Da (prática) da democracia nas escolas
Francisco Gonçalves (SG FENPROF), Correio da Manhã, 10 de março de 2026
Dos direitos atualmente em risco, tendo em conta acontecimentos recentes, vários poderiam ser trazidos a esta coluna: o Direito Internacional (a “fúria épica” aplicada ao Irão por Israel e EUA); o Direito à Manifestação (o novo achaque de “parece mal os professores manifestarem-se” do Ministério da Educação); os Direitos das Mulheres (o crescimento, entre os mais jovens, da visão “as mulheres devem obedecer aos maridos”).
Como é habitual, sempre que há direitos em perigo surge o clássico "a escola está a falhar". Talvez seja importante olhar para a prática da democracia nas escolas “na ótica do utilizador” — os alunos.
São muitos os projetos e eventos de cidadania existentes nas escolas: orçamentos participativos, parlamentos jovens, formação de jovens líderes... No entanto, quando os alunos, por sua iniciativa, resolvem tornar as associações de estudantes mais interventivas, realizar reuniões gerais de alunos, questionar e propor mudanças na vida escolar, por vezes os poderes da escola começam a criar obstáculos. Como promover a democracia sem prática democrática?