Artigo:Agora não podemos parar!

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Ação Sindical

Agora não podemos parar!

Mário Roque | Dirigente SPGL

A grande manifestação da CGTP-IN que, no passado dia 13 de janeiro, se realizou em Lisboa — com expressiva adesão de diversos setores de atividade, na qual o SPGL e os sindicatos da FENPROF marcaram presença com centenas de docentes — constituiu, mais uma vez, uma enorme demonstração de força dos trabalhadores e uma indiscutível vontade de prosseguir a luta pela retirada do pacote laboral e contra a política de retrocesso social.

 A contestação a este pacote ficou patente nas mais de 190 000 assinaturas do abaixo-assinado entregues na Assembleia da República pela CGTP-IN, em defesa do aumento geral dos salários, da revogação das normas gravosas da atual lei e do reforço dos serviços públicos e das funções sociais do Estado. Num curto espaço de tempo, educadores, professores e investigadores contribuíram com 15 000 subscrições.Este movimento, que teve início nas manifestações de 20 de setembro em Lisboa e no Porto, ganhou força com a greve da Administração Pública de 24 de outubro (com forte impacto nas escolas) e com a manifestação de 8 de novembro em Lisboa, culminando na greve geral de 11 de dezembro. Agora, não podemos parar. Embora este pacote laboral pareça “adormecido”, ele não foi derrotado, por isso, a luta sairá à rua.

Prosseguirá a luta dos professores e educadores pelas suas próprias reivindicações com destaque para um Estatuto da Carreira Docente que valorize, efetivamente, a profissão, e que seja um contributo fundamental para inverter a falta de professores, garantir a estabilidade das escolas e assegurar a qualidade da educação e do ensino.

Perante este cenário, destaca-se ainda a caravana da FENPROF que percorrerá o país, com passagens nos distritos de Setúbal, Santarém e Lisboa, dando visibilidade aos diversos problemas que afetam os professores, educadores e investigadores, afirmando que a luta não terminou. Exige-se continuidade, alargamento e reforço, impondo-se assim uma grande participação dos docentes na próxima manifestação nacional do dia 28 de fevereiro em Lisboa, contra a proposta deste governo de revisão da legislação laboral. 

Texto original publicado no Escola/Informação  n.º 313 | janeiro/fevereiro 2026