

Foto 17 – Painel de Jorge Colaço com uma cena de caça
Guilherme Alves Coelho

Casa Museu Medeiros e Almeida – 15h30 às 18h00
O edifício que alberga a Casa-Museu Medeiros e Almeida foi mandado construir em 1896 por um advogado lisboeta Augusto Vítor dos Santos, a obra fica a cargo do construtor Manuel Correia Júnior. O edifício permanece na família até 1921, ano em que é vendido a Eduardo Guedes de Sousa.
Dois anos mais tarde o proprietário manda acrescentar os dois últimos andares de mansarda, segundo um projecto do arquitecto Carlos Rebelo de Andrade.
Em 1927 a moradia é vendida ao Estado do Vaticano, para aí se instalar a Nunciatura Apostólica, representada à época por Monsenhor Pedro Ciriaci, Arcebispo de Tarso.
Em 1943 a moradia é adquirida por António Medeiros e Almeida, que, após obras de remodelação, a transforma na sua habitação mudando-se em 1946.
No início da década de setenta, ao decidir deixar uma Casa-Museu ao seu país, Medeiros e Almeida amplia a casa construindo uma ala nova sobre o jardim, de modo a poder albergar toda a sua coleção de artes decorativas.
O casal muda-se então para uma casa ao lado ( Rua Rosa Araújo, 37-39) que entretanto adquire e onde habita até ao fim da vida.

António de Medeiros e Almeida nasceu em Lisboa a 17 de Setembro de 1895, primogénito de João Silvestre de Almeida (1865-1936) e Maria Amélia de Medeiros e Almeida (1864-1945), oriundos do arquipélago dos Açores a residir na capital desde cedo.
O pai formou-se em Medicina na Universidade de Coimbra exercendo clínica  em Lisboa com grande sucesso, chegando a ser convidado para médico da corte do Rei D. Carlos.
João Silvestre era também grande empreendedor tendo sido fundador do projeto do elevador de Santa Justa com Raoul Mesnier de Ponsard e da Tabaqueira com Alfredo da Silva;
Em 1916, seguindo as pisadas paternas, matricula-se no curso de Medicina em Coimbra, porém abandona-o já praticamente concluído. O seu dinamismo e espírito empreendedor herdados do pai, levam-no a optar pelo mundo dos negócios, tornando-se ao longo do tempo uma figura de prestígio em Portugal. Este percurso permite-lhe assegurar rendimentos suficientes para se dedicar também a outra paixão – a sua colecção;
A 23 de Junho de 1924 casa-se com Margarida Pinto Basto descendente por lado materno dos Condes de Pombeiro e paterno dos donos da Fábrica de Porcelanas da Vista Alegre. O casamento realiza-se na capela da casa da noiva, na Rua de São Marçal, nº 3 em Lisboa. Para espanto das famílias, o casal partiu para lua-de-mel num dos carros desportivos do noivo, um Farman Super Sport, modelo Torpedo, de 1922, ambos vestidos a rigor ;
A atividade como empresário iniciou-se nos anos 20, com a importação para Portugal da marca inglesa de automóveis  “Morris”, contribuindo para a democratização do uso do automóvel no país.
Em 1924 funda a firma de importação, A. M. Almeida Lda., abrindo um stand na Rua da Escola Politécnica, nº 39 em Lisboa. Esta escolha foi um prolongamento da sua paixão pelas corridas de automóveis, nas quais participava desde cedo em circuitos nacionais;
Também foi pioneiro no campo da aeronáutica comercial, quando em 1934 adquire a maioria do capital da Aero Portuguesa, primeira companhia aérea nacional que realizava voos regulares entre Portugal e Marrocos. Foi também um dos fundadores da SATA e da TAP, tendo sido administrador da IATA International e o primeiro acionista privado da TAP;
Em paralelo mantinha diversas actividades comerciais nos Açores, onde administrou várias empresas de navegação aérea e marítima, de produção de açúcar e álcool e importação de combustíveis. No início da década de oitenta e já perto dos noventa anos escreveu sobre esta actividade insular “ …seja-me permitido dizer que consegui desenvolver a firma a um expoente tal que cheguei a ser o principal responsável pela administração simultânea de 21 empresas, todas elas dando lucros…”;
Durante a Guerra tenta obviar as grandes dificuldades que os ingleses tinham em abastecer os aviões aliados no Atlântico Norte, disponibilizando as infra-estruturas que a sua empresa aérea possuía nos Açores, consequência de uma sólida amizade com o Embaixador do Reino Unido em Lisboa, Sir Ronald Campbell (1883-1953), que se manteve até à morte, levando o Rei Jorge VI a agraciá-lo, em Agosto de 1947, com a condecoração O.B.E. “Honorary Officer of The Most Excellent Order of The British Empire”;
No que respeita à colecção, o casal Medeiros e Almeida começou por comprar objectos para decorar a sua nova residência sita na Rua Mouzinho da Silveira nº6, em Lisboa;
 Com o decorrer das compras e beneficiando de um mercado pós-guerra, Medeiros e Almeida torna-se, paralelamente à atividade comercial, um grande coleccionador. Para estar a par do mercado assinava revistas de arte como a Connoisseur, a Apollo ou a Burlington Magazine e recebia os catálogos das mais afamadas leiloeiras, tomando contacto com as peças em oferta. Além disso, vários antiquários e “dealers” de arte enviavam-lhe informações, conhecedores que eram dos seus gostos e do que procurava;
Medeiros e Almeida foi assim constituindo um grande espólio e tornando-se um conhecedor, reconhecido no mundo da arte europeu. Quando a importância da peça a licitar assim o obrigava, assistia aos leilões mas a maioria das compras foram feitas através dos seus agentes, tanto nacionais como estrangeiros;
Em início dos anos 70’s, consciente do grande espólio que tinha reunido e não tendo tido descendência, Medeiros e Almeida procura uma solução que não disperse o espólio, fundando, em 1972, a Fundação Medeiros e Almeida. À Fundação, que tem por objetivo: “a criação de uma Casa-museu”, doa a casa e o seu acervo;
No intuito de alargar a sua coleção, Medeiros e Almeida manda erigir sobre o jardim da sua casa uma nova ala, obra para a qual contrata o arquiteto Alberto Cruz (1920-1990);
De modo a possibilitar as obras da Casa-Museu, o casal mudou-se para uma vivenda contígua que adquiriram na Rua Rosa Araújo;
O benemérito doou ainda à Fundação um lote de terreno na rua Barata Salgueiro e o edifício da rua Rosa Araújo, com a ideia da sua futura rentabilização de modo a garantir a manutenção e funcionamento da instituição;
Em Junho de 1971 morre Margarida Pinto Basto de Medeiros e Almeida;
No espaço do jardim da residência, Medeiros e Almeida instalou ambientes reconstituídos como uma Capela para a arte sacra, um ambiente de sala Luís XV (Sala do Piano), outro Luís XIV e duas salas para albergar coleções específicas; a Sala dos Relógios e a Sala da Porcelana da China;
Em Fevereiro de 1986, aos 90 anos Medeiros e Almeida morre, tendo orientado até à sua morte as obras da futura Casa-Museu;
Após obras de adaptação do espaço aos ditames da museografia e estabelecido o percurso museológico, a Casa-Museu Medeiros e Almeida abriu ao público em 1 de Junho de 2001, cumprindo-se assim os desígnios do seu fundador.
In: https://www.casa-museumedeirosealmeida.pt/

    Visita nº 10  

Rota do Azeite e do Vinho Alentejano | CP

12 de março (sábado) – 09h30-22h00

Programa:
. Partida de Lisboa Oriente, no comboio Intercidades 570 às 10h02
. Chegada a Estação Ermidas-Sado
. Transfer em autocarro para Ferreira do Alentejo onde o grupo será recebido no espaço museu “Adega do Zé Lélito”;
. Visita cultural ‘Ruas com Historia’ a Vila de Ferreira do Alentejo;
. Almoço em restaurante local regional – (Ementa: Entradas regionais, prato tradicional, sobremesas da casa, águas, sumos, vinhos locais e café)
. Boas vindas no lagar de azeite alentejano.
. Visita ao lagar com prova de azeite.
. Visita à Herdade do Pinheiro com visita às vinhas e prova de vinhos.
. Lanche na Herdade Vale da Rosa com produtos regionais: queijos, enchidos, bolos ou doces tradicionais, azeitonas, pão alentejano, águas, sumos e vinho da região.
. Regresso a Lisboa no Intercidades 674 às 20h18.
Viagem em comboio Intercidades:
Ida: Lisboa Oriente 10h02> Ermidas do Sado 11h32;
Volta: Ermidas do Sado 20h18 > Lisboa Oriente 21h56
Inclui: viagem em comboio Intercidades em 2ª classe, transfer, almoço, lanche, guia, visitas e seguro de acidentes pessoais.

    Visita nº 11  

Caminhada noturna no Monsanto

26 de março (sábado) – 18h30-21h00

Sinopse:
"Deixe-se levar pelos trilhos nocturnos do Parque Florestal de Monsanto, o grande pulmão verde da Cidade de Lisboa. Em segurança, vamos procurar novas sensações, apelar ao olfacto e desafiarmos a audição. O que se esconde ou podemos ouvir no solo ou no meio do arvoredo? Talvez se descubra a cidade, ao longe, com as suas luzes e ruído contrastante.
E se, de repente, lhe disserem que está sobre uma antiga chaminé vulcânica?
Talvez as surpresas não fiquem por aqui…e surja uma massa de água quando menos se espera…"
Dicas de sucesso e complementos: roupa e calçado prático, meias quentes, água em boa quantidade, um agasalho que possa ser despido facilmente e não perturbe a deslocação. Snacks. Chapéu (gorro?) e impermeável (este último a considerar consoante a previsão climatérica). Binóculos.
Convém que não tenham grandes dificuldades de locomoção ou se cansem com alguma facilidade.
Local de Encontro: Centro de Interpretação de Monsanto, Estrada do Barcal, Monte das Perdizes, 1500 - 068 Lisboa

    Visita nº 12  

Setúbal - Entre o Estuário e a Cidade

30 de abril (sábado) – 09h30-19h00

Museu do Trabalho Michel Giacometti
. Visita ao Museu do Trabalho Michel Giacometti
. "Rota Pontal de Musgos" passeio de barco com o Mira Sado “ao sabor das Marés”
. Visita ao moinho de Maré da Mourisca
. Visita ao centro de interpretação do Roaz/Casa Baía/Mercearia Troino
A origem do Museu do Trabalho Michel Giacometti está na coleção etnográfica reunida em 1975 por alunos/as do Serviço Cívico Estudantil, no âmbito do plano de Trabalho e Cultura, sob a supervisão de Michel Giacometti e apresentada no então denominado Museu do Trabalho de Setúbal. Em homenagem a Michel Giacometti e após a sua morte em 1991 o museu passou a denominar-se Museu do Trabalho Michel Giacometti, tendo aberto ao público a 18 de maio de 1995
O Museu do Trabalho Michel Giacometti está instalado no edifício da ex-fábrica Perienes, constituído por cinco andares e integrado num antigo bairro de pescadores, salineiros e operárias conserveiras.
O museu dedica-se dominantemente ao património industrial e ofícios urbanos ligados ao comércio, serviços e às antigas fábricas de conserva e litografias sediadas no concelho de Setúbal, possuindo ainda uma coleção de alfaias agrícolas (Michel Giacometti) e de ofícios tradicionais.
Apresenta as exposições permanentes “A Indústria Conserveira (Da lota à lata)”, “Mundo Rural – coleção etnográfica Michel Giacometti e Génese do Museu” e “Mercearia Liberdade - um património a salvaguardar”.

"Rota Pontal de Musgos"
Numa zona de navegação especial (interior da Reserva Natural do Estuário do Sado), onde a influência natural das marés é fundamental para navegar pelos estreitos canais deste local.
Abril é o mês de Passagem de aves vindas de África, e também um dos melhores meses para a Observação de aves, pois estas aves visitam-nos com plumagens mais exuberantes e coloridas. Durante este período estão a acontecer as rotas migratórias de aves estivais com o objetivo de alcançar o nosso país  para nidificar em terras lusas.

As visitas guiadas à Sala Museológica das Mós do Moinho dão especial enfoque às tradições, técnicas de funcionamento associadas aos engenhos de moagem, à época do património edificado, sua origem e ao seu valor na atualidade.
Sobre o espaço envolvente do Moinho aborda-se genericamente aspetos de cariz ambiental, dando especial importância ao meio envolvente onde a biodiversidade poderá ser a palavra-chave, a flora com a riqueza de uma zona estuarina, e a fauna com mais de 250 espécies de aves residentes e migratórias.
A visita da envolvente exterior e ao observatório de aves é livre, ficando ao critério de cada visitante disfrutar de 2 percursos pedestres assinalados (sem Guia), facultativos, de baixa dificuldade e em terreno plano, a serem percorridos sem o acompanhamento de técnico, para realizar fotografia, observação de aves e de outros recursos naturais existentes na Herdade.
Nota:
• Dada a existência do Observatório de Aves aconselhamos que venham apetrechados com máquina fotográfica e/ou binóculos podendo registar momentos e paisagens únicas.
• Caso optem por realizar os percursos aconselhamos o uso de calçado adequado, protetor solar e panamá.
• Poderão ainda disfrutar do conforto da cafetaria (no interior ou na esplanada) onde promovemos e vendemos os produtos regionais (vinhos, doçaria e artesanato), assim como apreciar exposições temporárias de pintura, fotografia, escultura etc.

O Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado, concebido em formato de mostra permanente, com vários painéis e mesas interativas, ocupa toda a zona destinada à antiga Galeria de Exposições da Casa da Baía.
Destaque ainda no Centro Interpretativo do Roaz do Estuário do Sado é um esqueleto de um roaz-corvineiro, exposto sobre uma mesa interativa composta por uma estrutura modelar, em formato de prismas, que revelam diferentes informações de caráter mais científico sobre o cetáceo.
Na Mercearia Confiança de Troino, atualmente cafetaria, loja de produtos regionais e espaço de memória histórica, localizada na Praça Machado dos Santos, mantém-se tudo como em 1926, data em que o proprietário, o “sr. César”, fundou o pequeno espaço comercial que se confunde com a história do bairro do Troino e até do concelho de Setúbal.
O projeto pedagógico, desenvolvido pela autarquia sadina, visa dar a conhecer o funcionamento destes antigos espaços comerciais de bairro, em comparação com os atuais hipermercados, e enquadrar a Mercearia Confiança de Troino na história do bairro onde está localizada, um dos mais típicos de Setúbal.
https://www.mun-setubal.pt/roaz-a-descoberta-em-novo-centro/
https://www.mun-setubal.pt/mercearia-transforma-se-em-escola/?highlight=mercearia%20de%20troino

    Visita nº 13 

“O Maravilhoso mundo do canto das aves”

28 de maio (sábado) – 08h30-17h00

Caminhada na Lagoa de Albufeira - Workshop – sons das aves
"Observação de aves na Lagoa Pequena"
"O Espaço Interpretativo da Lagoa Pequena é um local privilegiado para a observação de aves, sobretudo aves aquáticas que encontram aqui abrigo, alimento e habitat adequado para procriar. Deixe-se guiar por um especialista e venha descobrir mais sobre patos, galeirões, garças, o emblemático guarda-rios e muitas outras espécies! "
Venha aprender a identificar algumas das espécies de passeriformes mais comuns e presentes numa grande variedade de habitat. Temos muitas dicas e mnemónicas para partilhar consigo e tornar tudo mais fácil.
Esta actividade em parceria com a SPEA (Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves), terá uma duração de 2 horas.
Lagoa de Albufeira
A Lagoa de Albufeira é uma lagoa portuguesa localizada no concelho de Sesimbra, na freguesia do Castelo. A lagoa é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana, e pela água salgada do oceano Atlântico, quando o cordão dunar é aberto oficialmente na primavera.
É constituída por três lagoas: a Grande, a Pequena e a da Estacada. Ao atingir os 15 metros de profundidade máxima, a Lagoa de Albufeira é considerada a mais funda de Portugal. Rodeada por pinhal em quase todo o perímetro, conta com pequenos areais junto do mar e na margem norte. Em plataformas no meio da lagoa existem viveiros de mexilhão.
Esta lagoa, que constitui a maior zona húmida da Península de Setúbal, é uma excelente opção para ver aves a pouca distância de Lisboa.
A parte interior da lagoa, conhecida por Lagoa Pequena, constitui a parte mais interessante em termos de avifauna. A recente construção de alguns observatórios na Lagoa da Estacada veio tornar este local mais interessante para a observação de aves.
A Lagoa de Albufeira é um local classificado como sítio Ramsar.
O que é um sítio Ramsar?
Convenção sobre Zonas Húmidas constitui um tratado intergovernamental adotado em 2 de Fevereiro de 1971 na cidade iraniana de Ramsar. Por esse motivo, esta Convenção é geralmente conhecida como ‘Convenção de Ramsar’ e representa o primeiro dos tratados globais sobre conservação.
A Convenção entrou em vigor em 1975 e conta actualmente com 150 países contratantes em todos os continentes. Actualmente foram designados pelas partes contratantes cerca de 1.600 sítios de importância internacional, cobrindo cerca de 134 milhões de hectares de zonas húmidas. Segundo o texto aprovado pela Convenção, zonas húmidas são definidas como ‘zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros’.
Portugal ratificou esta Convenção em 1980. Em Portugal Continental existem 16 locais classificados como Sítios Ramsar.
A Lagoa de Albufeira integra, desde 1987, a Reserva Ecológica Nacional, sendo uma zona de proteção especial de aves.

[Ortografia de acordo com as publicações dos autores]