Conferência de Imprensa – 21 de março – 13 horas
FENPROF endurece luta e acusa o MECI de desrespeito institucional pelos docentes
O Conselho Nacional da FENPROF, reunido nos dias 20 e 21 de março, analisará a grave situação que se vive na Educação, marcada pela ausência de respostas a problemas da magnitude de milhares de alunos sem aulas e por uma política que continua a desvalorização da profissão docente por parte do MECI.
Perante um processo negocial com conteúdos muito negativos por parte do governo e um padrão inaceitável de desrespeito institucional — traduzido na sistemática desconsideração das propostas apresentadas pela FENPROF —, o Conselho Nacional considera que se impõe uma forte intervenção dos docentes em defesa da valorização que exigem e que é, como está à vista, da maior urgência, pelo que será necessário avançar com novas formas de ação e luta.
Na conferência de imprensa, a FENPROF tornará públicas as conclusões da reunião e anunciará um conjunto de iniciativas a desenvolver ainda no 2.º período, mas também no 3.º, face à clara necessidade de endurecimento da luta dos docentes.
A FENPROF denuncia, desde já:
- a total ausência de medidas concretas de efetiva valorização da carreira docente;
- o bloqueio do processo negocial, em que são totalmente desconsideradas as propostas apresentadas pela FENPROF, construídas com os docentes e por eles defendidas;
- a persistência de políticas que, na prática, conduziriam ao agravamento da falta de professores, comprometeriam o funcionamento das escolas públicas e degradariam as condições de trabalho de quem nelas exerce funções.
Num momento em que a crise de falta de professores não dá mostras de abrandamento, em que se acentua o envelhecimento do corpo docente e em que se deterioram as condições de exercício da profissão, a FENPROF considera que o governo está a empurrar a Escola Pública para uma situação de rutura.
A luta dos professores terá de intensificar-se, recorrendo a novas formas de mobilização, até que o governo responda com seriedade às reivindicações dos docentes e respeite quem assegura diariamente o funcionamento da Escola Pública. Como tem sido dito e repetido por milhares de docentes, exigimos valorização, já!
O Secretariado Nacional