Artigo:Docentes inscritos nos Mestrados em Ensino vinculados através do Concurso Externo Extraordinário sem condições para terminar profissionalização

Pastas / Informação / Todas as Notícias

Docentes inscritos nos Mestrados em Ensino vinculados através do Concurso Externo Extraordinário sem condições para terminar profissionalização

Através do Concurso Externo Extraordinário (CEE) foram muitos os docentes com habilitação própria a vincular nos quadros do Ministério da Educação Ciência e Inovação (MECI). Parte deles já estavam inscritos em Mestrados em Ensino em Instituições de Ensino Superior (IES) outros, tendo em conta a demora da abertura dos cursos de profissionalização em serviço na Universidade Aberta e a obrigação de concluírem a profissionalização em quatro anos, vieram a inscrever-se pouco depois de vincularem. 

O segundo ano destes cursos é dedicado à realização da PES, o que exige, entre outras tarefas, que estes docentes estejam oito horas na escola onde esta prática é realizada, gerando-se assim uma situação incomportável: por um lado a obrigação de cumprir um horário com 22 horas letivas na escola em que forem colocados na mobilidade interna e, por outro, realizar a PES na escola onde a IES conseguir um professor cooperante e um núcleo de estágio. Seja pela distância entre as duas escolas, seja pela sobrecarga de trabalho, torna-se praticamente impossível conciliar os dois horários.

Um estágio pedagógico, nos moldes defendidos pelo SPGL e pela FENPROF, em que o estagiário teria um contrato de trabalho a termo resolutivo com produção de efeitos para todos os fins de natureza laboral, social e profissional, resolveria este problema e atrairia mais jovens para a profissão.

Num momento de falta de professores é preciso dar um sinal real de valorização daqueles que optam por esta profissão. Tendo os sucessivos governos rejeitado as propostas do SPGL e da FENPROF, o que se exige é que, pelo menos, sejam dadas condições dignas aos docentes nesta situação para poderem finalizar a sua profissionalização sem ter de optar entre manter o seu trabalho como professores ou concluir a sua profissionalização.

A Direção do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa – SPGL