IPSS
Greve e grande concentração de trabalhadores junto à sede
Pedro Nunes | Dirigente SPGL
No passado dia 26 de março, os trabalhadores das IPSS realizaram mais uma grande ação de luta, aderindo à greve nacional com determinação e unidade.
Após o início de uma vigília de 24 horas na noite de dia 25, no Largo do Terreiro, no Porto, dirigentes sindicais, delegados e trabalhadores concentraram-se junto à sede da CNIS, na manhã do dia 26.
Esta iniciativa, com elevada adesão, serviu para reafirmar o descontentamento que é patente neste setor quanto às condições de trabalho, carreiras e tabelas salariais, tendo alcançado uma cobertura mediática na comunicação social.
Na área do SPGL, a adesão à greve levou ao encerramento total ou parcial de diversas instituições.
A FENPROF apresentou várias propostas na negociação coletiva com a CNIS, mas esta organização tem revelado uma postura de má-fé negocial, ignorando as matérias que consideramos essenciais para a valorização profissional dos docentes. Neste caso, a proposta de revisão do Contrato Coletivo de Trabalho da FENPROF incluía diversos pontos: a redução do horário letivo dos educadores de infância; a diminuição da duração das carreiras; o fim da discriminação salarial dos educadores de infância que exercem em creche face aos do pré-escolar; e uma atualização mínima de 150 €, visando aproximar estas remunerações às do ensino público.
Contudo, embora a Direção da CNIS tenha aceitado reunir com a Comissão Negociadora Sindical durante a concentração do dia 26, limitou-se a repetir as posições anteriores, escudando-se novamente no argumento de que o finaciamento proveniente dos protocolos de cooperação com o Governo é insuficente.
Em contradição com este discurso, soube-se que esta semana foi assinada uma Adenda ao Compromisso de Cooperação com as instituições do setor social e solidário, com um reforço de mais 440 milhões de euros para os próximos dois anos.
A desvalorização profissional dos trabalhadores das IPSS não pode continuar!
O SPGL e a FENPROF não desistirão de lutar por um CCT que dignifique a profissão.
Textos originais publicados no Escola/Informação n.º 314 | março/abril 2026