A educação e a greve geral
Francisco Gonçalves (SG FENPROF), Correio da Manhã, 02 de dezembro de 2025
No mundo da Educação, mais concretamente os seus profissionais e os encarregados de educação poderão interrogar-se se a Greve Geral de 11 de dezembro também é para eles (trabalhadores da educação), também é com eles (encarregados de educação).
No caso dos trabalhadores, os professores, educadores, investigadores e demais profissionais da Educação estão perante um Pacote Laboral que visa facilitar despedimentos, agravar a precariedade, desregular horários com o banco de horas individual, restringir o direito à greve através de serviços mínimos abusivos, desvalorizar salários e fragilizar a contratação coletiva, o que terá impacto direto num setor já profundamente marcado pela desvalorização das carreiras, pela instabilidade contratual, pela sobrecarga burocrática e pela falta de condições nas escolas e instituições de ensino.
Para os encarregados de educação, que lidam com uma Educação e uma Escola Pública sem recursos suficientes, a braços com um sério problema de falta de professores, a aplicação do Pacote Laboral do governo apenas somará problemas aos já existentes.