<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Informação</title><link>https://www.spgl.pt:443/informacao</link><description>Informação</description><item><title>Tribuna Pública pela Equidade na Monodocência realiza-se a 15 de junho, junto ao MECI</title><link>https://www.spgl.pt:443/tribuna-publica-pela-equidade-na-monodocencia-realiza-se-a-15-de-junho-junto-ao-meci</link><description>&lt;h3&gt;Tribuna P&amp;uacute;blica pela Equidade na Monodoc&amp;ecirc;ncia realiza-se a 15 de junho, junto ao MECI&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF promove, no pr&amp;oacute;ximo dia&amp;nbsp;&lt;strong&gt;15 de junho, &amp;agrave;s 10 horas&lt;/strong&gt;, junto ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), uma&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Tribuna P&amp;uacute;blica pela Equidade na Monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;A iniciativa, anunciada em 16 de maio na Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Professores e Educadores, est&amp;aacute; integrada na luta pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar e do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico e enquadra-se no&amp;nbsp;atual processo de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD)&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;A data escolhida n&amp;atilde;o &amp;eacute; casual. &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;No dia em que os restantes n&amp;iacute;veis de ensino terminam as suas atividades letivas, os educadores de inf&amp;acirc;ncia e os professores do 1.&amp;ordm; Ciclo permanecem em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas durante mais quinze dias, realidade que evidencia uma desigualdade persistente no tratamento destes docentes e dos n&amp;iacute;veis de ensino em que exercem a sua atividade que &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;n&amp;atilde;o pode, em caso algum, ser pensada para a satisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de necessidades sociais das fam&amp;iacute;lias&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Tal n&amp;atilde;o respeita as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes, nem se revela &amp;uacute;til para as crian&amp;ccedil;as, em particular do ponto de vista educativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exig&amp;ecirc;ncia de equidade na monodoc&amp;ecirc;ncia constitui uma antiga reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF e assume particular relev&amp;acirc;ncia no atual contexto da revis&amp;atilde;o do ECD. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem defendido a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas concretas que ponham termo &amp;agrave;s desigualdades existentes face aos restantes n&amp;iacute;veis e ciclos de ensino, designadamente no que respeita &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios de trabalho, &amp;agrave; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD, ao exerc&amp;iacute;cio de cargos pedag&amp;oacute;gicos e &amp;agrave; calendariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atividades letivas. A FENPROF exige, igualmente, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um regime de aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o digno para todos os docentes, independentemente do ciclo ou n&amp;iacute;vel de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, aos 36 anos de servi&amp;ccedil;o, sem quaisquer penaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Tribuna P&amp;uacute;blica contar&amp;aacute; com interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de dirigentes sindicais e outros docentes, dando voz a quem diariamente enfrenta as exig&amp;ecirc;ncias espec&amp;iacute;ficas da monodoc&amp;ecirc;ncia e continua a ver desvalorizadas as suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante a iniciativa, ser&amp;aacute; ainda proposta a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a entregar ao MECI, exigindo a ado&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas capazes de garantir uma efetiva valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e igualdade de tratamento entre todos os n&amp;iacute;veis e ciclos de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para permitir a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes nesta a&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a FENPROF convocou uma&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Greve Nacional da Monodoc&amp;ecirc;ncia&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;para o mesmo dia, abrangendo todos os educadores de inf&amp;acirc;ncia e docentes do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico, bem como outros docentes que exercem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es nesses setores, independentemente do seu v&amp;iacute;nculo laboral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A FENPROF reafirma que n&amp;atilde;o reclama privil&amp;eacute;gios para estes profissionais. Reclama, isso sim, justi&amp;ccedil;a, reconhecimento e igualdade de tratamento para quem assegura os primeiros anos da escolaridade e, portanto, desempenha um papel determinante na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma Escola P&amp;uacute;blica de qualidade&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 12 Jun 2026 09:32:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/tribuna-publica-pela-equidade-na-monodocencia-realiza-se-a-15-de-junho-junto-ao-meci</guid></item><item><title>Greve geral e provas ModA | Ministro procura criar uma imagem de normalidade que não corresponde aos factos</title><link>https://www.spgl.pt:443/greve-geral-e-provas-moda-ministro-procura-criar-uma-imagem-de-normalidade-que-nao-corresponde-aos-factos</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Greve geral e provas&amp;nbsp;ModA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ministro procura criar uma imagem de normalidade que n&amp;atilde;o corresponde aos factos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas ModA no dia da Greve Geral constituem uma tentativa inaceit&amp;aacute;vel de manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da realidade e de desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do leg&amp;iacute;timo e muito participado protesto dos educadores, professores e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirmando que os dados dispon&amp;iacute;veis permitem saber que 48% dos alunos realizaram as provas, o ministro infere, num c&amp;aacute;lculo criativo que soma alunos e escolas para dar 100%, que &amp;ldquo;metade das escolas esteve aberta&amp;rdquo;. Evidentemente, as provas &amp;ndash; nesse dia apenas para o 6.&amp;ordm; ano &amp;ndash; n&amp;atilde;o estavam previstas para todas as escolas do pa&amp;iacute;s, nem os alunos est&amp;atilde;o homogeneamente distribu&amp;iacute;dos, mas a &amp;ldquo;confus&amp;atilde;o&amp;rdquo; permitiu anunciar uma imagem de normalidade, ainda que sem correspond&amp;ecirc;ncia com a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais grave ainda &amp;eacute; o facto de terem sido reportadas m&amp;uacute;ltiplas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de press&amp;atilde;o sobre dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es escolares para garantirem a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas, a qualquer custo, incluindo procedimentos cuja legalidade ter&amp;aacute; de ser apurada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es denunciadas, contam-se:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;transporte de alunos, para outras escolas, sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas de seguran&amp;ccedil;a;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es regulamentares de vigil&amp;acirc;ncia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contingentes alargados de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, transformando servi&amp;ccedil;os m&amp;iacute;nimos em verdadeiros servi&amp;ccedil;os m&amp;aacute;ximos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, e elementos ligados aos secretariados de exames, em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es que suscitam s&amp;eacute;rias d&amp;uacute;vidas quanto &amp;agrave; sua legalidade e ao seu enquadramento.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Estas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es est&amp;atilde;o a ser apuradas com vista &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o junto das entidades competentes, designadamente IGEC e Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, sempre que tal se justifique.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas Fernando Alexandre n&amp;atilde;o se ficou por manipular a verdade apenas neste coment&amp;aacute;rio. O ministro voltou a faltar &amp;agrave; verdade quando afirmou que as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao C&amp;oacute;digo do Trabalho n&amp;atilde;o se aplicam aos docentes. O processo de revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente demonstra precisamente o contr&amp;aacute;rio, pois ao esvazi&amp;aacute;-lo de garantias, obriga &amp;agrave; remiss&amp;atilde;o &amp;agrave;s leis gerais. O que est&amp;aacute; em curso n&amp;atilde;o visa a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, nem a melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes. Pelo contr&amp;aacute;rio, aponta para um conjunto de medidas profundamente gravosas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Caso venham a ser aprovadas, as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es constantes do denominado &amp;ldquo;Pacote Laboral&amp;rdquo; poder&amp;atilde;o traduzir-se, diretamente na profiss&amp;atilde;o docente, num ataque aos direitos sindicais, em limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es aos direitos associados &amp;agrave; parentalidade, no agravamento da precariedade laboral, na utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de bancos de horas, no aumento da flexibilidade imposta &amp;agrave;s escolas e no aprofundamento do desrespeito pelos hor&amp;aacute;rios de trabalho dos professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa ainda sublinhar que o ministro omite intencionalmente um aspeto essencial: a Lei Geral do Trabalho em Fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es P&amp;uacute;blicas (LTFP) mant&amp;eacute;m uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o de depend&amp;ecirc;ncia direta e clara relativamente ao C&amp;oacute;digo do Trabalho, atrav&amp;eacute;s do seu artigo 4.&amp;ordm;, que prev&amp;ecirc; a remiss&amp;atilde;o expressa entre ambos os regimes jur&amp;iacute;dicos. Tal significa que muitas das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es introduzidas no C&amp;oacute;digo do Trabalho produzem efeitos diretos na Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica, atrav&amp;eacute;s da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o complementar aplic&amp;aacute;vel, abrangendo mat&amp;eacute;rias como as anteriormente referidas e outras com impacto significativo nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deste modo, torna-se evidente que estas medidas n&amp;atilde;o representam apenas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es t&amp;eacute;cnicas ou administrativas, mas antes uma profunda altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais no setor da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com consequ&amp;ecirc;ncias negativas para os direitos, a estabilidade profissional e a qualidade das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tudo isto juntam-se outras altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es negativas que representam mais um passo na desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e no enfraquecimento da Escola P&amp;uacute;blica. Ali&amp;aacute;s, nas reuni&amp;otilde;es j&amp;aacute; realizadas, foi confirmado que a pr&amp;oacute;pria carreira de corpo especial est&amp;aacute; em revis&amp;atilde;o, abrindo caminho &amp;agrave; sua descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e eventual elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os professores j&amp;aacute; deram uma resposta clara &amp;agrave; pol&amp;iacute;tica do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Deram-na na rua, no passado dia 16 de maio, com uma expressiva manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, e deram-na tamb&amp;eacute;m nas escolas, atrav&amp;eacute;s das Greves Gerais de 11 de dezembro e de 3 de junho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tentativa de descredibilizar os educadores, professores e investigadores, bem como as suas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas, n&amp;atilde;o apagar&amp;aacute; a realidade das escolas, nem o profundo descontentamento existente na profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 8 de junho de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:33:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/greve-geral-e-provas-moda-ministro-procura-criar-uma-imagem-de-normalidade-que-nao-corresponde-aos-factos</guid></item><item><title>Mobilidade por Doença/2026 (MpD)</title><link>https://www.spgl.pt:443/mobilidade-por-doenca-2026-mpd</link><description>&lt;h3&gt;Mobilidade por Doen&amp;ccedil;a/2026 (MpD)&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Encontram-se dispon&amp;iacute;veis as aplica&amp;ccedil;&amp;otilde;es eletr&amp;oacute;nicas destinadas &amp;agrave; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do relat&amp;oacute;rio m&amp;eacute;dico e &amp;agrave; formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido de mobilidade por motivo de doen&amp;ccedil;a para 2026/2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os procedimentos decorrem nos seguintes prazos:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;bull; &lt;strong&gt;Renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; &amp;ndash; 8 a 15 de junho de 2026&lt;br&gt;&amp;bull;&lt;strong&gt; Extra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de relat&amp;oacute;rio m&amp;eacute;dico e formaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido&lt;/strong&gt; &amp;ndash; 8 a 18 de junho de 2026 (novos pedidos)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt/openerp/login" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Mobilidade de docentes por motivo de doen&amp;ccedil;a &amp;ndash; 2026/2027&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nota de Anexos:&lt;/p&gt;
&lt;section id="block_b1a801e2fcc84820e3ff6153e1eb5b2e"&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/Decreto-Lei-n.o-43_2025-de-26-de-marco.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Decreto-Lei n.&amp;ordm; 43/2025, de 26 de mar&amp;ccedil;o&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/Decreto-Lei-n.o-41_2022-de-17-de-junho.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Decreto-lei n.&amp;ordm; 41/2022, de 17 de junho&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/Despacho-n.o-5868-B_2025-de-23-de-maio.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 5868-B/2025, de 23 de maio&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/Aviso-MPD-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Aviso de abertura MPD 2026/2027&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Outros&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/Codigos-dos-AE-ENA.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;C&amp;oacute;digos dos AE/EnA&lt;/a&gt;&lt;br&gt;&lt;a href="https://agse.pt/wp-content/uploads/2026/06/FAQ-MPD-2026_2027.pdf" target="_blank" rel="noopener"&gt;Perguntas Frequentes&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/section&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Tue, 09 Jun 2026 09:16:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/mobilidade-por-doenca-2026-mpd</guid></item><item><title>15 de junho de 2026 | Tribuna Pública e Greve da Monodocência: A Escola Pública defende-se na sala de aula e na rua!</title><link>https://www.spgl.pt:443/15-de-junho-de-2026-tribuna-publica-e-greve-da-monodocencia-a-escola-publica-defende-se-na-sala-de-aula-e-na-rua</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;15 de junho de 2026&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Tribuna P&amp;uacute;blica e Greve da Monodoc&amp;ecirc;ncia: A Escola P&amp;uacute;blica defende-se na sala de aula e na rua!&lt;/h3&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF &amp;ndash; Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional dos Professores decidiu convocar, &lt;strong&gt;para as 10 horas do pr&amp;oacute;ximo dia 15 de junho de 2026&lt;/strong&gt; &amp;ndash; dia em que se manifesta claramente a injusti&amp;ccedil;a no tratamento, no que respeita ao calend&amp;aacute;rio escolar, entre a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Inf&amp;acirc;ncia e o 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico (1.&amp;ordm; CEB) e os restantes n&amp;iacute;veis de ensino, cujas atividades terminam no dia 12 de junho &amp;ndash;, uma &lt;strong&gt;&amp;ldquo;Tribuna P&amp;uacute;blica pela Equidade na Monodoc&amp;ecirc;ncia&amp;rdquo;&lt;/strong&gt;, a ter lugar &lt;strong&gt;junto ao MECI&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para esta iniciativa, &lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;os Sindicatos da FENPROF, como sempre fizeram, organizam transportes de todo o pa&amp;iacute;s para s&amp;oacute;cios e n&amp;atilde;o s&amp;oacute;cios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. Desta forma, ficam criadas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias a uma significativa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tendo em conta que, nesta altura do ano, muitos ser&amp;atilde;o os docentes que j&amp;aacute; n&amp;atilde;o dispor&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;ditos sindicais que lhes permitissem a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nesta iniciativa, foi igualmente decidido convocar, para o dia em causa, a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma &lt;strong&gt;Greve Nacional da Monodoc&amp;ecirc;ncia &lt;/strong&gt;&lt;em&gt;(consultar o pr&amp;eacute;-aviso)&lt;/em&gt;, abrangendo todos os educadores de inf&amp;acirc;ncia e docentes do 1.&amp;ordm; CEB, bem como outros docentes, de outros grupos de recrutamento, a quem sejam atribu&amp;iacute;das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas no &amp;acirc;mbito daqueles dois n&amp;iacute;veis de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, com o primordial objetivo de permitir essa participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo que &lt;strong&gt;o foco da luta neste dia ser&amp;aacute; a referida Tribuna P&amp;uacute;blica, mais do que propriamente a greve&lt;/strong&gt;. Ainda assim, e para que n&amp;atilde;o restem d&amp;uacute;vidas sobre quem pode aderir a esta greve, a FENPROF decidiu elaborar o conjunto de &lt;strong&gt;perguntas frequentes (FAQ)&lt;/strong&gt; que se segue.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 id="widget-4mwzry43zt32xxwkzshfnv7hnv" class="flow-title"&gt;FAQ - Perguntas mais frequentes&lt;/h4&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;1. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Quem pode fazer greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O direito &amp;agrave; greve, consagrado na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa, &amp;eacute; um direito de todos os trabalhadores&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;independentemente da natureza do v&amp;iacute;nculo laboral que detenham e do facto de serem ou n&amp;atilde;o sindicalizados&lt;/strong&gt;. Esta greve convocada para o dia 15 de junho de 2026 abrange, de acordo com a delimita&amp;ccedil;&amp;atilde;o constante no respetivo pr&amp;eacute;-aviso, todos os educadores de inf&amp;acirc;ncia e professores do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico, bem como todos os demais docentes e outros trabalhadores com fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas a quem seja distribu&amp;iacute;do servi&amp;ccedil;o no &amp;acirc;mbito da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Inf&amp;acirc;ncia e ou do 1.&amp;ordm; CEB, que exercem atividade em todo o territ&amp;oacute;rio nacional, incluindo regi&amp;otilde;es aut&amp;oacute;nomas, independentemente do setor &amp;ndash; p&amp;uacute;blico, privado ou social &amp;ndash; onde exer&amp;ccedil;am fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;2. Qual o servi&amp;ccedil;o abrangido pela greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Todo&lt;/strong&gt;, sem qualquer exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o, letivo ou n&amp;atilde;o letivo, incluindo reuni&amp;otilde;es de qualquer tipo e quaisquer outras atividades.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;3. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio pedir autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou comunicar previamente a sua ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; A ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve n&amp;atilde;o depende de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via, ou sequer posterior, muito menos de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via, nos termos da lei, cabe aos sindicatos, tendo a FENPROF procedido &amp;agrave; entrega de um Pr&amp;eacute;-Aviso de Greve a todos os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os do governo e demais entidades ou organismos envolvidos.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;4. Pode um docente n&amp;atilde;o sindicalizado ou sindicalizado num outro sindicato que n&amp;atilde;o tenha convocado greve fazer a greve declarada pela FENPROF?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SIM!&lt;/strong&gt; Pode, uma vez que a greve declarada abrange todas as escolas e agrupamentos, independentemente do seu v&amp;iacute;nculo sindical ou da sua aus&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;5. Pode-se decidir aderir &amp;agrave; greve no pr&amp;oacute;prio dia?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SIM!&lt;/strong&gt; Ali&amp;aacute;s, pode o trabalhador docente pode at&amp;eacute; j&amp;aacute; estar no local de trabalho ou mesmo ter iniciado a atividade e, em qualquer momento, decidir aderir &amp;agrave; greve.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;6. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio estar no local de trabalho durante o per&amp;iacute;odo de greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; Em dia de greve, o trabalhador n&amp;atilde;o tem de se deslocar ao seu local de trabalho, embora, se o quiser fazer, n&amp;atilde;o possa ser impedido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se resolver ir &amp;agrave; escola, at&amp;eacute; como forma de manifestar publicamente a sua ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve, pode mesmo tentar persuadir outros colegas a aderirem, sempre por meios pac&amp;iacute;ficos e sem colocar em causa a liberdade de trabalho dos n&amp;atilde;o aderentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais se esclarece que n&amp;atilde;o podem as crian&amp;ccedil;as ficar &amp;agrave; guarda de assistentes operacionais nem dos prestadores de servi&amp;ccedil;o de apoio socioeducativo em AAAF (Atividades de Anima&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de Apoio &amp;agrave; Fam&amp;iacute;lia) ou CAF (Componente de Apoio &amp;agrave; Fam&amp;iacute;lia) procedimento recentemente considerado pela Inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Ci&amp;ecirc;ncia (IGEC) como violador do direito &amp;agrave; greve.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;7. O professor tem de deixar algum plano de aula em dia de greve?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; Tal est&amp;aacute; apenas previsto no caso de faltas que care&amp;ccedil;am de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via, o que, como exposto na resposta quest&amp;atilde;o 3 acima, n&amp;atilde;o se aplica &amp;agrave; greve.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ali&amp;aacute;s, esse procedimento at&amp;eacute; configuraria uma forma indireta de tentar fazer um levantamento pr&amp;eacute;vio da ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve, o que n&amp;atilde;o &amp;eacute; permitido pelo C&amp;oacute;digo do Trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;8. O professor tem de justificar a aus&amp;ecirc;ncia ao servi&amp;ccedil;o em dia de greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; No dia da greve s&amp;oacute; tem de justificar a aus&amp;ecirc;ncia ao servi&amp;ccedil;o quem tiver faltado por outras raz&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o estando a participar na luta. Quem adere &amp;agrave; greve n&amp;atilde;o precisa sequer de o declarar, muito menos de entregar qualquer justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, cabendo aos servi&amp;ccedil;os, atrav&amp;eacute;s da consulta dos registos de presen&amp;ccedil;a, fazer o levantamento necess&amp;aacute;rio, estritamente para efeitos de pagamento de remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;9. &amp;Eacute; legal exercer press&amp;atilde;o ou qualquer outro tipo de procedimento visando levar um trabalhador a n&amp;atilde;o aderir &amp;agrave; greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; Nos termos do C&amp;oacute;digo do Trabalho, tal n&amp;atilde;o &amp;eacute; permitido. Mais, de acordo com o artigo 540.&amp;ordm; daquele diploma, quem exerce press&amp;atilde;o ou coa&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; ser punido, pois tal procedimento constitui &lt;strong&gt;contraordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o muito grave&lt;/strong&gt;, assim como o &amp;eacute; qualquer a&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior que prejudique ou discrimine um trabalhador por aderir a uma greve.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;10. A ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve fica registada em listas espec&amp;iacute;ficas, no Processo Individual do Docente ou em quaisquer plataformas digitais?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; &amp;Eacute; expressamente proibido qualquer registo permanente, f&amp;iacute;sico ou em plataforma digital, sobre a ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve. As aus&amp;ecirc;ncias por ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve, a par de outras previstas na lei, s&amp;atilde;o apenas registadas para efeito estat&amp;iacute;stico e, claro, para correto processamento dos vencimentos, como referido a prop&amp;oacute;sito da quest&amp;atilde;o 8.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;11. O dia n&amp;atilde;o recebido &amp;eacute; considerado para efeitos de IRS?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; No m&amp;ecirc;s em que for descontado esse dia de greve (dever&amp;aacute; ser no pr&amp;oacute;prio m&amp;ecirc;s ou, quando tal n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel, no seguinte), o c&amp;aacute;lculo de desconto para o IRS e restantes contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es ser&amp;aacute; feito com base no valor il&amp;iacute;quido da remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o processada, portanto, n&amp;atilde;o incidindo a reten&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o valor n&amp;atilde;o pago.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;12. H&amp;aacute; alguma penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira pelo facto de um docente ter aderido &amp;agrave; greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; A ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma falta, mas uma aus&amp;ecirc;ncia que implica, nos termos do C&amp;oacute;digo do Trabalho (art.&amp;ordm; 536.&amp;ordm; n.&amp;ordm; 1), a suspens&amp;atilde;o do v&amp;iacute;nculo contratual e dos deveres de subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e assiduidade, durante o per&amp;iacute;odo da ades&amp;atilde;o. Da&amp;iacute; que n&amp;atilde;o haja qualquer consequ&amp;ecirc;ncia na contagem do tempo de servi&amp;ccedil;o para quaisquer efeitos legais, designadamente concursos, carreira ou aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, assim como no &amp;acirc;mbito da ADD. A &amp;uacute;nica consequ&amp;ecirc;ncia da ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve &amp;eacute; o n&amp;atilde;o pagamento pela entidade patronal do vencimento relativo ao per&amp;iacute;odo de aus&amp;ecirc;ncia e do respetivo subs&amp;iacute;dio de refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;13. Os membros dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o podem aderir &amp;agrave; greve n&amp;atilde;o comparecendo na escola?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;SIM!&lt;/strong&gt; A forma de aderir &amp;agrave; greve por parte dos membros dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o abrangidos &amp;eacute; a mesma que foi referida para qualquer outro docente. Conforme Pr&amp;eacute;-Aviso entregue &amp;agrave;s entidades competentes pela FENPROF, &amp;ldquo;caso os membros dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o das escolas, no uso dos seus direitos, adiram a esta greve, ficar&amp;aacute; respons&amp;aacute;vel pela seguran&amp;ccedil;a do(s) edif&amp;iacute;cio(s) e de todas as pessoas que nele(s) permane&amp;ccedil;am o docente do quadro de nomea&amp;ccedil;&amp;atilde;o definitiva mais antigo do estabelecimento ou do agrupamento que n&amp;atilde;o se encontre em greve&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;span style="color: rgba(132, 63, 161, 1);"&gt;&lt;strong&gt;14. Pode algu&amp;eacute;m ter falta injustificada em dia de greve?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;Atilde;O!&lt;/strong&gt; Os Servi&amp;ccedil;os Administrativos s&amp;atilde;o obrigados a presumir a ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve de quem, tendo estado ausente ao servi&amp;ccedil;o, n&amp;atilde;o tenha apresentado qualquer justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Todas as aus&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o justificadas em dia de greve est&amp;atilde;o cobertas pelo Pr&amp;eacute;-Aviso apresentado pela FENPROF.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/90000/900/50/9/pre-aviso-greve-15-de-junho-de-2026.pdf" target="_blank"&gt;Consulta Pr&amp;eacute;-Aviso de Greve&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4xxr2d4g56jas6537rf5k5renh"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 16:19:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/15-de-junho-de-2026-tribuna-publica-e-greve-da-monodocencia-a-escola-publica-defende-se-na-sala-de-aula-e-na-rua</guid></item><item><title>Revisão ECD | O que escondem as medidas?</title><link>https://www.spgl.pt:443/revisao-ecd-o-que-escondem-as-medidas-2</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Revis&amp;atilde;o ECD&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;O que escondem as medidas?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ant&amp;oacute;nio Anes&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do ECD ainda vai no adro, mas come&amp;ccedil;a a ser clara a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MECI que se esconde nas medidas at&amp;eacute; agora apresentadas: destruir a atual carreira docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Impondo um protocolo negocial, que mais n&amp;atilde;o visou que adiar uma verdadeira valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira, o MECI inicia a revis&amp;atilde;o com o 1.&amp;ordm; Tema - Perfil Geral do Docente, Direitos, Deveres e Garantias. Afirmando que deseja maior clareza normativa e uma vis&amp;atilde;o mais atual e integrada da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente, pretende a descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e o fim da carreira de corpo especial (docentes) aplicando a LTFP, SIADAP, ReCAP e outros quadros legais, por elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou omiss&amp;atilde;o de normas do atual ECD.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No 2.&amp;ordm; tema - Habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia, recrutamento e admiss&amp;atilde;o, a pretens&amp;atilde;o do MECI, dizendo clarificar a exig&amp;ecirc;ncia cient&amp;iacute;fica e pedag&amp;oacute;gica no acesso &amp;agrave; profiss&amp;atilde;o, mais n&amp;atilde;o faz do que suprimir os conceitos consolidados de habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e pr&amp;oacute;pria; ao falar em concursos visa impor procedimentos concursais sujeitos &amp;agrave;s regras gerais da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica, substituindo os atuais. Quadros por Mapas de Pessoal preenchidos por contrato de trabalho e n&amp;atilde;o por nomea&amp;ccedil;&amp;atilde;o, eliminando a gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional como crit&amp;eacute;rio &amp;uacute;nico, em todos os concursos, e alterando as regras para ingresso na profiss&amp;atilde;o e na carreira, confundindo per&amp;iacute;odo experimental com per&amp;iacute;odo probat&amp;oacute;rio&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa registar que, mais uma vez, o MECI decide unilateralmente encerrar a discuss&amp;atilde;o do 2.&amp;ordm; tema, num quadro em que a FENPROF tinha solicitado expressamente a convoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nova reuni&amp;atilde;o, impondo prosseguir o processo com a discuss&amp;atilde;o da legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria relativa ao referido tema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre esta mat&amp;eacute;ria, na reuni&amp;atilde;o de 25 de mar&amp;ccedil;o, o MECI apresentou um documento propagand&amp;iacute;stico baseado num modelo As-Is/To-Be, utilizado vulgarmente pelas empresas, para a an&amp;aacute;lise do Decreto-Lei 32-A/2023! Recorrendo a formula&amp;ccedil;&amp;otilde;es vagas a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; clara: denegrir o atual regime de concursos para impor a sua vis&amp;atilde;o. O As-Is ajuda os autores do processo de revis&amp;atilde;o (MECI) a identificarem o que est&amp;aacute; desalinhado com a sua estrat&amp;eacute;gia. Apresenta indecifr&amp;aacute;veis limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es do modelo vigente impedindo perceber em que consiste o modelo To-Be, que suscita mais interroga&amp;ccedil;&amp;otilde;es do que melhorias. A FENPROF &amp;eacute; clara: s&amp;oacute; teremos um ECD valorizado se o mesmo melhorar o inscrito no que hoje vigora.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caminho at&amp;eacute; agora trilhado pelo MECI vai em sentido contr&amp;aacute;rio. Cabe aos professores impedi-lo e obrig&amp;aacute;-lo a outro rumo.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/revisao-ecd-o-que-escondem-as-medidas-2</guid></item><item><title>Sugestões Exposição | “Elas tiveram medo e foram” Museu do Aljube – Resistência e Liberdade</title><link>https://www.spgl.pt:443/sugestoes-exposicao-elas-tiveram-medo-e-foram-museu-do-aljube-resistencia-e-liberdade</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Sugest&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;Elas tiveram medo e foram&amp;rdquo;&lt;br&gt; Museu do Aljube &amp;ndash; Resist&amp;ecirc;ncia e Liberdade&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Sofia Vilarigues&lt;/strong&gt; | Jornalista&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Em fevereiro deste ano de 1961, fui de novo presa pela PIDE, porque em Portugal &amp;eacute; proibido lutar por mais p&amp;atilde;o, mais cultura, um lar confort&amp;aacute;vel, uma vida alegre, digna e feliz&amp;rdquo;, escreveu Fernanda da Paiva Tom&amp;aacute;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Picaram-lhe as unhas com alfinetes, queimaram os peitos com cigarros, foi-lhe aplicada a tortura do sono, o que levou a que tivesse alucina&amp;ccedil;&amp;otilde;es e &amp;lsquo;visse bichos&amp;rsquo;, e partiram-lhe um bra&amp;ccedil;o quando a empurraram pelas escadas&amp;rdquo;, testemunhou o filho de Idalina Maria Feliciano e a sua mulher.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas partilhas, entre outras, podem-se ler na brochura da exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;Elas tiveram medo e foram&amp;rdquo;, patente no Museu do Aljube &amp;ndash; Resist&amp;ecirc;ncia e Liberdade, de 11 de mar&amp;ccedil;o de 2026 a 31 de janeiro de 2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com curadoria de Rita Rato, foca-se &amp;ldquo;nas experi&amp;ecirc;ncias das mulheres presas pol&amp;iacute;ticas. Quem foram? Como resistiram nas pris&amp;otilde;es? Como suportaram, quem as apoiou?&amp;rdquo; e &amp;ldquo;tenta compreender melhor estas dimens&amp;otilde;es a partir das suas hist&amp;oacute;rias de vida e continuar a aprofundar o conhecimento sobre este imenso patrim&amp;oacute;nio de resist&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; ditadura&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;Elas tiveram medo e foram&amp;rdquo; exp&amp;otilde;e os nomes das mulheres que resistiram &amp;agrave; ditadura e conta com dois murais, de Mariana, a Miser&amp;aacute;vel e Marta Nunes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;O mural retrata mulheres que avan&amp;ccedil;am com passo firme, de bra&amp;ccedil;os dados, na mesma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Neste gesto de uni&amp;atilde;o, o medo transforma-se em for&amp;ccedil;a coletiva. O caminho que percorrem &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m met&amp;aacute;fora da liberdade que hoje trilhamos, uma conquista tornada poss&amp;iacute;vel pela coragem das que resistiram e lutaram contra o fascismo&amp;rdquo;, declarou Mariana, a Miser&amp;aacute;vel, ao Museu do Aljube.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;A hist&amp;oacute;ria ir&amp;aacute; sempre contar os feitos dos ilustres, mas sabemos que em muitos acontecimentos hist&amp;oacute;ricos n&amp;atilde;o existiram apenas por quem lembra a hist&amp;oacute;ria. Todas estas mulheres foram parte de uma dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o diferente, os livros n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m o seu nome e praticamente nada se sabe de quem foram, a sua exist&amp;ecirc;ncia prova n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a estrutura de um regime mas tamb&amp;eacute;m a for&amp;ccedil;a que pode existir em desejar algo melhor, e nesse movimento individual, todas juntas com todos os outros devolver a um povo a liberdade&amp;rdquo;, afirmou Marta Nunes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;As mulheres resistiram &amp;agrave; ditadura em todas as frentes. Atribuir um nome a estas quase duas mil mulheres &amp;eacute; o m&amp;iacute;nimo que podemos fazer&amp;rdquo;, escreveu Rita Rato divulgada pelo Museu do Aljube. Fazendo na brochura refer&amp;ecirc;ncia a obras e investigadores que se debru&amp;ccedil;aram sobre este tema, desejou que a exposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;seja um ponto de partida para que se estude e pesquise mais, se divulguem mais estas hist&amp;oacute;rias de vida e de outras mulheres resistentes&amp;rdquo;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:26:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/sugestoes-exposicao-elas-tiveram-medo-e-foram-museu-do-aljube-resistencia-e-liberdade</guid></item><item><title>A ‘semântica’ ao serviço da desvalorização do Estatuto</title><link>https://www.spgl.pt:443/a-semantica-ao-servico-da-desvalorizacao-do-estatuto</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Consult&amp;oacute;riojur&amp;iacute;dico&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A &amp;lsquo;sem&amp;acirc;ntica&amp;rsquo; ao servi&amp;ccedil;o da desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estatuto&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;L&amp;iacute;dia B&amp;ocirc;to&lt;/strong&gt; | Advogada SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em conson&amp;acirc;ncia com a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF, j&amp;aacute; amplamente divulgada, importa recentrar o debate num plano de maior rigor jur&amp;iacute;dico, contribuindo para a clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da relev&amp;acirc;ncia normativa do Estatuto da Carreira Docente no ordenamento jur&amp;iacute;dico portugu&amp;ecirc;s.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O estatuto constitui, em termos t&amp;eacute;cnico-jur&amp;iacute;dicos, uma norma especial que densifica um regime jur&amp;iacute;dico pr&amp;oacute;prio aplic&amp;aacute;vel a uma determinada carreira profissional. N&amp;atilde;o se trata de um mero instrumento organizativo, mas antes de um corpo normativo estruturante que regula, de forma integrada, o acesso &amp;agrave; carreira, os direitos e deveres dos trabalhadores, o conte&amp;uacute;do funcional, o regime de hor&amp;aacute;rios e os mecanismos de progress&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta medida, o Estatuto da Carreira Docente assume natureza de lei especial, prevalecendo sobre regimes gerais como o C&amp;oacute;digo do Trabalho ou a Lei Geral do Trabalho em Fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es P&amp;uacute;blicas nas mat&amp;eacute;rias em que consagra disciplina pr&amp;oacute;pria. Tal preval&amp;ecirc;ncia encontra respaldo no artigo 7.&amp;ordm;, n.&amp;ordm; 3, do C&amp;oacute;digo Civil, ao estabelecer que &amp;ldquo;a lei geral n&amp;atilde;o revoga a lei especial, exceto se outra for a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o inequ&amp;iacute;voca do legislador&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente nesta arquitetura normativa que reside a centralidade do Estatuto: enquanto garante de um regime jur&amp;iacute;dico diferenciado, adequado &amp;agrave;s especificidades da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente. Com efeito, o exerc&amp;iacute;cio da doc&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o se reduz a uma presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho indiferenciada. Pelo contr&amp;aacute;rio, integra uma fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o social constitucionalmente protegida, ligada ao direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e &amp;agrave; qualidade do ensino, o que justifica a consagra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de regras pr&amp;oacute;prias, designadamente quanto &amp;agrave; organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de trabalho, &amp;agrave; componente letiva e n&amp;atilde;o letiva, &amp;agrave; avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;agrave; progress&amp;atilde;o na carreira e &amp;agrave; autoridade em sala de aula &amp;mdash; enquanto elemento funcional indispens&amp;aacute;vel &amp;agrave; condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo de ensino-aprendizagem &amp;mdash; mat&amp;eacute;rias que n&amp;atilde;o encontram correspond&amp;ecirc;ncia adequada na lei geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, &amp;eacute; neste contexto que emerge, com particular acuidade, o recurso &amp;agrave;quilo que o MECI tem vindo a qualificar como meras altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es de natureza &amp;ldquo;sem&amp;acirc;ntica&amp;rdquo;. Importa, contudo, desmontar criticamente esta narrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista jur&amp;iacute;dico, a &amp;ldquo;sem&amp;acirc;ntica&amp;rdquo; n&amp;atilde;o &amp;eacute; neutra. A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conceitos, a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de express&amp;otilde;es normativas ou a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o terminol&amp;oacute;gica de institutos jur&amp;iacute;dicos pode traduzir-se &amp;mdash; e frequentemente traduz-se &amp;mdash; numa modifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o substancial do regime aplic&amp;aacute;vel. A linguagem jur&amp;iacute;dica &amp;eacute;, por defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, performativa: cria, delimita e transforma direitos e deveres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, o que se apresenta como uma simples opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem&amp;acirc;ntica pode, na realidade, configurar uma estrat&amp;eacute;gia de desdensifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa do Estatuto, esvaziando progressivamente o seu conte&amp;uacute;do material. Ao remeter mat&amp;eacute;rias tradicionalmente reguladas no Estatuto para a lei geral, o legislador n&amp;atilde;o est&amp;aacute; apenas a simplificar o texto &amp;mdash; est&amp;aacute; a deslocar o centro de regula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um regime menos protetor e menos ajustado &amp;agrave;s especificidades da profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem consequ&amp;ecirc;ncias jur&amp;iacute;dicas concretas: fragiliza a autonomia do Estatuto enquanto lei especial, dilui direitos adquiridos ou consolidados e abre espa&amp;ccedil;o &amp;agrave; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o subsidi&amp;aacute;ria de regimes gerais que n&amp;atilde;o foram concebidos para a realidade da doc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deste modo, a invoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o da &amp;ldquo;sem&amp;acirc;ntica&amp;rdquo; funciona, paradoxalmente, como instrumento de oculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o substancial do equil&amp;iacute;brio normativo. Sob o pretexto de uma revis&amp;atilde;o terminol&amp;oacute;gica, procede-se a uma reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o material do regime jur&amp;iacute;dico, com impacto direto nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em termos jur&amp;iacute;dico-sindicais, importa, por isso, afirmar com clareza: a defesa do Estatuto da Carreira Docente n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma quest&amp;atilde;o meramente formal ou simb&amp;oacute;lica. &amp;Eacute; uma quest&amp;atilde;o de garantia efetiva de direitos, de preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um regime jur&amp;iacute;dico adequado e de salvaguarda da especificidade da fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A eros&amp;atilde;o sem&amp;acirc;ntica do Estatuto &amp;eacute;, em &amp;uacute;ltima an&amp;aacute;lise, uma eros&amp;atilde;o jur&amp;iacute;dica. E, como tal, deve ser identificada, denunciada e combatida.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:21:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/a-semantica-ao-servico-da-desvalorizacao-do-estatuto</guid></item><item><title>Manifestações</title><link>https://www.spgl.pt:443/manifestacoes</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;SPGL participou na sess&amp;atilde;o comemorativa dos 50 anos da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ana Bexiga&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No passado dia 2 de abril, o SPGL participou na sess&amp;atilde;o comemorativa dos 50 anos da promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa. Num anfiteatro lotado, no Instituto Superior de Economia e Gest&amp;atilde;o, assistiu-se ao v&amp;iacute;deo do discurso do General Costa Gomes, aquando da promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mesma. Discursaram o Comandante Sim&amp;otilde;es Teles e o professor Jos&amp;eacute; Manuel Mendes, e o Major general Jorge Aires leu uma mensagem enviada pelo Comandante Silveira Pinheiro. Seguiu-se um momento cultural com o ator Ant&amp;oacute;nio Levy que declamou o poema de Jos&amp;eacute; Gomes Ferreira, Acordai. Posteriormente o p&amp;uacute;blico deslocou-se para uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o junto &amp;agrave; escadaria da Assembleia da Rep&amp;uacute;blica onde discursaram o Major general Pedro Pezarat Correia e o deputado da assembleia constituinte Jos&amp;eacute; Pedro Soares. Seguiu-se a leitura e aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Apelo dirigido &amp;agrave; Assembleia da Rep&amp;uacute;blica e o encerramento ao som de Gr&amp;acirc;ndola Vila Morena, seguido de A Portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;&amp;ldquo;O Pacote &amp;eacute; p&amp;rsquo;ra cair! + sal&amp;aacute;rio + direitos&amp;rdquo;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Jord&amp;atilde;o&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o lema &amp;ldquo;O Pacote &amp;eacute; p&amp;rsquo;ra cair! + sal&amp;aacute;rio + direitos&amp;rdquo;, os jovens trabalhadores sa&amp;iacute;ram &amp;agrave; rua, mais uma vez, no dia 28 de mar&amp;ccedil;o, na grande Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional da Juventude Trabalhadora. Da Pra&amp;ccedil;a da Figueira ao Campo das Cebolas, Lisboa encheu-se de jovens em luta contra o pacote laboral, por melhores sal&amp;aacute;rios, pelo fim da precariedade e por hor&amp;aacute;rios regulados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como n&amp;atilde;o podia deixar de ser, os jovens professores e educadores marcaram presen&amp;ccedil;a. Esta &amp;eacute; uma luta &amp;agrave; qual n&amp;atilde;o pod&amp;iacute;amos faltar, tendo em conta a gravidade do que est&amp;aacute; em cima da mesa: aumento da precariedade, facilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de despedimentos, ataques &amp;agrave; liberdade sindical e ao direito &amp;agrave; greve &amp;mdash; s&amp;oacute; para mencionar alguns aspetos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num momento de falta de professores e em que o MECI quer acabar com o Estatuto da Carreira Docente tal como o conhecemos, &amp;eacute; fundamental estar atento e mobilizado para lutar por uma verdadeira valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e da Escola P&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o esquecendo que tudo o que for alterado com o pacote laboral, mais tarde ou mais cedo, chegar&amp;aacute; aos professores e educadores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;Dia Mundial da Sa&amp;uacute;de:&amp;nbsp;&amp;ldquo;Defender e Refor&amp;ccedil;ar o SNS&amp;rdquo;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Por ocasi&amp;atilde;o do Dia Mundial da Sa&amp;uacute;de, dia 7 de abril, a FENPROF e os seus sindicatos participaram na iniciativa "Defender e Refor&amp;ccedil;ar o SNS&amp;rdquo; promovida pela Frente Comum de Sindicatos da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica, em frente ao&amp;nbsp;Minist&amp;eacute;rio da Sa&amp;uacute;de, em Lisboa.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;SPGL e FENPROF no protesto da Frente Comum&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Centenas de professores, educadores e investigadores participaram no dia 13 de mar&amp;ccedil;o, na concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ldquo;Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica em Luta&amp;rdquo;, realizada na Pra&amp;ccedil;a da Figueira em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Minist&amp;eacute;rio das Finan&amp;ccedil;as, em Lisboa. A iniciativa reuniu trabalhadores de v&amp;aacute;rios setores da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica para manifestar preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as pol&amp;iacute;ticas do Governo relativamente aos servi&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais do Estado. Durante a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os participantes criticaram aquilo que consideram ser uma tend&amp;ecirc;ncia de desresponsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado em &amp;aacute;reas fundamentais como a sa&amp;uacute;de e a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional Contra o Pacote Laboral&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Mais de um milhar de professores, educadores e investigadores participaram na manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional contra o pacote laboral do governo, promovida pela CGTP-IN, em Lisboa, no passado dia 17 de abril.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os secret&amp;aacute;rios-gerais da FENPROF, Francisco Gon&amp;ccedil;alves e Jos&amp;eacute; Feliciano Costa&amp;nbsp;&lt;a href="https://youtu.be/nnamwk-xY38?si=Zutg-cEVNRosAlic " target="_blank"&gt;saudaram a grande participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes na manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional da CGTP-IN&lt;/a&gt; contra o pacote laboral e avisam: a luta prossegue, nomeadamente em 16 de maio (Cais do Sodr&amp;eacute; &amp;gt; Restauradores, Lisboa) na grande manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e da carreira docente!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Textos originais publicados no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 15:12:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/manifestacoes</guid></item><item><title>Igualdade </title><link>https://www.spgl.pt:443/igualdade</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Igualdade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa&amp;nbsp;e os direitos&amp;nbsp;das mulheres&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Albertina Pena&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 9 de mar&amp;ccedil;o, como forma de assinalar o dia 8 de mar&amp;ccedil;o &amp;ndash; Dia Internacional da Mulher - decorreu no SPGL, uma sess&amp;atilde;o em formato presencial e online, onde foram debatidos os direitos das mulheres e a CRP ao n&amp;iacute;vel da interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o a n&amp;iacute;vel laboral, social e familiar num percurso hist&amp;oacute;rico e de futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para refletir sobre o tema, cont&amp;aacute;mos com as interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Helena Gon&amp;ccedil;alves (professora aposentada que iniciou a sua atividade profissional antes do 25 de Abril) e que nos falou das dificuldades e dos desafios enfrentados antes do 25 de Abril e antes da aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CRP no &amp;acirc;mbito profissional, social e familiar. Acompanhar este percurso permite-nos valorizar as lutas desenvolvidas e as conquistas efetuadas quanto aos direitos das mulheres.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L&amp;iacute;dia Boto, jurista, falou-nos das diferen&amp;ccedil;as e das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a CRP trouxe, relativamente aos direitos das mulheres, numa an&amp;aacute;lise hist&amp;oacute;rica da CRP quanto ao que era vedado &amp;agrave;s mulheres, acentuando as v&amp;aacute;rias desigualdades e discrimina&amp;ccedil;&amp;otilde;es a que as mulheres eram votadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Rita Branco, da Interjovem, falou-nos da necessidade de continuar a luta em defesa da CRP por forma a impedir retrocessos e a projetar um futuro onde as mulheres avancem na defesa dos seus direitos, exigindo o cumprimento da CRP pela igualdade e contra a discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Semana da Igualdade&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&amp;ldquo;A Igualdade que Abril abriu&amp;rdquo;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Catarina Teixeira&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito da Semana da Igualdade da CGTP-IN, a FENPROF convidou os docentes a refletirem com os seus alunos sobre igualdade, cidadania e democracia, partindo dos valores conquistados com a Revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Abril, da igualdade consagrada na Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e dos desafios atuais. A disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de materiais, como o folheto tem&amp;aacute;tico com o Bar&amp;oacute;metro de Atitudes: A liberdade no namoro, contribuiu para fomentar o di&amp;aacute;logo cr&amp;iacute;tico em sala de aula.&lt;br&gt; A iniciativa culminou na sess&amp;atilde;o &amp;ldquo;A Igualdade que Abril abriu&amp;rdquo;, realizada a 24 de mar&amp;ccedil;o, com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Maria Manuel Calvet Ricardo, Ana Sofia Ferreira e Leonardo Medeiros. Neste encontro, foram debatidos temas como a luta das professoras e do movimento sindical, o papel da mulher e as discrimina&amp;ccedil;&amp;otilde;es que persistem, bem como as quest&amp;otilde;es relacionadas com a liberdade no namoro e a perspetiva dos estudantes sobre os desafios vividos nas escolas. A sess&amp;atilde;o refor&amp;ccedil;ou, assim, o papel da escola p&amp;uacute;blica na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cidad&amp;atilde;os cr&amp;iacute;ticos e na defesa dos direitos consagrados.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Textos originais publicados no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:57:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/igualdade</guid></item><item><title>Desporto Escolar: que futuro está a ser preparado?</title><link>https://www.spgl.pt:443/desporto-escolar-que-futuro-esta-a-ser-preparado</link><description>&lt;h3&gt;Desporto Escolar:&amp;nbsp;que futuro est&amp;aacute; a ser preparado?&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Helena Dias&lt;/strong&gt;, Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o t&amp;eacute;rmino do Programa Estrat&amp;eacute;gico do Desporto Escolar 2021-2025, ainda n&amp;atilde;o foi divulgada a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica para o per&amp;iacute;odo 2026-2030. Face a esta indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o sistema mant&amp;eacute;m-se operacional com base no Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2025-2026, cabendo &amp;agrave;s escolas, aos docentes e &amp;agrave;s estruturas interm&amp;eacute;dias assegurar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atividades, encontros e competi&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, multiplicam-se iniciativas e reuni&amp;otilde;es entre a Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do Desporto Escolar, federa&amp;ccedil;&amp;otilde;es desportivas e autarquias, visando refor&amp;ccedil;ar modelos de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o sistema educativo e o desporto federado. Embora estas iniciativas possam contribuir para a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o das modalidades e para o aumento da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos, suscitam quest&amp;otilde;es relevantes sobre a sustentabilidade do Desporto Escolar enquanto oferta p&amp;uacute;blica e integrada no sistema educativo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; essencial refletir sobre se o Desporto Escolar continuar&amp;aacute; a ser garantido como uma oferta educativa gratuita, assegurada por docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica, ou se se avan&amp;ccedil;ar&amp;aacute; para modelos progressivamente transferidos para federa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, clubes ou autarquias. A indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o atual levanta preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto &amp;agrave; preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do car&amp;aacute;cter educativo das atividades e &amp;agrave; estabilidade dos hor&amp;aacute;rios docentes atualmente afetos aos n&amp;uacute;cleos e grupos-equipa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Diante deste cen&amp;aacute;rio, torna-se fundamental clarificar o papel do Estado e do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o no futuro do Desporto Escolar, garantindo que continue a ser uma componente estruturante da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral dos alunos. Este enquadramento permitir&amp;aacute; conciliar o desenvolvimento competitivo das modalidades com a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de valores educativos, sociais e de inclus&amp;atilde;o que caracterizam o Desporto Escolar, assegurando que os alunos cres&amp;ccedil;am n&amp;atilde;o apenas como atletas, mas como cidad&amp;atilde;os ativos e integrados na comunidade escolar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Refer&amp;ecirc;ncias:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (2021). Programa Estrat&amp;eacute;gico do Desporto Escolar 2021‑2025. Lisboa: Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (2025). Regulamento Geral de Funcionamento do Desporto Escolar 2025‑2026. Lisboa: Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Sec&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o (2022). Despacho n.&amp;ordm; 9227/2022, de 28 de julho. Lisboa: Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:52:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/desporto-escolar-que-futuro-esta-a-ser-preparado</guid></item><item><title>Ensino Superior e Investigação | Ataque aos direitos de docentes e investigadores exige uma resposta coordenada</title><link>https://www.spgl.pt:443/ensino-superior-e-investigacao-ataque-aos-direitos-de-docentes-e-investigadores-exige-uma-resposta-coordenada</link><description>&lt;p&gt;Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ataque aos direitos de docentes e investigadores exige uma&amp;nbsp;resposta coordenada&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Andr&amp;eacute; Levy&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O governo est&amp;aacute; a desenvolver v&amp;aacute;rias reformas legislativas que, a serem implementadas, ter&amp;atilde;o um impacto significativo no Ensino Superior e Ci&amp;ecirc;ncia. J&amp;aacute; aprovado foi o novo Estatuto da Carreira de Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cient&amp;iacute;fica (ECIC; Lei 55/2025), que n&amp;atilde;o combate a precariedade devastadora entre os investigadores. Finaliza-se a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desempenho na carreira de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica&amp;nbsp;nos Laborat&amp;oacute;rios do Estado e em outros servi&amp;ccedil;os da&amp;nbsp;administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta e indireta do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem criticado a proposta governativa por importar o modelo do SIADAP, incluindo &amp;nbsp;a diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de desempenho por quotas. Decorre ainda a reforma org&amp;acirc;nica que extingue a Funda&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Ci&amp;ecirc;ncia e a Tecnologia (FCT) e cria a Ag&amp;ecirc;ncia para a Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (AI2). Tudo indica que a AI2 ir&amp;aacute; perpetuar a l&amp;oacute;gica competitiva dos projetos e aprofundar a mercantiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ci&amp;ecirc;ncia e sua subordina&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos interesses econ&amp;oacute;micos e ao militarismo. Tamb&amp;eacute;m em curso est&amp;aacute; a discuss&amp;atilde;o na especialidade do novo Regime Jur&amp;iacute;dico das Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior (RJIES), preservando os pilares da empresarializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Ensino Superior P&amp;uacute;blico e uma gest&amp;atilde;o apartada da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica das comunidades acad&amp;eacute;micas. Em revis&amp;atilde;o est&amp;aacute; igualmente a Lei da Ci&amp;ecirc;ncia, de cujo grupo de trabalho foram exclu&amp;iacute;das as estruturas sindicais. O governo apresentou j&amp;aacute; a sua proposta de novo Regime Jur&amp;iacute;dico dos Graus e Diplomas do Ensino Superior. Prev&amp;ecirc;-se ainda a revis&amp;atilde;o dos estatutos das carreiras docentes do ensino superior universit&amp;aacute;rio (ECDU) e polit&amp;eacute;cnico (ECPDESP), que poder&amp;aacute; passar pela fus&amp;atilde;o dos dois estatutos e at&amp;eacute; mesmo pela inclus&amp;atilde;o ainda do ECIC.&lt;br&gt; A par do subfinanciamento cr&amp;oacute;nico, do d&amp;eacute;fice de recursos humanos e da precariedade laboral generalizada no Sistema Cient&amp;iacute;fico e Tecnol&amp;oacute;gico Nacional, esta extensa reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal constitui um ataque coordenado aos direitos laborais dos docentes e investigadores e &amp;agrave; colegialidade e democracia nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior, assim como um aprofundar da vis&amp;atilde;o mercantilista da ci&amp;ecirc;ncia. Ataques que exigem uma resposta coordenada dos docentes e investigadores e dos seus sindicatos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:49:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ensino-superior-e-investigacao-ataque-aos-direitos-de-docentes-e-investigadores-exige-uma-resposta-coordenada</guid></item><item><title>IPSS | Greve e grande concentração de trabalhadores junto à sede </title><link>https://www.spgl.pt:443/ipss-greve-e-grande-concentracao-de-trabalhadores-junto-a-sede</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;IPSS&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Greve e grande concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalhadores junto &amp;agrave; sede&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pedro Nunes&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No passado dia 26 de mar&amp;ccedil;o, os trabalhadores das IPSS realizaram mais uma grande a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de luta, aderindo &amp;agrave; greve nacional com determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e unidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s o in&amp;iacute;cio de uma vig&amp;iacute;lia de 24 horas na noite de dia 25, no Largo do Terreiro, no Porto, dirigentes sindicais, delegados e trabalhadores concentraram-se junto &amp;agrave; sede da CNIS, na manh&amp;atilde; do dia 26.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta iniciativa, com elevada ades&amp;atilde;o, serviu para reafirmar o descontentamento que &amp;eacute; patente neste setor quanto &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, carreiras e tabelas salariais, tendo alcan&amp;ccedil;ado uma cobertura medi&amp;aacute;tica na comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na &amp;aacute;rea do SPGL, a ades&amp;atilde;o &amp;agrave; greve levou ao encerramento total ou parcial de diversas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF apresentou v&amp;aacute;rias propostas na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva com a CNIS, mas esta organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem revelado uma postura de m&amp;aacute;-f&amp;eacute; negocial, ignorando as mat&amp;eacute;rias que consideramos essenciais para a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes. Neste caso, a proposta de revis&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho da FENPROF inclu&amp;iacute;a diversos pontos: a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do hor&amp;aacute;rio letivo dos educadores de inf&amp;acirc;ncia; a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carreiras; o fim da discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial dos educadores de inf&amp;acirc;ncia que exercem em creche face aos do pr&amp;eacute;-escolar; e uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;iacute;nima de 150 &amp;euro;, visando aproximar estas remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s do ensino p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, embora a Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CNIS tenha aceitado reunir com a Comiss&amp;atilde;o Negociadora Sindical durante a concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o do dia 26, limitou-se a repetir as posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es anteriores, escudando-se novamente no argumento de que o finaciamento proveniente dos protocolos de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o Governo &amp;eacute; insuficente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o com este discurso, soube-se que esta semana foi assinada uma Adenda ao Compromisso de Coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do setor social e solid&amp;aacute;rio, com um refor&amp;ccedil;o de mais 440 milh&amp;otilde;es de euros para os pr&amp;oacute;ximos dois anos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos trabalhadores das IPSS n&amp;atilde;o pode continuar!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL e a FENPROF n&amp;atilde;o desistir&amp;atilde;o de lutar por um CCT que dignifique a profiss&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Textos originais publicados no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:47:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ipss-greve-e-grande-concentracao-de-trabalhadores-junto-a-sede</guid></item><item><title>Ensino Artístico Especializado</title><link>https://www.spgl.pt:443/ensino-artistico-especializado-3</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado&lt;/span&gt; das Artes Visuais e Audiovisuais&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Escola Art&amp;iacute;stica Ant&amp;oacute;nio Arroio em luta!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Guilherme Vicente&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;br&gt;&lt;strong&gt;Rute Garcia&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No passado dia 17 de mar&amp;ccedil;o, os docentes das Escolas&amp;nbsp;Art&amp;iacute;sticas Soares dos Reis (Porto) e Ant&amp;oacute;nio Arroio&amp;nbsp;(Lisboa) voltaram &amp;agrave; rua em protesto contra&amp;nbsp;a precariedade da sua situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;De contrato em contrato, reclamam o cumprimento do DL 94/2023, que o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Alexandre, continua a ignorar. Mais uma vez denunciaram o recurso a contratos a termo sucessivos, os baixos sal&amp;aacute;rios, a falta de grupos de recrutamento para as diferentes especialidades, a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia destas disciplinas, as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es da abertura de cursos para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da abertura de concursos, em suma, exigem serem reconhecidos como docentes de pleno direito!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguns destes docentes exercem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es h&amp;aacute; mais de dez anos, s&amp;atilde;o diretores de turma, possuem responsabilidades de coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o como qualquer outro. Se uns, ao abrigo do DL 94/2023, vincularam provisoriamente em 2023 e realizaram a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o em 2024/25, outros continuam a aguardar a abertura de cursos para profissionalizarem, o que de acordo com aquele diploma deveria ter ocorrido em 2025/26. Contrariamente ao ali estipulado, continuam a aguardar a sua integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira docente, ou seja, o seu ingresso no 1.&amp;ordm; escal&amp;atilde;o, o que j&amp;aacute; deveria ter ocorrido com efeito a 1 de setembro de 2025. Mas o MECI n&amp;atilde;o cumpriu! O Sr. Ministro Fernando Alexandre, no mesmo dia e em resposta a estas concentra&amp;ccedil;&amp;otilde;es de professores &amp;agrave; porta das respetivas escolas, esclareceu a comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social que desconhecia a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes professores, mentira prontamente denunciada pela FENPROF, dadas as diversas solicita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de reuni&amp;atilde;o com o MECI, ao longo de dois anos, por forma a se resolver esta injusti&amp;ccedil;a.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Face &amp;agrave; indiferen&amp;ccedil;a do ministro Fernando Alexandre, estes professores, apoiados pela FENPROF e pelos seus sindicatos (SPN e SPGL) prometem voltar &amp;agrave; luta pelas suas justas reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, pelo cumprimento da Lei!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Grupo de Recrutamento de Teatro e Express&amp;atilde;o Dram&amp;aacute;tica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No seguimento da reuni&amp;atilde;o que a FENPROF teve no passado dia 8 de abril com a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Professores de Teatro-Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em que se discutiu a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profundamente injusta em que se encontram os docentes que lecionam Teatro e Express&amp;atilde;o Dram&amp;aacute;tica nas escolas p&amp;uacute;blicas, no passado dia 20 de abril, dia de reuni&amp;atilde;o com o MECI, professores de Teatro e Express&amp;atilde;o Dram&amp;aacute;tica participaram na Concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o promovida pela FENPROF. Entendem os docentes, o SPGL e a Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que &amp;eacute; urgente criar o grupo de recrutamento de Teatro e Express&amp;atilde;o Dram&amp;aacute;tica, que h&amp;aacute; anos v&amp;ecirc;m exigindo, como forma de combater a forte precariedade destes docentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;Ap&amp;oacute;s den&amp;uacute;ncia da FENPROF, MECI avan&amp;ccedil;a com abertura de vagas no EAE da M&amp;uacute;sica e da Dan&amp;ccedil;a&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Na sequ&amp;ecirc;ncia das den&amp;uacute;ncias p&amp;uacute;blicas e das dilig&amp;ecirc;ncias desenvolvidas pela FENPROF, o MECI decidiu, finalmente, avan&amp;ccedil;ar com o apuramento e a abertura de vagas para o concurso nacional de docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado (EAE) da M&amp;uacute;sica e da Dan&amp;ccedil;a. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi reiteradamente denunciada pela FENPROF, que alertou para o incumprimento do DL n.&amp;ordm; 94/2023. Ainda assim, a FENPROF sublinha que o Minist&amp;eacute;rio poderia e deveria ter ido mais longe; o apuramento de vagas anunciado n&amp;atilde;o inclui o EAE das Artes Visuais e Audiovisuais.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Textos originais publicados no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:41:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ensino-artistico-especializado-3</guid></item><item><title>Escola Inclusiva | Respeitar e não discriminar por razões de Orientação ou Identidade</title><link>https://www.spgl.pt:443/escola-inclusiva-respeitar-e-nao-discriminar-por-razoes-de-orientacao-ou-identidade</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Escola Inclusiva&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Respeitar e n&amp;atilde;o discriminar por raz&amp;otilde;es de Orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou Identidade&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jorge Humberto Nogueira&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A direita portuguesa aprovou na generalidade a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp;&amp;agrave; Lei n.&amp;ordm; 38/2018, que garante o direito &amp;agrave; autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o e express&amp;atilde;o de g&amp;eacute;nero, num claro retrocesso de direitos consagrados e ao arrepio&amp;nbsp;de profissionais da sa&amp;uacute;de e organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es cient&amp;iacute;ficas&amp;nbsp;nacionais e internacionais. Trata-se do regresso &amp;agrave; patologiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das identidades transg&amp;eacute;nero, que tem impacto direto na dignidade e sa&amp;uacute;de dos jovens, pois n&amp;atilde;o se trata de um diagn&amp;oacute;stico cl&amp;iacute;nico, mas sim de um direito humano&amp;nbsp;&amp;agrave; autodetermina&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;otilde;em tamb&amp;eacute;m em causa as medidas informativas, preventivas e de suporte, que a escola tem obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal de desenvolver, sendo preocupante a forma como o MECI embarca nas diversas aventuras conservadoras, reproduzindo um discurso imagin&amp;aacute;rio de &amp;ldquo;ideologia de g&amp;eacute;nero&amp;rdquo;, com reflexos negativos nos alunos e fam&amp;iacute;lias, que deveria defender e promover.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; tinha sido exclu&amp;iacute;do um guia destinado &amp;agrave; prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes jovens nas escolas, mais tarde foi alterado o curr&amp;iacute;culo da disciplina de Cidadania com claro recuo nos temas relacionados com a sexualidade e agora vemos que o MECI se cala, protagonizando mais um ataque ideol&amp;oacute;gico em temas de direitos humanos, pactuando com a substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ci&amp;ecirc;ncia pelo preconceito.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta tend&amp;ecirc;ncia j&amp;aacute; motivou a tentativa de descriminaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das chamadas &amp;ldquo;terapias de convers&amp;atilde;o&amp;rdquo;, que voltam novamente a ser discutidas porque se cria um clima de normaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do preconceito e do ataque &amp;agrave;s minorias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O resultado &amp;eacute; o recrudescimento do &amp;oacute;dio, da persegui&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do bulliyng, numa popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o jovem cada vez menos informada, mais desprotegida e manifestamente mais isolada e discriminada numa escola que se apregoa como inclusiva. Este &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m um sinal muito nefasto para a sociedade, cada vez mais desumanizada e violenta para esta popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como professores sabemos o quanto estes alunos precisam de apoio e de algu&amp;eacute;m com quem falar em fases fundamentais da constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua identidade, sendo obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola promover o respeito, a seguran&amp;ccedil;a, o desenvolvimento pessoal e o bem-estar de todos, atrav&amp;eacute;s da implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas inclusivas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os professores o humanismo n&amp;atilde;o &amp;eacute; revog&amp;aacute;vel, por isso mantemos a necessidade de atuar na preven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o da n&amp;atilde;o discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, construindo espa&amp;ccedil;os de liberdade e respeito numa escola livre de preconceito ou agress&amp;atilde;o, atrav&amp;eacute;s de a&amp;ccedil;&amp;otilde;es de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de acolhimento e escuta dos jovens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deve ser tamb&amp;eacute;m promovida a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes e alunos, refor&amp;ccedil;ada a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a sexualidade e implementado o acompanhamento especializado, que n&amp;atilde;o existe, pela falta de respostas ou de equipas multidisciplinares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; que desenvolver formas de dete&amp;ccedil;&amp;atilde;o e interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, envolvendo as fam&amp;iacute;lias, que garantam um desenvolvimento saud&amp;aacute;vel das crian&amp;ccedil;as e jovens, assumindo condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e comportamentos que respeitem a individualidade e a express&amp;atilde;o de cada um, independente da idade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma escola Inclusiva &amp;eacute; um espa&amp;ccedil;o de ci&amp;ecirc;ncia e de direitos humanos, onde se combatem as desigualdades e onde n&amp;atilde;o h&amp;aacute; lugar a ced&amp;ecirc;ncias ideol&amp;oacute;gicas ou pautas morais da uma direita com uma agenda de retrocesso social, que v&amp;ecirc; no ataque &amp;agrave; escola p&amp;uacute;blica uma oportunidade de perpetuar as desigualdades e o preconceito.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:36:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/escola-inclusiva-respeitar-e-nao-discriminar-por-razoes-de-orientacao-ou-identidade</guid></item><item><title>Manifestação Nacional (16/05/2026) | Ocupar a rua, dar força ao protesto!</title><link>https://www.spgl.pt:443/manifestacao-nacional-16-05-2026-ocupar-a-rua-dar-forca-ao-protesto</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional (16/05/2026)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ocupar a rua, dar for&amp;ccedil;a ao protesto!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O processo de revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD), que deveria refor&amp;ccedil;ar a escola p&amp;uacute;blica e valorizar a profiss&amp;atilde;o, est&amp;aacute; a decorrer de forma preocupante. Em vez de um debate aberto e participado, o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tem optado por uma negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o meramente formal, ignorando os contributos e a experi&amp;ecirc;ncia dos docentes. As propostas j&amp;aacute; conhecidas &amp;mdash; no Perfil do Professor, no recrutamento e nas habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;mdash; apontam para uma desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, em vez do seu fortalecimento. Esta orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o compromete n&amp;atilde;o s&amp;oacute; a dignidade e atratividade da carreira docente, como tamb&amp;eacute;m a qualidade do ensino e o futuro das crian&amp;ccedil;as e jovens. &amp;Eacute; neste contexto que importa analisar os principais aspetos em que este processo negocial est&amp;aacute; a falhar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em 16 de maio, em Lisboa (Cais do Sodr&amp;eacute; &amp;gt; Restauradores),&amp;nbsp;&lt;br&gt;a partir das 15 horas, vamos dar voz e visibilidade&amp;nbsp;&lt;br&gt;&amp;agrave;s nossas exig&amp;ecirc;ncias e indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos uma revis&amp;atilde;o do ECD que fragilize a carreira, aumente a explora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho dos docentes ou transfira para os professores os custos de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas que t&amp;ecirc;m conduzido &amp;agrave; atual falta de docentes nas escolas.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque este processo de revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD), ao contr&amp;aacute;rio do que seria necess&amp;aacute;rio, est&amp;aacute; a evidenciar, por parte do MECI e do Governo, um prop&amp;oacute;sito de destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o que revela um caminho de descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pr&amp;oacute;prio Estatuto e, por esta via, da profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos a forma como o MECI/Governo conduz este processo, admitindo negociar, mas desconsiderando as propostas apresentadas pela FENPROF, constru&amp;iacute;das em centenas de reuni&amp;otilde;es sindicais por todo o pa&amp;iacute;s, com a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milhares de professores.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos a considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na carreira docente, de um &amp;ldquo;perfil&amp;rdquo; profissional com l&amp;oacute;gicas e refer&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o aplic&amp;aacute;veis &amp;agrave; doc&amp;ecirc;ncia, cujo objetivo &amp;eacute; servir de instrumento de controlo, padroniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e que visa condicionar todo o processo de revis&amp;atilde;o do ECD.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos o fim dos concursos nacionais com regras transparentes, que s&amp;oacute; uma lista graduada de &amp;acirc;mbito nacional pode garantir.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque rejeitamos o abaixamento das exig&amp;ecirc;ncias relativas &amp;agrave;s qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia, por comprometer a qualidade do ensino e desvalorizar o percurso de milhares de docentes altamente qualificados, cuja forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; reconhecida a n&amp;iacute;vel nacional e internacional.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos um Governo e um MECI que lidam mal com as regras do funcionamento democr&amp;aacute;tico, designadamente no que respeita &amp;agrave; exist&amp;ecirc;ncia de uma negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva com as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas dos trabalhadores.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos uma designada &amp;ldquo;Reforma do Estado&amp;rdquo; que, na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, se traduz no desmantelamento do pr&amp;oacute;prio servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da ci&amp;ecirc;ncia. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pessoal da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa, impedindo a resposta adequada aos professores e &amp;agrave;s escolas, n&amp;atilde;o constituiu, nem constitui uma melhoria &amp;mdash; &amp;eacute;, antes, uma clara deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do servi&amp;ccedil;o p&amp;uacute;blico.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Porque n&amp;atilde;o aceitamos ser invis&amp;iacute;veis para um Ministro que ignora, n&amp;atilde;o d&amp;aacute; respostas e n&amp;atilde;o quer ver os problemas, trilhando um caminho de indiferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aviltamento da carreira e da profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Por isso, dia 16 de maio vamos estar na rua a exigir uma profiss&amp;atilde;o&amp;nbsp;&lt;br&gt; atrativa, garantia de uma Escola P&amp;uacute;blica de qualidade, capaz de atrair, formar e reter bons professores.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:32:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/manifestacao-nacional-16-05-2026-ocupar-a-rua-dar-forca-ao-protesto</guid></item><item><title>Escola Pública | Desmantelamento do MECI e a designada “Reforma do Estado”</title><link>https://www.spgl.pt:443/escola-publica-desmantelamento-do-meci-e-a-designada-reforma-do-estado</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Escola P&amp;uacute;blica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Desmantelamento do MECI e a designada &amp;ldquo;Reforma do Estado&amp;rdquo;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;aacute;tia Domingues&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desmantelamento do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, enquadrado na chamada &amp;ldquo;Reforma do Estado&amp;rdquo;, suscita fundadas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es quanto ao futuro da escola p&amp;uacute;blica e das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais do Estado. Como tem vindo a ser alertado pelo SPGL e pela FENPROF, esta reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o representa uma mera reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa, mas antes um processo de desresponsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado em &amp;aacute;reas estruturantes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A fragmenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias e a poss&amp;iacute;vel externaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es educativas configuram um risco s&amp;eacute;rio de desarticula&amp;ccedil;&amp;atilde;o das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas, com impacto direto na qualidade da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes e na equidade do sistema. A educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser tratada como um setor suscet&amp;iacute;vel de l&amp;oacute;gica mercantil ou de gest&amp;atilde;o avulsa; exige coer&amp;ecirc;ncia, investimento e uma vis&amp;atilde;o estrat&amp;eacute;gica integrada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A designada &amp;ldquo;Reforma do Estado&amp;rdquo; tem sido apresentada sob o argumento da efici&amp;ecirc;ncia com o ministro a aproveitar todas as oportunidades para criticar o sistema anterior, mas, na pr&amp;aacute;tica, poder&amp;aacute; traduzir-se na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de resposta p&amp;uacute;blica, na precariza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de v&amp;iacute;nculos e na dilui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responsabilidades pol&amp;iacute;ticas. Para o SPGL e para a FENPROF, &amp;eacute; essencial garantir que qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural salvaguarde o car&amp;aacute;cter p&amp;uacute;blico, universal e democr&amp;aacute;tico da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, respeitando os docentes e valorizando as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num momento em que os desafios &amp;agrave; escola p&amp;uacute;blica s&amp;atilde;o complexos, da falta de professores &amp;agrave; sobrecarga de trabalho, o caminho n&amp;atilde;o pode ser o desmantelamento, mas sim o refor&amp;ccedil;o da Escola P&amp;uacute;blica enquanto pilar central de uma pol&amp;iacute;tica educativa consistente. Defender a escola p&amp;uacute;blica &amp;eacute;, hoje, defender o pr&amp;oacute;prio Estado democr&amp;aacute;tico.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:29:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/escola-publica-desmantelamento-do-meci-e-a-designada-reforma-do-estado</guid></item><item><title>Currículo | Reorganização curricular sem efetiva participação dos professores é mais um ataque à Escola Pública </title><link>https://www.spgl.pt:443/curriculo-reorganizacao-curricular-sem-efetiva-participacao-dos-professores-e-mais-um-ataque-a-escola-publica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Curr&amp;iacute;culo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular sem efetiva participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores &amp;eacute; mais um ataque &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica&amp;nbsp;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jorge Gon&amp;ccedil;alves&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio colocou em discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica a revis&amp;atilde;o das aprendizagens essenciais, mas ao mesmo tempo j&amp;aacute; tinha avan&amp;ccedil;ado com an&amp;uacute;ncios de inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre mat&amp;eacute;rias de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular. A vontade de em cada ciclo pol&amp;iacute;tico e altern&amp;acirc;ncia, associar uma revis&amp;atilde;o do curr&amp;iacute;culo, sem uma verdadeira avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em curso, significa que responde apenas aos objetivos ideol&amp;oacute;gicos do momento.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num processo que n&amp;atilde;o envolveu os docentes na avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das atuais aprendizagens essenciais, v&amp;atilde;o aparecer novos documentos curriculares. Mas em que sentido e com que objetivos? Foram anunciados projetos piloto sem discuss&amp;atilde;o alargada e participada, sem terem uma base de matriz curricular, com a respetiva carga hor&amp;aacute;ria de cada disciplina. Faz sentido uma revis&amp;atilde;o das aprendizagens essenciais e s&amp;oacute; depois ir mexer na matriz curricular?&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No meio do processo de revis&amp;atilde;o do ECD o Governo junta ainda uma reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular, sobre a forma de fus&amp;atilde;o de ciclos. Esta inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o surge novamente e neste momento, sem estarem claros os seus objetivos. Tamb&amp;eacute;m aqui se coloca a quest&amp;atilde;o se a discuss&amp;atilde;o &amp;eacute; eminentemente pedag&amp;oacute;gica e curricular, ou condicionada &amp;agrave; partida, desde logo por crit&amp;eacute;rios economicistas e pela falta de professores.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo diz que quer &amp;ldquo;reestruturar os ciclos do ensino b&amp;aacute;sico, integrando os 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos&amp;rdquo; mas avan&amp;ccedil;a tamb&amp;eacute;m com a revis&amp;atilde;o da Lei de Bases do Sistema Educativo, falando numa &amp;ldquo;complementaridade entre p&amp;uacute;blico e privado&amp;rdquo;, percebendo-se os riscos significativos face &amp;agrave; agenda neoliberal do Governo e &amp;agrave;s suas consequ&amp;ecirc;ncias para a Escola P&amp;uacute;blica. O SPGL e a FENPROF reafirmaram que o futuro da Escola e da Profiss&amp;atilde;o Docente n&amp;atilde;o pode ser decidido &amp;agrave; margem de quem nela trabalha todos os dias.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/curriculo-reorganizacao-curricular-sem-efetiva-participacao-dos-professores-e-mais-um-ataque-a-escola-publica</guid></item><item><title>Concursos | Redução de vagas em tempo de falta de professores  </title><link>https://www.spgl.pt:443/concursos-reducao-de-vagas-em-tempo-de-falta-de-professores</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Concursos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas em tempo de falta de professores &amp;nbsp;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jo&amp;atilde;o Pereira&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A crescente falta de professores em Portugal, reiteradamente denunciada pela FENPROF, refletida num aumento expressivo de hor&amp;aacute;rios em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola em praticamente todo o territ&amp;oacute;rio nacional, aponta para uma incapacidade do MECI em responder &amp;agrave;s necessidades das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar deste cen&amp;aacute;rio, a an&amp;aacute;lise da Portaria n.&amp;ordm; 136-B/2026/1, de 31 de mar&amp;ccedil;o, revela uma resposta insuficiente ao problema. Foram abertas 4.624 vagas para quadros de agrupamento/escola (QA/QE), um valor significativamente inferior &amp;agrave;s 5.433 vagas disponibilizadas em 2025, correspondendo a uma diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o na ordem dos 25%. Paralelamente, registam-se 2.594 vagas negativas &amp;mdash; ainda que inferiores &amp;agrave;s 4.729 do ano anterior &amp;mdash; o que significa que muitas sa&amp;iacute;das de docentes n&amp;atilde;o originar&amp;atilde;o novas vagas, conduzindo &amp;agrave; sua extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O saldo entre vagas positivas e negativas fixa-se, assim, em apenas 2.032 lugares, n&amp;uacute;mero manifestamente reduzido face &amp;agrave;s necessidades reais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No que respeita aos quadros de zona pedag&amp;oacute;gica (QZP), foram abertas 3.839 vagas, um valor claramente inferior &amp;agrave;s 5.623 registadas no concurso de 2025, evidenciando uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o significativa. Ainda assim, uma parte consider&amp;aacute;vel destas vagas (3533) resulta da obrigatoriedade da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da norma-trav&amp;atilde;o e da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, previstas no Decreto-Lei n.&amp;ordm; 32-A/2023. Al&amp;eacute;m disso, verifica-se uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o desigual: o QZP 9 re&amp;uacute;ne 687 vagas, enquanto o QZP 45 conta apenas com 316 vagas, n&amp;uacute;mero claramente insuficiente quando comparado com os cerca de 7.000 hor&amp;aacute;rios j&amp;aacute; solicitados em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola desde o in&amp;iacute;cio do ano letivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais preocupante ao analisar grupos de recrutamento espec&amp;iacute;ficos. O GR 110 (1.&amp;ordm; ciclo), um dos mais afetados pela falta de professores, apresenta 671 vagas negativas em QA/QE, das quais 155 no QZP 45, evidenciando um desfasamento entre a oferta de vagas e as necessidades efetivas. Em contraste, o grupo 300 (Portugu&amp;ecirc;s) surge com o maior n&amp;uacute;mero de vagas positivas (568), revelando assimetrias na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este conjunto de dados evidencia uma contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural: enquanto aumenta a necessidade de professores, diminui a capacidade de os integrar de forma est&amp;aacute;vel no sistema. A limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas e a exist&amp;ecirc;ncia de vagas negativas perpetuam a precariedade e dificultam a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, comprometendo n&amp;atilde;o s&amp;oacute; o presente, mas tamb&amp;eacute;m o futuro da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Portugal.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:23:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/concursos-reducao-de-vagas-em-tempo-de-falta-de-professores</guid></item><item><title>Revisão ECD | MECI pretende extinguir os quadros de pessoal docente!</title><link>https://www.spgl.pt:443/revisao-ecd-meci-pretende-extinguir-os-quadros-de-pessoal-docente</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Revis&amp;atilde;o ECD&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;MECI pretende extinguir os quadros de pessoal docente!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os mapas de pessoal das escolas s&amp;atilde;o mesmo uma inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) pretende tornar realidade. A ser assim, ser&amp;atilde;o extintos os quadros de pessoal docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas reuni&amp;otilde;es que o MECI tem realizado, em todo o pa&amp;iacute;s, com Diretores, ficaram dissipadas as d&amp;uacute;vidas relativamente &amp;agrave; introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mapas de pessoal de escola e o desaparecimento dos quadros de pessoal docente. Na apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o feita pela AGSE, num slide identificado como &amp;ldquo;02 &amp;ndash; Pilares da Transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, no &amp;acirc;mbito do redesenhar, otimizar e documentar processos, &amp;eacute; o mapa de pessoal da escola, e n&amp;atilde;o o quadro de pessoal docente, a vari&amp;aacute;vel considerada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A este prop&amp;oacute;sito, importa lembrar que os mapas de pessoal decorrem do previsto na Lei Geral do Trabalho em Fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es P&amp;uacute;blicas (LTFP), concretamente nos seus art.&amp;ordm;s 29.&amp;ordm; e 30.&amp;ordm;. Trata-se de um instrumento de gest&amp;atilde;o, existente nos servi&amp;ccedil;os desconcentrados, &amp;agrave; raz&amp;atilde;o de um por cada unidade org&amp;acirc;nica, com a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ano e mediante a proposta de or&amp;ccedil;amento, onde o recrutamento &amp;eacute; garantido por procedimento concursal da responsabilidade da respetiva unidade org&amp;acirc;nica e a cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do posto de trabalho pode ocorrer por reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do servi&amp;ccedil;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por sua vez, os quadros de pessoal docente decorrem do Estatuto da Carreira Docente em vigor no art.&amp;ordm; 25.&amp;ordm; e seguintes. Podem assumir a forma de quadro de agrupamento, quadro de escola n&amp;atilde;o agrupada ou quadro de zona pedag&amp;oacute;gica para preencher as necessidades permanentes e s&amp;atilde;o ocupados atrav&amp;eacute;s de um concurso, n&amp;atilde;o havendo lugar &amp;agrave; cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do posto de trabalho, pois quando &amp;eacute; determinado o encerramento de um lugar de quadro, este s&amp;oacute; extingue quando vagar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No processo de revis&amp;atilde;o do ECD em curso, as propostas apresentadas pelo MECI, relativas ao tema 2, &amp;ldquo;Habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a doc&amp;ecirc;ncia: recrutamento e admiss&amp;atilde;o&amp;rdquo;, s&amp;atilde;o omissas relativamente a esta mat&amp;eacute;ria, ou seja, ficam &amp;agrave; merc&amp;ecirc; do que a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o geral (LTFP) definir. A FENPROF n&amp;atilde;o deixar&amp;aacute; de confrontar o MECI sobre esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Valorizar o ECD em vigor &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio e urgente, n&amp;atilde;o torn&amp;aacute;-lo ainda pior!&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/revisao-ecd-meci-pretende-extinguir-os-quadros-de-pessoal-docente</guid></item><item><title>Cordão humano para entrega de postais ao primeiro-ministro</title><link>https://www.spgl.pt:443/cordao-humano-para-entrega-de-postais-ao-primeiro-ministro</link><description>&lt;h3&gt;Cord&amp;atilde;o humano para entrega de postais ao primeiro-ministro&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Joaquim Carvalho&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No &amp;acirc;mbito da Caravana Nacional &amp;ldquo;Somos Professores! Damos rosto ao futuro! Exigimos valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute;!&amp;rdquo;, uma iniciativa que percorreu o pa&amp;iacute;s mobilizando docentes, alunos, fam&amp;iacute;lias e restantes membros da comunidade educativa, foi poss&amp;iacute;vel a recolha de mais de 15 mil assinaturas, tudo isto em apenas dez dias!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No centro desta a&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores, est&amp;aacute; uma reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara: a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva da carreira docente, condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o indispens&amp;aacute;vel para travar o agravamento da falta de professores que alastra pelo pa&amp;iacute;s todo. Este problema, longe de ser conjuntural, &amp;eacute; antes o culminar de anos de desinvestimento, precariedade e desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, que repele os mais novos e castiga os mais velhos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A entrega simb&amp;oacute;lica desta peti&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao primeiro-ministro, no passado dia 20 de mar&amp;ccedil;o, foi acompanhada por um cord&amp;atilde;o humano, que reuniu centenas de professores e educadores. Mais do que um gesto simb&amp;oacute;lico, tratou-se de uma demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de unidade e determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem diariamente continua a acreditar que vale a pena lutar pela defesa da escola p&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Bas&amp;iacute;lica da Estrela sublinharam-se, uma vez mais, as raz&amp;otilde;es desta mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Entre elas, destacam-se a necessidade de garantir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es dignas de trabalho, a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o integral do tempo de servi&amp;ccedil;o e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mecanismos que tornem a profiss&amp;atilde;o atrativa para as novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Talvez assim, o sr. Ministro possa compreender que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o s&amp;oacute; os 10 mil professores no Norte que n&amp;atilde;o querem vir dar aulas para o Sul. Muito em breve, e se nada for feito, n&amp;atilde;o haver&amp;aacute; ponto cardeal que satisfa&amp;ccedil;a os requisitos m&amp;iacute;nimos para pr&amp;aacute;tica docente dignificante, tanto para quem a d&amp;aacute;, como para quem a recebe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A escola p&amp;uacute;blica merece outro tipo de reconhecimento e n&amp;atilde;o aguentar&amp;aacute; por muito tempo esta brutal carga de desgaste infligida aos seus profissionais. Valorizar os professores &amp;eacute; investir no nosso futuro coletivo, &amp;eacute; no garante do direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade para todos que se constroem sociedades avan&amp;ccedil;adas e mais justas. E &amp;eacute; precisamente nos tempos mais abstrusos, como este que testemunhamos, que mais coragem e determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o se exigiria a quem tem responsabilidades para reconhecer, valorizar e dignificar a profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;nbsp; n.&amp;ordm; 314 | mar&amp;ccedil;o/abril 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 08 Jun 2026 13:48:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/cordao-humano-para-entrega-de-postais-ao-primeiro-ministro</guid></item></channel></rss>