Caravana Nacional
Somos Professores, damos rosto ao futuro! Exigimos Valorização, Já!
Entre os dias 19 de fevereiro e 4 de março, a Caravana Nacional "Somos professores, damos rosto ao futuro. Exigimos Valorização, já!" percorreu o país, com diferentes iniciativas de mobilização dos docentes e esclarecimento da sociedade.
Esta campanha da FENPROF teve como objetivos: dar visibilidade à gravíssima falta de professores, ao envelhecimento da profissão docente e a outros problemas que afetam a profissão, a Escola Pública, a educação e o ensino, distrito a distrito; apelar à sociedade portuguesa para que se junte à exigência de políticas que garantam professores qualificados para todos os alunos, todos os dias e em todas as aulas; chamar a atenção para as recomendações e soluções defendidas por ONU, UNESCO e Internacional da Educação face ao problema atual da insuficiência de docentes qualificados para responder aos desafios educativos e das sociedades.
No distrito de Setúbal, a Caravana Nacional teve início na Escola Secundária João de Barros, no Seixal e Escola Básica e Secundária Ordem Santiago, em Setúbal, marcadas pela crescente falta de professores. O setor particular e cooperativo também se uniu em protesto na Escola Profissional de Setúbal e na Academia de Música e Belas Artes Luísa Todi.
De Setúbal e do Seixal, autocarros transportaram os docentes para um Plenário Distrital no Barreiro. Cerca de mil professores desfilaram, depois, da Escola Secundária Santo André até ao Parque da Cidade. O evento contou com diversas intervenções, das quais a do secretário-geral da FENPROF, José Feliciano Costa, para além da criação de um painel coletivo e recolha de postais a entregar ao primeiro-ministro.
Mário Roque e João Pereira | Coordenadores da D.R. Setúbal
A última semana da Caravana Nacional iniciou-se nos distritos de Aveiro e Leiria. Em Leiria, por força da destruição e outras consequências ainda muito marcadas pelas recentes intempéries, as atividades decorreram na cidade das Caldas da Rainha. O programa iniciou-se com uma concentração junto às Escolas 2,3 e Sec. Rafael Bordalo Pinheiro e D. João II, seguida de desfile até à Praça da República. Seguiu-se um plenário de professores na Escola Sec. Raul Proença, seguido de visita de dirigentes sindicais às escolas circundantes (EB/JI do Bairro dos Arneiros; EB/JI n.º1 de Stº Onofre e EB do Bairro da Ponte). A concentração/plenário de encerramento teve lugar na praça 25 de Abril e contou com a intervenção do Secretário-Geral da FENPROF, José Feliciano Costa.
Cremilde Canoa e José Machado | Coordenadores da D.R. Oeste
No dia 3 de março, a Caravana Nacional passou pelos distritos de Coimbra e Santarém, mas também pelas ilhas de São Jorge e de Santa Maria, na Região Autónoma dos Açores. No penúltimo dia desta campanha, o Secretário-geral José Feliciano Costa esteve em Santarém e acompanhou a Caravana pelas escolas de Rio Maior, designadamente o Centro Escolar n.º 2 da Mina do Espadanal, a Escola Profissional de Rio Maior, o Agrupamento de Escolas Marinhas do Sal e o Agrupamento de Escolas Fernando Casimiro Pereira da Silva. O plenário final teve lugar no Largo da Escola Secundária de Rio Maior.
Céu Silva e Mário Santos | Coordenadores da D.R. Santarém
A Caravana Nacional terminou no distrito de Lisboa, no dia 4 de março, passando por diversas escolas de Sintra, Amadora e Lisboa, denunciando a grave falta de professores e o recurso excessivo a horas extraordinárias. Em cada escola, docentes e comunidade educativa deram voz aos problemas mais sentidos, construíram um “estendal em defesa da Escola Pública” e recolheram postais.
A caravana, composta por vários veículos, deu visibilidade pública à luta e integrou também escolas do setor social, evidenciando as condições de trabalho destes docentes. O dia terminou com uma concentração no Largo de Camões, com os secretários‑gerais da FENPROF, Francisco Gonçalves e José Feliciano Costa, e o secretário‑geral da CGTP‑IN, Tiago Oliveira.
Catarina Teixeira e Carlos Leal | Coordenadores da D.R. Lisboa
Texto original publicado no Escola/Informação n.º 314 | março/abril 2026