Artigo:Jornadas Pedagógicas 2019

Pastas / Ação Sindical / Jornadas Pedagógicas

 Ações e Visitas Esgotadas:   Ação nº 7  

 Visita nº 9 - Adiada (data a confirmar) 

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 Ações de Formação 


 Ação nº 1 
Programação Neurolinguística: motivar e envolver os alunos

24 e 31 de janeiro (5ª feira) – 16h00-19h30

As técnicas de Coaching e Programação Neurolinguística possibilitam às pessoas enfrentar de forma eficaz os inúmeros desafios com que se deparam no dia-a-dia.
A Programação Neurolinguística (PNL) apresenta-se como um conjunto de recursos bastante eficazes que, aplicados à Educação, que podem trazer resultados significativos tanto na melhoria da prática docente quanto na postura dos alunos em relação ao seu processo de aprendizagem.
A PNL estuda e promove a excelência humana, através do estudo dos comportamentos, linguagem interior e exterior, processos mentais internos e o modo de os expressar. As técnicas situam-se ao nível dos processos e comportamentos e podem aplicar-se em qualquer contexto para o ajudar a ser altamente eficaz.
O novo código da PNL trabalha os estados emocionais adequados a cada situação, a alta performance em todas as áreas da nossa vida. Segundo John Grinder ‘o problema nunca é o problema, o problema é o estado em que entramos na situação’. Se estivermos num estado de recursos, capacitador, temos forma de resolver todos os desafios.
Os recursos que vamos transmitir vêm das áreas técnicas descritas e visam auxiliar os professores a desenvolverem o seu auto-conhecimento, estratégias para atingirem os estados emocionais adequados que lhes permitem superar com sucesso os inúmeros desafios com que se debatem diariamente e técnicas a aplicar em contexto de ensino de forma a motivar e envolver os alunos.
Programa
O Professor, estar bem para enfrentar os desafios - auto conhecimento e desenvolvimento pessoal
Estados emocionais adequados como identificar e atingir
Técnicas de alta performance para atingir os estados desejados
Diferentes formas de apreensão da informação
4Mat - ensinar para que todos aprendam
Motivação na sala de aula
Instalar estados emocionais adequados a aprendizagem
Estado de aprendizagem
Entrar no mundo do aluno
Utilizar pacing and leading em grupo
Reforço positivo
Elogio periférico
O poder do olhar e a nomenclatura associada
Palavras para utilizar com consciência


 Ação nº 2 
Hiperatividade e deficit de atenção - Uma perspetiva sensorial como contributo para uma ação educativa mais eficaz
4 de fevereiro (2ª feira) – 16h00-19h00

O diagnóstico da hiperatividade e deficit de atenção está associado a distúrbios motores, percetivos, cognitivos e comportamentais, que levam a diferentes graus de comprometimento na vida social, emocional, escolar e familiar da criança.
Numa época em que a diferenciação do ensino e o atendimento às necessidades individuais de cada aluno são referenciados como fundamentais, a compreensão do papel do processamento sensorial que está na base de alguns comportamentos característicos do TDAH ajuda a encontrar estratégias que contribuem para uma ação educativa mais eficaz.

 Ação nº 3 
Consciência e cidadania – Bordalo artístico e político
6 e 13 de fevereiro (4ª feira) – 16h00-19h00

O Museu Bordalo Pinheiro estuda e divulga a obra do artista e o seu legado, que cruza o seu extraordinário talento artístico e o humor com o pensamento crítico e a cidadania consciente, temas fundamentais para os desafios da educação contemporânea.
A riqueza do acervo do Museu como recurso pedagógico propõe diferentes abordagens, aliando a informação à análise de textos, imagens e objetos que estimulam a reflexão e ligações pertinentes entre o passado e o presente.
O curso tem uma primeira componente teórica, na qual se privilegia a interpretação da obra gráfica e cerâmica de Rafael. Numa segunda sessão, de carácter prático, são propostos vários desafios de discussão sobre a relação da obra de Bordalo com as vivências atuais, culminando com a realização de um exercício de crítica, no qual se promove o debate de ideias.
São objetivos do curso dar a conhecer a vida e a obra de Rafael Bordalo Pinheiro e refletir sobre a importância do seu legado para a educação artística e para a construção de uma consciência cívica, evidenciando as ligações entre a obra bordaliana, os conteúdos curriculares do ensino formal e os desafios da atualidade.


 Ação nº 4 
Transtorno do espectro do Autismo - O mundo sentido de uma forma diferente
11 de fevereiro (2ª feira) – 16h00-19h00

De um lado ou do outro do espectro, as crianças autistas apresentam alguma forma de particularidade sensorial. Há uma grande variação no grau de intensidade e na forma como as experiências sensoriais são vividas por elas. Esta forma peculiar de integrar a informação sensorial traz também respostas/comportamentos nem sempre compreendidos e muitas vezes entendidos como agressivos, bizarros. Sendo que as práticas educativas devem assegurar a gestão da diversidade, entender estes comportamentos ajuda a escolher estratégias que permitem responder às necessidades educativas destes alunos.


 Ação nº 5 
O Excel aplicado à prática docente
19 e 26 de fevereiro (3ª feira) – 16h00-19h00

As folhas de cálculo (neste caso o Microsoft Excel) são, nos nossos dias, poderosas ferramentas de apoio à gestão do processo educativo, nomeadamente no tocante à avaliação e classificação dos alunos.
Podem ser utilizadas como uma simples máquina de calcular ou como sofisticado instrumento de simulação.
Assim, pretende-se, com esta formação, desenvolver competências básicas que permitam aos professores um correto manuseamento de folhas de cálculo.
No final deste curso, os formandos deverão conseguir criar e manipular folhas de cálculo, quer em termos de dados quer em termos de formatações, criar fórmulas e utilizar funções, utilizar referências entre células e folhas, formatar folhas e conjuntos de células, linhas e colunas, criar e formatar gráficos, personalizar impressões e imprimir folhas de cálculo, inserir Cabeçalhos e Rodapés e proteger dados e tabelas.



 Ação nº 6 
Expressões artísticas integradas
19 e 26 de fevereiro (3ª feira) – 16h30-19h30

O objetivo da formação é o de sensibilizar para a experimentação expressivo / artística enquanto formas de ampliar a comunicação e a criatividade.
"A criatividade requer coragem", diz Matisse, e as técnicas e experiências criativas desbloqueiam esse receio inicial de ousar reinventar, recriar ou, mesmo, de criar de novo.
O desafio é o de entender como praticar as artes ativamente pode contribuir para a realização pessoal e coletiva de comunidades interventoras em todas as idades e com todos os públicos. Assim partiremos não apenas da cognição ou domínio de técnicas artísticas, mas de emoções, sentimentos e valores, predispondo-nos a passar da palavra à dança, do canto à pintura, dos objetos à performance.
Objetivos
Proporcionar um espaço de reflexão e investigação sobre as competências específicas das expressões artísticas, no sentido de promover práticas pedagógicas interdisciplinares para a construção de saberes, valores e atitudes.
Tomar consciência da importância das Artes no desenvolvimento pessoal, social e cultural da criança e na educação ao longo da vida.
Desenvolver a sensibilidade estética e artística.
Compreender as Expressões como meio para desenvolver a criatividade e a capacidade de comunicar.
Promover a capacidade de apreciação crítica de obras de expressão artística: plástica, dramática e musical.


 
 Ação nº 7 
Edição e tratamento de imagens
19 de março (3ª feira) – 16h00-19h00 
Esgotada 

Com a revolução da fotografia digital temos cada vez mais imagens a necessitarem de ser guardadas de uma forma organizada, para uma edição rápida e eficaz.
Assim, pretendemos dotar os formandos de conhecimentos para redimensionar e corrigir fotos, criar gráficos ou logotipos, alterar cores, combinar imagens, converter arquivos entre diferentes formatos de imagem digital, criar marca de água (assinar fotos).
Com esta formação os formandos ficarão habilitados a explorar ferramentas gratuitas de edição e tratamento de imagens, assim como a organizar e guardar as imagens (nomeadamente na nuvem), a fim de facilitar, de uma forma eficaz a sua edição.
Utilizaremos programas gratuitos de edição e tratamento, tais como: Fotografias Microsoft, PhotoScape X, Fotosizer e My Watermark.



 Ação nº 8 
A Criança dos 0 a 3 anos - perspetiva Montessori
29 de março (6ª feira) – 10h00-17h00

Conteúdos:
- Vida e obra de Maria Montessori;
 - A autoeducação, a educação como ciência e a educação cósmica;
- Professor - o adulto preparado;
- A Sala - o ambiente preparado;
- A criança dos 0 a 3 anos:
  1. A mente absorvente inconsciente;
  2. Os períodos sensíveis dos 0 a 3 anos;
  3. Características da criança, atividades e Materiais.
  4. Disciplina, elogios e castigos.
Sinopse:
A formação "A Criança dos 0 a 3 anos - perspetiva Montessori" tem por objetivo partilhar com os professores os fundamentos teóricos da prática pedagógica montessori, no trabalho com crianças pequenas. Será abordado para além do desenvolvimento da criança na perspectiva desta pedagogia, das suas necessidades e comportamentos, a importância de ter um ambiente e um adulto preparados na educação.
Haverá a possibilidade de contactar com alguns materiais montessori.

 Visitas 

 Visita nº 9 
A Arte em Marvila - Uma galeria a céu aberto
16 de janeiro (4ª feira) – 14h30-16h30
  Adiada (data a confirmar) 

Contando com a intervenção de artistas portugueses e internacionais, Marvila é uma autêntica galeria a céu aberto, com trabalhos de grande escala e uma explosão de cores. Este núcleo reflete a cultura deste mesmo espaço cultural, social e artístico.
http://gau.cm-lisboa.pt/percursos.html
Local: Biblioteca de Marvila (Rua António Gedeão, 1950 - 347 Lisboa)
Transportes
Autocarro:
793 (saída junto à biblioteca_paragem: Escola Marvila)
759 (saída: R. Dinah Silveira de Queiróz)
apeadeiro do comboio: Marvila
Pontos de referência:
Junto à Escola 2+3 de Marvila

 
 Visita nº 10 
Visita aos Jardins e Palácio Fronteira
02 de fevereiro (sábado) – 09h30-11h30

Palácio Fronteira
Construído em 1640, para o primeiro Marquês de Fronteira, D. João de Mascarenhas, herói da Guerra da Restauração, este bonito Palácio situa-se à beira do Parque Florestal de Monsanto, no Largo de São Domingos de Benfica. 
O Palácio foi ampliado no século XVIII, em estilo «rocaille», e continua a ser atualmente residência dos 12º Marquês de Fronteira, sendo contudo possível visitar algumas das salas, a biblioteca e o jardim.
Famoso pelos seus inúmeros azulejos de grande beleza e de diferentes temáticas, e pelo seu majestoso jardim de cerca de 5,5 hectares, o Palácio de Fronteira é um oásis na capital Portuguesa.
O interior é igualmente rico, destacando-se a Sala das Batalhas, possuindo belos painéis e azulejos com cenas da Guerra da Restauração, contendo três grandes janelas que se abrem sobre o Jardim de Vénus, e a Sala da Jantar, adornada com frescos de retratos da nobreza portuguesa.
A Capela, de finais do século XVI, conta no seu interior com um presépio cuja autoria é atribuída a Machado de Castro.
As visitas aos sumptuosos Jardins “à italiana” começam no terraço da capela, com destaque para o Jardim de Vénus e o Jardim Formal do século XVII, onde pontifica a Galeria dos Reis.
[IN Guia da Cidade)

Endereço: Largo São Domingos de Benfica 1, 1500-554 Lisboa



 Visita nº 11 
Hoje sinto-me… Bordalo e Passeio Lisboa de Bordalo
16 de fevereiro (sábado) – 09h45-17h00

Hoje sinto-me… Bordalo - 09h45
Visita geral ao Museu com destaque para o talento, originalidade e obra multifacetada de Rafael Bordalo Pinheiro.
Local: Museu Bordalo Pinheiro (Campo Grande, 382 - 1700-097 Lisboa)
Transportes:
701, 736, 738, 747, 750, 767, 778
Metropolitano de Lisboa (Estação Campo Grande)

Passeio Lisboa de Bordalo - 14h30
Em cada rua de Lisboa há inúmeros trilhos por explorar: paisagem urbana e camadas de histórias que nos mostram quem somos. Bordalo foi um lisboeta de gema e foi aqui que viveu e trabalhou. No seu trabalho assistimos à evolução da cidade no fim do século XIX, mas também a vemos como metáfora da vida política e social. Nesta visita, a calçada pinta-se do humor singular com que Rafael Bordalo Pinheiro olhava Lisboa e as suas vivências.
Local: Ponto de encontro no Largo Rafael Bordalo Pinheiro
Transportes:
Metropolitano de Lisboa (Estação Baixa-Chiado)



 Visita nº 12 
Pelas Encostas de Palmela e Ermelinda Freitas “Casa de memórias e afetos”
16 de março (sábado) – 09h00-18h30

De manhã vamos descobrir as encostas do castelo de Palmela, descer pela estrada da Calçadinha, com Setúbal e o estuário do Sado a nossos pés. Seguimos pela ribeira do Livramento, contornando a serra dos Gaiteiros.
Atravessamos o Vale dos Barris e terminaremos, ao fim da manhã, percorrendo a espectacular cumeada da Serra do Louro, vendo o Cristo Rei e Lisboa ao longe vistas deslumbrantes.
No percurso atravessamos as instalações de 'O Bando' e subimos para a Serra do Louro por uma soberba escadaria, construída generosamente pelo grupo de teatro, onde expõem Máquinas de Cena que utilizaram, ao longo de 40 anos, nos muitos espectáculos que representaram, de norte a sul do país.
Talvez alguém do Bando nos acompanhe e explique as "funções" dessas máquinas...

Almoço no Teatro “O Bando”

Casa Ermelinda Freitas
A Casa Ermelinda Freitas dedica-se à produção de vinho desde 1920, os 500 hectares de vinhas estão situados em Fernando Pó, uma zona privilegiada na região de Palmela. O solo destas vinhas que se localizam na zona sul de Portugal, é composto por areias muito semelhantes às areias de praia e muito rico em água, desempenhando um papel importante na maturação das uvas. A brisa envolvente dos rios refresca as vinhas durante os Verões secos, atribuindo suavidade e elegância aos vinhos. É nestes solos arenosos que próspera o Castelão no total são 29 castas plantadas por uma área do tamanho de 500 hectares, e 12 milhões de litros de vinho produzidos por ano. Desde 1999 os vinhos da Casa Ermelinda Freitas, angariaram mais de 1000 prémios nacionais e internacionais.
“Casa de Memórias e Afetos”
Depois da visita, abrem-se as portas da antiga adega da família, agora denominada “Casa de Memórias e Afetos”, e conhece-se a história da família e a construção desta empresa, que se iniciou na venda de vinho a granel (sem marca) com vinhas desde 1920, e que se lançou com a primeira marca em 1997. Desvendam-se também as técnicas de vinificação antigas, através dos utensílios agrícolas, dos antigos lagares, e de algumas imagens e objectos relacionados com as tradições regionais associadas às vindimas.
Inclui prova de 5 vinhos acompanhada de produtos típicos da região, com a duração aproximada de 1h e 15min.



 Visita nº 13 
Visita ao Teatro D. Maria II e Peça de Teatro Frei Luís de Sousa
18 de março (2ª feira) – 17h15 e 21 de março (5ª feira) – 20h30

Visita ao Teatro D. Maria II – 18 de março (2ª feira) – 17h15
Já imaginou conhecer segredos de um Teatro com mais de 170 anos de história? Recentemente classificado como Monumento Nacional, o D. Maria II revela semanalmente os seus bastidores a alunos e professores.
Já imaginou conhecer os camarins onde os atores se preparam para entrar em palco? Ou os corredores e passagens secretas de um teatro com mais de 170 anos de história? Sabia, por exemplo, que no último piso do teatro existe um ateliê de costura onde ainda se produzem trajes?
Venha descobrir o D. Maria II por dentro, numa visita guiada pelos vários espaços deste monumento nacional onde se cruzam história, teatro e arquitetura.

Peça de Teatro Frei Luís de Sousa – 21 de março (5ª feira) - 20h30
O encenador Miguel Loureiro explora o texto fundamental de Almeida Garrett, figura intimamente ligado à Rainha D. Maria II e a este Teatro.
Como pode um encenador alemão fugir ao Fausto de Goethe, ou um francês ao Tartufo de Molière? Um encenador inglês consegue afirmar uma escrita cénica sem passar pelo Hamlet? Como pode um "homem de teatro” português desenvolver a sua poética de cena sem se ver confrontado com um momento-mor do que foi, e ainda é considerado um dos monumentos teatrais do romantismo e mesmo de todo o teatro escrito em Portugal?
O Frei Luís de Sousa é aquela estação de paragem obrigatória, que mais tarde ou mais cedo nos aparece no caminho, como a pedra do Drummond de Andrade, não há volta a dar; é uma afirmação de maturidade na arte do "pôr-em-cena”, no entendimento do que é isto da "cena” nas nossas latitudes meridionais europeias. Se a natureza do teatro em português é susceptível de especificidade, de caso particular, é em grande parte neste drama trágico ou nesta tragédia dramática do nosso Almeida Garrett.
As orquestras, para nos poderem espantar com as frases de Mahler ou Wagner ou Strauss, precisam de praticar Mozart e Haydn, precisam de oxigenar a variação com a referência, com a matriz. Algo de semelhante se passa aqui, nesta minha escolha (a desafio do meu amigo José Luís Ferreira), com o mais clássico dos nossos textos para teatro. Relido como drama ou encenado como tragédia (o terror e a piedade estão lá, como mecanismos de leitura, embora sem as canónicas unidades de ação, tempo e lugar, tal como as definiram os estafermos do passado), o Frei Luís de Sousa será então para mim um desafio formal de aceder ao que de informal tem o teatro: o acidente, a paixão, o impulso, a contingência lírica…tudo formatado no excesso romântico.
Continuar a exercitar, através desta produção, uma medida para teatro que sempre foi nossa, que sempre nos serviu, não só na correspondência literária, mas sobretudo no imaginário: o pathos trágico, o eterno retorno, o nevoeiro e a bruma, a herança espiritual, a iconografia e a iconoclastia, o eterno fogo da danação, a frugalidade do belo, vocábulos góticos… Como? Desequilibrando a ortodoxia dramatúrgica aqui e além, focar-lhe o lirismo, acentuar o anacronismo, confiar ou desconfiar da sua moral, darmo-nos a ler através deste legado.

Transportes:
Metro: Rossio/Restauradores
Autocarro: 711 - 714 - 732 - 736 - 737 - 759 - 760 / Aerobus Linha 1 (City Center)
Elétrico: 12E - 15E
Comboio: Estação do Rossio



 Visita nº 14 
Cascais e Estoril – de lugares de defesa a terras de acolhimento
27 de abril (sábado) – 09h00-18h00

Visita guiada pela Dra. Margarida Magalhães Ramalho

Manhã
Fortaleza de Nossa Senhora da Luz (entrada pelo passeio Maria Pia junto ao restaurante Maria Pia).
Esta fortaleza triangular, construída em meados do século XVI é, a par da de Santa Catarina da Figueira da Foz, um dos dois exemplares de fortificação abaluartada triangular que existem em Portugal. No seu interior, e para além da visita aos antigos baluartes, pode ver-se a antiga Torre de Cascais levantada por ordem de D. João II no final do século XV. É um espaço misterioso com uma história muito interessante, que se mistura com os planos de defesa da barra do Tejo. A visita é complementada com um centro de interpretação no interior.

Palácio da Cidadela
Este palácio, que era a antiga casa do governador da praça de armas de Cascais, em 1870 foi escolhido pelo rei D. Luís para Palácio real. A família real vai ocupá-lo até 1910. Foi aqui que o rei D Carlos começou também os seus trabalhos oceanográficos, tendo sido aqui criado o primeiro laboratório de biologia marítima português.
Até ao regicídio, a família real passava anualmente os meses de setembro e outubro em Cascais, transformando por completo o quotidiano da vila. A presença do monarca atraiu não apenas a corte, mas também figuras do meio intelectual e literário como o grupo Vencidos da Vida, do qual faziam parte, entre outros, Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão.
Com a proclamação da República, o Palácio passou a depender da Presidência da República, tendo sido utilizado por diversos Chefes de Estado, como o Marechal Carmona (1928-1951) e o Marechal Craveiro Lopes (1951-1958).
Em 2004, e após um período de cinquenta anos em que esteve desativado, deu-se início à sua reabilitação. Em 2011, abriu as portas ao público e recuperou, igualmente, a função de residência de verão do Presidente da República.

Tarde
Circuito entre Cascais e Estoril, passando pelas casas relacionadas com a passagem de refugiados, durante a após a II Guerra Mundial.
Visita ao Espaço Memória dos Exílios, situado no centro do Estoril, no piso superior da Estação dos Correios.
Inaugurado em fevereiro de 1999, o Espaço tem como objetivo principal a evocação da memória de um dos acontecimentos mais relevantes da história do concelho: ter representado um local de refúgio, espera e passagem de milhares de exilados e refugiados no contexto dos conflitos europeus - a Guerra Civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial.
Passeio a pé pelas Arcadas e com uma visita ao Hotel de Inglaterra e Hotel Estoril Palácio.



 Visita nº 15 
Na Rota dos Escritores: Miguel Torga e Museu de Leiria e Moinho de Papel
11 de maio (sábado) – 08h00-21h00

«No início da sua carreira profissional, entre 1939 e 1940/41, Miguel Torga abriu e manteve consultório em Leiria, leu muito, escreveu, fez muitos amigos, viajou pela região, foi preso e casou.
A passagem do escritor Miguel Torga por Leiria é recordada neste Roteiro dos Escritores através de um passeio literário urbano pelos locais que Miguel Torga nos dá a conhecer através dos seus livros. Os participantes vão conhecer o local onde foi o seu consultório, as ruas que percorreu e o local onde esteve preso, fazendo ao mesmo tempo uma viagem ao Portugal do Estado Novo e à vivência social de uma cidade de província.»

Breve Historial do Museu de Leiria
O Museu de Leiria é uma janela aberta sobre a memória de um território longamente habitado que, à entrada do século XXI, se revela com um novo olhar sobre uma realidade complexa. Ideia surgida ainda em tempos da Monarquia Liberal, o Museu ficou a dever a sua concretização aos esforços persistentes de Tito Larcher (1865-1932), que tomaram forma no Decreto de 15 de novembro de 1917, com a criação do Museu Regional de Obras de Arte, Arqueologia e Numismática de Leiria.
Em 2006 iniciou-se o processo que devolve à vivência da Cidade o Convento de St.º Agostinho, monumento construído a partir de 1577 (a igreja) e 1579 (o complexo conventual), e agora habitado pelo novo Museu de Leiria. O programa museológico, que se procurou participado, enquadra para além do acervo do antigo museu, as coleções artísticas municipais e a reserva arqueológica, constituindo o fulcro da rede de museus concelhios, aberta à Cidade e ao seu território.
O Museu de Leiria organiza-se em dois espaços expositivos. No primeiro apresenta-se uma exposição de longa duração que faz uma leitura geral da história do território, propondo um caminho, necessariamente sumário, por entre a rica e densa floresta de objetos, acontecimentos e mitos, que definem uma identidade central do País. No segundo espaço, que lhe é complementar, são apresentadas exposições temporárias que permitem aprofundar temáticas e coleções específicas.

Moinho de Papel
O Moinho do Papel situa-se na antiga Rua da Fábrica, actual Rua Roberto Ivens, na margem esquerda do Rio Lis, próximo do núcleo urbano da cidade, que data do séc. XIII.
É um espaço museológico, ligado à aprendizagem de artes e ofícios tradicionais relacionados com o papel e o cereal e resulta de um projecto de recuperação e reabilitação levado a cabo por uma equipa multidisciplinar (desde o reconhecido Arquitecto Álvaro Siza Vieira aos técnicos do Município), com o objectivo de preservar a memória de artes e ofícios tradicionais inerentes a este património sociocultural, nomeadamente a moagem do cereal (milho, trigo e centeio), o fabrico do azeite e a produção do papel.
[Texto do sitio da CMLeiria]

[Ortografia de acordo com as publicações dos autores]