<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>2º CEB - 3º CEB - Secundário</title><link>https://www.spgl.pt:443/2%C2%BA-ceb-3%C2%BA-ceb-secundario</link><description>2º CEB - 3º CEB - Secundário</description><item><title>Reserva de Recrutamento  – 2026/2027 (colocação diária)</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-2026-2027-colocacao-diaria</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento&amp;nbsp; &amp;ndash; 2026/2027 (coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria)&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/category/reservas-de-recrutamento/" target="_blank"&gt;Consulte aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:31:31 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-2026-2027-colocacao-diaria</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 6 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 6 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 21 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 6&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 07:53:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027</guid></item><item><title>Caos nos exames nacionais</title><link>https://www.spgl.pt:443/caos-nos-exames-nacionais</link><description>&lt;h3&gt;Caos nos exames nacionais&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Desde os primeiros sinais de irregularidades e problemas na classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio do ano letivo 2025/2026, &lt;strong&gt;em 8 de julho&lt;/strong&gt;, a FENPROF alertou:&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/o-caos-nos-exames-nacionais-nao-e-um-acidente-e-o-resultado-de-dois-anos-de-opcoes-politicas-erradas" target="_blank"&gt;&amp;raquo; O caos nos exames nacionais n&amp;atilde;o &amp;eacute; um acidente. &amp;Eacute; o resultado de dois anos de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas erradas&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&amp;laquo;Os graves problemas que marcaram o processo dos exames nacionais n&amp;atilde;o constituem uma surpresa, s&amp;atilde;o a face vis&amp;iacute;vel da brutal demoli&amp;ccedil;&amp;atilde;o das estruturas e servi&amp;ccedil;os do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica do governo imposta e iniciada no ver&amp;atilde;o passado. Os problemas confirmam o que na altura a FENPROF designou por desmantelamento da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educativa&amp;raquo;.&amp;nbsp;Logo nessa primeira interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a FENPROF deixava claro que &amp;laquo;Perante a gravidade da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode reduzir o que aconteceu a meras falhas t&amp;eacute;cnicas, nem procurar diluir ou transferir responsabilidades para as escolas ou outros intervenientes. [...]&amp;nbsp;As responsabilidades pelo caos vivido n&amp;atilde;o podem, por isso, ser imputadas &amp;agrave;s escolas. S&amp;atilde;o responsabilidades pol&amp;iacute;ticas de quem decidiu avan&amp;ccedil;ar com uma profunda reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o/desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Educativa sem garantir as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es humanas, t&amp;eacute;cnicas e organizacionais indispens&amp;aacute;veis ao seu funcionamento, antes desbaratando-as, dispensando trabalhadores, e extinguindo servi&amp;ccedil;os, com d&amp;eacute;cadas de provas dadas e de reconhecida compet&amp;ecirc;ncia e credibilidade&amp;raquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E foi nesse sentido que, &lt;strong&gt;em 17 de julho&lt;/strong&gt;, a FENPROF apresentou uma den&amp;uacute;ncia junto da Procuradoria-Geral da Rep&amp;uacute;blica (PGR), requerendo a abertura de um processo de averigua&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permita apurar todas as responsabilidades inerentes ao processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/fenprof-entrega-pedido-de-abertura-de-inquerito-e-apuramento-da-responsabilidade-na-procuradoria-geral-da-republica" target="_blank"&gt;&amp;raquo;&amp;nbsp;FENPROF entrega pedido de abertura de inqu&amp;eacute;rito e apuramento da responsabilidade na Procuradoria-Geral da Rep&amp;uacute;blica&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;Seguiram-se os pedidos do MECI para que os professores classificadores alterassem as suas f&amp;eacute;rias, os pedidos de trabalho suplementar e noturno e as promessas de pagamento de uma compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que levaram a FENPROF, em &lt;strong&gt;31 de julho&lt;/strong&gt;, a pedir a interve&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Ci&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/fenprof-denuncia-a-igec-e-a-act-remuneracao-ilegal-do-trabalho-extraordinario-e-pressoes-sobre-professores-classificadores" target="_blank"&gt;&amp;raquo; FENPROF denuncia &amp;agrave; IGEC e &amp;agrave; ACT remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ilegal do trabalho extraordin&amp;aacute;rio e press&amp;otilde;es sobre professores classificadores&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;A IGEC respondeu &amp;agrave; FENPROF em 8 de setembro, comunicando o arquivamento do pedido de a&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspetiva, por, alegadamente, considerar que n&amp;atilde;o existem ind&amp;iacute;cios de atos il&amp;iacute;citos por parte do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI).&amp;nbsp;Uma decis&amp;atilde;o que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita, tendo insistido, em of&amp;iacute;cio de &lt;strong&gt;18 de setembro&lt;/strong&gt;, junto da IGEC para que reavaliasse as den&amp;uacute;ncias apresentadas e exortando a IGEC a &amp;laquo;fiscalizar o cumprimento da lei&amp;raquo;.&lt;/p&gt;
&lt;h5&gt;&lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/igec-nao-pode-fechar-os-olhos-ao-trabalho-extraordinario-dos-professores-classificadores" target="_blank"&gt;&amp;raquo; IGEC n&amp;atilde;o pode fechar os olhos ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores classificadores&lt;/a&gt;&lt;/h5&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o desiste da exig&amp;ecirc;ncia de justi&amp;ccedil;a e do pagamento da remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o legalmente devida pela presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho suplementar. Para esse efeito, disponibiliza &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;duas minutas de reclama&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;: uma para os professores classificadores &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/E1AB5BC999EDC0DADD0B0B2745137BA7/requerimento-exames-nacionais.docx" target="_blank"&gt;(descarregar aqui a vers&amp;atilde;o word)&lt;/a&gt; e outra para os membros do secretariado de exames &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/5E84369DE40F660876910CC55DDD6935/requerimento-secretariado-exames-nacionais.docx" target="_blank"&gt;(descarregar aqui a vers&amp;atilde;o word)&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 17:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/caos-nos-exames-nacionais</guid></item><item><title>IGEC não pode fechar os olhos ao trabalho extraordinário dos professores classificadores</title><link>https://www.spgl.pt:443/igec-nao-pode-fechar-os-olhos-ao-trabalho-extraordinario-dos-professores-classificadores</link><description>&lt;h3&gt;IGEC n&amp;atilde;o pode fechar os olhos ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores classificadores&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o da Inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Ci&amp;ecirc;ncia (IGEC) de proceder ao arquivamento do pedido de averigua&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentado pela FENPROF sobre o registo das horas de trabalho noturno, extraordin&amp;aacute;rio e prestado em dias de descanso semanal pelos professores classificadores dos exames nacionais, por, alegadamente, considerar que n&amp;atilde;o existem ind&amp;iacute;cios de atos il&amp;iacute;citos por parte do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) deixa uma quest&amp;atilde;o particularmente preocupante:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;estar&amp;aacute; a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspetiva a ser instrumentalizada pelo MECI para evitar o apuramento de responsabilidades da pr&amp;oacute;pria administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF denunciou situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas de docentes que, durante o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio, tiveram de trabalhar para al&amp;eacute;m do seu hor&amp;aacute;rio normal, incluindo em per&amp;iacute;odo noturno e em dias que deveriam corresponder ao seu descanso semanal. N&amp;atilde;o se tratava de uma quest&amp;atilde;o meramente abstrata ou de uma discuss&amp;atilde;o sobre a natureza do trabalho dos classificadores. O que estava em causa era saber&amp;nbsp;&lt;strong&gt;se esse trabalho foi devidamente registado, contabilizado e tratado de acordo com as regras aplic&amp;aacute;veis &amp;agrave; dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho dos docentes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece que o hor&amp;aacute;rio semanal dos docentes corresponde a 35 horas e que a presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o deve ser objeto do correspondente registo, sem preju&amp;iacute;zo das especificidades legalmente previstas. Por outro lado, o regime dos exames nacionais reconhece expressamente a prioridade das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas essa prioridade&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;atilde;o transforma trabalho efetivamente prestado em trabalho inexistente, nem permite apagar horas de trabalho extraordin&amp;aacute;rio, noturno ou realizado em per&amp;iacute;odo de descanso&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta da IGEC, por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o se dispensa de esclarecer estas quest&amp;otilde;es. E &amp;eacute; precisamente essa insufici&amp;ecirc;ncia que levou a FENPROF a requerer a reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do denunciado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que est&amp;aacute; em causa &amp;eacute; simples:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;se houve professores a trabalhar &amp;agrave; noite, para al&amp;eacute;m do seu hor&amp;aacute;rio e em dias de descanso semanal, onde est&amp;aacute; o registo desse trabalho? Quem determinou ou autorizou essa presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Como foi contabilizada? E que consequ&amp;ecirc;ncias da&amp;iacute; decorrem em mat&amp;eacute;ria de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta responder que as tarefas de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o constituem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es priorit&amp;aacute;rias ou que se inserem no &amp;acirc;mbito do processo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa: o desempenho dessas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o constitui autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para criar uma esp&amp;eacute;cie de selva na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente. A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames pode ser priorit&amp;aacute;ria, mas os direitos laborais dos docentes n&amp;atilde;o deixam, por isso, de existir. Ali&amp;aacute;s, a pr&amp;oacute;pria FENPROF denunciou publicamente que o processo de 2026 obrigou muitos professores a assegurar classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremas, incluindo noites e fins de semana, ao mesmo tempo que o MECI procurava apresentar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;laquo;compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo; baseada no pagamento de um euro por resposta classificada, ou seja, em vez de remunerar devidamente o trabalho realizado, atribuir uma pequena gratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IGEC merece ser questionada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode limitar-se a acolher a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tutela sobre a forma como a pr&amp;oacute;pria organizou e executou um processo.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Quando existem den&amp;uacute;ncias concretas sobre um eventual incumprimento das regras relativas ao tempo de trabalho, compete &amp;agrave; entidade competente verificar os factos, exigir e consultar os registos existentes, ouvir os intervenientes e apurar responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceita, por isso, que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspetiva possa ser utilizada para&amp;nbsp;&lt;strong&gt;legitimar retroativamente op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do MECI ou para afastar o escrut&amp;iacute;nio sobre as consequ&amp;ecirc;ncias laborais das suas decis&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;. Este caminho corresponde, isso sim, a deslegitimar a IGEC, tornando-a num mero instrumento para branquear a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MECI, disfar&amp;ccedil;ando os erros cometidos e suportando a sua n&amp;atilde;o repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema &amp;eacute; ainda mais grave porque o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais de 2026 ficou marcado por sucessivas falhas organizativas e t&amp;eacute;cnicas, com forte press&amp;atilde;o sobre os professores classificadores. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o denunciou atrasos, problemas na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas, acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de itens e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho particularmente exigentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este contexto, a IGEC deveria contribuir para esclarecer os factos e garantir o cumprimento da lei &amp;mdash;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;atilde;o para encerrar administrativamente uma quest&amp;atilde;o que permanece por esclarecer&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma coisa deve ficar clara:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;o trabalho realizado pelos professores n&amp;atilde;o pode ser apagado dos registos, nem transformado em trabalho gratuito por decis&amp;atilde;o administrativa.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;E se a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa imp&amp;ocirc;s ou permitiu trabalho extraordin&amp;aacute;rio, noturno ou em dias de descanso semanal,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;deve assumi-lo, regist&amp;aacute;-lo e garantir aos docentes os direitos que decorrem da presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse trabalho&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A IGEC tem o dever de fiscalizar o cumprimento da lei.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 13:01:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/igec-nao-pode-fechar-os-olhos-ao-trabalho-extraordinario-dos-professores-classificadores</guid></item><item><title>FENPROF pede esclarecimentos à AGSE sobre profissionalização em serviço</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF pede esclarecimentos &amp;agrave; AGSE sobre profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&lt;/h3&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF dirigiu &amp;agrave; Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) um pedido de esclarecimento sobre a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o e os crit&amp;eacute;rios adotados no atual Curso de Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A iniciativa surge na sequ&amp;ecirc;ncia de contactos de docentes abrangidos pelo processo, que t&amp;ecirc;m colocado d&amp;uacute;vidas sobre diferentes aspetos da sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de servi&amp;ccedil;o, a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do percurso formativo, as eventuais dispensas de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as responsabilidades das diferentes entidades envolvidas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Desta forma, a FENPROF tem acompanhado a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atuais processos de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o, tendo suscitado, junto do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), no &amp;acirc;mbito das reuni&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente e do regime de recrutamento e sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, diversas quest&amp;otilde;es relacionadas com a sua operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Para a FENPROF, num contexto em que a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o assume particular import&amp;acirc;ncia face &amp;agrave; escassez de docentes profissionalizados, &amp;eacute; fundamental garantir que todos os professores abrangidos disp&amp;otilde;em de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivas para realizar e concluir a sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade, gratuitamente e segundo regras claras, transparentes e uniformemente aplicadas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o questiona, em particular, a AGSE sobre os mecanismos de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o MECI, a pr&amp;oacute;pria Ag&amp;ecirc;ncia e as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior envolvidas na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pretende tamb&amp;eacute;m saber se existem orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es dirigidas &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es parceiras para assegurar uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o uniforme dos crit&amp;eacute;rios e, em caso afirmativo, solicita o acesso a essa documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Outro dos aspetos suscitados prende-se com os crit&amp;eacute;rios utilizados para contabilizar o tempo de servi&amp;ccedil;o e determinar a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, incluindo a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es relativas &amp;agrave; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;dispensa de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, designadamente do segundo ano da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando aplic&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF considera igualmente necess&amp;aacute;rio garantir que as diferen&amp;ccedil;as entre modelos e m&amp;eacute;todos de ensino adotados pelas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior n&amp;atilde;o resultem em tratamentos diferenciados dos docentes abrangidos pelo mesmo regime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Com este pedido, a FENPROF pretende obter &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;clareza sobre as regras, responsabilidades e procedimentos aplic&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, assegurando maior previsibilidade e seguran&amp;ccedil;a aos docentes e uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coerente do regime de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o em todo o pa&amp;iacute;s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF continua, igualmente, a aguardar resposta da AGSE aos pedidos de esclarecimento apresentados sobre a retirada ou exclus&amp;atilde;o de docentes das listas de Mobilidade Interna, por motivo de &amp;laquo;profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&amp;raquo;, incluindo situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes que se encontram a frequentar mestrados em ensino. A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel o esclarecimento urgente destas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, atendendo &amp;agrave;s consequ&amp;ecirc;ncias que podem ter na coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no exerc&amp;iacute;cio de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes abrangidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Lisboa, 18 de setembro de 2026&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 5 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento 5 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 5&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 18 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 4 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 4 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 15 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</guid></item><item><title>O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula | Dois problemas que não podem ser confundidos</title><link>https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Dois problemas que n&amp;atilde;o podem ser confundidos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, h&amp;aacute; dois problemas particularmente graves que importa distinguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro &amp;eacute; a falta de professores que deixa milhares de alunos sem docente e que assume uma gravidade muito particular no 1.&amp;ordm; ciclo. Quando uma turma tem apenas um professor, a aus&amp;ecirc;ncia desse docente n&amp;atilde;o significa a perda de uma entre v&amp;aacute;rias refer&amp;ecirc;ncias: significa, muitas vezes, que aquelas crian&amp;ccedil;as ficam sem o seu &amp;uacute;nico professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo problema &amp;eacute; o dos alunos que continuam sem escola. E este problema n&amp;atilde;o pode ser confundido com a falta de professores. Estamos a falar de centenas de crian&amp;ccedil;as e jovens que chegaram ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem saber sequer qual seria a escola que iriam frequentar. Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; igualmente importante perguntar: como foi poss&amp;iacute;vel chegar a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Uma parte da resposta est&amp;aacute; na aus&amp;ecirc;ncia de um instrumento fundamental de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar com os agrupamentos de escolas, que n&amp;atilde;o foram realizadas ap&amp;oacute;s o final do ano letivo anterior. Essas reuni&amp;otilde;es n&amp;atilde;o eram uma formalidade burocr&amp;aacute;tica. Eram precisamente o momento em que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e as escolas podiam, no territ&amp;oacute;rio, confrontar as previs&amp;otilde;es de alunos com a capacidade existente, identificar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de vagas, antecipar necessidades e procurar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do in&amp;iacute;cio das aulas. Era nesse momento que os problemas podiam ser identificados e resolvidos atempadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da DGEstE e a redistribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das suas compet&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o dispensavam a continuidade deste trabalho de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as escolas. Pelo contr&amp;aacute;rio, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os exigia particular aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mecanismos de planeamento da rede escolar, precisamente para evitar que a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa comprometesse a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada das necessidades e a procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou, ali&amp;aacute;s, diretamente o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esta quest&amp;atilde;o, durante uma reuni&amp;atilde;o realizada no &amp;acirc;mbito da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de concursos. Na ocasi&amp;atilde;o, o ministro considerou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o constituiria um problema, remetendo para a AGSE a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pontuais que viessem a surgir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao n&amp;atilde;o assegurar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar, o Minist&amp;eacute;rio prescindiu de um mecanismo de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permitia antecipar problemas. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o agora verificada evidencia as limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma resposta assente na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das dificuldades, quando o ano letivo j&amp;aacute; est&amp;aacute; a come&amp;ccedil;ar. E o resultado est&amp;aacute; hoje &amp;agrave; vista: cheg&amp;aacute;mos ao in&amp;iacute;cio do ano letivo com centenas de alunos ainda sem escola. N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante uma inevitabilidade. Estamos perante um problema que deveria ter sido antecipado. E &amp;eacute; precisamente isso que torna a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o particularmente grave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o pode deixar de promover os mecanismos de planeamento da rede escolar, retirar capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos servi&amp;ccedil;os territorialmente pr&amp;oacute;ximos das escolas e, depois, apresentar os problemas que da&amp;iacute; resultam como se fossem acontecimentos imprevis&amp;iacute;veis. Os problemas da rede escolar n&amp;atilde;o aparecem no primeiro dia de aulas. S&amp;atilde;o conhecidos, previs&amp;iacute;veis e identific&amp;aacute;veis meses antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; para isso que deve existir uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no territ&amp;oacute;rio. Quando esses mecanismos s&amp;atilde;o abandonados, n&amp;atilde;o desaparecem as necessidades das crian&amp;ccedil;as e dos jovens. Desaparece, isso sim, a capacidade do Estado para as antecipar e resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas esta dimens&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser escondida por detr&amp;aacute;s do problema, igualmente grave, da falta de professores. Uma coisa &amp;eacute; um aluno ter escola, mas n&amp;atilde;o ter professor. Outra, ainda mais elementar e grave, &amp;eacute; um aluno chegar ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem sequer ter escola atribu&amp;iacute;da. S&amp;atilde;o problemas diferentes, com causas e respostas diferentes. E ambos revelam uma mesma quest&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de planeamento e de resposta da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que surge um terceiro problema: a resposta que est&amp;aacute; a ser dada &amp;agrave; press&amp;atilde;o sobre a rede escolar e &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vez de refor&amp;ccedil;ar a capacidade da Escola P&amp;uacute;blica, contratar os professores necess&amp;aacute;rios, antecipar necessidades e encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rede atempadamente, a resposta passa, em muitas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por sobrelotar as turmas. Ou seja: um problema de planeamento e de falta de recursos origina um outro problema dentro da sala de aula. E esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; pedagogicamente neutra. N&amp;atilde;o estamos a falar apenas de quantos alunos cabem fisicamente numa sala. Estamos a falar das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas em que um professor consegue ensinar e em que um aluno consegue aprender. Uma turma maior n&amp;atilde;o significa simplesmente mais umas cadeiras e umas mesas na sala, embora mesmo isso seja, tantas vezes, dif&amp;iacute;cil ou imposs&amp;iacute;vel garantir. Mas significa tamb&amp;eacute;m mais alunos para ensinar, ouvir, avaliar, acompanhar e apoiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, ali&amp;aacute;s, sublinhar que o aumento, ainda que excecional, da dimens&amp;atilde;o das turmas n&amp;atilde;o pode ser tratado como uma mera decis&amp;atilde;o administrativa discricion&amp;aacute;ria. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece regras concretas para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de turmas e estabelece que a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a continuidade, a t&amp;iacute;tulo excecional, de turmas com n&amp;uacute;mero de alunos superior aos limites estabelecidos, carece de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho pedag&amp;oacute;gico, mediante an&amp;aacute;lise de proposta fundamentada do estabelecimento de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto significa que, quando s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;das ou mantidas turmas acima dos limites legalmente estabelecidos, n&amp;atilde;o basta invocar a necessidade de acomodar alunos. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio cumprir os procedimentos e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas na lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode, por um lado, falhar no planeamento da rede escolar e na antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das necessidades e, por outro, responder &amp;agrave;s falhas atrav&amp;eacute;s do aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas, como se os limites legalmente estabelecidos pudessem ser ultrapassados sem o cumprimento dos procedimentos exigidos e sem ter em conta as consequ&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gicas e nas aprendizagens que o alargamento produz. Mais alunos numa turma significam mais trabalhos para corrigir. Mais aprendizagens para monitorizar. Mais dificuldades para identificar. Mais alunos a solicitar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mais diversidade de ritmos e necessidades. E, simultaneamente, menos tempo dispon&amp;iacute;vel para cada um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que os alunos mais fr&amp;aacute;geis, com necessidades espec&amp;iacute;ficas de aprendizagem, com portugu&amp;ecirc;s l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o materna, com dificuldades de aprendizagem, podem ficar mais prejudicados. Um aluno com facilidade de aprendizagem pode conseguir compensar em grande medida uma menor disponibilidade do professor. Mas um aluno com dificuldades de leitura, escrita ou c&amp;aacute;lculo precisa de mais acompanhamento, n&amp;atilde;o de menos. Precisa de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de feedback. Precisa que o professor consiga identificar rapidamente onde est&amp;aacute; o problema e intervir antes que uma dificuldade se transforme numa lacuna acumulada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda de capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa, a aus&amp;ecirc;ncia de mecanismos de planeamento, a falta de professores e o aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas fazem parte de um problema mais amplo: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica promovida pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas do governo. E uma Escola P&amp;uacute;blica permanentemente confrontada com falta de recursos, falta de professores, turmas sobrecarregadas e menor capacidade de acompanhamento &amp;eacute; uma Escola P&amp;uacute;blica progressivamente fragilizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:52:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</guid></item><item><title>Professores doentes não podem ser responsabilizados pela falta de docentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</link><description>&lt;h3&gt;Professores doentes n&amp;atilde;o podem ser responsabilizados pela falta de docentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao destacar a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, numa s&amp;oacute; semana, de &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo; e ao associar esse n&amp;uacute;mero &amp;agrave; necessidade de substituir outros tantos docentes, estabelecem uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a FENPROF rejeita: a falta de professores nas escolas n&amp;atilde;o pode ser imputada aos docentes que se encontram doentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o ministro, na semana passada foram recebidos &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo;, acrescentando que seriam &amp;laquo;mais 2000 que ter&amp;atilde;o de ser substitu&amp;iacute;dos&amp;raquo;. O n&amp;uacute;mero, apresentado isoladamente, pode impressionar, mas exige contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: num universo de cerca de 150 mil docentes, igualmente referido pelo pr&amp;oacute;prio ministro, representa o equivalente a duas baixas m&amp;eacute;dicas em 150 trabalhadores, ou seja, aproximadamente 1,3%. Mas mais importante do que a dimens&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, perceber o que ele efetivamente representa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quantos correspondem a novas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de incapacidade tempor&amp;aacute;ria para o trabalho iniciadas naquela semana e quantos respeitam &amp;agrave; prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a j&amp;aacute; existentes? Com efeito, a prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incapacidade tempor&amp;aacute;ria implica a emiss&amp;atilde;o de um novo CIT, sem que da&amp;iacute; resulte uma nova aus&amp;ecirc;ncia ou uma nova necessidade de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sem esta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, associar os 2000 atestados recebidos naquela semana a 2000 novas necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o transmite uma ideia que os dados divulgados pelo ministro, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o permitem sustentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existe fundamento para alimentar a ideia de que os professores recorrem &amp;agrave; baixa m&amp;eacute;dica de forma anormal. Um estudo do EDULOG, divulgado em 2024, sobre o absentismo docente, mostra que entre 30% e 40% dos professores nunca faltam e cerca de 50% fazem-no apenas ocasionalmente, concentrando-se 80% dos dias de aus&amp;ecirc;ncia em apenas 10% dos docentes, sobretudo entre os mais envelhecidos e com historial de doen&amp;ccedil;a continuada. Segundo a coordenadora do estudo, esta &amp;eacute; uma realidade semelhante &amp;agrave; de qualquer outra profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ali&amp;aacute;s, um dado particularmente relevante perante as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es agora proferidas pelo ministro: mais de 80% das faltas analisadas no estudo s&amp;atilde;o de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior a 30 dias, predominando, entre as aus&amp;ecirc;ncias prolongadas, as que se situam entre 120 e 240 dias. Estamos, portanto, em grande medida, perante situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a prolongada. As necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o por doen&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o constituem, por isso, um fen&amp;oacute;meno inesperado que surja subitamente no in&amp;iacute;cio de cada ano letivo: s&amp;atilde;o uma realidade conhecida, previs&amp;iacute;vel e quantific&amp;aacute;vel, para a qual o sistema educativo tem de estar preparado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade n&amp;atilde;o pode ser desligada do acentuado envelhecimento da profiss&amp;atilde;o nem da crescente sobrecarga a que os docentes t&amp;ecirc;m vindo a ser sujeitos. O pr&amp;oacute;prio MECI reconheceu, em janeiro de 2026, que o recurso &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias constitui uma das medidas do plano +Aulas +Sucesso para reduzir o n&amp;uacute;mero de alunos sem aulas, anunciando que os pagamentos efetuados no m&amp;ecirc;s anterior abrangiam 30 467 professores. Mais recentemente, o Decreto-Lei n.&amp;ordm; 175/2026, de 3 de setembro, manteve e atualizou os mecanismos de recurso ao servi&amp;ccedil;o docente extraordin&amp;aacute;rio e &amp;agrave; acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao mesmo tempo que procura incentivar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas de docentes que j&amp;aacute; re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta &amp;agrave; falta de professores continua, assim, a assentar tamb&amp;eacute;m num esfor&amp;ccedil;o acrescido daqueles que permanecem no sistema. &amp;Eacute; particularmente contradit&amp;oacute;rio que se intensifique o trabalho e se procure prolongar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma classe profissional profundamente envelhecida e, simultaneamente, se apresentem as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a como explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um problema que &amp;eacute; estrutural e h&amp;aacute; muito conhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores adoecem, como adoecem os restantes trabalhadores. A quest&amp;atilde;o que deveria preocupar o Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atestados m&amp;eacute;dicos por quem est&amp;aacute; doente, mas a garantia de que o sistema disp&amp;otilde;e dos docentes necess&amp;aacute;rios para substituir aqueles que, temporariamente, n&amp;atilde;o podem exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobretudo, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os atestados apresentados numa determinada semana que explicam um problema que &amp;eacute; estrutural e que j&amp;aacute; existia antes deles. Os dados divulgados pela FENPROF mostram que, na semana de 7 a 11 de setembro de 2026, foram lan&amp;ccedil;ados em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola 1453 hor&amp;aacute;rios, correspondentes a 25 488 horas, mais 6% e 7%, respetivamente, do que no per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo de 2025. A estimativa aponta para mais de 110 mil alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a press&amp;atilde;o sobre o sistema continuar&amp;aacute; a aumentar por raz&amp;otilde;es que nada t&amp;ecirc;m a ver com baixas m&amp;eacute;dicas. S&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro aposentam-se 1102 docentes, que sair&amp;atilde;o definitivamente do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, portanto, necess&amp;aacute;rio inverter a discuss&amp;atilde;o. Se o envelhecimento da profiss&amp;atilde;o e as necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o conhecidos, estudados e previs&amp;iacute;veis h&amp;aacute; anos, a pergunta n&amp;atilde;o pode ser por que raz&amp;atilde;o existem professores de baixa. A pergunta que se imp&amp;otilde;e &amp;eacute; outra: &lt;strong&gt;por que raz&amp;atilde;o continua o sistema educativo sem dispor de uma reserva de docentes capaz de assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que inevitavelmente devem ocorrer?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema da Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os professores que adoecem. O problema &amp;eacute; a falta estrutural de professores e a incapacidade, h&amp;aacute; muito identificada, de atrair e manter na profiss&amp;atilde;o docentes em n&amp;uacute;mero suficiente para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas e tamb&amp;eacute;m para assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tempor&amp;aacute;rias que, num sistema com cerca de 150 mil docentes, inevitavelmente ocorrer&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsabilizar, ainda que implicitamente, os professores que se encontram doentes n&amp;atilde;o resolve um &amp;uacute;nico hor&amp;aacute;rio por preencher. Valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, reduzir a sobrecarga, rejuvenescer o corpo docente e criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que existam professores dispon&amp;iacute;veis onde s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</guid></item><item><title>Minuta | Candidatura ao apoio extraordinário à deslocação permanece encerrada</title><link>https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Minuta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Candidatura ao apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanece encerrada&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Face &amp;agrave; impossibilidade de formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido, a FENPROF e os seus sindicatos disponibilizam uma &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/0DAAC3CB13E0D2D8113693AF2BF950CB/requerimento-sobre-indisponibilidade-para-pedido-de-apoio-a-deslocacao.docx" target="_blank"&gt;minuta&lt;/a&gt; [clique para descarregar] de requerimento relativo aos apoios &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o previstos na lei. Devidamente preenchida, deve ser remetida ao presidente da AGSE, entidade que passou a ter a responsabilidade de tratar estes assuntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na plataforma SIGRHE continua, portanto, a n&amp;atilde;o ser poss&amp;iacute;vel realizar a candidatura ao apoio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o criado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024, de 13 de setembro e alargado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 108/2025, de 19 de setembro. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada &amp;eacute;, apenas, &amp;ldquo;Candidatura ao Regime de Apoio Extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; Desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o encerrada temporariamente".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige que o pagamento daquele apoio seja feito de forma atempada, pelo que &amp;eacute; urgente que os eventuais problemas t&amp;eacute;cnicos &amp;ndash; ou outros &amp;ndash; com a plataforma sejam resolvidos de imediato. A FENPROF recusa qualquer penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que s&amp;atilde;o alheios. O uso e envio da minuta &amp;eacute; um meio para pressionar a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas e para garantir que n&amp;atilde;o venham a ser os docentes a arcar com preju&amp;iacute;zos por causa do encerramento de candidaturas que se mant&amp;eacute;m &amp;agrave; data de hoje, 15 de setembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</guid></item><item><title>Greve ao sobretrabalho, horas extraordinárias e CNLE 2026/27</title><link>https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Greve ao sobretrabalho, horas extraordin&amp;aacute;rias e CNLE 2026/27&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &amp;eacute; tempo de dizer basta ao trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/h3&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;35 horas s&amp;atilde;o 35 horas! O trabalho que ultrapassa o hor&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser imposto, escondido ou ficar por pagar.&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; anos que a FENPROF denuncia os abusos na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios dos professores e educadores. H&amp;aacute; anos que exige ao MECI solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es claras e respeito pela lei. Mas o Governo continua a nada fazer, permitindo que se generalizem situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sobrecarga, desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e verdadeiro&amp;nbsp;trabalho n&amp;atilde;o pago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas escolas, o problema &amp;eacute; conhecido: hor&amp;aacute;rios que ultrapassam as 35 horas, trabalho que &amp;eacute; indevidamente empurrado para a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento, tarefas que invadem a componente individual e um sem-n&amp;uacute;mero de atividades que acabam realizadas para al&amp;eacute;m do hor&amp;aacute;rio, sacrificando o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aulas, o descanso e a vida pessoal e familiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o aceitamos que a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento seja um saco sem fundo. N&amp;atilde;o aceitamos que a componente individual seja usada para esconder trabalho que a escola exige. N&amp;atilde;o aceitamos trabalho extraordin&amp;aacute;rio sem o correspondente reconhecimento e pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E perante a falta de professores, o MECI escolheu o caminho mais f&amp;aacute;cil:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;em vez de atrair e fixar docentes, aumenta o recurso ao servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio e pretende que os professores trabalhem mais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o!&amp;nbsp;&lt;strong&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o se resolve explorando os professores que existem.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta greve &amp;eacute; um grito de indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma resposta &amp;agrave; in&amp;eacute;rcia do Governo. &amp;Eacute; uma greve pelo respeito pelo hor&amp;aacute;rio de trabalho, pela defesa da componente individual, contra a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e pelo reconhecimento e pagamento de todo o trabalho extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de normalizar o abuso!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de fazer mais com menos &amp;mdash; e sempre &amp;agrave; custa dos professores!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &lt;strong&gt;os professores dizem BASTA&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;35 HORAS S&amp;Atilde;O 35 HORAS.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;SOBRETRABALHO N&amp;Atilde;O &amp;Eacute; GRATUITO.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;TRABALHO EXTRAORDIN&amp;Aacute;RIO &amp;Eacute; PARA PAGAR.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PELO RESPEITO. PELA DIGNIDADE. PELO DIREITO A TRABALHAR SEM SER EXPLORADO.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, j&amp;aacute; a partir do dia 14 de setembro de 2026 e pelo oitavo ano consecutivo, a FENPROF volta a convocar greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 id="widget-4dban3x6xvzra7t7grzvezqe4x" class="flow-title"&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="widget widget-lista-ficheiros widget-align-left widget-size-100"&gt;&lt;hr class="bg-primary"&gt;
&lt;h4 class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;Consulte aqui pr&amp;eacute;-avisos&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;span class="name"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4ye2xf9z7bg6czjt8zcv54265t"&gt; &lt;img width="905" height="1280" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/221ab0e1/7f42bec6/Cartaz%20GST.png?v=639250021285969371"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:02:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</guid></item><item><title>Conferência de Imprensa | Abertura do Ano Letivo 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Confer&amp;ecirc;ncia de Imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Abertura do Ano Letivo 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mtl4xS-RjGU?si=R23VRZBfQvknrJJI" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, escolhemos o Agrupamento de Escolas Ruy Belo e a EB1/JI de Monte Abra&amp;atilde;o, precisamente um dos agrupamentos mais afetados pela falta de professores e uma escola do primeiro ciclo do ensino b&amp;aacute;sico onde este problema se coloca de forma muito preocupante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; nos locais concretos onde existem problemas concretos que estes t&amp;ecirc;m de ser resolvidos com respostas tamb&amp;eacute;m concretas, n&amp;atilde;o com an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es di&amp;aacute;rias de que o exame da quarta classe vai regressar, de que ser&amp;aacute; feita uma fus&amp;atilde;o do 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos, de que os professores passar&amp;atilde;o a eleger diretamente o diretor e ter&amp;atilde;o um peso eleitoral superior a 50% dos votos, ou de que ser&amp;aacute; valorizado o Estatuto da Carreira Docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es servem apenas para encobrir os problemas concretos com que as escolas, os alunos, os pais e encarregados de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os professores e os demais trabalhadores das escolas se confrontam no arranque deste ano letivo e para procurar transmitir a ideia de que o MECI n&amp;atilde;o s&amp;oacute; &amp;eacute; competente como trabalha afincadamente, numa opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tentativa de limpeza da imagem deixada pelos ca&amp;oacute;ticos exames de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, a realidade das escolas n&amp;atilde;o se apaga com propaganda. Os problemas a&amp;iacute; est&amp;atilde;o e as respostas continuam a n&amp;atilde;o existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF aplicou, nas duas primeiras semanas de setembro, um inqu&amp;eacute;rito junto dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas, cujo relat&amp;oacute;rio distribu&amp;iacute;mos em anexo. O inqu&amp;eacute;rito teve 240 respostas, correspondendo a 29,2% dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas do continente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As respostas obtidas incidiram essencialmente sobre quatro tem&amp;aacute;ticas: a falta de professores, a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, a climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transportes escolares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As principais conclus&amp;otilde;es, que citamos, foram as seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A falta de professores continua a produzir efeitos concretos no funcionamento das escolas, mas n&amp;atilde;o esgota os problemas identificados.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As dificuldades de recrutamento est&amp;atilde;o associadas n&amp;atilde;o apenas &amp;agrave; escassez de candidatos, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; falta de atratividade da carreira, a hor&amp;aacute;rios incompletos e/ou tempor&amp;aacute;rios, &amp;agrave;s substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;agrave; medicina do trabalho e aos custos da habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e das desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A abertura do ano letivo 2026/2027 &amp;eacute; marcada por forte incerteza quanto ao recrutamento.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital enfrenta limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quer em quantidade, quer na qualidade e estado dos equipamentos, quer, ainda, na falta de recursos humanos que a operem.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas s&amp;atilde;o insuficientes numa parcela muito significativa das respostas.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Os transportes e as desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es constituem constrangimentos relevantes para parte das comunidades escolares.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As respostas abertas mostram que a capacidade de funcionamento das escolas depende, simultaneamente, de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais, materiais, infraestruturais, humanas e organizacionais.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Mas detalhemos um pouco mais os principais problemas concretos que existem nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar ao ensino superior e &amp;agrave; investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos setores p&amp;uacute;blico e privado.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ESCOLAS SEM PROFESSORES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se e um ter&amp;ccedil;o dos diretores prev&amp;ecirc; dificuldades ao longo do ano letivo: mais a sul, desde o in&amp;iacute;cio do ano, e mais a norte, ao longo do ano, &amp;agrave; medida que forem sendo necess&amp;aacute;rias substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A norte, o corpo docente &amp;eacute; mais envelhecido, o que ter&amp;aacute; impacto nos n&amp;uacute;meros de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas baixas m&amp;eacute;dicas e nas redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por raz&amp;otilde;es de sa&amp;uacute;de, designadamente no &amp;acirc;mbito da medicina no trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dado novo deste ano letivo &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio ministro avan&amp;ccedil;ar com n&amp;uacute;meros, procurando circunscrever o problema geograficamente e a um reduzido n&amp;uacute;mero de agrupamentos. Essa vers&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem correspond&amp;ecirc;ncia com a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF mant&amp;eacute;m o m&amp;eacute;todo de levantamento de dados que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos vem realizando, recorrendo aos dados oficiais dispon&amp;iacute;veis: o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios e horas lan&amp;ccedil;ados na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola &amp;ndash; nem mais, nem menos que o mecanismo acionado quando a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial e as reservas de recrutamento n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o resposta aos hor&amp;aacute;rios existentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comparando a semana de 7 a 11 de setembro de 2026 com a semana de 8 a 12 de setembro de 2025, constatamos que o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados passou de 1372 para 1453 e o n&amp;uacute;mero de horas de 23806 para 25488, representando um crescimento de 6% e 7%, respetivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Significa isto que o problema se agravou e que, na semana passada, a estimativa apontava para mais de 110 000 alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se significativamente no distrito de Lisboa: de 323 hor&amp;aacute;rios anuais e completos passou-se para 500. No 1.&amp;ordm; CEB, passou-se de 112 hor&amp;aacute;rios completos e anuais para 175.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os distritos mais afetados s&amp;atilde;o Lisboa, Set&amp;uacute;bal, Faro, Leiria e Porto, que ultrapassou Santar&amp;eacute;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, neste contexto, analisar tamb&amp;eacute;m o universo de candidatos que permanece dispon&amp;iacute;vel nas reservas de recrutamento. Ap&amp;oacute;s a RR3, registam-se este ano 17 694 candidaturas, correspondentes a 12 951 candidatos, um n&amp;uacute;mero apenas ligeiramente superior aos 12 929 candidatos registados no mesmo momento do ano anterior. Por&amp;eacute;m, a leitura destes valores globais n&amp;atilde;o traduz a efetiva capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas. Mais de metade das candidaturas ainda dispon&amp;iacute;veis &amp;mdash; 9250, correspondentes a 52,3% do total &amp;mdash; concentra-se no GR 100 (Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar), com 4854 candidaturas, e nos dois grupos de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica, que, em conjunto, somam 4396: 2135 no GR 260 e 2261 no GR 620.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente reveladora &amp;eacute; a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do GR 110 (1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico): apesar de permanecerem dispon&amp;iacute;veis 2695 candidaturas ap&amp;oacute;s a RR3, s&amp;oacute; na semana de 7 a 11 de setembro foram lan&amp;ccedil;ados 285 hor&amp;aacute;rios em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola. Este contraste demonstra que o n&amp;uacute;mero de candidaturas dispon&amp;iacute;veis, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o traduz a capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades concretas das escolas, designadamente tendo em conta a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica dos candidatos e dos hor&amp;aacute;rios por preencher. E n&amp;atilde;o adianta culpar os professores por n&amp;atilde;o estarem dispon&amp;iacute;veis para trabalhar longe de casa quando essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, por for&amp;ccedil;a dos baixos sal&amp;aacute;rios e elevados custos de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, materialmente insustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa igualmente ter presente que o universo de n&amp;atilde;o colocados na Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inicial, que fica dispon&amp;iacute;vel para as subsequentes reservas de recrutamento, &amp;eacute; este ano inferior ao registado no ano anterior: 22 283 candidaturas, contra 23 734 em 2025/2026, e 16 771 candidatos, contra 16 816. Ainda que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de candidatos seja ligeira, estes dados confirmam que n&amp;atilde;o existe um refor&amp;ccedil;o da bolsa dispon&amp;iacute;vel para responder a necessidades que, como vimos, aumentaram face ao ano anterior. A esta realidade acresce a sa&amp;iacute;da, s&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro, de 1 102 docentes por aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aumentando a press&amp;atilde;o sobre a capacidade de resposta do sistema ao longo do ano letivo.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ALUNOS SEM ESCOLA&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o realizar, no final do ano letivo anterior, as reuni&amp;otilde;es locais de defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede escolar, fez com que o problema das matr&amp;iacute;culas, nos concelhos onde o parque escolar &amp;eacute; insuficiente face &amp;agrave; procura, chegasse ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem estar resolvido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo, no concelho onde estamos, Sintra, na semana passada, havia 744 alunos que ainda n&amp;atilde;o tinham escola: 345 no 1.&amp;ordm; CEB, 122 no 2.&amp;ordm;CEB, 144 no 3.&amp;ordm; CEB, 6 em CEF e 127 no ensino secund&amp;aacute;rio. Em Lisboa, de acordo com o jornal Expresso, ser&amp;atilde;o 550.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; absolutamente inaceit&amp;aacute;vel e, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do que se passou com os exames nacionais, pouco abonat&amp;oacute;ria do desempenho da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e do minist&amp;eacute;rio que a tutela.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DIGITAL&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Apesar das proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es em torno do digital, cerca de 66% dos agrupamentos de escolas reportam que os equipamentos inform&amp;aacute;ticos s&amp;atilde;o insuficientes e obsoletos e que mais de um ter&amp;ccedil;o das salas de aula n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e de quadro interativo, computadores ou rede de internet que permitam a pesquisa individual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um governo que tem, inclusive, um minist&amp;eacute;rio respons&amp;aacute;vel pela chamada reforma do Estado e pela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, n&amp;atilde;o deixa de ser significativo que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas fiquem muito aqu&amp;eacute;m dos objetivos anunciados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o fosse o recurso aos kits individuais, aos computadores pessoais dos alunos e professores e ao trabalho extra dos docentes das TIC, muito do que, apesar de tudo, vai sendo feito seria, na pr&amp;aacute;tica, uma impossibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;CONDI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES PARA ENFRENTAR SITUA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES CLIM&amp;Aacute;TICAS ADVERSAS&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Sendo os fen&amp;oacute;menos clim&amp;aacute;ticos extremos uma realidade cada vez mais presente, question&amp;aacute;mos os agrupamentos sobre a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino para fazer face a epis&amp;oacute;dios dessa natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo os respondentes, apenas 22% dos agrupamentos dizem estar preparados para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de elevada precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 27 % para per&amp;iacute;odos de muito calor e 40 % para fen&amp;oacute;menos extremos de muito frio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No geral, 58 % dos diretores dos agrupamentos e escolas n&amp;atilde;o agrupadas afirmam que o edificado n&amp;atilde;o est&amp;aacute; preparado para estes fen&amp;oacute;menos extremos.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSPORTES E DESLOCA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nesta mat&amp;eacute;ria, apesar de 71 % das respostas afirmarem a inexist&amp;ecirc;ncia de problemas, 21 % referem que os hor&amp;aacute;rios dos transportes s&amp;atilde;o inadequados e 11 % que a rede n&amp;atilde;o &amp;eacute; a adequada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11 % das respostas apontam para desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es superiores a 20km, 18 % para longas dist&amp;acirc;ncias e 19 % para o recurso a dois ou mais meios de transporte.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O Ensino Particular e Cooperativo (EPC)iniciou o novo ano letivo com a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos problemas: sobrecarga hor&amp;aacute;ria, sal&amp;aacute;rios baixos, uma carreira demasiado longa (40 anos), entre outros. Perante esta realidade, e embora defenda que a primeira resposta do sistema educativo deve ser sempre a Escola P&amp;uacute;blica, a FENPROF mant&amp;eacute;m o seu compromisso na luta pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes do EPC, recorrendo quer &amp;agrave; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, quer &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de a FENPROF ter conclu&amp;iacute;do recentemente a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho com a Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNEF), perdeu-se, mais uma vez, a oportunidade de valorizar os docentes do EPC e atenuar as desigualdades face ao ensino p&amp;uacute;blico. Mesmo com um significativo financiamento estatal anunciado pelo governo para uma grande parte do setor, nomeadamente no ensino profissional e no ensino art&amp;iacute;stico especializado, as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es patronais do ensino privado mant&amp;ecirc;m-se intransigentes e oferecem &amp;ldquo;migalhas&amp;rdquo; para a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes. Num momento em que a perda do poder de compra &amp;eacute; cada vez maior e o problema da falta de educadores e professores se vai agravando, quando as entidades patronais acordarem para a realidade, poder&amp;aacute; j&amp;aacute; ser tarde e a&amp;iacute; nem o &amp;ldquo;p&amp;atilde;o&amp;rdquo; ser&amp;aacute; suficiente para reter os atuais docentes ou atrair novos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No setor social (IPSS e miseric&amp;oacute;rdias), a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; semelhante. O governo anuncia, todos os anos, milh&amp;otilde;es em verbas para as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que pouco ou nada se refletem ao n&amp;iacute;vel da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Da&amp;iacute; as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e os sal&amp;aacute;rios deste setor serem o principal problema para educadores e professores que nele trabalham. Salienta-se ainda a injusti&amp;ccedil;a que perdura h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos relativamente aos educadores de inf&amp;acirc;ncia em creche que, tanto nas IPSS como nas miseric&amp;oacute;rdias, continuam impedidos de progredir at&amp;eacute; ao topo das suas carreiras, dado o falso argumento utilizado pela CNIS e pela UMP de que n&amp;atilde;o prestam servi&amp;ccedil;o docente, algo que o pr&amp;oacute;prio MECI contraria quando reconhece o tempo de servi&amp;ccedil;o destes colegas e, mais recentemente, refor&amp;ccedil;a essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao assumir a tutela desta val&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO SUPERIOR E INVESTIGA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m no Ensino Superior, o ano letivo inicia-se com problemas estruturais que continuam por resolver e, em alguns casos, se t&amp;ecirc;m agravado. Desde logo, continua a aumentar a precariedade laboral entre os docentes. Segundo os dados oficiais da DGEEC relativos a 2023/2024, os docentes convidados representavam j&amp;aacute; 43% dos docentes do ensino universit&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico e 56% dos docentes do ensino polit&amp;eacute;cnico p&amp;uacute;blico. E a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente preocupante: em algumas categorias, o n&amp;uacute;mero de convidados aumentou mais de 50% desde 2016/2017, chegando quase a duplicar entre os professores adjuntos convidados do polit&amp;eacute;cnico. O recurso &amp;agrave; figura do docente convidado, que deveria responder a necessidades espec&amp;iacute;ficas das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tornou-se uma forma de assegurar necessidades permanentes sem abrir lugares de carreira. A esta precariedade juntam-se pr&amp;aacute;ticas contratuais que em nada valorizam o trabalho dos docentes: contratos de 10 ou 11 meses para assegurar um ano letivo, de 4 ou 5 meses para um semestre, interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos v&amp;iacute;nculos, percentagens de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o correspondem ao trabalho efetivamente exigido ou o n&amp;atilde;o pagamento de direitos quando devidos. Somam-se ainda a sobrecarga de trabalho e, em algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das horas de contacto e de acompanhamento dos estudantes, apresentada como inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica, mas que permite aumentar o servi&amp;ccedil;o distribu&amp;iacute;do a cada docente e reduzir necessidades de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Tudo isto acontece num contexto em que docentes e investigadores perderam perto de 30% do poder de compra nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas e em que os baixos sal&amp;aacute;rios come&amp;ccedil;am j&amp;aacute; a comprometer a atratividade das carreiras, havendo respons&amp;aacute;veis da pr&amp;oacute;pria Universidade de Lisboa a alertar para as dificuldades de atrair e fixar investigadores face &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os sal&amp;aacute;rios praticados e o custo de vida. Num momento de profunda transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino, designadamente pela crescente utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, ser&amp;aacute; dif&amp;iacute;cil exigir mais inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, disponibilidade e qualidade a docentes cada vez mais sobrecarregados e desvalorizados, e ser&amp;aacute; igualmente dif&amp;iacute;cil renovar o sistema, atraindo e mantendo os profissionais mais qualificados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Ci&amp;ecirc;ncia, investigadores e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam sujeitos a uma falta de previsibilidade que se arrasta h&amp;aacute; anos e se agravou no &amp;uacute;ltimo ano. O concurso de Projetos de I&amp;amp;D em Todos os Dom&amp;iacute;nios Cient&amp;iacute;ficos 2023, encerrado em mar&amp;ccedil;o de 2024, s&amp;oacute; teve resultados finais em outubro de 2025; o concurso seguinte, designado 2025, recebeu mais de 4 700 candidaturas e encerrou em mar&amp;ccedil;o deste ano, mas chega ao novo ano letivo ainda sem resultados. No emprego cient&amp;iacute;fico, a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do FCT-Tenure, lan&amp;ccedil;ada no final de 2023, deveria estar j&amp;aacute; conclu&amp;iacute;da, mas continuam a decorrer procedimentos de recrutamento, enquanto a segunda edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inicialmente prevista para 2025, continua por lan&amp;ccedil;ar e o programa Alian&amp;ccedil;a Ci&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; continuidade. Tamb&amp;eacute;m os Laborat&amp;oacute;rios Colaborativos chegaram ao fim do financiamento-base da Miss&amp;atilde;o Interface sem estar assegurado um modelo nacional est&amp;aacute;vel que lhe d&amp;ecirc; continuidade. A tudo isto acrescentou-se a decis&amp;atilde;o de extinguir a FCT e criar a AI&amp;sup2;, anunciada sem uma pr&amp;eacute;via discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica alargada e que gerou forte contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na comunidade cient&amp;iacute;fica. Mais de um ano depois, a AI&amp;sup2; tem administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua por concluir, a FCT mant&amp;eacute;m-se em funcionamento at&amp;eacute; ao final de 2026 e continua por conhecer o contrato-programa que dever&amp;aacute; definir as prioridades, os instrumentos e o financiamento plurianual da nova ag&amp;ecirc;ncia. Para investigadores prec&amp;aacute;rios e para equipas cujos projetos chegam ao fim, tudo isto significa continuar sem saber quando chegar&amp;aacute; o pr&amp;oacute;ximo financiamento e se ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel manter contratos, equipas e linhas de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o Governo continua a promover profundas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Ensino Superior e na Ci&amp;ecirc;ncia sem uma discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, transparente e participada &amp;agrave; altura da sua import&amp;acirc;ncia. Foi assim com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da AI&amp;sup2;, nos processos de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Polit&amp;eacute;cnicos do Porto e de Leiria em institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es universit&amp;aacute;rias e voltou a acontecer com altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturantes como os novos regimes jur&amp;iacute;dicos dos Graus Acad&amp;eacute;micos e Diplomas do Ensino Superior e do Sistema Nacional de Ci&amp;ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aprovados ainda na passada semana. S&amp;atilde;o processos que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m assegurado o necess&amp;aacute;rio envolvimento da comunidade acad&amp;eacute;mica e cient&amp;iacute;fica nem, nas mat&amp;eacute;rias em que se imp&amp;otilde;e, respeitado devidamente os direitos de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, consulta e negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, avan&amp;ccedil;ando apesar das fortes reservas e, em alguns casos, da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entidades t&amp;atilde;o diversas como o Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o CRUP, o CCISP, a APESP e as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais. Reformas desta dimens&amp;atilde;o fazem-se envolvendo quem conhece, trabalha e dirige o sistema e levando seriamente em conta os seus contributos. O que este Governo tem feito sozinho aproxima-se mais do desmantelamento do sistema de Ensino Superior e Ci&amp;ecirc;ncia do que de uma verdadeira reforma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &amp;uacute;ltimo, n&amp;atilde;o podemos deixar de referir o comportamento do MECI no que se refere &amp;agrave; &lt;strong&gt;negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma benesse concedida aos representantes dos trabalhadores. &amp;Eacute; uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o constitucional, um direito dos trabalhadores e um mecanismo fundamental do contrato social vigente numa sociedade democr&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso obriga, particularmente, os governos, uma vez que s&amp;atilde;o quem det&amp;eacute;m o poder, a um comportamento exemplar, s&amp;eacute;rio e respeitador das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se tem passado ao longo destes dois anos de relacionamento institucional est&amp;aacute; longe de o cumprir: a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ECD que o ministro proclama, em carta aos professores, como instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas que adia quest&amp;otilde;es urgentes, e que, naquilo que introduz, &amp;ldquo;funcionariza a profiss&amp;atilde;o&amp;rdquo;, elimina direitos, agrava a precariedade e aumenta a instabilidade dos docentes vinculados longe da sua resid&amp;ecirc;ncia; a desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as propostas substantivas apresentadas ap&amp;oacute;s sufr&amp;aacute;gio de milhares de professores; um minist&amp;eacute;rio que se comporta como juiz e parte na gest&amp;atilde;o de todo o processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;eacute; avan&amp;ccedil;ar com medidas efetivas para resolver os problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixamos aqui um repto ao senhor ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Se quer valorizar o ECD, vamos a isso. Tem nas propostas da FENPROF uma boa base de trabalho.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reduzir a componente letiva dos docentes da monodoc&amp;ecirc;ncia, n&amp;atilde;o precisa de esperar por um projeto piloto da fus&amp;atilde;o de ciclos. Pode faz&amp;ecirc;-lo j&amp;aacute;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer democratizar a gest&amp;atilde;o escolar, n&amp;atilde;o basta alargar o col&amp;eacute;gio de elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do diretor. &amp;Eacute; preciso refor&amp;ccedil;ar a colegialidade dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o, garantir a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos coordenadores de departamento pelos pares e refor&amp;ccedil;ar os poderes do conselho pedag&amp;oacute;gico.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reformar o Ensino Superior e a Ci&amp;ecirc;ncia, assegure processos transparentes e participados, ouvindo efetivamente quem conhece e trabalha no sistema, e garanta &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es os recursos necess&amp;aacute;rios para concretizar essas mudan&amp;ccedil;as com qualidade, no respeito e na dignifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem nelas trabalha.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer diminuir o fosso no desempenho escolar entre os alunos economicamente mais desfavorecidos e os mais favorecidos, que o PISA e outros indicadores evidenciam, dote a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva dos recursos suficientes e disponibilize aos estudantes do ensino superior os apoios de que necessitam.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer mesmo resolver o problema da falta de professores, valorize o ECD, eliminando a precariedade e a instabilidade, melhorando os sal&amp;aacute;rios, os hor&amp;aacute;rios, as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e a carreira.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Para isso, pode contar com a FENPROF e com os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para n&amp;atilde;o resolver os problemas e fazer precisamente o contr&amp;aacute;rio, continuar&amp;aacute; a ter a nossa oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Estaremos na rua no Dia Mundial do Professor, a 5 de outubro, e nas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da CGTP-IN de 17 de outubro em Lisboa, Porto e Coimbra.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iniciaremos hoje mesmo a &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iremos at&amp;eacute; &amp;agrave;s &amp;uacute;ltimas consequ&amp;ecirc;ncias no apuramento das responsabilidades e na exig&amp;ecirc;ncia do cumprimento da lei no que se refere ao pagamento do trabalho suplementar realizado nos exames nacionais de 2026.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Participaremos nas lutas da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e da CGTP-IN, exigindo um Or&amp;ccedil;amento do Estado para 2027 que responda aos problemas do pa&amp;iacute;s e dos trabalhadores e na defesa de uma Seguran&amp;ccedil;a Social p&amp;uacute;blica e solid&amp;aacute;ria, ao servi&amp;ccedil;o de quem trabalha e n&amp;atilde;o ao servi&amp;ccedil;o dos interesses do setor financeiro e da especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Convocaremos todas as formas de luta que se revelem necess&amp;aacute;rias para que o ano letivo 2026/2027 seja, de facto, um ano de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;As medidas implementadas pelo Governo para responder &amp;agrave; falta de professores n&amp;atilde;o passam de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es paliativas que, longe de resolverem o problema dos milhares de alunos que continuam sem aulas e sem professor, agravam a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino-aprendizagem e de trabalho nas escolas. S&amp;atilde;o medidas que retiram direitos aos alunos e aos professores: n&amp;atilde;o respeitam as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por idade e tempo de servi&amp;ccedil;o, permitem ultrapassar os limites do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, deixam alunos sem os apoios de que necessitam e sobrecarregam os docentes com horas extraordin&amp;aacute;rias. Em vez de atacarem as causas da falta de professores, estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es procuram apenas gerir a escassez, &amp;agrave; custa da qualidade da Escola P&amp;uacute;blica, dos direitos dos alunos e do desgaste ainda maior dos educadores e professores. S&amp;atilde;o, por isso, exatamente o oposto de uma verdadeira solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queluz, 14 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 15:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 3 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 3 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 10:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 02: FENPROF denuncia falhas na validação de horários e exige responsabilidades ao MECI e à AGSE</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Reserva de Recrutamento 02:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF denuncia falhas na valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hor&amp;aacute;rios e exige responsabilidades ao MECI e &amp;agrave; AGSE&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;FENPROF denuncia novas falhas no processo de Reserva de Recrutamento 02 (RR02), relacionadas com a valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios pelas escolas e agrupamentos, e exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e &amp;agrave; altura da miss&amp;atilde;o que lhe est&amp;aacute; atribu&amp;iacute;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas &amp;uacute;ltimas horas, chegaram &amp;agrave; FENPROF relatos de&amp;nbsp;diversos agrupamentos e escolas que procederam atempadamente ao lan&amp;ccedil;amento dos hor&amp;aacute;rios na plataforma, cumprindo os procedimentos que lhes foram exigidos, sem que, contudo, esses hor&amp;aacute;rios tenham sido&amp;nbsp;devidamente validados dentro dos prazos necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As consequ&amp;ecirc;ncias desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o graves. Por um lado,&amp;nbsp;atrasam coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes de que as escolas necessitam, contribuindo para prolongar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de professores e para prejudicar o normal funcionamento das escolas. Por outro,&amp;nbsp;prejudicam diretamente docentes&amp;nbsp;que acabaram por ser colocados em hor&amp;aacute;rios menos favor&amp;aacute;veis e, em alguns casos,&amp;nbsp;a largas dezenas de quil&amp;oacute;metros das suas resid&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que professores e escolas sejam chamados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de falhas que n&amp;atilde;o lhes s&amp;atilde;o imput&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF considera particularmente grave que, depois de sucessivos problemas na gest&amp;atilde;o dos procedimentos de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes,&amp;nbsp;MECI e AGSE continuem a transferir para plataformas tecnol&amp;oacute;gicas responsabilidades que exigem acompanhamento, compet&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e, sobretudo, responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tecnologia pode agilizar procedimentos, mas&amp;nbsp;n&amp;atilde;o substitui a responsabilidade de quem organiza, gere e supervisiona esses procedimentos. Quando uma escola lan&amp;ccedil;a atempadamente um hor&amp;aacute;rio e este n&amp;atilde;o &amp;eacute; validado em tempo &amp;uacute;til, o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na escola nem no professor. Est&amp;aacute; no sistema e em quem tem a responsabilidade de o fazer funcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, fica demonstrado que&amp;nbsp;a tecnologia, sem organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compet&amp;ecirc;ncia e responsabilidade, n&amp;atilde;o resolve problemas: pode, pelo contr&amp;aacute;rio, ampli&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a FENPROF, esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um exemplo das consequ&amp;ecirc;ncias do&amp;nbsp;desmantelamento de estruturas e servi&amp;ccedil;os do MECI e da sua crescente incapacidade para assegurar uma resposta t&amp;eacute;cnica e administrativa eficaz &amp;agrave;s necessidades das escolas. A sucessiva transfer&amp;ecirc;ncia de responsabilidades, a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias e a insufici&amp;ecirc;ncia de recursos humanos n&amp;atilde;o podem continuar a ser apresentadas como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige, por isso, que o MECI e a AGSE:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;identifiquem imediatamente todos os hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados atempadamente pelas escolas que n&amp;atilde;o foram validados dentro dos prazos previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;procedam &amp;agrave;&amp;nbsp;corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tenham prejudicado escolas e docentes, garantindo que nenhum professor seja penalizado por uma falha que n&amp;atilde;o lhe &amp;eacute; imput&amp;aacute;vel;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;esclare&amp;ccedil;am publicamente&amp;nbsp;quantos hor&amp;aacute;rios foram afetados, quais as raz&amp;otilde;es para a sua n&amp;atilde;o valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada e quem assumir&amp;aacute; a responsabilidade pelas consequ&amp;ecirc;ncias produzidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;adotem medidas para impedir que situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes voltem a ocorrer nas pr&amp;oacute;ximas reservas de recrutamento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;garantam &amp;agrave;s escolas&amp;nbsp;apoio t&amp;eacute;cnico efetivo e capacidade de resposta atempada, em vez de as confrontarem com plataformas que n&amp;atilde;o asseguram, por si s&amp;oacute;, o funcionamento adequado dos procedimentos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que professores sejam colocados longe das suas resid&amp;ecirc;ncias ou que escolas continuem sem os docentes de que necessitam por&amp;nbsp;falhas administrativas e t&amp;eacute;cnicas da responsabilidade dos servi&amp;ccedil;os do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo tem de assumir que&amp;nbsp;governar a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas disponibilizar plataformas digitais. &amp;Eacute; garantir que estas funcionam, que existem trabalhadores e servi&amp;ccedil;os capazes de as acompanhar e que, perante uma falha, h&amp;aacute; quem assuma responsabilidades e corrija os preju&amp;iacute;zos causados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF condena, assim, a forma como MECI e AGSE est&amp;atilde;o a conduzir este processo&amp;nbsp;e exige uma mudan&amp;ccedil;a imediata de atitude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas precisam de professores. Os professores precisam de procedimentos justos. E a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa de um Minist&amp;eacute;rio que assuma as suas responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</guid></item><item><title>Abertura do Ano Letivo | Estudo sobre condições de funcionamento existentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura do Ano Letivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Estudo sobre condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento existentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a proceder a um trabalho de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas para o arranque de mais um ano letivo (2026/2027). Este ano, tendo em conta que se perspetivam mudan&amp;ccedil;as que implicam um cada vez maior investimento na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, entendeu a FENPROF que &amp;eacute; importante conhecer particularidades que podem ser determinantes para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pr&amp;oacute;ximo Or&amp;ccedil;amento do Estado, designadamente ao governo e aos partidos com assento parlamentar. Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/70/3/inquerito%20abertura%20ano%20escolar.pdf" target="_blank"&gt;Descarregar Inqu&amp;eacute;rito&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0001.jpg?v=639240405631604639"&gt; &lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0002.jpg?v=639240405632385881"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:55:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</guid></item><item><title>Informação aos professores | Férias interrompidas por causa dos exames</title><link>https://www.spgl.pt:443/informacao-aos-professores-ferias-interrompidas-por-causa-dos-exames</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos professores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;F&amp;eacute;rias interrompidas por causa dos exames |&amp;nbsp;Conhe&amp;ccedil;a os seus direitos!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de suportar os preju&amp;iacute;zos provocados pelas falhas do processo de exames&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das datas da 2.&amp;ordf; fase dos exames nacionais e os atrasos no processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o obrigaram alguns professores a alterar ou interromper f&amp;eacute;rias que j&amp;aacute; tinham marcado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Alexandre, afirmou que, caso algu&amp;eacute;m consiga demonstrar ter sofrido um preju&amp;iacute;zo, &amp;laquo;o Estado deve ressarcir&amp;raquo; a pessoa lesada, acrescentando que, at&amp;eacute; ao momento, ningu&amp;eacute;m lhe tinha apresentado um pedido de indemniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os professores t&amp;ecirc;m direitos que n&amp;atilde;o dependem da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ministro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/50/0/ferias%20professores.pdf" target="_blank"&gt;Descarregar pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1500" height="1060" src="/Media/Default/_Profiles/69380795/af6923e1/ferias%20professores_page-0001.jpg?v=639238735828990525"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1500" height="1060" src="/Media/Default/_Profiles/69380795/af6923e1/ferias%20professores_page-0002.jpg?v=639238735830240545"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:32:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/informacao-aos-professores-ferias-interrompidas-por-causa-dos-exames</guid></item><item><title>Abertura ano escolar 2026/2027 | FENPROF: novo ano escolar começa com velhos problemas e novas ameaças à Escola Pública</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura ano escolar 2026/2027&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF: novo ano escolar come&amp;ccedil;a com velhos problemas e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bqrrNh-tMQ0?si=6vM6oCAa0rgMlt-U" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo ano escolar arranca, segundo a FENPROF, marcado por problemas que o Governo continua sem resolver: falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobrecarga e precariedade docentes, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento das escolas e insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos e recursos. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical alerta que o recurso crescente ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser apresentado como resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores e defende medidas efetivas para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e valorizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF critica tamb&amp;eacute;m a revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente, considerando que as propostas do Governo agravam a instabilidade e a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, ao mesmo tempo que denuncia a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo negocial. Rejeita ainda a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo de gest&amp;atilde;o escolar, defendendo uma escola p&amp;uacute;blica democr&amp;aacute;tica e participada, e manifesta forte preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a revis&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva, prevista para entrar em vigor a meio do ano letivo, sem os recursos e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre os exames nacionais, a FENPROF considera inaceit&amp;aacute;vel qualquer tentativa de branqueamento do caos registado e rejeita que os professores sejam responsabilizados pelas falhas das plataformas e pelas decis&amp;otilde;es da tutela. Exige o pagamento do trabalho suplementar realizado e o ressarcimento dos docentes cujas f&amp;eacute;rias foram interrompidas, contestando a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um euro por item atribu&amp;iacute;da aos classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o denuncia ainda o agravamento da precariedade no Ensino Superior associado &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polit&amp;eacute;cnicos em universidades e rejeita qualquer reforma da Seguran&amp;ccedil;a Social que ponha em causa direitos sociais. Para a FENPROF, estes problemas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, mas resultado de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Por isso, reafirma o compromisso de lutar pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/40/6/declaracao-abertura-ano-escolar-01-09-26.pdf" target="_blank"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a abertura do ano letivo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Novo ano escolar marcado por velhos problemas &amp;mdash; e por escolhas pol&amp;iacute;ticas que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF come&amp;ccedil;a por saudar os educadores e professores que hoje regressam &amp;agrave;s escolas para mais um ano escolar, muitos deles longe das suas fam&amp;iacute;lias e das suas terras e enfrentando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho deficit&amp;aacute;rias e cada vez mais exigentes. &amp;Eacute; a eles que deixamos uma palavra de reconhecimento e de confian&amp;ccedil;a, porque s&amp;atilde;o eles que, todos os dias, com &lt;strong&gt;profissionalismo, dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sentido de responsabilidade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;garantem que as escolas funcionam e que o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a ser assegurado&lt;/strong&gt;, mesmo perante as dificuldades e os problemas que o governo continua sem resolver, permitindo o seu agravamento e, como tem estado &amp;agrave; vista, criando inclusivamente situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas. &amp;Eacute; assim que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar e os problemas persistem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Falta de professores muito longe de estar em resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores continua a ser um dos principais problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Escola P&amp;uacute;blica, mas tamb&amp;eacute;m no ensino privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2025/2026, o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios preenchidos atrav&amp;eacute;s de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola aumentou cerca de 30%, o que constitui evid&amp;ecirc;ncia da escassez de docentes para satisfazer as necessidades do sistema educativo. Nesse ano, no primeiro per&amp;iacute;odo, os indicadores apontavam para um agravamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: mais hor&amp;aacute;rios, mais horas e mais alunos afetados pela falta de docentes. Se a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o assumiu dimens&amp;otilde;es ainda mais graves, isso deveu-se, em grande medida, ao recurso crescente &amp;mdash; e muitas vezes abusivo &amp;mdash; ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores, uma &amp;ldquo;solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; que n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, uma resposta estrutural ao problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as diferentes fases dos concursos continuou a diminuir. E h&amp;aacute; outro dado incontorn&amp;aacute;vel: em setembro aposentam-se 558 docentes, mais 172 do que no mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, um aumento de 30,8%. Nos pr&amp;oacute;ximos anos poder&amp;atilde;o aposentar-se cerca de 4 mil professores por ano. Perante isto, perguntamos ao governo: &lt;strong&gt;qual &amp;eacute; a estrat&amp;eacute;gia para garantir professores &amp;agrave;s escolas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta contar coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; preciso &lt;strong&gt;formar, atrair, vincular e fixar professores&lt;/strong&gt;. E isso exige valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, garantir estabilidade e recuperar direitos. A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de tempo de servi&amp;ccedil;o que foi tirado aos docentes e que ainda est&amp;aacute; em curso, tem sido apontada pelo governo, de forma insistente, como sendo a sua bandeira da esperada valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas importa dizer &amp;ndash; assim o considera a FENPROF &amp;ndash; que a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de ser muito mais do que a restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de algo que vinha a ser roubado aos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O ECD poderia ser um instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas o governo est&amp;aacute; a transform&amp;aacute;-lo num instrumento de desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente deve ser uma oportunidade para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e dignificada. O governo est&amp;aacute; a fazer exatamente o contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas apresentadas introduzem mecanismos de gest&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pressionam e desprofissionalizam os docentes, diluem especificidades, alteram negativamente o regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abrem portas &amp;agrave; entrada na doc&amp;ecirc;ncia de pessoas sem a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica atualmente exigida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, que tem sido, ainda assim, o mecanismo com resultados mais expressivos para combater a precariedade, &amp;eacute; um grave retrocesso e as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas pelo governo para a mobilidade interna dificultar&amp;atilde;o ainda mais a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores &amp;agrave;s suas &amp;aacute;reas de resid&amp;ecirc;ncia, uma vez que visam for&amp;ccedil;&amp;aacute;-los a manter-se em coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es longe das suas leg&amp;iacute;timas expetativa, mesmo quando existam alternativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos perante um cen&amp;aacute;rio que ser&amp;aacute; de mais instabilidade, mais precariedade, mais professores longe de casa. &amp;Eacute; este o caminho a que o governo chama valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?! A FENPROF afirma que n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirma tamb&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o aceita a forma como o processo negocial da revis&amp;atilde;o do ECD tem sido conduzido: documentos enviados em cima das reuni&amp;otilde;es ou at&amp;eacute; entregues apenas no in&amp;iacute;cio das mesmas, falta de transpar&amp;ecirc;ncia, desrespeito pelas regras legais da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, tentativa de limitar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, decis&amp;otilde;es j&amp;aacute; tomadas quando a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o estava conclu&amp;iacute;da e generalizada desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas propostas da FENPROF, constru&amp;iacute;das e apoiadas por milhares e milhares de docentes, denotam, da parte do governo, um comportamento negocial de prepot&amp;ecirc;ncia e n&amp;atilde;o de parte em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.. Como a FENPROF j&amp;aacute; teve de denunciar, isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de boa-f&amp;eacute;, &amp;eacute; desrespeito pelos professores e pela sua organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais representativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Escolas sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e professores cada vez mais sobrecarregados&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico problema. H&amp;aacute; escolas com computadores obsoletos ou avariados, redes de &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; deficientes, falta de assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e edif&amp;iacute;cios sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; escolas que continuam sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas, colocando em causa o conforto, a sa&amp;uacute;de e a seguran&amp;ccedil;a de alunos e trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&amp;aacute; professores cada vez mais sobrecarregados por hor&amp;aacute;rios excessivos, incluindo pr&amp;aacute;ticas de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho n&amp;atilde;o remunerado, demasiados alunos e turmas, burocracia e uma utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva para realizar tarefas que n&amp;atilde;o deveriam integrar os seus hor&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica de recrutamento que resolva a falta de professores se o governo continuar a ignorar as raz&amp;otilde;es que levam profissionais a abandonar a profiss&amp;atilde;o, jovens a n&amp;atilde;o quererem entrar nela e &amp;agrave; desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o material e simb&amp;oacute;lica da profiss&amp;atilde;o. Valorizar a profiss&amp;atilde;o passa tamb&amp;eacute;m por melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que se trabalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Docentes com problemas espec&amp;iacute;ficos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; particularmente grave a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, nomeadamente das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas das escolas Soares dos Reis e Ant&amp;oacute;nio Arroio. Estes professores, com a FENPROF, t&amp;ecirc;m protestado, enviado of&amp;iacute;cios e apresentado os seus problemas ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem que lhes tenham sido apresentadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e deixando-os, na maioria das vezes, sem qualquer resposta. O que exigem &amp;eacute; simples: &lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos termos j&amp;aacute; previstos na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Ensino Superior, a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institutos polit&amp;eacute;cnicos em universidades est&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a avan&amp;ccedil;ar sem a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deveriam ser asseguradas, criando regimes diferenciados dentro das mesmas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com novas desigualdades nas carreiras e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es remunerat&amp;oacute;rias. Quem trabalha nessas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tem o direito de saber o que est&amp;aacute; a ser decidido sobre o seu futuro profissional e o direito de participar no processo. A convers&amp;atilde;o de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ensino polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o pode ser feita &amp;agrave; custa dos direitos dos docentes, seja com perdas nas suas carreiras, seja com o agravamento da j&amp;aacute; enorme precariedade, seja com a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho para, por estas vias, acomodar custos financeiros que a convers&amp;atilde;o, inevitavelmente, tem de comportar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O caos dos exames n&amp;atilde;o pode ser branqueado&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, uma quest&amp;atilde;o que o governo n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; apagar com declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de normalidade: o caos dos exames nacionais. Falhas graves provocaram atrasos, incerteza e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre alunos, fam&amp;iacute;lias e professores e criaram uma das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior disrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria no sistema educativo. Perante isto, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua sem assumir as responsabilidades pol&amp;iacute;ticas que lhe cabem, no que vem sendo apoiado, sem surpresa, pelo primeiro-ministro, que em declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito recentes tentou branquear a natureza dos problemas criados e a sua inusitada gravidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce dizer que o ministro, em diferentes momentos, tentou transferir responsabilidades para os professores e para outros intervenientes no processo de exames, revelando uma not&amp;oacute;ria dificuldade em responder pelas suas decis&amp;otilde;es e atos. Os professores n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o os bodes expiat&amp;oacute;rios dos erros do governo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Efeitos da forma como o processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas foi precipitadamente implementado fica bem patente no relat&amp;oacute;rio da IGE que considera que na base dos problemas sentidos pelas escolas, para al&amp;eacute;m de evidentes defici&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas das plataformas, &amp;ldquo;&lt;em&gt;muitas das ocorr&amp;ecirc;ncias registadas, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos atrasos verificados nas duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es investigadas (envio de provas pelas escolas e cumprimento do prazo das reaprecia&amp;ccedil;&amp;otilde;es), parecem encontrar ainda explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos fatores, designadamente a complexidade operacional inerente ao processo de exames, a press&amp;atilde;o temporal a que estiveram sujeitos os secretariados de exames, o elevado volume de procedimentos a executar em simult&amp;acirc;neo e a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais que exigiram mecanismos acrescidos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte das escolas e at&amp;eacute; do JNE&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a preparar os mecanismos necess&amp;aacute;rios para defender os docentes prejudicados por este processo, nomeadamente os que tiveram f&amp;eacute;rias interrompidas e os que realizaram trabalho adicional, incluindo trabalho realizado em per&amp;iacute;odos de descanso ou em hor&amp;aacute;rio noturno. Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de pagar pelos erros da tutela. A FENPROF n&amp;atilde;o aceita a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguida pelo governo para tentar calar a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transtornos com o recurso ao pagamento de &amp;ldquo;compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; - 1,00 &amp;euro;/item, sujeito a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, anunciado como forma de reconhecer o empenho e o esfor&amp;ccedil;o dos professores classificadores - em vez da justa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de horas extraordin&amp;aacute;rias e de trabalho em dia de descanso semanal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se faz por decreto&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Noutro dom&amp;iacute;nio, a FENPROF est&amp;aacute; profundamente preocupada com a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao regime da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva. O governo pretende transferir para os professores das turmas responsabilidades acrescidas, enquanto parte dos alunos abrangidos por medidas adicionais passar&amp;aacute; a depender de apoios prestados por entidades externas, pretendendo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;faz&amp;ecirc;-lo sem que estejam sequer conclu&amp;iacute;dos todos os diplomas regulamentares e o manual de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Aponta para uma entrada em vigor em pleno ano letivo, em janeiro de 2027, o que previsivelmente vir&amp;aacute; a gerar problemas, desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ainda mais preju&amp;iacute;zos para alunos e para as necess&amp;aacute;rias pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o. &lt;strong&gt;Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sublinhe-se que j&amp;aacute; hoje h&amp;aacute; alunos sem os apoios de que necessitam por falta de docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, assistentes operacionais e outros profissionais indispens&amp;aacute;veis para as respostas de apoio e inclus&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o transferindo responsabilidades para professores j&amp;aacute; manifestamente sobrecarregados. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o por decreto. Faz-se inclus&amp;atilde;o com profissionais, recursos e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es: com investimento, portanto&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A escola p&amp;uacute;blica precisa de democracia, n&amp;atilde;o de mais gest&amp;atilde;o autocr&amp;aacute;tica &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, igualmente, a proposta do governo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um corpo profissional de gestores escolares. A escola n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma empresa. O diretor n&amp;atilde;o deve transformar-se num gestor profissional submetido a uma l&amp;oacute;gica empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem alertado para os riscos desta orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e defende uma gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, participada e colegial, assente na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, na participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores, trabalhadores n&amp;atilde;o docentes, alunos e fam&amp;iacute;lias e em verdadeiros poderes de decis&amp;atilde;o da comunidade educativa. A autonomia das escolas constr&amp;oacute;i-se com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e democracia, n&amp;atilde;o com concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes e controlo hier&amp;aacute;rquico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Direitos sociais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uma vari&amp;aacute;vel de ajustamento&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, ainda, qualquer tentativa de p&amp;ocirc;r em causa a sustentabilidade do sistema p&amp;uacute;blico de Seguran&amp;ccedil;a Social, designadamente atrav&amp;eacute;s de falsidades, ambiguidades ou da confus&amp;atilde;o propositada entre a Seguran&amp;ccedil;a Social e a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando se est&amp;aacute; perante sistemas com objetivos, destinat&amp;aacute;rios e modos de financiamento distintos. N&amp;atilde;o aceitaremos que a manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;meros seja utilizada para justificar cortes em direitos sociais e laborais. A FENPROF considera que a defesa da Seguran&amp;ccedil;a Social e da Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma frente de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta fundamental para todos os trabalhadores, na qual todos os professores e educadores devem empenhar-se para protegerem o seu futuro e o futuro das novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o estamos perante um conjunto de fatalidades, mas sim de resultados de escolhas pol&amp;iacute;ticas&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar: com falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, escolas com falta de equipamentos e infraestruturas adequadas, processos negociais conduzidos de forma inaceit&amp;aacute;vel, em regra como formalidade, altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas no recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, problemas no ensino art&amp;iacute;stico, incerteza no ensino superior, caos nos exames nacionais e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma verdadeira educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, &lt;strong&gt;s&amp;atilde;o resultados de escolhas. &lt;/strong&gt;Escolhas pol&amp;iacute;ticas que desvalorizam os profissionais. Escolhas que fragilizam a Escola P&amp;uacute;blica. Escolhas que aumentam a precariedade e a instabilidade laborais na vida dos professores e educadores e suas fam&amp;iacute;lias. Escolhas que transferem para os professores responsabilidades que pertencem ao governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que os professores sejam transformados na vari&amp;aacute;vel de ajustamento das pol&amp;iacute;ticas deste governo. N&amp;atilde;o aceitaremos que a falta de investimento seja apresentada como inevit&amp;aacute;vel ou disfar&amp;ccedil;ada em ret&amp;oacute;ricas que apenas a procuram encobrir. N&amp;atilde;o aceitaremos que a precariedade seja apresentada como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o aceitaremos que a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho seja apresentada como efici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E n&amp;atilde;o aceitaremos que, por detr&amp;aacute;s de an&amp;uacute;ncios e reformas, avance um projeto de desmantelamento e privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, adulterando a sua natureza de direito universal estabelecido pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa, realizado atrav&amp;eacute;s da Escola P&amp;uacute;blica, instrumento essencial para o desenvolvimento de uma sociedade democr&amp;aacute;tica e humanizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF estar&amp;aacute; nas escolas. Estar&amp;aacute; com os professores. Denunciar&amp;aacute; o que tiver de ser denunciado. Exigir&amp;aacute; as respostas que o governo continua a adiar. Estes continuar&amp;atilde;o a ser compromissos da FENPROF e dos seus sindicatos em 2026/2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF lutar&amp;aacute; pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Porque a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o &amp;eacute; um custo. &amp;Eacute; um direito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o problema da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o a for&amp;ccedil;a que todos os dias a faz acontecer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita o desmantelamento da Escola P&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o aceita a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus profissionais e n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que sejam os professores a pagar pelos erros e pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica defende-se. A profiss&amp;atilde;o docente valoriza-se. E a FENPROF estar&amp;aacute;, como sempre, na primeira linha dessa luta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 1 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</guid></item><item><title>1.ª Reserva de Recrutamento 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;Est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para consulta as listas da 1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Listas publicitadas a 28 de agosto de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;SIGRHE&lt;/em&gt; nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-1/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</guid></item><item><title>Docentes em Profissionalização</title><link>https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Docentes em Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores a realizar a Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o, no ano escolar 2026/2027, devem estar atentos &amp;agrave; distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, verificando se no hor&amp;aacute;rio de trabalho est&amp;aacute; considerada a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva de acordo com o art&amp;ordm; 36&amp;ordm; do DL n.&amp;ordm; 287/88, na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada pelo DL n.&amp;ordm; 345/89.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, &amp;eacute; importante que os colegas que se encontrem nas circunst&amp;acirc;ncias descritas se mantenham atentos e informados junto do sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;DL n&amp;ordm; 345/89&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;(&amp;hellip;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;img width="886" height="516" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/16b4843e/7f55c33e/art%2036.png?v=639232528174049481"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</guid></item><item><title>Ministro Fernando Alexandre não pode continuar a alegar desconhecer a situação dos docentes das componentes técnico-artísticas do Ensino Artístico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)</title><link>https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;E. A. E. Artes Visuais e Audiovisuais (E. A. Ant&amp;oacute;nio Arroio e E. A. Soares dos Reis)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)&lt;/h3&gt;
&lt;p id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos para o pr&amp;oacute;ximo ano letivo n&amp;atilde;o resolve precariedade. Exige-se o cumprimento da lei!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A recente comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) a abrir a possibilidade da renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para o ano letivo 2026/2027, dos contratos dos profissionais das &amp;aacute;reas das Artes Visuais e dos Audiovisuais atualmente abrangidos pelo regime de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;eacute;cnicos especializados, permitir&amp;aacute; assegurar a continuidade das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que estes profissionais desempenham nas escolas. Sendo uma resposta que alguns dos docentes nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aguardam todos os anos letivos, n&amp;atilde;o resolve os problemas de fundo que h&amp;aacute; anos afetam estes profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF relembra &amp;agrave; tutela que este tipo de solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos anuais &amp;ndash; n&amp;atilde;o pode &lt;span lang="pt-PT"&gt;continuar&lt;/span&gt; a ser usada, de forma reiterada e abusiva, para suprir necessidades que s&amp;atilde;o permanentes. Nas Escolas Art&amp;iacute;sticas Ant&amp;oacute;nio Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto, h&amp;aacute; profissionais que, h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos, asseguram fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es essenciais ao funcionamento dos cursos do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais, com contratos sucessivos para hor&amp;aacute;rios completos de 22 horas semanais: lecionam disciplinas integradas nos planos de estudo, asseguram componentes te&amp;oacute;ricas e pr&amp;aacute;ticas, avaliam alunos, participam em Conselhos de Turma, reuni&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reuni&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas e, em alguns casos, exercem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Turma. Trata-se, portanto, de necessidades docentes permanentes, asseguradas por profissionais que continuam sujeitos &amp;agrave; precariedade e que, em face das sucessivas renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contratos, re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para vincular.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente incompreens&amp;iacute;vel tendo em conta o regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 94/2023, de 17 de outubro, que veio integrar expressamente as Artes Visuais e Audiovisuais no regime espec&amp;iacute;fico de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recrutamento do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, prevendo a exist&amp;ecirc;ncia, a par do anterior concurso &lt;span lang="pt-PT"&gt;extraordin&amp;aacute;rio&lt;/span&gt;, de um mecanismo ordin&amp;aacute;rio de vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para estes docentes. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o veio, assim, reconhecer a necessidade de combater a precariedade e assegurar maior estabilidade aos profissionais que respondem a necessidades docentes neste setor.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF volta, por isso, a exigir que sejam resolvidas as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais que re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que sejam, ainda, criadas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o dos profissionais que dela necessitam. O ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais das Escolas Art&amp;iacute;sticas Soares dos Reis (Porto) e Ant&amp;oacute;nio Arroio (Lisboa) (cf. &lt;a href="https://www.fenprof.pt/invisiveis-para-o-ministro-professores-do-ensino-artistico-exigem-respostas-de-um-ministerio-que-nao-quer-ver-os-problemas" target="_blank"&gt;declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do passado dia 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&amp;Eacute; neste contexto que esta Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera igualmente necess&amp;aacute;rio esclarecer as recentes orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es enviadas para as escolas, relativas ao enquadramento destes profissionais contratados como &amp;laquo;T&amp;eacute;cnicos Especializados para Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo;, instruindo para a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Pessoal N&amp;atilde;o Docente, com efeitos retroativos a 1 de setembro de 2025. A confirmarem-se revestem-se de especial gravidade.A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) esclare&amp;ccedil;a os fundamentos dessa orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os seus eventuais efeitos sobre o enquadramento, a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o hor&amp;aacute;rio e a contagem do tempo de servi&amp;ccedil;o destes profissionais. Se continuam a ser necess&amp;aacute;rios para assegurar estas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas escolas, &amp;eacute; igualmente necess&amp;aacute;rio clarificar o enquadramento legal correspondente &amp;agrave;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que efetivamente desempenham.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir junto do MECI para que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes profissionais seja definitivamente resolvida, atrav&amp;eacute;s da sua valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os profissionais do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:51:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</guid></item></channel></rss>