<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>1º Ciclo Ensino Básico</title><link>https://www.spgl.pt:443/1%C2%BA-ciclo-ensino-basico</link><description>1º Ciclo Ensino Básico</description><item><title>Falta de professores continua a agravar-se | Revisão do Estatuto da Carreira Docente (ECD) estagnada</title><link>https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-continua-a-agravar-se-revisao-do-estatuto-da-carreira-docente-ecd-estagnada</link><description>&lt;h3&gt;Falta de professores continua a agravar-se&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;Revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD) estagnada&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Um m&amp;ecirc;s ap&amp;oacute;s o arranque do ano letivo, persiste o problema da falta de professores e a (in)a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) na sua resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na semana de 8 a 14 de outubro, o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios e de horas em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola &amp;eacute; de 902 e 16 574, respetivamente, estimando-se existirem 64 900 alunos sem todos os professores. Em id&amp;ecirc;ntico per&amp;iacute;odo no ano letivo anterior os valores eram de 739 hor&amp;aacute;rios, 13513 horas. A contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola &amp;eacute; o mecanismo de recurso das escolas sempre que as reservas de recrutamento n&amp;atilde;o preenchem um determinado hor&amp;aacute;rio. Como era previs&amp;iacute;vel, n&amp;atilde;o seria por via da exist&amp;ecirc;ncia de reservas de recrutamento di&amp;aacute;rias, o que ocorre desde o dia 18 de setembro, que o problema se resolveria. Faltam professores n&amp;atilde;o pela maior ou menor velocidade do mecanismo de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas porque n&amp;atilde;o h&amp;aacute; professores dispon&amp;iacute;veis para as vagas existentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para resolver esta quest&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental, como a FENPROF defende e o pr&amp;oacute;prio ministro reconhece, valorizar o ECD. Mas, dois anos e meio depois de Fernando Alexandre tomar posse, ap&amp;oacute;s um ano letivo com catorze reuni&amp;otilde;es, p&amp;aacute;ginas e p&amp;aacute;ginas de propostas e contrapropostas, n&amp;atilde;o foi sequer conclu&amp;iacute;do ainda o segundo de sete temas; o que est&amp;aacute; dado como conclu&amp;iacute;do, piora francamente o estatuto, descaracterizando a profiss&amp;atilde;o; a &amp;uacute;ltima reuni&amp;atilde;o foi realizada a 6 de agosto e, at&amp;eacute; ao momento, n&amp;atilde;o existe nenhuma convocat&amp;oacute;ria para a retoma das negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, apesar de ter sido assumido que ser&amp;aacute; no presente ano letivo que tudo ficar&amp;aacute; resolvido. Entretanto, o problema n&amp;atilde;o s&amp;oacute; se mant&amp;eacute;m, como claramente se agrava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dos 902 hor&amp;aacute;rios em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola, 253 s&amp;atilde;o anuais e completos e 111 s&amp;atilde;o no 1.&amp;ordm; CEB. Neste ciclo, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais aguda nos AE de Queluz / Belas, Sintra, com 10 hor&amp;aacute;rios a concurso, no AE Aqua Alba, Sintra, com 9, no AE Almeida Garrett, Amadora, e no AE Ruy Belo, Sintra, ambos com 7 e no AE de Silves, com 6.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os distritos mais afetados s&amp;atilde;o: Lisboa, com 332 hor&amp;aacute;rios; Set&amp;uacute;bal, com 125; Faro, com 97; Porto, com 56; Leiria, com 53; Santar&amp;eacute;m, com 45. Quanto aos grupos de recrutamento mais afetados temos o GR 110 (1.&amp;ordm; CEB), com 239 hor&amp;aacute;rios, o GR 910 (Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial), com 137, o GR 300 (Portugu&amp;ecirc;s do 3.&amp;ordm; CEB e Secund&amp;aacute;rio), com 85, o GR 500 (Matem&amp;aacute;tica 3.&amp;ordm; CEB e Secund&amp;aacute;rio), com 40, e o GR 320 (Ingl&amp;ecirc;s 3.&amp;ordm; CEB e Secund&amp;aacute;rio), com 35.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consultando as listas dos n&amp;atilde;o colocados na reserva de recrutamento 19, de 9 de outubro de 2026, constata-se que, em alguns dos&amp;nbsp;grupos de recrutamento mais problem&amp;aacute;ticos, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute; baixo: 25 no GR 220 (Ingl&amp;ecirc;s 2.&amp;ordm; CEB), 26 no GR 550 (Inform&amp;aacute;tica 3.&amp;ordm; CEB e Secund&amp;aacute;rio) e 207 no GR 910 (Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial). Acresce a isto o facto de as reservas de recrutamento di&amp;aacute;rias terem muito poucas coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos QZP e nos GR carenciados. Por essa raz&amp;atilde;o,&amp;nbsp;&amp;eacute; err&amp;oacute;nea a ideia de que os 8530 candidatos dispon&amp;iacute;veis,&amp;nbsp;dos quais 1280 s&amp;atilde;o docentes&amp;nbsp;do 1.&amp;ordm; CEB,&amp;nbsp;s&amp;atilde;o&amp;nbsp;suficientes, se, semana ap&amp;oacute;s semana, continuam a ir para contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola centenas de hor&amp;aacute;rios. Os candidatos estar&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para determinadas coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas estas n&amp;atilde;o coincidem for&amp;ccedil;osamente com as necessidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por outro lado, as aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es subiram significativamente face ao ano letivo anterior. Os 440 professores que se v&amp;atilde;o aposentar em novembro, fazem subir o n&amp;uacute;mero de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos tr&amp;ecirc;s primeiros meses de 2026/2027 para 1542, contra 1169 no mesmo per&amp;iacute;odo do ano letivo anterior, correspondendo a um crescimento de 31,9%.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante o elevado n&amp;uacute;mero de alunos sem todos os professores, um n&amp;uacute;mero de professores dispon&amp;iacute;veis em reserva de recrutamento muito baixo e o crescimento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a ina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MECI &amp;eacute; incompreens&amp;iacute;vel. A FENPROF considera inaceit&amp;aacute;vel que, perante a persist&amp;ecirc;ncia e a dimens&amp;atilde;o crescente deste problema, o MECI continue sem apresentar respostas &amp;agrave; altura das necessidades da Escola P&amp;uacute;blica. A valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira docente n&amp;atilde;o pode continuar a ser adiada: &amp;eacute; uma condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o essencial para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, recuperar profissionais e garantir que todos os alunos t&amp;ecirc;m os professores de que precisam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF reunir&amp;aacute; os seus &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos pr&amp;oacute;ximos tr&amp;ecirc;s dias e analisar&amp;aacute; a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o deixando de decidir e convocar iniciativas que contribuam para exigir respostas urgentes para este e para outros problemas que afetam a profiss&amp;atilde;o docente e a Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica precisa de respostas. Os professores tamb&amp;eacute;m. Valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute;!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 14 de outubro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 15 Oct 2026 09:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-continua-a-agravar-se-revisao-do-estatuto-da-carreira-docente-ecd-estagnada</guid></item><item><title>Apoio extraordinário à deslocação: novo erro da AGSE pode prejudicar professores</title><link>https://www.spgl.pt:443/apoio-extraordinario-a-deslocacao-novo-erro-da-agse-pode-prejudicar-professores</link><description>&lt;h3&gt;Apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o: novo erro da AGSE pode prejudicar professores&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;FENPROF exige ao MECI a corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o urgente da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o relativa aos QZP carenciados&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF enviou um of&amp;iacute;cio ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), alertando para erros na informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o disponibilizada pela Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) sobre o apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes, que poder&amp;atilde;o estar a prejudicar professores no acesso &amp;agrave; majora&amp;ccedil;&amp;atilde;o prevista na lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S&amp;oacute; no dia 2 de outubro, mais de um m&amp;ecirc;s ap&amp;oacute;s o in&amp;iacute;cio do ano escolar, a AGSE disponibilizou, na plataforma SIGRHE, a possibilidade de apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos pedidos deste apoio, previsto no Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024, de 13 de setembro, na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o divulgada n&amp;atilde;o respeita a listagem dos Quadros de Zona Pedag&amp;oacute;gica (QZP) carenciados em vigor para o ano letivo de 2026-2027, constante do anexo ao Despacho n.&amp;ordm; 10024/2026, de 11 de agosto, que revogou expressamente o despacho anteriormente aplic&amp;aacute;vel, o Despacho n.&amp;ordm; 11200-A/2025, de 23 de setembro, que, contudo, consta da p&amp;aacute;gina da AGSE como sendo o aplic&amp;aacute;vel nesta mat&amp;eacute;ria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em concreto, a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da AGSE identifica como carenciados os QZP 40, 45, 46, 54, 57, 58, 59, 60, 61 e 62, quando a listagem legalmente em vigor abrange os QZP 42, 45, 46, 59, 60, 61, 62 e 63.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta desconformidade poder&amp;aacute; ter consequ&amp;ecirc;ncias no acesso &amp;agrave; majora&amp;ccedil;&amp;atilde;o do apoio, associada &amp;agrave; leciona&amp;ccedil;&amp;atilde;o em escolas situadas em QZP carenciados, nos termos da nova reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n.&amp;ordm; 3 do artigo 14.&amp;ordm; do Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024. Em particular, poder&amp;aacute; permitir que sejam indevidamente considerados determinados QZP e, sobretudo, deixar de contemplar os QZP 42 e 63, legalmente abrangidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Importa, por&amp;eacute;m, esclarecer que o problema identificado n&amp;atilde;o significa que os docentes colocados noutros QZP estejam impedidos de requerer o apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt; A possibilidade de apresentar o pedido mant&amp;eacute;m-se para os docentes que re&amp;uacute;nam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es legalmente exigidas, constantes do n.&amp;ordm; 2 do mesmo artigo. O que poder&amp;aacute; estar em causa &amp;eacute; a correta identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes com direito &amp;agrave; majora&amp;ccedil;&amp;atilde;o associada &amp;agrave; leciona&amp;ccedil;&amp;atilde;o em escolas de QZP carenciados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF solicitou ao ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o o esclarecimento desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a sua corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o urgente, para que nenhum professor seja prejudicado por erros da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras legalmente estabelecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acompanhar&amp;aacute; este processo e continuar&amp;aacute; a intervir para garantir que os direitos dos docentes s&amp;atilde;o respeitados e que falhas dos servi&amp;ccedil;os n&amp;atilde;o se traduzem em preju&amp;iacute;zos para quem deles depende.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 12 de outubro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 13 Oct 2026 09:41:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/apoio-extraordinario-a-deslocacao-novo-erro-da-agse-pode-prejudicar-professores</guid></item><item><title>FENPROF rejeita “soluções” que baixam habilitações e aumentam alunos por turma no 1.º CEB</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-rejeita-solucoes-que-baixam-habilitacoes-e-aumentam-alunos-por-turma-no-1-o-ceb</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF rejeita &amp;ldquo;solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; que baixam habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es e aumentam alunos por turma no 1.&amp;ordm; CEB&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a possibilidade de recorrer a docentes com habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria para assegurar turmas do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico e sobre a possibilidade de aumentar o n&amp;uacute;mero de alunos por turma merecem da FENPROF uma firme contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No 1.&amp;ordm; CEB, n&amp;atilde;o pode valer tudo para responder &amp;agrave; falta de professores. O grupo de recrutamento 110 exige habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional espec&amp;iacute;fica para a doc&amp;ecirc;ncia neste n&amp;iacute;vel de ensino, num ciclo e numa faixa et&amp;aacute;ria em que a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica e cient&amp;iacute;fica e a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o professor-aluno assumem uma import&amp;acirc;ncia particularmente relevante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, por isso, qualquer pretensa solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o que passe por baixar as exig&amp;ecirc;ncias de forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para colocar &amp;agrave; frente de alunos dos primeiros anos de escolaridade docentes sem a habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional espec&amp;iacute;fica exigida. O 1.&amp;ordm; CEB n&amp;atilde;o pode ser tratado como um n&amp;iacute;vel de ensino em que, perante dificuldades de recrutamento, se possa recorrer a solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de menor qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; precisamente nesta faixa et&amp;aacute;ria que a qualidade da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente, o conhecimento das especificidades do desenvolvimento infantil e a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica s&amp;atilde;o ainda mais determinantes para garantir aprendizagens de qualidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se, todos os anos, h&amp;aacute; docentes qualificados que procuram sair do 1.&amp;ordm; CEB, a pergunta que o governo deve responder &amp;eacute;: porqu&amp;ecirc;. A realidade dos concursos internos demonstra que muitos professores com habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o para outros grupos de recrutamento procuram abandonar o 1.&amp;ordm; CEB, procurando outras respostas profissionais. Esta realidade n&amp;atilde;o pode ser ignorada quando se analisa a falta de professores neste setor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es espec&amp;iacute;ficas da monodoc&amp;ecirc;ncia, a elevada componente letiva, a responsabilidade acrescida decorrente da perman&amp;ecirc;ncia prolongada com a mesma turma, o desgaste profissional e a aus&amp;ecirc;ncia de uma efetiva equidade nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho contribuem para afastar docentes do 1.&amp;ordm; CEB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se h&amp;aacute; professores qualificados que procuram sair do 1.&amp;ordm; CEB, a resposta n&amp;atilde;o pode ser baixar as exig&amp;ecirc;ncias de habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o para quem entra. Tem, sim, de passar por melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para quem l&amp;aacute; est&amp;aacute; e tornar este setor uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional atrativa. Ora, isso exige vontade pol&amp;iacute;tica e medidas concretas: redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga letiva, respeito pelas redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD, diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da burocracia, valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira e reconhecimento das especificidades e do desgaste espec&amp;iacute;fico da monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que o governo apresente o aumento do n&amp;uacute;mero de alunos por turma como resposta &amp;agrave; escassez de professores. No 1.&amp;ordm; CEB, os limites gerais s&amp;atilde;o de 24 alunos, enquanto os 30 alunos referidos pelo ministro correspondem a limites previstos para outros n&amp;iacute;veis de ensino. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o admite situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es excecionais de ultrapassagem dos limites, mas a exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode transformar-se em regra nem muito menos ser utilizada como resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ali&amp;aacute;s, a pr&amp;oacute;pria experi&amp;ecirc;ncia das escolas demonstra os efeitos desta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o: perante a aus&amp;ecirc;ncia de docentes, alunos s&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;dos por outras turmas, originando grupos com dimens&amp;otilde;es muito superiores &amp;agrave;s pedagogicamente adequadas. Mais alunos por turma n&amp;atilde;o criam professores. Apenas transferem para as escolas, para os alunos e para os docentes as consequ&amp;ecirc;ncias de uma pol&amp;iacute;tica que n&amp;atilde;o resolve as causas da falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As recentes not&amp;iacute;cias que d&amp;atilde;o nota do inaceit&amp;aacute;vel dilema colocado a alguns diretores s&amp;atilde;o prova disso mesmo: ou enviam os alunos sem professor para casa por incapacidade de acolhimento, ou distribuem os alunos sem professor pelas turmas com professor, somando estas n&amp;uacute;mero superior a trinta alunos em salas com capacidade m&amp;aacute;xima para 24. Ambas as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o pedagogicamente prejudiciais para os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Falta de professores resolve-se com valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e vontade pol&amp;iacute;tica, n&amp;atilde;o com menor qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Num momento em que o pa&amp;iacute;s enfrenta uma falta de professores que se prolonga e agrava, o governo deve enfrentar as causas do problema. Baixar habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, aumentar o n&amp;uacute;mero de alunos por turma, desconsiderar as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva e sobrecarregar ainda mais os docentes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta passa por valorizar a profiss&amp;atilde;o docente e garantir equidade entre os diferentes setores de ensino, reconhecendo as especificidades da monodoc&amp;ecirc;ncia e criando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que os professores permane&amp;ccedil;am no 1.&amp;ordm; CEB.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores no 1.&amp;ordm; CEB n&amp;atilde;o se resolve baixando a qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais que trabalham com as crian&amp;ccedil;as mais novas. Resolve-se com melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e vontade pol&amp;iacute;tica para enfrentar as causas do problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os alunos t&amp;ecirc;m direito a professores devidamente qualificados, a turmas com dimens&amp;atilde;o pedagogicamente adequada e a uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o professor-aluno que permita ensinar, acompanhar e aprender. &amp;Eacute; esse direito que deve estar no centro das decis&amp;otilde;es do governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-rejeita-solucoes-que-baixam-habilitacoes-e-aumentam-alunos-por-turma-no-1-o-ceb</guid></item><item><title>FENPROF apresenta queixa-crime contra ministro da Educação na Procuradoria-Geral da República</title><link>https://www.spgl.pt:443/9-de-outubro-15h-procuradoria-geral-da-republica-fenprof-apresenta-queixa-crime-contra-ministro-da-educacao-na-procuradoria-geral-da-republica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;9 de outubro, 15h, Procuradoria-Geral da Rep&amp;uacute;blica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF apresenta queixa-crime contra ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Procuradoria-Geral da Rep&amp;uacute;blica&lt;/h3&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o contesta acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Fernando Alexandre sobre exames nacionais e exige apuramento dos factos&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Na sequ&amp;ecirc;ncia das declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es proferidas pelo ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Alexandre, em 25 de setembro, nas quais acusou a FENPROF de tudo ter feito para que o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio de 2025/2026 corresse mal, uma delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secretariado Nacional da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o deslocar-se-&amp;aacute; &lt;strong&gt;sexta-feira, 9 de outubro, &amp;agrave;s 15:00 horas, &amp;agrave; Procuradoria-Geral da Rep&amp;uacute;blica (PGR)&lt;/strong&gt; para entregar uma &lt;strong&gt;queixa-crime contra o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A iniciativa surge na sequ&amp;ecirc;ncia de um processo de exames nacionais marcado por problemas e constrangimentos que a FENPROF denunciou publicamente, tendo exigido o seu esclarecimento e a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das responsabilidades, bem como o pagamento do trabalho suplementar realizado pelos docentes envolvidos na classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es proferidas pelo ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a FENPROF considera necess&amp;aacute;rio que sejam apurados, pelas entidades competentes, os factos que sustentam tais acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es e que seja averiguada a sua eventual relev&amp;acirc;ncia jur&amp;iacute;dica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o rejeita, em particular, a imputa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que tenha desenvolvido qualquer a&amp;ccedil;&amp;atilde;o destinada a prejudicar o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais. Pelo contr&amp;aacute;rio, ao longo de todo o processo, a FENPROF identificou e denunciou problemas que afetaram docentes e escolas e reclamou solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que, na sua perspetiva, resultaram de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es e decis&amp;otilde;es tomadas no &amp;acirc;mbito da tutela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta queixa pretende, assim, &lt;strong&gt;dar &amp;agrave;s afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es proferidas pelo ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o o devido enquadramento institucional e jur&amp;iacute;dico&lt;/strong&gt;, permitindo que sejam apurados os factos e responsabilidades que lhes estejam associados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a FENPROF, n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es desta gravidade sejam proferidas publicamente contra uma organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, sem que sejam apresentados factos que as sustentem. A defesa da Escola P&amp;uacute;blica, dos Docentes e dos seus direitos n&amp;atilde;o pode ser confundida com qualquer alegada tentativa de perturbar o funcionamento das escolas ou dos processos de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secretariado Nacional da FENPROF que entregar&amp;aacute; a queixa ser&amp;aacute; dirigida pelos seus Secret&amp;aacute;rios-Gerais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF dar&amp;aacute; conhecimento p&amp;uacute;blico da entrega da queixa e das raz&amp;otilde;es que a fundamentam, desde j&amp;aacute; convidando os/as senhores/as jornalistas e os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o social para que acompanhem esta a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 7 de outubro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 08 Oct 2026 10:04:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/9-de-outubro-15h-procuradoria-geral-da-republica-fenprof-apresenta-queixa-crime-contra-ministro-da-educacao-na-procuradoria-geral-da-republica</guid></item><item><title>Dia Mundial do Professor 2026: A escola pública exige respostas. Os professores também!</title><link>https://www.spgl.pt:443/dia-mundial-do-professor-2026-a-escola-publica-exige-respostas-os-professores-tambem</link><description>&lt;h3&gt;Dia Mundial do Professor 2026: A escola p&amp;uacute;blica exige respostas. Os professores tamb&amp;eacute;m!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/gncAQuePnsU?si=ymXgtDgzcNA_gse6" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Gon&amp;ccedil;alves, Secret&amp;aacute;rio-geral da FENPROF, nas comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Dia Mundial do Professor, em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/vRHkeAqSQe8?si=xBfbKydGJ5y6ipjh" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Jos&amp;eacute; Feliciano Costa, Secret&amp;aacute;rio-geral da FENPROF, nas comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Dia Mundial do Professor, em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;Neste dia 5 de outubro, para assinalar o Dia Mundial do Professor, cerca de meio milhar de docentes desfilaram entre o Jardim do Pr&amp;iacute;ncipe Real e o Largo de Cam&amp;otilde;es, em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Agrave; sa&amp;iacute;da do Jardim do Pr&amp;iacute;ncipe Real, no in&amp;iacute;cio do desfile reivindicativo com que a FENPROF assinalou o Dia Mundial do Professor 2026, o Secret&amp;aacute;rio-geral Francisco Gon&amp;ccedil;alves resumiu aos jornalistas quais s&amp;atilde;o as exig&amp;ecirc;ncias e as reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes portugueses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Francisco Gon&amp;ccedil;alves aponta tr&amp;ecirc;s pontos essenciais dessa agenda reivindicativa: a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do estatuto da carreira docente; 6% do PIB para a educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma efetiva negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e abertura ao di&amp;aacute;logo com as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais por parte do governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final do desfile, no Largo Cam&amp;otilde;es, os docentes aprovaram a mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;strong&gt;"Com as professoras e os professores: 60 anos a defender a profiss&amp;atilde;o, a valorizar o seu estatuto, a dar rosto ao futuro"&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/900/70/4/mocao-dmp-05-10-26.pdf" target="_blank"&gt;Ler Mo&amp;ccedil;&amp;atilde;o aprovada&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/myQ-dKKN658?si=01KUoTJgbyGuJqDh" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Manuela Mendon&amp;ccedil;a, membro do Secretariado Nacional e representante da FENPROF na Comiss&amp;atilde;o Executiva da IE, nas comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Dia Mundial do Professor, em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/muNlQb7OMTk?si=eZcp1okIW1-O71SZ" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Tiago Oliveira, Secret&amp;aacute;rio-geral da CGTP-IN, nas comemora&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Dia Mundial do Professor, em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spgl.pt/Imagens/5-de-outubro-2026-dia-mundial-do-professor" target="_blank"&gt;Ver Reportagem Fotogr&amp;aacute;fica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 06 Oct 2026 10:03:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/dia-mundial-do-professor-2026-a-escola-publica-exige-respostas-os-professores-tambem</guid></item><item><title>Viva, o Dia Mundial dos Professores!</title><link>https://www.spgl.pt:443/viva-o-dia-mundial-dos-professores</link><description>&lt;div class="xdj266r x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs x126k92a"&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;Viva, o Dia Mundial dos Professores!&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a"&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;Hoje, 5 de outubro, assinalamos o Dia Mundial dos Professores. Mais do que uma data comemorativa, este tem de ser um momento de mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores, educadores e investigadores. Como sublinha a campanha do SPGL no presente ano letivo 2026-27, &amp;eacute; tempo de mostrarmos a nossa &amp;ldquo;Unidade na valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a"&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;A Escola P&amp;uacute;blica precisa de respostas. Os professores tamb&amp;eacute;m! Valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, j&amp;aacute;!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="x14z9mp xat24cr x1lziwak x1vvkbs xtlvy1s x126k92a"&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;&lt;strong&gt;Hoje | Desfile - Pr&amp;iacute;ncipe Real - Largo Cam&amp;otilde;es, Lisboa | 14h30&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div dir="auto"&gt;&lt;strong&gt; &lt;img width="1448" height="2048" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/98b0d3f1/707ba055/834465216_1081424121462605_5828425945208241023_n.jpg?v=639267948816828423"&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Mon, 05 Oct 2026 09:59:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/viva-o-dia-mundial-dos-professores</guid></item><item><title>Professores e Educadores Jovens, Contratados e Desempregados  </title><link>https://www.spgl.pt:443/professores-e-educadores-jovens-contratados-e-desempregados</link><description>&lt;p&gt;&lt;img width="1000" height="1415" src="/Media/Default/_Profiles/5c88ded8/dd8769ad/PLENARIO-JOVENS-PROFS-CONTR-E-DESE.jpg?v=639264623661782820"&gt;&lt;strong&gt;Link para inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;a href="https://us06web.zoom.us/meeting/register/O2Up2GgeTmyCQCJk7bHShw" target="_blank"&gt;https://us06web.zoom.us/meeting/register/O2Up2GgeTmyCQCJk7bHShw&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/professores-e-educadores-jovens-contratados-e-desempregados</guid></item><item><title>Campanha chegará a todo o território nacional: A Escola Pública precisa de respostas. Os Professores também!</title><link>https://www.spgl.pt:443/campanha-chegara-a-todo-o-territorio-nacional-a-escola-publica-precisa-de-respostas-os-professores-tambem</link><description>&lt;h3&gt;Campanha chegar&amp;aacute; a todo o territ&amp;oacute;rio nacional: A Escola P&amp;uacute;blica precisa de respostas. Os Professores tamb&amp;eacute;m!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/2d7q6S1Blhc?si=qK19jNcpZHL0P1Xo" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Arrancou hoje, em todo o pa&amp;iacute;s, a Campanha Nacional em defesa da valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola P&amp;uacute;blica e da Profiss&amp;atilde;o Docente.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Com a afixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de faixas e pend&amp;otilde;es em escolas e outros espa&amp;ccedil;os p&amp;uacute;blicos, a FENPROF lan&amp;ccedil;a um apelo &amp;agrave; sociedade para que se una na defesa de uma Escola P&amp;uacute;blica de qualidade e de uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es indispens&amp;aacute;veis para garantir o direito constitucional &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Escola P&amp;uacute;blica e profiss&amp;atilde;o docente s&amp;atilde;o indissoci&amp;aacute;veis&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica de qualidade sem professores valorizados, com condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho adequadas, carreiras dignificadas e direitos respeitados. Do mesmo modo, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel valorizar a profiss&amp;atilde;o docente ignorando o contexto em que os professores exercem a sua atividade, marcado por problemas que afetam diariamente as escolas, os alunos, as fam&amp;iacute;lias e os profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a campanha&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&amp;ldquo;A Escola P&amp;uacute;blica precisa de respostas. Os Professores tamb&amp;eacute;m!&amp;rdquo;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;coloca no centro da discuss&amp;atilde;o um conjunto de quest&amp;otilde;es que n&amp;atilde;o podem continuar a ser adiadas.&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Democracia na escola, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, inclus&amp;atilde;o, estabilidade, respeito pelos direitos profissionais e valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carreiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;s&amp;atilde;o algumas das frentes em que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio intervir &lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;por uma Escola P&amp;uacute;blica capaz de cumprir a sua miss&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem vindo a denunciar o subfinanciamento da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, a falta de professores, o excesso de burocracia e de trabalho n&amp;atilde;o letivo, a precariedade e a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das carreiras. Tem tamb&amp;eacute;m alertado para os riscos de pol&amp;iacute;ticas que, em vez de refor&amp;ccedil;arem a Escola P&amp;uacute;blica e os seus profissionais, transferem responsabilidades, promovem solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es assentes na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de custos ou procuram responder a problemas estruturais com medidas avulsas e insuficientes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Valorizar a Escola P&amp;uacute;blica &amp;eacute; investir nas suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nos seus recursos e nos seus profissionais. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Valorizar os professores &amp;eacute; garantir-lhes tempo para ensinar, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para trabalhar, estabilidade profissional, respeito pelos seus direitos e uma carreira que reconhe&amp;ccedil;a a import&amp;acirc;ncia social da profiss&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A campanha que hoje se inicia pretende, por isso, levar esta discuss&amp;atilde;o para fora das escolas e envolver toda a sociedade. Porque a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas uma quest&amp;atilde;o dos professores:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&amp;eacute; um dos pilares da democracia e um instrumento fundamental para garantir igualdade de oportunidades, inclus&amp;atilde;o, participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e desenvolvimento social.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num momento em que continuam a existir respostas insuficientes para problemas que afetam profundamente o funcionamento das escolas, a FENPROF considera necess&amp;aacute;rio afirmar uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o clara:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;atilde;o basta proclamar a import&amp;acirc;ncia da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; preciso concretizar pol&amp;iacute;ticas que a valorizem.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As faixas e pend&amp;otilde;es que, a partir de hoje, ser&amp;atilde;o vis&amp;iacute;veis em todo o pa&amp;iacute;s s&amp;atilde;o, assim, um apelo e tamb&amp;eacute;m uma interpela&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&amp;eacute; preciso dar respostas &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica e aos seus profissionais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Respostas que garantam &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as e aos jovens o direito a uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e que assegurem aos trabalhadores da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o os direitos sociais e profissionais que lhes s&amp;atilde;o devidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir, nas escolas e junto da sociedade, para que a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o seja uma prioridade efetiva e para que a Escola P&amp;uacute;blica seja defendida, refor&amp;ccedil;ada e valorizada.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica precisa de respostas. Os Professores tamb&amp;eacute;m!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.spgl.pt/Imagens/campanha-a-escola-publica-exige-respostas-os-professores-tambem-quinta-de-marrocos" target="_blank"&gt;Reportagem fotogr&amp;aacute;fica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4rf5b59b749drs68jmqyvqv4xp"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4rf5b59b749drs68jmqyvqv4xp"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 01 Oct 2026 13:12:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/campanha-chegara-a-todo-o-territorio-nacional-a-escola-publica-precisa-de-respostas-os-professores-tambem</guid></item><item><title>Ataque à educação inclusiva em marcha | FENPROF, APD e CNOD denunciam ameaças aos direitos das crianças e jovens</title><link>https://www.spgl.pt:443/ataque-a-educacao-inclusiva-em-marcha-fenprof-apd-e-cnod-denunciam-ameacas-aos-direitos-das-criancas-e-jovens</link><description>&lt;h3&gt;Ataque &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva em marcha&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF, APD e CNOD denunciam amea&amp;ccedil;as aos direitos das crian&amp;ccedil;as e jovens&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A FENPROF, APD e CNOD decidiram realizar esta Confer&amp;ecirc;ncia de Imprensa, para denunciar as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que o governo prepara para o regime de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva (DL 54/2018) e alertar a opini&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica para as graves consequ&amp;ecirc;ncias que poder&amp;atilde;o resultar das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es j&amp;aacute; anunciadas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://info.fenprof.org/lt.php?tid=cUkDVAVSBlRUXR1XClMJGVULAgdJUlQJVU9aAQZRU1cJBg8PVQRNUQNdCVdTW1sZUFtRA0kEBwcHT1oLBgRPVgpWD1ZTVQYHUAFRGlAACAMHAFNWSQYAVAVPV1ZWAE9cClMPGlVQVwgNAAYHVFcPBg" target="_blank"&gt;&amp;raquo; V&amp;iacute;deo com as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;nbsp;do Secret&amp;aacute;rio-geral Francisco Gon&amp;ccedil;alves e de Ana Sim&amp;otilde;es, a Coordenadora Nacional para a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva da FENPROF&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/tf9r7svMVUY?si=sTAnb85nJXfYMt17" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://info.fenprof.org/lt.php?tid=cUkOA1tVV1ICAR1WU1tYGVVaBAdJUVJRX09bBFoCA1wIBwVRAVhNUQNdCVdTW1sZUFtRA0kEBwcHT1oLBgRPVgpWD1ZTVQYHUAFRGlAACAMHAFNWSQYAVAVPV1ZWAE9cClMPGlVQVwgNAAYHVFcPBg" target="_blank"&gt;&amp;raquo; V&amp;iacute;deo com as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Jos&amp;eacute; S&amp;aacute; Marques, da CNOD&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/LrldHRh9qM8?si=ccHngupJ0rLUsJwI" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="http://info.fenprof.org/lt.php?tid=cUkCAAFYUAJQWx1TUwBaGVVYVAZJCFACU09XBgQBWlYKDFVSBVVNUQNdCVdTW1sZUFtRA0kEBwcHT1oLBgRPVgpWD1ZTVQYHUAFRGlAACAMHAFNWSQYAVAVPV1ZWAE9cClMPGlVQVwgNAAYHVFcPBg" target="_blank"&gt;&amp;raquo; V&amp;iacute;deo com as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Helena Rato, da APD&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/kQ5xr7I4SHQ?si=zeKu6QalQsfWaX-7" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Est&amp;aacute; em causa uma mat&amp;eacute;ria demasiado importante para ser tratada &amp;agrave; margem da comunidade educativa e da sociedade: &lt;strong&gt;o direito de todas as crian&amp;ccedil;as e jovens a uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, com os apoios de que necessitam e que t&amp;ecirc;m de existir na escola que &amp;eacute; a sua.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As inten&amp;ccedil;&amp;otilde;es que t&amp;ecirc;m vindo a ser conhecidas apontam para uma revis&amp;atilde;o do regime de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva e dos mecanismos de resposta &amp;agrave;s necessidades educativas espec&amp;iacute;ficas. Embora o novo diploma ainda n&amp;atilde;o tenha sido publicado, conhece-se o projeto que, tanto quanto se sabe, n&amp;atilde;o mereceu grandes altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Muitos dos aspetos que dele constavam careciam de regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, apesar de se prever a entrada em vigor j&amp;aacute; no pr&amp;oacute;ximo m&amp;ecirc;s de janeiro. Quanto &amp;agrave; estrutura do regime, sendo nova, inclusivamente prevendo a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um sistema nacional at&amp;eacute; agora inexistente, o m&amp;iacute;nimo que se exigia era a promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um debate p&amp;uacute;blico, abrangente, que n&amp;atilde;o existiu com a profundidade e a transpar&amp;ecirc;ncia que a mat&amp;eacute;ria justifica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;N&amp;atilde;o se pode esperar que os problemas aconte&amp;ccedil;am e depois reconhecer o erro&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;As organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es presentes discordam de que s&amp;oacute; ser&amp;aacute; leg&amp;iacute;timo discutir estas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es depois de o diploma estar publicado ou ap&amp;oacute;s come&amp;ccedil;arem a sentir-se nas escolas as suas consequ&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; precisamente agora que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio intervir.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o faz sentido esperar pelo in&amp;iacute;cio da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um novo regime para, posteriormente, se constatar que faltam recursos, que n&amp;atilde;o existem respostas especializadas suficientes, que os docentes n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;em de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para acompanhar os alunos, ou que fam&amp;iacute;lias e escolas s&amp;atilde;o confrontadas com situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es para as quais ningu&amp;eacute;m assegurou solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Em suma, para assinalar um eventual fracasso!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os problemas poder&amp;atilde;o assumir um n&amp;iacute;vel de gravidade mais elevado pelo facto de prever que a entrada em vigor das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ocorra &lt;strong&gt;com o ano letivo j&amp;aacute; a decorrer&lt;/strong&gt;, for&amp;ccedil;ando mudan&amp;ccedil;as profundas num sistema educativo que j&amp;aacute; enfrenta enormes dificuldades e que deveria estar, neste momento, concentrado em garantir estabilidade, acompanhamento e respostas adequadas aos alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser uma experi&amp;ecirc;ncia administrativa. &lt;strong&gt;S&amp;atilde;o crian&amp;ccedil;as e jovens concretos, s&amp;atilde;o fam&amp;iacute;lias concretas e s&amp;atilde;o profissionais que diariamente procuram responder a necessidades muito diversas.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma pol&amp;iacute;tica de inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser constru&amp;iacute;da a partir da pergunta sobre &lt;strong&gt;quanto &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel poupar&lt;/strong&gt;, inclusive em n&amp;uacute;mero de docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, para os devolver aos grupos de recrutamento de origem, tentando resolver problemas de car&amp;ecirc;ncia.&amp;nbsp; &lt;strong&gt;Uma pol&amp;iacute;tica de efetiva inclus&amp;atilde;o deve garantir a cada crian&amp;ccedil;a e a cada jovem os apoios de que necessita para que aprenda, participe e se desenvolva em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de equidade com os seus pares&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se antev&amp;ecirc; &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que poder&amp;aacute; ter consequ&amp;ecirc;ncias em sentido contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; o risco de crian&amp;ccedil;as e jovens serem encaminhados para respostas que n&amp;atilde;o correspondem &amp;agrave;s suas necessidades, simplesmente porque a escola regular deixou de dispor das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para lhes proporcionar os apoios adequados. E h&amp;aacute; outro risco: alunos que permanecem na escola, mas que, perante a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou insufici&amp;ecirc;ncia dos apoios especializados, acabam por ficar &lt;strong&gt;sem a resposta educativa de que efetivamente necessitam&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; verdadeira inclus&amp;atilde;o quando um aluno est&amp;aacute; fisicamente na escola, mas n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e dos meios necess&amp;aacute;rios para aprender, participar e progredir.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Mais exig&amp;ecirc;ncias e press&amp;atilde;o sobre as escolas e os docentes, sem mais condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;As consequ&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o se ficar&amp;atilde;o pelos alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas ter&amp;atilde;o de responder a novas exig&amp;ecirc;ncias num contexto que j&amp;aacute; &amp;eacute; marcado pela falta de profissionais, pela insufici&amp;ecirc;ncia de t&amp;eacute;cnicos especializados, pela sobrecarga dos docentes e pelo aumento permanente das tarefas que lhes s&amp;atilde;o atribu&amp;iacute;das.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se &amp;agrave; altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva n&amp;atilde;o corresponder a indispens&amp;aacute;vel garantia de recursos acrescidos, &lt;strong&gt;ser&amp;atilde;o as escolas e os professores a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias das suas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aos docentes ser&amp;aacute; exigido que acompanhem mais alunos, com necessidades mais diferenciadas e, em muitos casos, mais complexas, sem que sejam asseguradas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, o apoio especializado, o tempo e os recursos indispens&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel continuar a transferir para os profissionais a responsabilidade por resolver problemas que resultam de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o podem ser responsabilizados por eventuais insucessos de um modelo que o pr&amp;oacute;prio governo decide alterar sem assegurar previamente as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Fam&amp;iacute;lias n&amp;atilde;o podem ser confrontadas com novas barreiras&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m as fam&amp;iacute;lias ser&amp;atilde;o diretamente afetadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pais e encarregados de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as e jovens com necessidades espec&amp;iacute;ficas precisam de saber que podem contar com a Escola P&amp;uacute;blica e com respostas adequadas e est&amp;aacute;veis. Precisam de ter a garantia de que os direitos dos seus filhos n&amp;atilde;o dependem da capacidade financeira da fam&amp;iacute;lia, da disponibilidade ocasional de uma determinada resposta ou da capacidade eventual de uma escola para encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es onde o Estado n&amp;atilde;o as assegura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do regime de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva n&amp;atilde;o pode significar &lt;strong&gt;mais incerteza, mais desigualdade e mais dificuldades para as fam&amp;iacute;lias&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma Escola P&amp;uacute;blica verdadeiramente inclusiva deve ser capaz de acolher todos os alunos, respeitando as suas diferen&amp;ccedil;as e garantindo os apoios necess&amp;aacute;rios. Quando isso n&amp;atilde;o acontece, s&amp;atilde;o precisamente os que mais precisam da Escola P&amp;uacute;blica que ficam mais expostos &amp;agrave;s consequ&amp;ecirc;ncias das op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;Uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta dimens&amp;atilde;o exige debate p&amp;uacute;blico&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF considera incompreens&amp;iacute;vel que um assunto com esta import&amp;acirc;ncia tenha passado praticamente &amp;agrave; margem da discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. &amp;Eacute; verdade que &lt;strong&gt;o MECI promoveu uma consulta p&amp;uacute;blica &amp;ndash; em que as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es tamb&amp;eacute;m participaram, mesmo considerando n&amp;atilde;o ser este um mecanismo suficiente para o tratamento da mat&amp;eacute;ria &amp;ndash;, mas limitou-se a divulgar o n&amp;uacute;mero de participa&amp;ccedil;&amp;otilde;es (192) e n&amp;atilde;o o que delas acolheu. Tanto quanto se sabe, ap&amp;oacute;s esta consulta p&amp;uacute;blica, manteve-se a estrutura do projeto que foi aprovado pelo Conselho de Ministros, sob a forma de Decreto-lei, em 30 de julho, p.p..&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o estamos perante uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o visando introduzir ajustamentos. Estamos perante decis&amp;otilde;es que podem interferir diretamente com direitos das crian&amp;ccedil;as e dos jovens, com a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas, com as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos profissionais e com a vida de milhares de fam&amp;iacute;lias.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; indispens&amp;aacute;vel que o governo esclare&amp;ccedil;a o que pretende fazer, que apresente os textos concretos das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es e que promova uma discuss&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria com as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas dos profissionais, com as fam&amp;iacute;lias e com as demais entidades que interv&amp;ecirc;m nesta &amp;aacute;rea.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Se o MECI ainda n&amp;atilde;o divulgou todas as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que pretende concretizar, &amp;eacute; obrigat&amp;oacute;rio que o fa&amp;ccedil;a, dando a conhecer o diploma legal que aprovou e discutindo com a comunidade educativa as muitas regulamenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es que continuam a faltar faltam. Se acredita que as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tem em vista s&amp;atilde;o positivas para a inclus&amp;atilde;o educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, discuta-as publicamente. Se entende que n&amp;atilde;o representam um retrocesso, explique-as &amp;agrave;s escolas, aos profissionais e &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que n&amp;atilde;o pode acontecer &amp;eacute; o governo preparar altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es com impacto profundo na vida das crian&amp;ccedil;as e jovens, das escolas e das fam&amp;iacute;lias e pretender que a sociedade s&amp;oacute; delas tome conhecimento quando j&amp;aacute; estiverem em vigor, porventura tarde demais para evitar erros que possam ser corrigidos a tempo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 30 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;FENPROF |&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;APD |&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;CNOD&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/800/90/8/Ataque%20a%20Educacao%20Inclusiva%20em%20marcha.pdf" target="_blank"&gt;Perguntas que o MECI tarda em esclarecer&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 15:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ataque-a-educacao-inclusiva-em-marcha-fenprof-apd-e-cnod-denunciam-ameacas-aos-direitos-das-criancas-e-jovens</guid></item><item><title>Para o Ministro, 400 horários sem professor «não são um problema para ninguém». Para milhares de alunos, são.</title><link>https://www.spgl.pt:443/para-o-ministro-400-horarios-sem-professor-nao-sao-um-problema-para-ninguem-para-milhares-de-alunos-sao</link><description>&lt;h3&gt;Para o Ministro, 400 hor&amp;aacute;rios sem professor &amp;laquo;n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o um problema para ningu&amp;eacute;m&amp;raquo;. Para milhares de alunos, s&amp;atilde;o.&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es hoje proferidas pelo Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o confirmam, antes de mais, aquilo que a FENPROF h&amp;aacute; muito vem denunciando: a falta de professores mant&amp;eacute;m-se como um problema grave nas escolas p&amp;uacute;blicas. Quase tr&amp;ecirc;s semanas depois do in&amp;iacute;cio das aulas, o Ministro reconhece que continuam por preencher 664 hor&amp;aacute;rios, 238 dos quais no 1.&amp;ordm; ciclo, estando tr&amp;ecirc;s em cada quatro hor&amp;aacute;rios completos por preencher concentrados na regi&amp;atilde;o de Lisboa. Estes n&amp;uacute;meros correspondem, como reconheceu Fernando Alexandre, a situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que h&amp;aacute; alunos sem professor desde o in&amp;iacute;cio do ano letivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas para os que t&amp;ecirc;m professor, as coisas tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o bem: turmas sobrelotadas em v&amp;aacute;rias escolas do pa&amp;iacute;s, que integram, ainda, alunos com necessidades espec&amp;iacute;ficas que requerem turmas reduzidas e milhares de aulas asseguradas com horas extraordin&amp;aacute;rias dos docentes, comprometem a qualidade da resposta da Escola P&amp;uacute;blica, j&amp;aacute; que significam, para estes profissionais, mais horas de aulas, turmas maiores e com maior heterogeneidade que, aliados ao envelhecimento da classe docente, aumentam o risco de exaust&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios que continua a ser disponibilizado atrav&amp;eacute;s da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola mostra, contudo, que as necessidades de docentes existentes nas escolas s&amp;atilde;o mais amplas do que aquelas que este n&amp;uacute;mero, por si s&amp;oacute;, permite retratar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente graves s&amp;atilde;o as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro quando, referindo-se &amp;agrave; hip&amp;oacute;tese de estes hor&amp;aacute;rios estarem distribu&amp;iacute;dos por todo o territ&amp;oacute;rio, afirma que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o seria &amp;ldquo;totalmente irrelevante&amp;rdquo; e que &amp;ldquo;400 hor&amp;aacute;rios no pa&amp;iacute;s [...] n&amp;atilde;o &amp;eacute; um problema para ningu&amp;eacute;m&amp;rdquo;, acrescentando que nenhum ministro se preocuparia com esse n&amp;uacute;mero, nem mesmo com o dobro, se estivesse distribu&amp;iacute;do homogeneamente pelo pa&amp;iacute;s. Para a FENPROF, enquanto houver alunos sem professor, existe um problema que tem de preocupar quem tem a responsabilidade de garantir o seu direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel relativizar a exist&amp;ecirc;ncia de centenas de hor&amp;aacute;rios por preencher em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seu peso no conjunto do sistema educativo ou da forma como se distribuem pelo territ&amp;oacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o assume particular gravidade tendo em conta o peso que o 1.&amp;ordm; ciclo continua a ter entre os hor&amp;aacute;rios por preencher. Neste n&amp;iacute;vel de ensino, a aus&amp;ecirc;ncia de um docente n&amp;atilde;o significa apenas a perda de algumas horas semanais de uma determinada disciplina: significa que uma turma pode ficar sem o professor que assegura a generalidade das aprendizagens e o seu acompanhamento quotidiano. Podemos estar a falar de perto de seis mil crian&amp;ccedil;as sem o seu professor. Pode ser um n&amp;uacute;mero que o Ministro considere estatisticamente irrelevante; para cada crian&amp;ccedil;a que continua sem professor, &amp;eacute; 100% do seu problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica que determina a gravidade da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o da falta de professores em determinadas regi&amp;otilde;es ajuda, isso sim, a identificar a natureza do problema. Se centenas de hor&amp;aacute;rios permanecem sucessivamente por preencher nas mesmas regi&amp;otilde;es, apesar de existirem candidatos dispon&amp;iacute;veis, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio perceber por que raz&amp;atilde;o esses hor&amp;aacute;rios n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o suficientemente atrativos para serem ocupados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que causa particular estranheza que o Ministro continue a apontar como &amp;ldquo;principal raz&amp;atilde;o&amp;rdquo; para os alunos n&amp;atilde;o terem aulas a alegada &amp;ldquo;inefici&amp;ecirc;ncia do sistema&amp;rdquo; em fazer corresponder &amp;agrave;s necessidades das escolas aos professores dispon&amp;iacute;veis, sustentando que existem simultaneamente &amp;ldquo;milhares de alunos sem aulas e milhares de pessoas qualificadas que querem dar aulas e n&amp;atilde;o conseguem&amp;rdquo;. Se existem pessoas qualificadas dispon&amp;iacute;veis e, simultaneamente, centenas de hor&amp;aacute;rios que permanecem por preencher, concentrados precisamente nas regi&amp;otilde;es onde h&amp;aacute; muito s&amp;atilde;o conhecidas dificuldades em atrair e fixar docentes, a pergunta que se imp&amp;otilde;e &amp;eacute; outra: por que raz&amp;atilde;o n&amp;atilde;o conseguem essas escolas atrair professores?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A contradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais evidente porque estas declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram proferidas precisamente durante a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;em&gt;Education at a Glance 2026&lt;/em&gt;, uma edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que a OCDE dedica particular aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; escassez de professores. Os dados relativos a Portugal voltam a evidenciar o envelhecimento do corpo docente e as dificuldades de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o. No mesmo dia em que se revela que apenas 13,4% dos professores portugueses est&amp;atilde;o satisfeitos com o seu sal&amp;aacute;rio, o Ministro aponta a alegada inefici&amp;ecirc;ncia do sistema de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o como principal explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a exist&amp;ecirc;ncia de hor&amp;aacute;rios que continuam por preencher. O pr&amp;oacute;prio Fernando Alexandre reconheceu, neste contexto, que cerca de quatro mil docentes se aposentam anualmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os dados apresentados ajudam, portanto, a identificar um problema estrutural; o Ministro insiste, por&amp;eacute;m, em apontar o funcionamento do sistema de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o como a sua principal explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. E anuncia, como uma das respostas, o desenvolvimento de uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para telem&amp;oacute;vel que permita aos interessados consultar as necessidades de docentes por &amp;aacute;rea geogr&amp;aacute;fica e concorrer mais rapidamente aos hor&amp;aacute;rios dispon&amp;iacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pode facilitar o acesso &amp;agrave; informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e qualquer melhoria dos procedimentos que permita uma coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais c&amp;eacute;lere dos docentes ser&amp;aacute; positiva. Mas nenhuma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna uma renda comport&amp;aacute;vel, reduz as despesas de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, valoriza sal&amp;aacute;rios, melhora as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o ou torna a carreira mais atrativa. A falta de professores exige respostas que atuem sobre as causas que afastam docentes da profiss&amp;atilde;o e tornam tantos hor&amp;aacute;rios dif&amp;iacute;ceis de preencher.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta tornar os hor&amp;aacute;rios mais vis&amp;iacute;veis. &amp;Eacute; preciso criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que seja poss&amp;iacute;vel aos professores aceit&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 30 Sep 2026 12:38:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/para-o-ministro-400-horarios-sem-professor-nao-sao-um-problema-para-ninguem-para-milhares-de-alunos-sao</guid></item><item><title>“A Escola Pública exige respostas. Os Professores também!” | Campanha arranca na quinta-feira, 1 de outubro, em todo o país   </title><link>https://www.spgl.pt:443/a-escola-publica-exige-respostas-os-professores-tambem-campanha-arranca-na-quinta-feira-1-de-outubro-em-todo-o-pais</link><description>&lt;h3&gt;&amp;ldquo;A Escola P&amp;uacute;blica exige respostas. Os Professores tamb&amp;eacute;m!&amp;rdquo;&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;Campanha arranca na quinta-feira, 1 de outubro, em todo o pa&amp;iacute;s&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF vai lan&amp;ccedil;ar, na pr&amp;oacute;xima&amp;nbsp;&lt;strong&gt;quinta-feira, 1 de outubro, uma campanha nacional pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola P&amp;uacute;blica e da profiss&amp;atilde;o docente&lt;/strong&gt;, levando para a rua a exig&amp;ecirc;ncia de que o governo assuma as suas responsabilidades e concretize o investimento de que a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as escolas necessitam.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;&lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola P&amp;uacute;blica&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;exige investimento nas suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento, nos seus recursos e na qualidade das respostas que presta aos alunos e &amp;agrave;s fam&amp;iacute;lias. Mas exige, igualmente, a&amp;nbsp;&lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus profissionais&lt;/strong&gt;, em particular dos professores, o que passa por medidas concretas ao n&amp;iacute;vel do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Estatuto da Carreira Docente e do regime de emprego&lt;/strong&gt;, garantindo estabilidade, direitos, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e reconhecimento profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; esta exig&amp;ecirc;ncia que a FENPROF pretende tornar ainda mais vis&amp;iacute;vel atrav&amp;eacute;s de uma campanha que decorrer&amp;aacute;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;em todo o pa&amp;iacute;s&lt;/strong&gt;, designadamente com a coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;faixas e pend&amp;otilde;es em diferentes localidades&lt;/strong&gt;, interpelando a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a necessidade de valorizar a Escola P&amp;uacute;blica e a profiss&amp;atilde;o docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O arranque da campanha, na quinta-feira,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;1 de outubro&lt;/strong&gt;, contar&amp;aacute; com a presen&amp;ccedil;a, nos v&amp;aacute;rios locais, dos&amp;nbsp;&lt;strong&gt;Secret&amp;aacute;rios-Gerais da FENPROF e de dirigentes nacionais da Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;, que acompanhar&amp;atilde;o as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e contactar&amp;atilde;o com professores, trabalhadores da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A campanha pretende, assim, mobilizar os docentes e sensibilizar a sociedade para uma realidade que n&amp;atilde;o pode ser ignorada:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;sem uma escola p&amp;uacute;blica valorizada e sem professores valorizados, n&amp;atilde;o &amp;eacute; poss&amp;iacute;vel garantir uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e responder &amp;agrave;s necessidades dos alunos e do pa&amp;iacute;s.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;5 de outubro: Professores em Lisboa pelo futuro da profiss&amp;atilde;o&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF faz tamb&amp;eacute;m um&amp;nbsp;&lt;strong&gt;forte apelo &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores no desfile do Dia Mundial do Professor&lt;/strong&gt;, que ter&amp;aacute; lugar no pr&amp;oacute;ximo&amp;nbsp;&lt;strong&gt;5 de outubro, em Lisboa&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O desfile ter&amp;aacute;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;sa&amp;iacute;da do Pr&amp;iacute;ncipe Real, &amp;agrave;s 14h30&lt;/strong&gt;, e constituir&amp;aacute; um momento de afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica da profiss&amp;atilde;o docente e de exig&amp;ecirc;ncia de respostas concretas aos problemas que continuam a afetar os professores e as escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Depois de, a partir de 1 de outubro, a FENPROF levar a todo o pa&amp;iacute;s a mensagem da necessidade de&amp;nbsp;&lt;strong&gt;valorizar a Escola P&amp;uacute;blica e a profiss&amp;atilde;o docente&lt;/strong&gt;, o dia 5 ser&amp;aacute; um momento para os educadores e professores demonstrarem, em Lisboa, a sua determina&amp;ccedil;&amp;atilde;o em defender uma profiss&amp;atilde;o valorizada, uma carreira dignificada e uma Escola P&amp;uacute;blica com os recursos e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de que necessita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Escola P&amp;uacute;blica e dos professores n&amp;atilde;o pode continuar a ser adiada. &amp;Eacute; tempo de investir, valorizar e respeitar quem todos os dias garante o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 28 Sep 2026 15:17:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/a-escola-publica-exige-respostas-os-professores-tambem-campanha-arranca-na-quinta-feira-1-de-outubro-em-todo-o-pais</guid></item><item><title>FENPROF exige respostas concretas para a monodocência e rejeita que a fusão dos ciclos seja usada para esconder problemas que continuam por resolver</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-respostas-concretas-para-a-monodocencia-e-rejeita-que-a-fusao-dos-ciclos-seja-usada-para-esconder-problemas-que-continuam-por-resolver</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;1.&amp;ordm; CICLO: VALORIZA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O J&amp;Aacute;! N&amp;Atilde;O &amp;Eacute; PRECISO ESPERAR PELA REVIS&amp;Atilde;O DO ECD&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3 align="center" style="text-align: left;"&gt;FENPROF exige respostas concretas para a monodoc&amp;ecirc;ncia e rejeita que a fus&amp;atilde;o dos ciclos seja usada para esconder problemas que continuam por resolver&lt;/h3&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;O in&amp;iacute;cio de mais um ano letivo volta a colocar em evid&amp;ecirc;ncia problemas que, no 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico, assumem particular gravidade. A falta de professores, os alunos sem docente, os alunos sem escola, a sobrecarga de trabalho, o desrespeito pelas redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva e a insufici&amp;ecirc;ncia de respostas para garantir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas de ensino e aprendizagem continuam a marcar o quotidiano das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;No 1.&amp;ordm; CEB, estes problemas t&amp;ecirc;m uma dimens&amp;atilde;o acrescida. Quando falta o professor de uma turma do 1.&amp;ordm; ciclo, n&amp;atilde;o falta apenas mais um docente: falta, muitas vezes, a &amp;uacute;nica refer&amp;ecirc;ncia docente daquele grupo de crian&amp;ccedil;as. A FENPROF tem vindo a alertar para esta realidade e, no arranque deste ano letivo, voltou a denunciar o agravamento da falta de professores, designadamente no 1.&amp;ordm; CEB. S&amp;oacute; no distrito de Lisboa, entre a primeira semana de aulas de setembro de 2025 e a de 2026, os hor&amp;aacute;rios completos e anuais colocados em contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola no 1.&amp;ordm; CEB passaram de 112 para 175.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A resposta do Governo n&amp;atilde;o pode continuar a resumir-se &amp;agrave; gest&amp;atilde;o administrativa da escassez. O aumento do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, a ultrapassagem dos limites legalmente previstos, a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alunos por outras turmas ou a sobrecarga dos professores n&amp;atilde;o constituem solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a falta de docentes. Pelo contr&amp;aacute;rio, degradam as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino e de aprendizagem, penalizam alunos e professores e comprometem a qualidade da Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A pr&amp;oacute;pria FENPROF tem denunciado situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es no 1.&amp;ordm; CEB em que, perante aus&amp;ecirc;ncias de curta dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os alunos s&amp;atilde;o distribu&amp;iacute;dos por outras turmas. H&amp;aacute;, tamb&amp;eacute;m, casos em que s&amp;atilde;o ultrapassados os limites legalmente fixados, tendo sido reportadas turmas que chegam a integrar entre 26 e 30 alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o aceitamos que estas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de recurso se transformem no novo normal da Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 align="left"&gt;&lt;strong&gt;Monodoc&amp;ecirc;ncia continua sem o reconhecimento que merece&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p align="left"&gt;A monodoc&amp;ecirc;ncia continua a ser uma realidade da profiss&amp;atilde;o docente insuficientemente reconhecida e valorizada, mantendo-se por resolver injusti&amp;ccedil;as que h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas afetam os docentes do 1.&amp;ordm; ciclo.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;No 1.&amp;ordm; CEB, um &amp;uacute;nico docente concentra responsabilidades letivas, pedag&amp;oacute;gicas, organizativas, administrativas, assegura o acompanhamento permanente dos alunos e mant&amp;eacute;m uma rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o quotidiana com as fam&amp;iacute;lias. Esta especificidade tem sido sucessivamente reconhecida, mas continua sem uma resposta pol&amp;iacute;tica &amp;agrave; altura. A FENPROF denunciou este ano a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho na monodoc&amp;ecirc;ncia, associando-a ao desgaste profissional e ao abandono da carreira.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;N&amp;atilde;o se trata de reclamar privil&amp;eacute;gios. Trata-se de garantir &lt;strong&gt;equidade&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&amp;Eacute; isso que a FENPROF tem exigido: hor&amp;aacute;rios de trabalho adequados, uma componente letiva de 20 horas semanais, aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva e justa das redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva pelo exerc&amp;iacute;cio de cargos e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, harmoniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do calend&amp;aacute;rio escolar e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho compat&amp;iacute;veis com as exig&amp;ecirc;ncias da profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Mais de 16 mil docentes subscreveram o abaixo-assinado por melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar e no 1.&amp;ordm; CEB e mais de 2300 participaram, em junho, na Tribuna P&amp;uacute;blica pela Equidade na Monodoc&amp;ecirc;ncia, promovida pela FENPROF junto ao MECI.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&amp;Eacute;, por isso, incompreens&amp;iacute;vel que o governo continue a tratar a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes docentes como uma promessa para o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Se h&amp;aacute; vontade pol&amp;iacute;tica para reduzir a componente letiva dos professores do 1.&amp;ordm; CEB, essa medida pode ser tomada j&amp;aacute;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;O Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o anunciou que, no &amp;acirc;mbito da anunciada fus&amp;atilde;o dos 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos, os professores do 1.&amp;ordm; CEB ter&amp;atilde;o uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF considera positiva a exist&amp;ecirc;ncia dessa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o enquanto medida de justi&amp;ccedil;a e equidade, mas questiona a raz&amp;atilde;o pela qual os professores do 1.&amp;ordm; CEB ter&amp;atilde;o de esperar por uma reforma estrutural dos ciclos de ensino para ver reconhecida uma injusti&amp;ccedil;a que &amp;eacute; conhecida h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio esperar por projetos-piloto, nem pela conclus&amp;atilde;o de uma revis&amp;atilde;o do ECD que se prolonga sem fim &amp;agrave; vista.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do 1.&amp;ordm; CEB n&amp;atilde;o pode continuar a ser uma promessa associada a uma reforma futura. H&amp;aacute; medidas que podem e devem ser tomadas imediatamente.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;O posicionamento da FENPROF no arranque do ano letivo foi claro: se o governo quer reduzir a componente letiva dos docentes da monodoc&amp;ecirc;ncia, &lt;strong&gt;n&amp;atilde;o precisa de esperar pelo projeto-piloto da fus&amp;atilde;o dos ciclos, pode faz&amp;ecirc;-lo j&amp;aacute;&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 align="left"&gt;&lt;strong&gt;Fus&amp;atilde;o dos ciclos exige conhecimento, planeamento e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceita que uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o estrutural com consequ&amp;ecirc;ncias profundas para alunos, fam&amp;iacute;lias, escolas e professores seja apresentada atrav&amp;eacute;s de an&amp;uacute;ncios sucessivos, sem que sejam conhecidos o modelo pedag&amp;oacute;gico, o modelo de doc&amp;ecirc;ncia, a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o curricular, a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede escolar e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas da sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;O Ministro confirmou a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fundir os 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos e anunciou projetos-piloto j&amp;aacute; para o pr&amp;oacute;ximo ano letivo. Contudo, permanecem sem resposta quest&amp;otilde;es fundamentais sobre o modo como essa fus&amp;atilde;o ser&amp;aacute; concretizada. O Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na Recomenda&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 7/2026, sublinha a necessidade de uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o participada que envolva ativamente a comunidade educativa nas diferentes fases de conce&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acompanhamento da medida.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel que os professores e os seus representantes sindicais sejam efetivamente envolvidos na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta dimens&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que se anunciem mudan&amp;ccedil;as profundas no modo como os primeiros seis anos de escolaridade ser&amp;atilde;o organizados sem ouvir aqueles que, todos os dias, trabalham nas escolas e conhecem concretamente os problemas, as potencialidades e os riscos de cada op&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A fus&amp;atilde;o dos ciclos n&amp;atilde;o pode ser uma resposta administrativa &amp;agrave; falta de professores. N&amp;atilde;o pode servir para aumentar o n&amp;uacute;mero de alunos atribu&amp;iacute;dos a cada docente, reduzir recursos ou diluir responsabilidades profissionais. E n&amp;atilde;o pode ser apresentada como solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para problemas que t&amp;ecirc;m origem na desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e na falta de investimento na Escola P&amp;uacute;blica.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Como a FENPROF tem afirmado, qualquer eventual fus&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de ser avaliada pelo seu impacto nas aprendizagens e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, n&amp;atilde;o por objetivos estranhos &amp;agrave; melhoria da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 align="left"&gt;&lt;strong&gt;Aumentar alunos por turma n&amp;atilde;o resolve a falta de professores&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF rejeita igualmente qualquer tentativa de fazer do aumento do n&amp;uacute;mero de alunos por turma uma resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Mais alunos por turma n&amp;atilde;o criam professores. N&amp;atilde;o resolvem a escassez de docentes. N&amp;atilde;o garantem melhores aprendizagens. E tornam mais dif&amp;iacute;cil o trabalho pedag&amp;oacute;gico, particularmente num n&amp;iacute;vel de ensino em que o professor assume sozinho a responsabilidade por um grupo de crian&amp;ccedil;as e em que existem alunos com necessidades espec&amp;iacute;ficas e diferentes ritmos de aprendizagem.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A resposta &amp;agrave; falta de professores tem de passar pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o: melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, hor&amp;aacute;rios adequados, redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da precariedade e da instabilidade, carreira valorizada e medidas que tornem a profiss&amp;atilde;o novamente atrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF tem defendido que resolver a falta de professores exige valorizar o ECD e melhorar sal&amp;aacute;rios, hor&amp;aacute;rios, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e carreira.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o aceitamos que o aumento do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, a sobrecarga dos docentes e a retirada de direitos aos professores e aos alunos sejam apresentados como solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o aceitamos que sejam o novo normal.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 align="left"&gt;&lt;strong&gt;O 1.&amp;ordm; Ciclo precisa de respostas agora&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p align="left"&gt;O 1.&amp;ordm; CEB n&amp;atilde;o pode continuar a ser tratado como um n&amp;iacute;vel de ensino para o qual as respostas ficam sempre adiadas.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da monodoc&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o pode depender de uma reforma futura. A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva n&amp;atilde;o pode ficar dependente da fus&amp;atilde;o dos ciclos. A melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho n&amp;atilde;o pode esperar pelo fim de uma revis&amp;atilde;o do ECD que parece n&amp;atilde;o ter fim.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Se h&amp;aacute; vontade pol&amp;iacute;tica, h&amp;aacute; medidas que podem ser tomadas j&amp;aacute;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;A FENPROF exige ao Governo:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva dos docentes em monodoc&amp;ecirc;ncia, garantindo equidade com os restantes setores;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;equipara&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos restantes n&amp;iacute;veis de ensino das redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva pelo exerc&amp;iacute;cio de cargos e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;respeito pelos limites legais do n&amp;uacute;mero de alunos por turma;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes necess&amp;aacute;rios para garantir que todos os alunos t&amp;ecirc;m professor;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;fim da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o sistem&amp;aacute;tica de alunos por outras turmas como resposta &amp;agrave;s aus&amp;ecirc;ncias de docentes;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas para responder aos alunos com necessidades espec&amp;iacute;ficas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sobrecarga burocr&amp;aacute;tica e administrativa que recai sobre os professores;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mesmo calend&amp;aacute;rio escolar dos restantes setores de ensino;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores e das suas organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer reforma dos ciclos de ensino.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;h4 align="left"&gt;&lt;strong&gt;O 1.&amp;ordm; CEB precisa de ser valorizado j&amp;aacute;!&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p align="left"&gt;As crian&amp;ccedil;as n&amp;atilde;o podem esperar por reformas. Os professores n&amp;atilde;o podem esperar indefinidamente por uma revis&amp;atilde;o do ECD. E a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o pode continuar a ser gerida atrav&amp;eacute;s de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es paliativas e economicistas que transferem para as salas de aula os problemas criados por op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas.&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;&lt;strong&gt;Valorizar os professores do 1.&amp;ordm; Ciclo &amp;eacute; valorizar a Escola P&amp;uacute;blica e garantir o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. &amp;Eacute; uma decis&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica que o governo pode tomar hoje.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left" aria-hidden="true"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;Lisboa, 23 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p align="left"&gt;O Secretariado Nacional&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 23 Sep 2026 15:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-respostas-concretas-para-a-monodocencia-e-rejeita-que-a-fusao-dos-ciclos-seja-usada-para-esconder-problemas-que-continuam-por-resolver</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento  – 2026/2027 (colocação diária)</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-2026-2027-colocacao-diaria</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento&amp;nbsp; &amp;ndash; 2026/2027 (coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o di&amp;aacute;ria)&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/category/reservas-de-recrutamento/" target="_blank"&gt;Consulte aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 15:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-2026-2027-colocacao-diaria</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 6 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 6 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 21 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 6&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 22 Sep 2026 07:53:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-6-2026-2027</guid></item><item><title>FENPROF pede esclarecimentos à AGSE sobre profissionalização em serviço</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF pede esclarecimentos &amp;agrave; AGSE sobre profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&lt;/h3&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF dirigiu &amp;agrave; Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) um pedido de esclarecimento sobre a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o e os crit&amp;eacute;rios adotados no atual Curso de Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A iniciativa surge na sequ&amp;ecirc;ncia de contactos de docentes abrangidos pelo processo, que t&amp;ecirc;m colocado d&amp;uacute;vidas sobre diferentes aspetos da sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de servi&amp;ccedil;o, a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do percurso formativo, as eventuais dispensas de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as responsabilidades das diferentes entidades envolvidas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Desta forma, a FENPROF tem acompanhado a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atuais processos de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o, tendo suscitado, junto do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), no &amp;acirc;mbito das reuni&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente e do regime de recrutamento e sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, diversas quest&amp;otilde;es relacionadas com a sua operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Para a FENPROF, num contexto em que a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o assume particular import&amp;acirc;ncia face &amp;agrave; escassez de docentes profissionalizados, &amp;eacute; fundamental garantir que todos os professores abrangidos disp&amp;otilde;em de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivas para realizar e concluir a sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade, gratuitamente e segundo regras claras, transparentes e uniformemente aplicadas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o questiona, em particular, a AGSE sobre os mecanismos de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o MECI, a pr&amp;oacute;pria Ag&amp;ecirc;ncia e as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior envolvidas na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pretende tamb&amp;eacute;m saber se existem orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es dirigidas &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es parceiras para assegurar uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o uniforme dos crit&amp;eacute;rios e, em caso afirmativo, solicita o acesso a essa documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Outro dos aspetos suscitados prende-se com os crit&amp;eacute;rios utilizados para contabilizar o tempo de servi&amp;ccedil;o e determinar a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, incluindo a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es relativas &amp;agrave; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;dispensa de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, designadamente do segundo ano da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando aplic&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF considera igualmente necess&amp;aacute;rio garantir que as diferen&amp;ccedil;as entre modelos e m&amp;eacute;todos de ensino adotados pelas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior n&amp;atilde;o resultem em tratamentos diferenciados dos docentes abrangidos pelo mesmo regime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Com este pedido, a FENPROF pretende obter &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;clareza sobre as regras, responsabilidades e procedimentos aplic&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, assegurando maior previsibilidade e seguran&amp;ccedil;a aos docentes e uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coerente do regime de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o em todo o pa&amp;iacute;s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF continua, igualmente, a aguardar resposta da AGSE aos pedidos de esclarecimento apresentados sobre a retirada ou exclus&amp;atilde;o de docentes das listas de Mobilidade Interna, por motivo de &amp;laquo;profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&amp;raquo;, incluindo situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes que se encontram a frequentar mestrados em ensino. A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel o esclarecimento urgente destas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, atendendo &amp;agrave;s consequ&amp;ecirc;ncias que podem ter na coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no exerc&amp;iacute;cio de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes abrangidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Lisboa, 18 de setembro de 2026&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 5 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento 5 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 5&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 18 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 4 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 4 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 15 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</guid></item><item><title>O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula | Dois problemas que não podem ser confundidos</title><link>https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Dois problemas que n&amp;atilde;o podem ser confundidos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, h&amp;aacute; dois problemas particularmente graves que importa distinguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro &amp;eacute; a falta de professores que deixa milhares de alunos sem docente e que assume uma gravidade muito particular no 1.&amp;ordm; ciclo. Quando uma turma tem apenas um professor, a aus&amp;ecirc;ncia desse docente n&amp;atilde;o significa a perda de uma entre v&amp;aacute;rias refer&amp;ecirc;ncias: significa, muitas vezes, que aquelas crian&amp;ccedil;as ficam sem o seu &amp;uacute;nico professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo problema &amp;eacute; o dos alunos que continuam sem escola. E este problema n&amp;atilde;o pode ser confundido com a falta de professores. Estamos a falar de centenas de crian&amp;ccedil;as e jovens que chegaram ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem saber sequer qual seria a escola que iriam frequentar. Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; igualmente importante perguntar: como foi poss&amp;iacute;vel chegar a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Uma parte da resposta est&amp;aacute; na aus&amp;ecirc;ncia de um instrumento fundamental de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar com os agrupamentos de escolas, que n&amp;atilde;o foram realizadas ap&amp;oacute;s o final do ano letivo anterior. Essas reuni&amp;otilde;es n&amp;atilde;o eram uma formalidade burocr&amp;aacute;tica. Eram precisamente o momento em que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e as escolas podiam, no territ&amp;oacute;rio, confrontar as previs&amp;otilde;es de alunos com a capacidade existente, identificar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de vagas, antecipar necessidades e procurar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do in&amp;iacute;cio das aulas. Era nesse momento que os problemas podiam ser identificados e resolvidos atempadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da DGEstE e a redistribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das suas compet&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o dispensavam a continuidade deste trabalho de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as escolas. Pelo contr&amp;aacute;rio, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os exigia particular aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mecanismos de planeamento da rede escolar, precisamente para evitar que a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa comprometesse a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada das necessidades e a procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou, ali&amp;aacute;s, diretamente o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esta quest&amp;atilde;o, durante uma reuni&amp;atilde;o realizada no &amp;acirc;mbito da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de concursos. Na ocasi&amp;atilde;o, o ministro considerou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o constituiria um problema, remetendo para a AGSE a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pontuais que viessem a surgir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao n&amp;atilde;o assegurar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar, o Minist&amp;eacute;rio prescindiu de um mecanismo de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permitia antecipar problemas. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o agora verificada evidencia as limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma resposta assente na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das dificuldades, quando o ano letivo j&amp;aacute; est&amp;aacute; a come&amp;ccedil;ar. E o resultado est&amp;aacute; hoje &amp;agrave; vista: cheg&amp;aacute;mos ao in&amp;iacute;cio do ano letivo com centenas de alunos ainda sem escola. N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante uma inevitabilidade. Estamos perante um problema que deveria ter sido antecipado. E &amp;eacute; precisamente isso que torna a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o particularmente grave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o pode deixar de promover os mecanismos de planeamento da rede escolar, retirar capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos servi&amp;ccedil;os territorialmente pr&amp;oacute;ximos das escolas e, depois, apresentar os problemas que da&amp;iacute; resultam como se fossem acontecimentos imprevis&amp;iacute;veis. Os problemas da rede escolar n&amp;atilde;o aparecem no primeiro dia de aulas. S&amp;atilde;o conhecidos, previs&amp;iacute;veis e identific&amp;aacute;veis meses antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; para isso que deve existir uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no territ&amp;oacute;rio. Quando esses mecanismos s&amp;atilde;o abandonados, n&amp;atilde;o desaparecem as necessidades das crian&amp;ccedil;as e dos jovens. Desaparece, isso sim, a capacidade do Estado para as antecipar e resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas esta dimens&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser escondida por detr&amp;aacute;s do problema, igualmente grave, da falta de professores. Uma coisa &amp;eacute; um aluno ter escola, mas n&amp;atilde;o ter professor. Outra, ainda mais elementar e grave, &amp;eacute; um aluno chegar ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem sequer ter escola atribu&amp;iacute;da. S&amp;atilde;o problemas diferentes, com causas e respostas diferentes. E ambos revelam uma mesma quest&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de planeamento e de resposta da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que surge um terceiro problema: a resposta que est&amp;aacute; a ser dada &amp;agrave; press&amp;atilde;o sobre a rede escolar e &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vez de refor&amp;ccedil;ar a capacidade da Escola P&amp;uacute;blica, contratar os professores necess&amp;aacute;rios, antecipar necessidades e encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rede atempadamente, a resposta passa, em muitas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por sobrelotar as turmas. Ou seja: um problema de planeamento e de falta de recursos origina um outro problema dentro da sala de aula. E esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; pedagogicamente neutra. N&amp;atilde;o estamos a falar apenas de quantos alunos cabem fisicamente numa sala. Estamos a falar das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas em que um professor consegue ensinar e em que um aluno consegue aprender. Uma turma maior n&amp;atilde;o significa simplesmente mais umas cadeiras e umas mesas na sala, embora mesmo isso seja, tantas vezes, dif&amp;iacute;cil ou imposs&amp;iacute;vel garantir. Mas significa tamb&amp;eacute;m mais alunos para ensinar, ouvir, avaliar, acompanhar e apoiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, ali&amp;aacute;s, sublinhar que o aumento, ainda que excecional, da dimens&amp;atilde;o das turmas n&amp;atilde;o pode ser tratado como uma mera decis&amp;atilde;o administrativa discricion&amp;aacute;ria. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece regras concretas para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de turmas e estabelece que a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a continuidade, a t&amp;iacute;tulo excecional, de turmas com n&amp;uacute;mero de alunos superior aos limites estabelecidos, carece de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho pedag&amp;oacute;gico, mediante an&amp;aacute;lise de proposta fundamentada do estabelecimento de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto significa que, quando s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;das ou mantidas turmas acima dos limites legalmente estabelecidos, n&amp;atilde;o basta invocar a necessidade de acomodar alunos. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio cumprir os procedimentos e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas na lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode, por um lado, falhar no planeamento da rede escolar e na antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das necessidades e, por outro, responder &amp;agrave;s falhas atrav&amp;eacute;s do aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas, como se os limites legalmente estabelecidos pudessem ser ultrapassados sem o cumprimento dos procedimentos exigidos e sem ter em conta as consequ&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gicas e nas aprendizagens que o alargamento produz. Mais alunos numa turma significam mais trabalhos para corrigir. Mais aprendizagens para monitorizar. Mais dificuldades para identificar. Mais alunos a solicitar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mais diversidade de ritmos e necessidades. E, simultaneamente, menos tempo dispon&amp;iacute;vel para cada um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que os alunos mais fr&amp;aacute;geis, com necessidades espec&amp;iacute;ficas de aprendizagem, com portugu&amp;ecirc;s l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o materna, com dificuldades de aprendizagem, podem ficar mais prejudicados. Um aluno com facilidade de aprendizagem pode conseguir compensar em grande medida uma menor disponibilidade do professor. Mas um aluno com dificuldades de leitura, escrita ou c&amp;aacute;lculo precisa de mais acompanhamento, n&amp;atilde;o de menos. Precisa de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de feedback. Precisa que o professor consiga identificar rapidamente onde est&amp;aacute; o problema e intervir antes que uma dificuldade se transforme numa lacuna acumulada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda de capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa, a aus&amp;ecirc;ncia de mecanismos de planeamento, a falta de professores e o aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas fazem parte de um problema mais amplo: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica promovida pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas do governo. E uma Escola P&amp;uacute;blica permanentemente confrontada com falta de recursos, falta de professores, turmas sobrecarregadas e menor capacidade de acompanhamento &amp;eacute; uma Escola P&amp;uacute;blica progressivamente fragilizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:52:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</guid></item><item><title>Professores doentes não podem ser responsabilizados pela falta de docentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</link><description>&lt;h3&gt;Professores doentes n&amp;atilde;o podem ser responsabilizados pela falta de docentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao destacar a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, numa s&amp;oacute; semana, de &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo; e ao associar esse n&amp;uacute;mero &amp;agrave; necessidade de substituir outros tantos docentes, estabelecem uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a FENPROF rejeita: a falta de professores nas escolas n&amp;atilde;o pode ser imputada aos docentes que se encontram doentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o ministro, na semana passada foram recebidos &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo;, acrescentando que seriam &amp;laquo;mais 2000 que ter&amp;atilde;o de ser substitu&amp;iacute;dos&amp;raquo;. O n&amp;uacute;mero, apresentado isoladamente, pode impressionar, mas exige contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: num universo de cerca de 150 mil docentes, igualmente referido pelo pr&amp;oacute;prio ministro, representa o equivalente a duas baixas m&amp;eacute;dicas em 150 trabalhadores, ou seja, aproximadamente 1,3%. Mas mais importante do que a dimens&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, perceber o que ele efetivamente representa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quantos correspondem a novas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de incapacidade tempor&amp;aacute;ria para o trabalho iniciadas naquela semana e quantos respeitam &amp;agrave; prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a j&amp;aacute; existentes? Com efeito, a prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incapacidade tempor&amp;aacute;ria implica a emiss&amp;atilde;o de um novo CIT, sem que da&amp;iacute; resulte uma nova aus&amp;ecirc;ncia ou uma nova necessidade de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sem esta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, associar os 2000 atestados recebidos naquela semana a 2000 novas necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o transmite uma ideia que os dados divulgados pelo ministro, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o permitem sustentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existe fundamento para alimentar a ideia de que os professores recorrem &amp;agrave; baixa m&amp;eacute;dica de forma anormal. Um estudo do EDULOG, divulgado em 2024, sobre o absentismo docente, mostra que entre 30% e 40% dos professores nunca faltam e cerca de 50% fazem-no apenas ocasionalmente, concentrando-se 80% dos dias de aus&amp;ecirc;ncia em apenas 10% dos docentes, sobretudo entre os mais envelhecidos e com historial de doen&amp;ccedil;a continuada. Segundo a coordenadora do estudo, esta &amp;eacute; uma realidade semelhante &amp;agrave; de qualquer outra profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ali&amp;aacute;s, um dado particularmente relevante perante as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es agora proferidas pelo ministro: mais de 80% das faltas analisadas no estudo s&amp;atilde;o de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior a 30 dias, predominando, entre as aus&amp;ecirc;ncias prolongadas, as que se situam entre 120 e 240 dias. Estamos, portanto, em grande medida, perante situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a prolongada. As necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o por doen&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o constituem, por isso, um fen&amp;oacute;meno inesperado que surja subitamente no in&amp;iacute;cio de cada ano letivo: s&amp;atilde;o uma realidade conhecida, previs&amp;iacute;vel e quantific&amp;aacute;vel, para a qual o sistema educativo tem de estar preparado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade n&amp;atilde;o pode ser desligada do acentuado envelhecimento da profiss&amp;atilde;o nem da crescente sobrecarga a que os docentes t&amp;ecirc;m vindo a ser sujeitos. O pr&amp;oacute;prio MECI reconheceu, em janeiro de 2026, que o recurso &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias constitui uma das medidas do plano +Aulas +Sucesso para reduzir o n&amp;uacute;mero de alunos sem aulas, anunciando que os pagamentos efetuados no m&amp;ecirc;s anterior abrangiam 30 467 professores. Mais recentemente, o Decreto-Lei n.&amp;ordm; 175/2026, de 3 de setembro, manteve e atualizou os mecanismos de recurso ao servi&amp;ccedil;o docente extraordin&amp;aacute;rio e &amp;agrave; acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao mesmo tempo que procura incentivar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas de docentes que j&amp;aacute; re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta &amp;agrave; falta de professores continua, assim, a assentar tamb&amp;eacute;m num esfor&amp;ccedil;o acrescido daqueles que permanecem no sistema. &amp;Eacute; particularmente contradit&amp;oacute;rio que se intensifique o trabalho e se procure prolongar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma classe profissional profundamente envelhecida e, simultaneamente, se apresentem as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a como explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um problema que &amp;eacute; estrutural e h&amp;aacute; muito conhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores adoecem, como adoecem os restantes trabalhadores. A quest&amp;atilde;o que deveria preocupar o Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atestados m&amp;eacute;dicos por quem est&amp;aacute; doente, mas a garantia de que o sistema disp&amp;otilde;e dos docentes necess&amp;aacute;rios para substituir aqueles que, temporariamente, n&amp;atilde;o podem exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobretudo, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os atestados apresentados numa determinada semana que explicam um problema que &amp;eacute; estrutural e que j&amp;aacute; existia antes deles. Os dados divulgados pela FENPROF mostram que, na semana de 7 a 11 de setembro de 2026, foram lan&amp;ccedil;ados em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola 1453 hor&amp;aacute;rios, correspondentes a 25 488 horas, mais 6% e 7%, respetivamente, do que no per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo de 2025. A estimativa aponta para mais de 110 mil alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a press&amp;atilde;o sobre o sistema continuar&amp;aacute; a aumentar por raz&amp;otilde;es que nada t&amp;ecirc;m a ver com baixas m&amp;eacute;dicas. S&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro aposentam-se 1102 docentes, que sair&amp;atilde;o definitivamente do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, portanto, necess&amp;aacute;rio inverter a discuss&amp;atilde;o. Se o envelhecimento da profiss&amp;atilde;o e as necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o conhecidos, estudados e previs&amp;iacute;veis h&amp;aacute; anos, a pergunta n&amp;atilde;o pode ser por que raz&amp;atilde;o existem professores de baixa. A pergunta que se imp&amp;otilde;e &amp;eacute; outra: &lt;strong&gt;por que raz&amp;atilde;o continua o sistema educativo sem dispor de uma reserva de docentes capaz de assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que inevitavelmente devem ocorrer?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema da Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os professores que adoecem. O problema &amp;eacute; a falta estrutural de professores e a incapacidade, h&amp;aacute; muito identificada, de atrair e manter na profiss&amp;atilde;o docentes em n&amp;uacute;mero suficiente para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas e tamb&amp;eacute;m para assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tempor&amp;aacute;rias que, num sistema com cerca de 150 mil docentes, inevitavelmente ocorrer&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsabilizar, ainda que implicitamente, os professores que se encontram doentes n&amp;atilde;o resolve um &amp;uacute;nico hor&amp;aacute;rio por preencher. Valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, reduzir a sobrecarga, rejuvenescer o corpo docente e criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que existam professores dispon&amp;iacute;veis onde s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</guid></item><item><title>Minuta | Candidatura ao apoio extraordinário à deslocação permanece encerrada</title><link>https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Minuta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Candidatura ao apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanece encerrada&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Face &amp;agrave; impossibilidade de formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido, a FENPROF e os seus sindicatos disponibilizam uma &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/0DAAC3CB13E0D2D8113693AF2BF950CB/requerimento-sobre-indisponibilidade-para-pedido-de-apoio-a-deslocacao.docx" target="_blank"&gt;minuta&lt;/a&gt; [clique para descarregar] de requerimento relativo aos apoios &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o previstos na lei. Devidamente preenchida, deve ser remetida ao presidente da AGSE, entidade que passou a ter a responsabilidade de tratar estes assuntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na plataforma SIGRHE continua, portanto, a n&amp;atilde;o ser poss&amp;iacute;vel realizar a candidatura ao apoio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o criado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024, de 13 de setembro e alargado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 108/2025, de 19 de setembro. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada &amp;eacute;, apenas, &amp;ldquo;Candidatura ao Regime de Apoio Extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; Desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o encerrada temporariamente".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige que o pagamento daquele apoio seja feito de forma atempada, pelo que &amp;eacute; urgente que os eventuais problemas t&amp;eacute;cnicos &amp;ndash; ou outros &amp;ndash; com a plataforma sejam resolvidos de imediato. A FENPROF recusa qualquer penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que s&amp;atilde;o alheios. O uso e envio da minuta &amp;eacute; um meio para pressionar a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas e para garantir que n&amp;atilde;o venham a ser os docentes a arcar com preju&amp;iacute;zos por causa do encerramento de candidaturas que se mant&amp;eacute;m &amp;agrave; data de hoje, 15 de setembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</guid></item></channel></rss>