<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Pré-Escolar</title><link>https://www.spgl.pt:443/pre-escolar</link><description>Pré-Escolar</description><item><title>Reserva de Recrutamento 5 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento 5 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 5&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 18 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:28:45 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 4 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 4 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 4&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 15 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 12:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-4-2026-2027</guid></item><item><title>O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula | Dois problemas que não podem ser confundidos</title><link>https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Dois problemas que n&amp;atilde;o podem ser confundidos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, h&amp;aacute; dois problemas particularmente graves que importa distinguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro &amp;eacute; a falta de professores que deixa milhares de alunos sem docente e que assume uma gravidade muito particular no 1.&amp;ordm; ciclo. Quando uma turma tem apenas um professor, a aus&amp;ecirc;ncia desse docente n&amp;atilde;o significa a perda de uma entre v&amp;aacute;rias refer&amp;ecirc;ncias: significa, muitas vezes, que aquelas crian&amp;ccedil;as ficam sem o seu &amp;uacute;nico professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo problema &amp;eacute; o dos alunos que continuam sem escola. E este problema n&amp;atilde;o pode ser confundido com a falta de professores. Estamos a falar de centenas de crian&amp;ccedil;as e jovens que chegaram ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem saber sequer qual seria a escola que iriam frequentar. Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; igualmente importante perguntar: como foi poss&amp;iacute;vel chegar a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Uma parte da resposta est&amp;aacute; na aus&amp;ecirc;ncia de um instrumento fundamental de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar com os agrupamentos de escolas, que n&amp;atilde;o foram realizadas ap&amp;oacute;s o final do ano letivo anterior. Essas reuni&amp;otilde;es n&amp;atilde;o eram uma formalidade burocr&amp;aacute;tica. Eram precisamente o momento em que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e as escolas podiam, no territ&amp;oacute;rio, confrontar as previs&amp;otilde;es de alunos com a capacidade existente, identificar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de vagas, antecipar necessidades e procurar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do in&amp;iacute;cio das aulas. Era nesse momento que os problemas podiam ser identificados e resolvidos atempadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da DGEstE e a redistribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das suas compet&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o dispensavam a continuidade deste trabalho de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as escolas. Pelo contr&amp;aacute;rio, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os exigia particular aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mecanismos de planeamento da rede escolar, precisamente para evitar que a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa comprometesse a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada das necessidades e a procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou, ali&amp;aacute;s, diretamente o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esta quest&amp;atilde;o, durante uma reuni&amp;atilde;o realizada no &amp;acirc;mbito da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de concursos. Na ocasi&amp;atilde;o, o ministro considerou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o constituiria um problema, remetendo para a AGSE a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pontuais que viessem a surgir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao n&amp;atilde;o assegurar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar, o Minist&amp;eacute;rio prescindiu de um mecanismo de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permitia antecipar problemas. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o agora verificada evidencia as limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma resposta assente na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das dificuldades, quando o ano letivo j&amp;aacute; est&amp;aacute; a come&amp;ccedil;ar. E o resultado est&amp;aacute; hoje &amp;agrave; vista: cheg&amp;aacute;mos ao in&amp;iacute;cio do ano letivo com centenas de alunos ainda sem escola. N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante uma inevitabilidade. Estamos perante um problema que deveria ter sido antecipado. E &amp;eacute; precisamente isso que torna a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o particularmente grave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o pode deixar de promover os mecanismos de planeamento da rede escolar, retirar capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos servi&amp;ccedil;os territorialmente pr&amp;oacute;ximos das escolas e, depois, apresentar os problemas que da&amp;iacute; resultam como se fossem acontecimentos imprevis&amp;iacute;veis. Os problemas da rede escolar n&amp;atilde;o aparecem no primeiro dia de aulas. S&amp;atilde;o conhecidos, previs&amp;iacute;veis e identific&amp;aacute;veis meses antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; para isso que deve existir uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no territ&amp;oacute;rio. Quando esses mecanismos s&amp;atilde;o abandonados, n&amp;atilde;o desaparecem as necessidades das crian&amp;ccedil;as e dos jovens. Desaparece, isso sim, a capacidade do Estado para as antecipar e resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas esta dimens&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser escondida por detr&amp;aacute;s do problema, igualmente grave, da falta de professores. Uma coisa &amp;eacute; um aluno ter escola, mas n&amp;atilde;o ter professor. Outra, ainda mais elementar e grave, &amp;eacute; um aluno chegar ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem sequer ter escola atribu&amp;iacute;da. S&amp;atilde;o problemas diferentes, com causas e respostas diferentes. E ambos revelam uma mesma quest&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de planeamento e de resposta da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que surge um terceiro problema: a resposta que est&amp;aacute; a ser dada &amp;agrave; press&amp;atilde;o sobre a rede escolar e &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vez de refor&amp;ccedil;ar a capacidade da Escola P&amp;uacute;blica, contratar os professores necess&amp;aacute;rios, antecipar necessidades e encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rede atempadamente, a resposta passa, em muitas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por sobrelotar as turmas. Ou seja: um problema de planeamento e de falta de recursos origina um outro problema dentro da sala de aula. E esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; pedagogicamente neutra. N&amp;atilde;o estamos a falar apenas de quantos alunos cabem fisicamente numa sala. Estamos a falar das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas em que um professor consegue ensinar e em que um aluno consegue aprender. Uma turma maior n&amp;atilde;o significa simplesmente mais umas cadeiras e umas mesas na sala, embora mesmo isso seja, tantas vezes, dif&amp;iacute;cil ou imposs&amp;iacute;vel garantir. Mas significa tamb&amp;eacute;m mais alunos para ensinar, ouvir, avaliar, acompanhar e apoiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, ali&amp;aacute;s, sublinhar que o aumento, ainda que excecional, da dimens&amp;atilde;o das turmas n&amp;atilde;o pode ser tratado como uma mera decis&amp;atilde;o administrativa discricion&amp;aacute;ria. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece regras concretas para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de turmas e estabelece que a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a continuidade, a t&amp;iacute;tulo excecional, de turmas com n&amp;uacute;mero de alunos superior aos limites estabelecidos, carece de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho pedag&amp;oacute;gico, mediante an&amp;aacute;lise de proposta fundamentada do estabelecimento de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto significa que, quando s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;das ou mantidas turmas acima dos limites legalmente estabelecidos, n&amp;atilde;o basta invocar a necessidade de acomodar alunos. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio cumprir os procedimentos e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas na lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode, por um lado, falhar no planeamento da rede escolar e na antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das necessidades e, por outro, responder &amp;agrave;s falhas atrav&amp;eacute;s do aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas, como se os limites legalmente estabelecidos pudessem ser ultrapassados sem o cumprimento dos procedimentos exigidos e sem ter em conta as consequ&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gicas e nas aprendizagens que o alargamento produz. Mais alunos numa turma significam mais trabalhos para corrigir. Mais aprendizagens para monitorizar. Mais dificuldades para identificar. Mais alunos a solicitar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mais diversidade de ritmos e necessidades. E, simultaneamente, menos tempo dispon&amp;iacute;vel para cada um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que os alunos mais fr&amp;aacute;geis, com necessidades espec&amp;iacute;ficas de aprendizagem, com portugu&amp;ecirc;s l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o materna, com dificuldades de aprendizagem, podem ficar mais prejudicados. Um aluno com facilidade de aprendizagem pode conseguir compensar em grande medida uma menor disponibilidade do professor. Mas um aluno com dificuldades de leitura, escrita ou c&amp;aacute;lculo precisa de mais acompanhamento, n&amp;atilde;o de menos. Precisa de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de feedback. Precisa que o professor consiga identificar rapidamente onde est&amp;aacute; o problema e intervir antes que uma dificuldade se transforme numa lacuna acumulada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda de capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa, a aus&amp;ecirc;ncia de mecanismos de planeamento, a falta de professores e o aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas fazem parte de um problema mais amplo: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica promovida pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas do governo. E uma Escola P&amp;uacute;blica permanentemente confrontada com falta de recursos, falta de professores, turmas sobrecarregadas e menor capacidade de acompanhamento &amp;eacute; uma Escola P&amp;uacute;blica progressivamente fragilizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:52:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</guid></item><item><title>Professores doentes não podem ser responsabilizados pela falta de docentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</link><description>&lt;h3&gt;Professores doentes n&amp;atilde;o podem ser responsabilizados pela falta de docentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao destacar a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, numa s&amp;oacute; semana, de &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo; e ao associar esse n&amp;uacute;mero &amp;agrave; necessidade de substituir outros tantos docentes, estabelecem uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a FENPROF rejeita: a falta de professores nas escolas n&amp;atilde;o pode ser imputada aos docentes que se encontram doentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o ministro, na semana passada foram recebidos &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo;, acrescentando que seriam &amp;laquo;mais 2000 que ter&amp;atilde;o de ser substitu&amp;iacute;dos&amp;raquo;. O n&amp;uacute;mero, apresentado isoladamente, pode impressionar, mas exige contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: num universo de cerca de 150 mil docentes, igualmente referido pelo pr&amp;oacute;prio ministro, representa o equivalente a duas baixas m&amp;eacute;dicas em 150 trabalhadores, ou seja, aproximadamente 1,3%. Mas mais importante do que a dimens&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, perceber o que ele efetivamente representa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quantos correspondem a novas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de incapacidade tempor&amp;aacute;ria para o trabalho iniciadas naquela semana e quantos respeitam &amp;agrave; prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a j&amp;aacute; existentes? Com efeito, a prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incapacidade tempor&amp;aacute;ria implica a emiss&amp;atilde;o de um novo CIT, sem que da&amp;iacute; resulte uma nova aus&amp;ecirc;ncia ou uma nova necessidade de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sem esta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, associar os 2000 atestados recebidos naquela semana a 2000 novas necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o transmite uma ideia que os dados divulgados pelo ministro, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o permitem sustentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existe fundamento para alimentar a ideia de que os professores recorrem &amp;agrave; baixa m&amp;eacute;dica de forma anormal. Um estudo do EDULOG, divulgado em 2024, sobre o absentismo docente, mostra que entre 30% e 40% dos professores nunca faltam e cerca de 50% fazem-no apenas ocasionalmente, concentrando-se 80% dos dias de aus&amp;ecirc;ncia em apenas 10% dos docentes, sobretudo entre os mais envelhecidos e com historial de doen&amp;ccedil;a continuada. Segundo a coordenadora do estudo, esta &amp;eacute; uma realidade semelhante &amp;agrave; de qualquer outra profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ali&amp;aacute;s, um dado particularmente relevante perante as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es agora proferidas pelo ministro: mais de 80% das faltas analisadas no estudo s&amp;atilde;o de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior a 30 dias, predominando, entre as aus&amp;ecirc;ncias prolongadas, as que se situam entre 120 e 240 dias. Estamos, portanto, em grande medida, perante situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a prolongada. As necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o por doen&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o constituem, por isso, um fen&amp;oacute;meno inesperado que surja subitamente no in&amp;iacute;cio de cada ano letivo: s&amp;atilde;o uma realidade conhecida, previs&amp;iacute;vel e quantific&amp;aacute;vel, para a qual o sistema educativo tem de estar preparado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade n&amp;atilde;o pode ser desligada do acentuado envelhecimento da profiss&amp;atilde;o nem da crescente sobrecarga a que os docentes t&amp;ecirc;m vindo a ser sujeitos. O pr&amp;oacute;prio MECI reconheceu, em janeiro de 2026, que o recurso &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias constitui uma das medidas do plano +Aulas +Sucesso para reduzir o n&amp;uacute;mero de alunos sem aulas, anunciando que os pagamentos efetuados no m&amp;ecirc;s anterior abrangiam 30 467 professores. Mais recentemente, o Decreto-Lei n.&amp;ordm; 175/2026, de 3 de setembro, manteve e atualizou os mecanismos de recurso ao servi&amp;ccedil;o docente extraordin&amp;aacute;rio e &amp;agrave; acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao mesmo tempo que procura incentivar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas de docentes que j&amp;aacute; re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta &amp;agrave; falta de professores continua, assim, a assentar tamb&amp;eacute;m num esfor&amp;ccedil;o acrescido daqueles que permanecem no sistema. &amp;Eacute; particularmente contradit&amp;oacute;rio que se intensifique o trabalho e se procure prolongar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma classe profissional profundamente envelhecida e, simultaneamente, se apresentem as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a como explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um problema que &amp;eacute; estrutural e h&amp;aacute; muito conhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores adoecem, como adoecem os restantes trabalhadores. A quest&amp;atilde;o que deveria preocupar o Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atestados m&amp;eacute;dicos por quem est&amp;aacute; doente, mas a garantia de que o sistema disp&amp;otilde;e dos docentes necess&amp;aacute;rios para substituir aqueles que, temporariamente, n&amp;atilde;o podem exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobretudo, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os atestados apresentados numa determinada semana que explicam um problema que &amp;eacute; estrutural e que j&amp;aacute; existia antes deles. Os dados divulgados pela FENPROF mostram que, na semana de 7 a 11 de setembro de 2026, foram lan&amp;ccedil;ados em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola 1453 hor&amp;aacute;rios, correspondentes a 25 488 horas, mais 6% e 7%, respetivamente, do que no per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo de 2025. A estimativa aponta para mais de 110 mil alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a press&amp;atilde;o sobre o sistema continuar&amp;aacute; a aumentar por raz&amp;otilde;es que nada t&amp;ecirc;m a ver com baixas m&amp;eacute;dicas. S&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro aposentam-se 1102 docentes, que sair&amp;atilde;o definitivamente do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, portanto, necess&amp;aacute;rio inverter a discuss&amp;atilde;o. Se o envelhecimento da profiss&amp;atilde;o e as necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o conhecidos, estudados e previs&amp;iacute;veis h&amp;aacute; anos, a pergunta n&amp;atilde;o pode ser por que raz&amp;atilde;o existem professores de baixa. A pergunta que se imp&amp;otilde;e &amp;eacute; outra: &lt;strong&gt;por que raz&amp;atilde;o continua o sistema educativo sem dispor de uma reserva de docentes capaz de assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que inevitavelmente devem ocorrer?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema da Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os professores que adoecem. O problema &amp;eacute; a falta estrutural de professores e a incapacidade, h&amp;aacute; muito identificada, de atrair e manter na profiss&amp;atilde;o docentes em n&amp;uacute;mero suficiente para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas e tamb&amp;eacute;m para assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tempor&amp;aacute;rias que, num sistema com cerca de 150 mil docentes, inevitavelmente ocorrer&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsabilizar, ainda que implicitamente, os professores que se encontram doentes n&amp;atilde;o resolve um &amp;uacute;nico hor&amp;aacute;rio por preencher. Valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, reduzir a sobrecarga, rejuvenescer o corpo docente e criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que existam professores dispon&amp;iacute;veis onde s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</guid></item><item><title>Minuta | Candidatura ao apoio extraordinário à deslocação permanece encerrada</title><link>https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Minuta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Candidatura ao apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanece encerrada&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Face &amp;agrave; impossibilidade de formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido, a FENPROF e os seus sindicatos disponibilizam uma &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/0DAAC3CB13E0D2D8113693AF2BF950CB/requerimento-sobre-indisponibilidade-para-pedido-de-apoio-a-deslocacao.docx" target="_blank"&gt;minuta&lt;/a&gt; [clique para descarregar] de requerimento relativo aos apoios &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o previstos na lei. Devidamente preenchida, deve ser remetida ao presidente da AGSE, entidade que passou a ter a responsabilidade de tratar estes assuntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na plataforma SIGRHE continua, portanto, a n&amp;atilde;o ser poss&amp;iacute;vel realizar a candidatura ao apoio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o criado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024, de 13 de setembro e alargado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 108/2025, de 19 de setembro. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada &amp;eacute;, apenas, &amp;ldquo;Candidatura ao Regime de Apoio Extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; Desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o encerrada temporariamente".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige que o pagamento daquele apoio seja feito de forma atempada, pelo que &amp;eacute; urgente que os eventuais problemas t&amp;eacute;cnicos &amp;ndash; ou outros &amp;ndash; com a plataforma sejam resolvidos de imediato. A FENPROF recusa qualquer penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que s&amp;atilde;o alheios. O uso e envio da minuta &amp;eacute; um meio para pressionar a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas e para garantir que n&amp;atilde;o venham a ser os docentes a arcar com preju&amp;iacute;zos por causa do encerramento de candidaturas que se mant&amp;eacute;m &amp;agrave; data de hoje, 15 de setembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</guid></item><item><title>Greve ao sobretrabalho, horas extraordinárias e CNLE 2026/27</title><link>https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Greve ao sobretrabalho, horas extraordin&amp;aacute;rias e CNLE 2026/27&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &amp;eacute; tempo de dizer basta ao trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/h3&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;35 horas s&amp;atilde;o 35 horas! O trabalho que ultrapassa o hor&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser imposto, escondido ou ficar por pagar.&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; anos que a FENPROF denuncia os abusos na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios dos professores e educadores. H&amp;aacute; anos que exige ao MECI solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es claras e respeito pela lei. Mas o Governo continua a nada fazer, permitindo que se generalizem situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sobrecarga, desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e verdadeiro&amp;nbsp;trabalho n&amp;atilde;o pago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas escolas, o problema &amp;eacute; conhecido: hor&amp;aacute;rios que ultrapassam as 35 horas, trabalho que &amp;eacute; indevidamente empurrado para a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento, tarefas que invadem a componente individual e um sem-n&amp;uacute;mero de atividades que acabam realizadas para al&amp;eacute;m do hor&amp;aacute;rio, sacrificando o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aulas, o descanso e a vida pessoal e familiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o aceitamos que a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento seja um saco sem fundo. N&amp;atilde;o aceitamos que a componente individual seja usada para esconder trabalho que a escola exige. N&amp;atilde;o aceitamos trabalho extraordin&amp;aacute;rio sem o correspondente reconhecimento e pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E perante a falta de professores, o MECI escolheu o caminho mais f&amp;aacute;cil:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;em vez de atrair e fixar docentes, aumenta o recurso ao servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio e pretende que os professores trabalhem mais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o!&amp;nbsp;&lt;strong&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o se resolve explorando os professores que existem.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta greve &amp;eacute; um grito de indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma resposta &amp;agrave; in&amp;eacute;rcia do Governo. &amp;Eacute; uma greve pelo respeito pelo hor&amp;aacute;rio de trabalho, pela defesa da componente individual, contra a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e pelo reconhecimento e pagamento de todo o trabalho extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de normalizar o abuso!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de fazer mais com menos &amp;mdash; e sempre &amp;agrave; custa dos professores!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &lt;strong&gt;os professores dizem BASTA&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;35 HORAS S&amp;Atilde;O 35 HORAS.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;SOBRETRABALHO N&amp;Atilde;O &amp;Eacute; GRATUITO.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;TRABALHO EXTRAORDIN&amp;Aacute;RIO &amp;Eacute; PARA PAGAR.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PELO RESPEITO. PELA DIGNIDADE. PELO DIREITO A TRABALHAR SEM SER EXPLORADO.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, j&amp;aacute; a partir do dia 14 de setembro de 2026 e pelo oitavo ano consecutivo, a FENPROF volta a convocar greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 id="widget-4dban3x6xvzra7t7grzvezqe4x" class="flow-title"&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="widget widget-lista-ficheiros widget-align-left widget-size-100"&gt;&lt;hr class="bg-primary"&gt;
&lt;h4 class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;Consulte aqui pr&amp;eacute;-avisos&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;span class="name"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4ye2xf9z7bg6czjt8zcv54265t"&gt; &lt;img width="905" height="1280" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/221ab0e1/7f42bec6/Cartaz%20GST.png?v=639250021285969371"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:02:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</guid></item><item><title>Conferência de Imprensa | Abertura do Ano Letivo 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Confer&amp;ecirc;ncia de Imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Abertura do Ano Letivo 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mtl4xS-RjGU?si=R23VRZBfQvknrJJI" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, escolhemos o Agrupamento de Escolas Ruy Belo e a EB1/JI de Monte Abra&amp;atilde;o, precisamente um dos agrupamentos mais afetados pela falta de professores e uma escola do primeiro ciclo do ensino b&amp;aacute;sico onde este problema se coloca de forma muito preocupante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; nos locais concretos onde existem problemas concretos que estes t&amp;ecirc;m de ser resolvidos com respostas tamb&amp;eacute;m concretas, n&amp;atilde;o com an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es di&amp;aacute;rias de que o exame da quarta classe vai regressar, de que ser&amp;aacute; feita uma fus&amp;atilde;o do 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos, de que os professores passar&amp;atilde;o a eleger diretamente o diretor e ter&amp;atilde;o um peso eleitoral superior a 50% dos votos, ou de que ser&amp;aacute; valorizado o Estatuto da Carreira Docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es servem apenas para encobrir os problemas concretos com que as escolas, os alunos, os pais e encarregados de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os professores e os demais trabalhadores das escolas se confrontam no arranque deste ano letivo e para procurar transmitir a ideia de que o MECI n&amp;atilde;o s&amp;oacute; &amp;eacute; competente como trabalha afincadamente, numa opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tentativa de limpeza da imagem deixada pelos ca&amp;oacute;ticos exames de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, a realidade das escolas n&amp;atilde;o se apaga com propaganda. Os problemas a&amp;iacute; est&amp;atilde;o e as respostas continuam a n&amp;atilde;o existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF aplicou, nas duas primeiras semanas de setembro, um inqu&amp;eacute;rito junto dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas, cujo relat&amp;oacute;rio distribu&amp;iacute;mos em anexo. O inqu&amp;eacute;rito teve 240 respostas, correspondendo a 29,2% dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas do continente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As respostas obtidas incidiram essencialmente sobre quatro tem&amp;aacute;ticas: a falta de professores, a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, a climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transportes escolares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As principais conclus&amp;otilde;es, que citamos, foram as seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A falta de professores continua a produzir efeitos concretos no funcionamento das escolas, mas n&amp;atilde;o esgota os problemas identificados.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As dificuldades de recrutamento est&amp;atilde;o associadas n&amp;atilde;o apenas &amp;agrave; escassez de candidatos, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; falta de atratividade da carreira, a hor&amp;aacute;rios incompletos e/ou tempor&amp;aacute;rios, &amp;agrave;s substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;agrave; medicina do trabalho e aos custos da habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e das desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A abertura do ano letivo 2026/2027 &amp;eacute; marcada por forte incerteza quanto ao recrutamento.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital enfrenta limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quer em quantidade, quer na qualidade e estado dos equipamentos, quer, ainda, na falta de recursos humanos que a operem.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas s&amp;atilde;o insuficientes numa parcela muito significativa das respostas.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Os transportes e as desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es constituem constrangimentos relevantes para parte das comunidades escolares.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As respostas abertas mostram que a capacidade de funcionamento das escolas depende, simultaneamente, de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais, materiais, infraestruturais, humanas e organizacionais.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Mas detalhemos um pouco mais os principais problemas concretos que existem nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar ao ensino superior e &amp;agrave; investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos setores p&amp;uacute;blico e privado.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ESCOLAS SEM PROFESSORES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se e um ter&amp;ccedil;o dos diretores prev&amp;ecirc; dificuldades ao longo do ano letivo: mais a sul, desde o in&amp;iacute;cio do ano, e mais a norte, ao longo do ano, &amp;agrave; medida que forem sendo necess&amp;aacute;rias substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A norte, o corpo docente &amp;eacute; mais envelhecido, o que ter&amp;aacute; impacto nos n&amp;uacute;meros de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas baixas m&amp;eacute;dicas e nas redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por raz&amp;otilde;es de sa&amp;uacute;de, designadamente no &amp;acirc;mbito da medicina no trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dado novo deste ano letivo &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio ministro avan&amp;ccedil;ar com n&amp;uacute;meros, procurando circunscrever o problema geograficamente e a um reduzido n&amp;uacute;mero de agrupamentos. Essa vers&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem correspond&amp;ecirc;ncia com a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF mant&amp;eacute;m o m&amp;eacute;todo de levantamento de dados que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos vem realizando, recorrendo aos dados oficiais dispon&amp;iacute;veis: o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios e horas lan&amp;ccedil;ados na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola &amp;ndash; nem mais, nem menos que o mecanismo acionado quando a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial e as reservas de recrutamento n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o resposta aos hor&amp;aacute;rios existentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comparando a semana de 7 a 11 de setembro de 2026 com a semana de 8 a 12 de setembro de 2025, constatamos que o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados passou de 1372 para 1453 e o n&amp;uacute;mero de horas de 23806 para 25488, representando um crescimento de 6% e 7%, respetivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Significa isto que o problema se agravou e que, na semana passada, a estimativa apontava para mais de 110 000 alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se significativamente no distrito de Lisboa: de 323 hor&amp;aacute;rios anuais e completos passou-se para 500. No 1.&amp;ordm; CEB, passou-se de 112 hor&amp;aacute;rios completos e anuais para 175.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os distritos mais afetados s&amp;atilde;o Lisboa, Set&amp;uacute;bal, Faro, Leiria e Porto, que ultrapassou Santar&amp;eacute;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, neste contexto, analisar tamb&amp;eacute;m o universo de candidatos que permanece dispon&amp;iacute;vel nas reservas de recrutamento. Ap&amp;oacute;s a RR3, registam-se este ano 17 694 candidaturas, correspondentes a 12 951 candidatos, um n&amp;uacute;mero apenas ligeiramente superior aos 12 929 candidatos registados no mesmo momento do ano anterior. Por&amp;eacute;m, a leitura destes valores globais n&amp;atilde;o traduz a efetiva capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas. Mais de metade das candidaturas ainda dispon&amp;iacute;veis &amp;mdash; 9250, correspondentes a 52,3% do total &amp;mdash; concentra-se no GR 100 (Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar), com 4854 candidaturas, e nos dois grupos de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica, que, em conjunto, somam 4396: 2135 no GR 260 e 2261 no GR 620.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente reveladora &amp;eacute; a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do GR 110 (1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico): apesar de permanecerem dispon&amp;iacute;veis 2695 candidaturas ap&amp;oacute;s a RR3, s&amp;oacute; na semana de 7 a 11 de setembro foram lan&amp;ccedil;ados 285 hor&amp;aacute;rios em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola. Este contraste demonstra que o n&amp;uacute;mero de candidaturas dispon&amp;iacute;veis, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o traduz a capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades concretas das escolas, designadamente tendo em conta a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica dos candidatos e dos hor&amp;aacute;rios por preencher. E n&amp;atilde;o adianta culpar os professores por n&amp;atilde;o estarem dispon&amp;iacute;veis para trabalhar longe de casa quando essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, por for&amp;ccedil;a dos baixos sal&amp;aacute;rios e elevados custos de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, materialmente insustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa igualmente ter presente que o universo de n&amp;atilde;o colocados na Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inicial, que fica dispon&amp;iacute;vel para as subsequentes reservas de recrutamento, &amp;eacute; este ano inferior ao registado no ano anterior: 22 283 candidaturas, contra 23 734 em 2025/2026, e 16 771 candidatos, contra 16 816. Ainda que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de candidatos seja ligeira, estes dados confirmam que n&amp;atilde;o existe um refor&amp;ccedil;o da bolsa dispon&amp;iacute;vel para responder a necessidades que, como vimos, aumentaram face ao ano anterior. A esta realidade acresce a sa&amp;iacute;da, s&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro, de 1 102 docentes por aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aumentando a press&amp;atilde;o sobre a capacidade de resposta do sistema ao longo do ano letivo.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ALUNOS SEM ESCOLA&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o realizar, no final do ano letivo anterior, as reuni&amp;otilde;es locais de defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede escolar, fez com que o problema das matr&amp;iacute;culas, nos concelhos onde o parque escolar &amp;eacute; insuficiente face &amp;agrave; procura, chegasse ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem estar resolvido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo, no concelho onde estamos, Sintra, na semana passada, havia 744 alunos que ainda n&amp;atilde;o tinham escola: 345 no 1.&amp;ordm; CEB, 122 no 2.&amp;ordm;CEB, 144 no 3.&amp;ordm; CEB, 6 em CEF e 127 no ensino secund&amp;aacute;rio. Em Lisboa, de acordo com o jornal Expresso, ser&amp;atilde;o 550.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; absolutamente inaceit&amp;aacute;vel e, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do que se passou com os exames nacionais, pouco abonat&amp;oacute;ria do desempenho da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e do minist&amp;eacute;rio que a tutela.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DIGITAL&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Apesar das proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es em torno do digital, cerca de 66% dos agrupamentos de escolas reportam que os equipamentos inform&amp;aacute;ticos s&amp;atilde;o insuficientes e obsoletos e que mais de um ter&amp;ccedil;o das salas de aula n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e de quadro interativo, computadores ou rede de internet que permitam a pesquisa individual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um governo que tem, inclusive, um minist&amp;eacute;rio respons&amp;aacute;vel pela chamada reforma do Estado e pela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, n&amp;atilde;o deixa de ser significativo que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas fiquem muito aqu&amp;eacute;m dos objetivos anunciados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o fosse o recurso aos kits individuais, aos computadores pessoais dos alunos e professores e ao trabalho extra dos docentes das TIC, muito do que, apesar de tudo, vai sendo feito seria, na pr&amp;aacute;tica, uma impossibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;CONDI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES PARA ENFRENTAR SITUA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES CLIM&amp;Aacute;TICAS ADVERSAS&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Sendo os fen&amp;oacute;menos clim&amp;aacute;ticos extremos uma realidade cada vez mais presente, question&amp;aacute;mos os agrupamentos sobre a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino para fazer face a epis&amp;oacute;dios dessa natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo os respondentes, apenas 22% dos agrupamentos dizem estar preparados para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de elevada precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 27 % para per&amp;iacute;odos de muito calor e 40 % para fen&amp;oacute;menos extremos de muito frio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No geral, 58 % dos diretores dos agrupamentos e escolas n&amp;atilde;o agrupadas afirmam que o edificado n&amp;atilde;o est&amp;aacute; preparado para estes fen&amp;oacute;menos extremos.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSPORTES E DESLOCA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nesta mat&amp;eacute;ria, apesar de 71 % das respostas afirmarem a inexist&amp;ecirc;ncia de problemas, 21 % referem que os hor&amp;aacute;rios dos transportes s&amp;atilde;o inadequados e 11 % que a rede n&amp;atilde;o &amp;eacute; a adequada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11 % das respostas apontam para desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es superiores a 20km, 18 % para longas dist&amp;acirc;ncias e 19 % para o recurso a dois ou mais meios de transporte.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O Ensino Particular e Cooperativo (EPC)iniciou o novo ano letivo com a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos problemas: sobrecarga hor&amp;aacute;ria, sal&amp;aacute;rios baixos, uma carreira demasiado longa (40 anos), entre outros. Perante esta realidade, e embora defenda que a primeira resposta do sistema educativo deve ser sempre a Escola P&amp;uacute;blica, a FENPROF mant&amp;eacute;m o seu compromisso na luta pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes do EPC, recorrendo quer &amp;agrave; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, quer &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de a FENPROF ter conclu&amp;iacute;do recentemente a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho com a Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNEF), perdeu-se, mais uma vez, a oportunidade de valorizar os docentes do EPC e atenuar as desigualdades face ao ensino p&amp;uacute;blico. Mesmo com um significativo financiamento estatal anunciado pelo governo para uma grande parte do setor, nomeadamente no ensino profissional e no ensino art&amp;iacute;stico especializado, as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es patronais do ensino privado mant&amp;ecirc;m-se intransigentes e oferecem &amp;ldquo;migalhas&amp;rdquo; para a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes. Num momento em que a perda do poder de compra &amp;eacute; cada vez maior e o problema da falta de educadores e professores se vai agravando, quando as entidades patronais acordarem para a realidade, poder&amp;aacute; j&amp;aacute; ser tarde e a&amp;iacute; nem o &amp;ldquo;p&amp;atilde;o&amp;rdquo; ser&amp;aacute; suficiente para reter os atuais docentes ou atrair novos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No setor social (IPSS e miseric&amp;oacute;rdias), a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; semelhante. O governo anuncia, todos os anos, milh&amp;otilde;es em verbas para as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que pouco ou nada se refletem ao n&amp;iacute;vel da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Da&amp;iacute; as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e os sal&amp;aacute;rios deste setor serem o principal problema para educadores e professores que nele trabalham. Salienta-se ainda a injusti&amp;ccedil;a que perdura h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos relativamente aos educadores de inf&amp;acirc;ncia em creche que, tanto nas IPSS como nas miseric&amp;oacute;rdias, continuam impedidos de progredir at&amp;eacute; ao topo das suas carreiras, dado o falso argumento utilizado pela CNIS e pela UMP de que n&amp;atilde;o prestam servi&amp;ccedil;o docente, algo que o pr&amp;oacute;prio MECI contraria quando reconhece o tempo de servi&amp;ccedil;o destes colegas e, mais recentemente, refor&amp;ccedil;a essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao assumir a tutela desta val&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO SUPERIOR E INVESTIGA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m no Ensino Superior, o ano letivo inicia-se com problemas estruturais que continuam por resolver e, em alguns casos, se t&amp;ecirc;m agravado. Desde logo, continua a aumentar a precariedade laboral entre os docentes. Segundo os dados oficiais da DGEEC relativos a 2023/2024, os docentes convidados representavam j&amp;aacute; 43% dos docentes do ensino universit&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico e 56% dos docentes do ensino polit&amp;eacute;cnico p&amp;uacute;blico. E a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente preocupante: em algumas categorias, o n&amp;uacute;mero de convidados aumentou mais de 50% desde 2016/2017, chegando quase a duplicar entre os professores adjuntos convidados do polit&amp;eacute;cnico. O recurso &amp;agrave; figura do docente convidado, que deveria responder a necessidades espec&amp;iacute;ficas das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tornou-se uma forma de assegurar necessidades permanentes sem abrir lugares de carreira. A esta precariedade juntam-se pr&amp;aacute;ticas contratuais que em nada valorizam o trabalho dos docentes: contratos de 10 ou 11 meses para assegurar um ano letivo, de 4 ou 5 meses para um semestre, interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos v&amp;iacute;nculos, percentagens de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o correspondem ao trabalho efetivamente exigido ou o n&amp;atilde;o pagamento de direitos quando devidos. Somam-se ainda a sobrecarga de trabalho e, em algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das horas de contacto e de acompanhamento dos estudantes, apresentada como inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica, mas que permite aumentar o servi&amp;ccedil;o distribu&amp;iacute;do a cada docente e reduzir necessidades de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Tudo isto acontece num contexto em que docentes e investigadores perderam perto de 30% do poder de compra nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas e em que os baixos sal&amp;aacute;rios come&amp;ccedil;am j&amp;aacute; a comprometer a atratividade das carreiras, havendo respons&amp;aacute;veis da pr&amp;oacute;pria Universidade de Lisboa a alertar para as dificuldades de atrair e fixar investigadores face &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os sal&amp;aacute;rios praticados e o custo de vida. Num momento de profunda transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino, designadamente pela crescente utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, ser&amp;aacute; dif&amp;iacute;cil exigir mais inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, disponibilidade e qualidade a docentes cada vez mais sobrecarregados e desvalorizados, e ser&amp;aacute; igualmente dif&amp;iacute;cil renovar o sistema, atraindo e mantendo os profissionais mais qualificados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Ci&amp;ecirc;ncia, investigadores e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam sujeitos a uma falta de previsibilidade que se arrasta h&amp;aacute; anos e se agravou no &amp;uacute;ltimo ano. O concurso de Projetos de I&amp;amp;D em Todos os Dom&amp;iacute;nios Cient&amp;iacute;ficos 2023, encerrado em mar&amp;ccedil;o de 2024, s&amp;oacute; teve resultados finais em outubro de 2025; o concurso seguinte, designado 2025, recebeu mais de 4 700 candidaturas e encerrou em mar&amp;ccedil;o deste ano, mas chega ao novo ano letivo ainda sem resultados. No emprego cient&amp;iacute;fico, a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do FCT-Tenure, lan&amp;ccedil;ada no final de 2023, deveria estar j&amp;aacute; conclu&amp;iacute;da, mas continuam a decorrer procedimentos de recrutamento, enquanto a segunda edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inicialmente prevista para 2025, continua por lan&amp;ccedil;ar e o programa Alian&amp;ccedil;a Ci&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; continuidade. Tamb&amp;eacute;m os Laborat&amp;oacute;rios Colaborativos chegaram ao fim do financiamento-base da Miss&amp;atilde;o Interface sem estar assegurado um modelo nacional est&amp;aacute;vel que lhe d&amp;ecirc; continuidade. A tudo isto acrescentou-se a decis&amp;atilde;o de extinguir a FCT e criar a AI&amp;sup2;, anunciada sem uma pr&amp;eacute;via discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica alargada e que gerou forte contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na comunidade cient&amp;iacute;fica. Mais de um ano depois, a AI&amp;sup2; tem administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua por concluir, a FCT mant&amp;eacute;m-se em funcionamento at&amp;eacute; ao final de 2026 e continua por conhecer o contrato-programa que dever&amp;aacute; definir as prioridades, os instrumentos e o financiamento plurianual da nova ag&amp;ecirc;ncia. Para investigadores prec&amp;aacute;rios e para equipas cujos projetos chegam ao fim, tudo isto significa continuar sem saber quando chegar&amp;aacute; o pr&amp;oacute;ximo financiamento e se ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel manter contratos, equipas e linhas de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o Governo continua a promover profundas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Ensino Superior e na Ci&amp;ecirc;ncia sem uma discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, transparente e participada &amp;agrave; altura da sua import&amp;acirc;ncia. Foi assim com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da AI&amp;sup2;, nos processos de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Polit&amp;eacute;cnicos do Porto e de Leiria em institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es universit&amp;aacute;rias e voltou a acontecer com altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturantes como os novos regimes jur&amp;iacute;dicos dos Graus Acad&amp;eacute;micos e Diplomas do Ensino Superior e do Sistema Nacional de Ci&amp;ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aprovados ainda na passada semana. S&amp;atilde;o processos que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m assegurado o necess&amp;aacute;rio envolvimento da comunidade acad&amp;eacute;mica e cient&amp;iacute;fica nem, nas mat&amp;eacute;rias em que se imp&amp;otilde;e, respeitado devidamente os direitos de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, consulta e negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, avan&amp;ccedil;ando apesar das fortes reservas e, em alguns casos, da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entidades t&amp;atilde;o diversas como o Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o CRUP, o CCISP, a APESP e as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais. Reformas desta dimens&amp;atilde;o fazem-se envolvendo quem conhece, trabalha e dirige o sistema e levando seriamente em conta os seus contributos. O que este Governo tem feito sozinho aproxima-se mais do desmantelamento do sistema de Ensino Superior e Ci&amp;ecirc;ncia do que de uma verdadeira reforma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &amp;uacute;ltimo, n&amp;atilde;o podemos deixar de referir o comportamento do MECI no que se refere &amp;agrave; &lt;strong&gt;negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma benesse concedida aos representantes dos trabalhadores. &amp;Eacute; uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o constitucional, um direito dos trabalhadores e um mecanismo fundamental do contrato social vigente numa sociedade democr&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso obriga, particularmente, os governos, uma vez que s&amp;atilde;o quem det&amp;eacute;m o poder, a um comportamento exemplar, s&amp;eacute;rio e respeitador das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se tem passado ao longo destes dois anos de relacionamento institucional est&amp;aacute; longe de o cumprir: a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ECD que o ministro proclama, em carta aos professores, como instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas que adia quest&amp;otilde;es urgentes, e que, naquilo que introduz, &amp;ldquo;funcionariza a profiss&amp;atilde;o&amp;rdquo;, elimina direitos, agrava a precariedade e aumenta a instabilidade dos docentes vinculados longe da sua resid&amp;ecirc;ncia; a desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as propostas substantivas apresentadas ap&amp;oacute;s sufr&amp;aacute;gio de milhares de professores; um minist&amp;eacute;rio que se comporta como juiz e parte na gest&amp;atilde;o de todo o processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;eacute; avan&amp;ccedil;ar com medidas efetivas para resolver os problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixamos aqui um repto ao senhor ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Se quer valorizar o ECD, vamos a isso. Tem nas propostas da FENPROF uma boa base de trabalho.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reduzir a componente letiva dos docentes da monodoc&amp;ecirc;ncia, n&amp;atilde;o precisa de esperar por um projeto piloto da fus&amp;atilde;o de ciclos. Pode faz&amp;ecirc;-lo j&amp;aacute;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer democratizar a gest&amp;atilde;o escolar, n&amp;atilde;o basta alargar o col&amp;eacute;gio de elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do diretor. &amp;Eacute; preciso refor&amp;ccedil;ar a colegialidade dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o, garantir a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos coordenadores de departamento pelos pares e refor&amp;ccedil;ar os poderes do conselho pedag&amp;oacute;gico.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reformar o Ensino Superior e a Ci&amp;ecirc;ncia, assegure processos transparentes e participados, ouvindo efetivamente quem conhece e trabalha no sistema, e garanta &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es os recursos necess&amp;aacute;rios para concretizar essas mudan&amp;ccedil;as com qualidade, no respeito e na dignifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem nelas trabalha.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer diminuir o fosso no desempenho escolar entre os alunos economicamente mais desfavorecidos e os mais favorecidos, que o PISA e outros indicadores evidenciam, dote a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva dos recursos suficientes e disponibilize aos estudantes do ensino superior os apoios de que necessitam.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer mesmo resolver o problema da falta de professores, valorize o ECD, eliminando a precariedade e a instabilidade, melhorando os sal&amp;aacute;rios, os hor&amp;aacute;rios, as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e a carreira.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Para isso, pode contar com a FENPROF e com os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para n&amp;atilde;o resolver os problemas e fazer precisamente o contr&amp;aacute;rio, continuar&amp;aacute; a ter a nossa oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Estaremos na rua no Dia Mundial do Professor, a 5 de outubro, e nas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da CGTP-IN de 17 de outubro em Lisboa, Porto e Coimbra.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iniciaremos hoje mesmo a &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iremos at&amp;eacute; &amp;agrave;s &amp;uacute;ltimas consequ&amp;ecirc;ncias no apuramento das responsabilidades e na exig&amp;ecirc;ncia do cumprimento da lei no que se refere ao pagamento do trabalho suplementar realizado nos exames nacionais de 2026.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Participaremos nas lutas da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e da CGTP-IN, exigindo um Or&amp;ccedil;amento do Estado para 2027 que responda aos problemas do pa&amp;iacute;s e dos trabalhadores e na defesa de uma Seguran&amp;ccedil;a Social p&amp;uacute;blica e solid&amp;aacute;ria, ao servi&amp;ccedil;o de quem trabalha e n&amp;atilde;o ao servi&amp;ccedil;o dos interesses do setor financeiro e da especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Convocaremos todas as formas de luta que se revelem necess&amp;aacute;rias para que o ano letivo 2026/2027 seja, de facto, um ano de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;As medidas implementadas pelo Governo para responder &amp;agrave; falta de professores n&amp;atilde;o passam de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es paliativas que, longe de resolverem o problema dos milhares de alunos que continuam sem aulas e sem professor, agravam a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino-aprendizagem e de trabalho nas escolas. S&amp;atilde;o medidas que retiram direitos aos alunos e aos professores: n&amp;atilde;o respeitam as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por idade e tempo de servi&amp;ccedil;o, permitem ultrapassar os limites do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, deixam alunos sem os apoios de que necessitam e sobrecarregam os docentes com horas extraordin&amp;aacute;rias. Em vez de atacarem as causas da falta de professores, estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es procuram apenas gerir a escassez, &amp;agrave; custa da qualidade da Escola P&amp;uacute;blica, dos direitos dos alunos e do desgaste ainda maior dos educadores e professores. S&amp;atilde;o, por isso, exatamente o oposto de uma verdadeira solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queluz, 14 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 15:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 3 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Reserva de Recrutamento 3 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 3&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 10:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-3-2026-2027</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 02: FENPROF denuncia falhas na validação de horários e exige responsabilidades ao MECI e à AGSE</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Reserva de Recrutamento 02:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF denuncia falhas na valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hor&amp;aacute;rios e exige responsabilidades ao MECI e &amp;agrave; AGSE&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;FENPROF denuncia novas falhas no processo de Reserva de Recrutamento 02 (RR02), relacionadas com a valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios pelas escolas e agrupamentos, e exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e &amp;agrave; altura da miss&amp;atilde;o que lhe est&amp;aacute; atribu&amp;iacute;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas &amp;uacute;ltimas horas, chegaram &amp;agrave; FENPROF relatos de&amp;nbsp;diversos agrupamentos e escolas que procederam atempadamente ao lan&amp;ccedil;amento dos hor&amp;aacute;rios na plataforma, cumprindo os procedimentos que lhes foram exigidos, sem que, contudo, esses hor&amp;aacute;rios tenham sido&amp;nbsp;devidamente validados dentro dos prazos necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As consequ&amp;ecirc;ncias desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o graves. Por um lado,&amp;nbsp;atrasam coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes de que as escolas necessitam, contribuindo para prolongar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de professores e para prejudicar o normal funcionamento das escolas. Por outro,&amp;nbsp;prejudicam diretamente docentes&amp;nbsp;que acabaram por ser colocados em hor&amp;aacute;rios menos favor&amp;aacute;veis e, em alguns casos,&amp;nbsp;a largas dezenas de quil&amp;oacute;metros das suas resid&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que professores e escolas sejam chamados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de falhas que n&amp;atilde;o lhes s&amp;atilde;o imput&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF considera particularmente grave que, depois de sucessivos problemas na gest&amp;atilde;o dos procedimentos de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes,&amp;nbsp;MECI e AGSE continuem a transferir para plataformas tecnol&amp;oacute;gicas responsabilidades que exigem acompanhamento, compet&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e, sobretudo, responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tecnologia pode agilizar procedimentos, mas&amp;nbsp;n&amp;atilde;o substitui a responsabilidade de quem organiza, gere e supervisiona esses procedimentos. Quando uma escola lan&amp;ccedil;a atempadamente um hor&amp;aacute;rio e este n&amp;atilde;o &amp;eacute; validado em tempo &amp;uacute;til, o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na escola nem no professor. Est&amp;aacute; no sistema e em quem tem a responsabilidade de o fazer funcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, fica demonstrado que&amp;nbsp;a tecnologia, sem organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compet&amp;ecirc;ncia e responsabilidade, n&amp;atilde;o resolve problemas: pode, pelo contr&amp;aacute;rio, ampli&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a FENPROF, esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um exemplo das consequ&amp;ecirc;ncias do&amp;nbsp;desmantelamento de estruturas e servi&amp;ccedil;os do MECI e da sua crescente incapacidade para assegurar uma resposta t&amp;eacute;cnica e administrativa eficaz &amp;agrave;s necessidades das escolas. A sucessiva transfer&amp;ecirc;ncia de responsabilidades, a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias e a insufici&amp;ecirc;ncia de recursos humanos n&amp;atilde;o podem continuar a ser apresentadas como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige, por isso, que o MECI e a AGSE:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;identifiquem imediatamente todos os hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados atempadamente pelas escolas que n&amp;atilde;o foram validados dentro dos prazos previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;procedam &amp;agrave;&amp;nbsp;corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tenham prejudicado escolas e docentes, garantindo que nenhum professor seja penalizado por uma falha que n&amp;atilde;o lhe &amp;eacute; imput&amp;aacute;vel;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;esclare&amp;ccedil;am publicamente&amp;nbsp;quantos hor&amp;aacute;rios foram afetados, quais as raz&amp;otilde;es para a sua n&amp;atilde;o valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada e quem assumir&amp;aacute; a responsabilidade pelas consequ&amp;ecirc;ncias produzidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;adotem medidas para impedir que situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes voltem a ocorrer nas pr&amp;oacute;ximas reservas de recrutamento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;garantam &amp;agrave;s escolas&amp;nbsp;apoio t&amp;eacute;cnico efetivo e capacidade de resposta atempada, em vez de as confrontarem com plataformas que n&amp;atilde;o asseguram, por si s&amp;oacute;, o funcionamento adequado dos procedimentos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que professores sejam colocados longe das suas resid&amp;ecirc;ncias ou que escolas continuem sem os docentes de que necessitam por&amp;nbsp;falhas administrativas e t&amp;eacute;cnicas da responsabilidade dos servi&amp;ccedil;os do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo tem de assumir que&amp;nbsp;governar a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas disponibilizar plataformas digitais. &amp;Eacute; garantir que estas funcionam, que existem trabalhadores e servi&amp;ccedil;os capazes de as acompanhar e que, perante uma falha, h&amp;aacute; quem assuma responsabilidades e corrija os preju&amp;iacute;zos causados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF condena, assim, a forma como MECI e AGSE est&amp;atilde;o a conduzir este processo&amp;nbsp;e exige uma mudan&amp;ccedil;a imediata de atitude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas precisam de professores. Os professores precisam de procedimentos justos. E a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa de um Minist&amp;eacute;rio que assuma as suas responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</guid></item><item><title>Abertura do Ano Letivo | Estudo sobre condições de funcionamento existentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura do Ano Letivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Estudo sobre condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento existentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a proceder a um trabalho de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas para o arranque de mais um ano letivo (2026/2027). Este ano, tendo em conta que se perspetivam mudan&amp;ccedil;as que implicam um cada vez maior investimento na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, entendeu a FENPROF que &amp;eacute; importante conhecer particularidades que podem ser determinantes para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pr&amp;oacute;ximo Or&amp;ccedil;amento do Estado, designadamente ao governo e aos partidos com assento parlamentar. Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/70/3/inquerito%20abertura%20ano%20escolar.pdf" target="_blank"&gt;Descarregar Inqu&amp;eacute;rito&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0001.jpg?v=639240405631604639"&gt; &lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0002.jpg?v=639240405632385881"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:55:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</guid></item><item><title>Abertura ano escolar 2026/2027 | FENPROF: novo ano escolar começa com velhos problemas e novas ameaças à Escola Pública</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura ano escolar 2026/2027&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF: novo ano escolar come&amp;ccedil;a com velhos problemas e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bqrrNh-tMQ0?si=6vM6oCAa0rgMlt-U" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo ano escolar arranca, segundo a FENPROF, marcado por problemas que o Governo continua sem resolver: falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobrecarga e precariedade docentes, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento das escolas e insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos e recursos. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical alerta que o recurso crescente ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser apresentado como resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores e defende medidas efetivas para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e valorizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF critica tamb&amp;eacute;m a revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente, considerando que as propostas do Governo agravam a instabilidade e a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, ao mesmo tempo que denuncia a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo negocial. Rejeita ainda a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo de gest&amp;atilde;o escolar, defendendo uma escola p&amp;uacute;blica democr&amp;aacute;tica e participada, e manifesta forte preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a revis&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva, prevista para entrar em vigor a meio do ano letivo, sem os recursos e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre os exames nacionais, a FENPROF considera inaceit&amp;aacute;vel qualquer tentativa de branqueamento do caos registado e rejeita que os professores sejam responsabilizados pelas falhas das plataformas e pelas decis&amp;otilde;es da tutela. Exige o pagamento do trabalho suplementar realizado e o ressarcimento dos docentes cujas f&amp;eacute;rias foram interrompidas, contestando a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um euro por item atribu&amp;iacute;da aos classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o denuncia ainda o agravamento da precariedade no Ensino Superior associado &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polit&amp;eacute;cnicos em universidades e rejeita qualquer reforma da Seguran&amp;ccedil;a Social que ponha em causa direitos sociais. Para a FENPROF, estes problemas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, mas resultado de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Por isso, reafirma o compromisso de lutar pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/40/6/declaracao-abertura-ano-escolar-01-09-26.pdf" target="_blank"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a abertura do ano letivo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Novo ano escolar marcado por velhos problemas &amp;mdash; e por escolhas pol&amp;iacute;ticas que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF come&amp;ccedil;a por saudar os educadores e professores que hoje regressam &amp;agrave;s escolas para mais um ano escolar, muitos deles longe das suas fam&amp;iacute;lias e das suas terras e enfrentando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho deficit&amp;aacute;rias e cada vez mais exigentes. &amp;Eacute; a eles que deixamos uma palavra de reconhecimento e de confian&amp;ccedil;a, porque s&amp;atilde;o eles que, todos os dias, com &lt;strong&gt;profissionalismo, dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sentido de responsabilidade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;garantem que as escolas funcionam e que o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a ser assegurado&lt;/strong&gt;, mesmo perante as dificuldades e os problemas que o governo continua sem resolver, permitindo o seu agravamento e, como tem estado &amp;agrave; vista, criando inclusivamente situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas. &amp;Eacute; assim que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar e os problemas persistem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Falta de professores muito longe de estar em resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores continua a ser um dos principais problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Escola P&amp;uacute;blica, mas tamb&amp;eacute;m no ensino privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2025/2026, o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios preenchidos atrav&amp;eacute;s de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola aumentou cerca de 30%, o que constitui evid&amp;ecirc;ncia da escassez de docentes para satisfazer as necessidades do sistema educativo. Nesse ano, no primeiro per&amp;iacute;odo, os indicadores apontavam para um agravamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: mais hor&amp;aacute;rios, mais horas e mais alunos afetados pela falta de docentes. Se a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o assumiu dimens&amp;otilde;es ainda mais graves, isso deveu-se, em grande medida, ao recurso crescente &amp;mdash; e muitas vezes abusivo &amp;mdash; ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores, uma &amp;ldquo;solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; que n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, uma resposta estrutural ao problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as diferentes fases dos concursos continuou a diminuir. E h&amp;aacute; outro dado incontorn&amp;aacute;vel: em setembro aposentam-se 558 docentes, mais 172 do que no mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, um aumento de 30,8%. Nos pr&amp;oacute;ximos anos poder&amp;atilde;o aposentar-se cerca de 4 mil professores por ano. Perante isto, perguntamos ao governo: &lt;strong&gt;qual &amp;eacute; a estrat&amp;eacute;gia para garantir professores &amp;agrave;s escolas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta contar coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; preciso &lt;strong&gt;formar, atrair, vincular e fixar professores&lt;/strong&gt;. E isso exige valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, garantir estabilidade e recuperar direitos. A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de tempo de servi&amp;ccedil;o que foi tirado aos docentes e que ainda est&amp;aacute; em curso, tem sido apontada pelo governo, de forma insistente, como sendo a sua bandeira da esperada valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas importa dizer &amp;ndash; assim o considera a FENPROF &amp;ndash; que a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de ser muito mais do que a restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de algo que vinha a ser roubado aos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O ECD poderia ser um instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas o governo est&amp;aacute; a transform&amp;aacute;-lo num instrumento de desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente deve ser uma oportunidade para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e dignificada. O governo est&amp;aacute; a fazer exatamente o contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas apresentadas introduzem mecanismos de gest&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pressionam e desprofissionalizam os docentes, diluem especificidades, alteram negativamente o regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abrem portas &amp;agrave; entrada na doc&amp;ecirc;ncia de pessoas sem a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica atualmente exigida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, que tem sido, ainda assim, o mecanismo com resultados mais expressivos para combater a precariedade, &amp;eacute; um grave retrocesso e as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas pelo governo para a mobilidade interna dificultar&amp;atilde;o ainda mais a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores &amp;agrave;s suas &amp;aacute;reas de resid&amp;ecirc;ncia, uma vez que visam for&amp;ccedil;&amp;aacute;-los a manter-se em coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es longe das suas leg&amp;iacute;timas expetativa, mesmo quando existam alternativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos perante um cen&amp;aacute;rio que ser&amp;aacute; de mais instabilidade, mais precariedade, mais professores longe de casa. &amp;Eacute; este o caminho a que o governo chama valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?! A FENPROF afirma que n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirma tamb&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o aceita a forma como o processo negocial da revis&amp;atilde;o do ECD tem sido conduzido: documentos enviados em cima das reuni&amp;otilde;es ou at&amp;eacute; entregues apenas no in&amp;iacute;cio das mesmas, falta de transpar&amp;ecirc;ncia, desrespeito pelas regras legais da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, tentativa de limitar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, decis&amp;otilde;es j&amp;aacute; tomadas quando a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o estava conclu&amp;iacute;da e generalizada desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas propostas da FENPROF, constru&amp;iacute;das e apoiadas por milhares e milhares de docentes, denotam, da parte do governo, um comportamento negocial de prepot&amp;ecirc;ncia e n&amp;atilde;o de parte em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.. Como a FENPROF j&amp;aacute; teve de denunciar, isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de boa-f&amp;eacute;, &amp;eacute; desrespeito pelos professores e pela sua organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais representativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Escolas sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e professores cada vez mais sobrecarregados&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico problema. H&amp;aacute; escolas com computadores obsoletos ou avariados, redes de &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; deficientes, falta de assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e edif&amp;iacute;cios sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; escolas que continuam sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas, colocando em causa o conforto, a sa&amp;uacute;de e a seguran&amp;ccedil;a de alunos e trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&amp;aacute; professores cada vez mais sobrecarregados por hor&amp;aacute;rios excessivos, incluindo pr&amp;aacute;ticas de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho n&amp;atilde;o remunerado, demasiados alunos e turmas, burocracia e uma utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva para realizar tarefas que n&amp;atilde;o deveriam integrar os seus hor&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica de recrutamento que resolva a falta de professores se o governo continuar a ignorar as raz&amp;otilde;es que levam profissionais a abandonar a profiss&amp;atilde;o, jovens a n&amp;atilde;o quererem entrar nela e &amp;agrave; desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o material e simb&amp;oacute;lica da profiss&amp;atilde;o. Valorizar a profiss&amp;atilde;o passa tamb&amp;eacute;m por melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que se trabalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Docentes com problemas espec&amp;iacute;ficos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; particularmente grave a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, nomeadamente das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas das escolas Soares dos Reis e Ant&amp;oacute;nio Arroio. Estes professores, com a FENPROF, t&amp;ecirc;m protestado, enviado of&amp;iacute;cios e apresentado os seus problemas ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem que lhes tenham sido apresentadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e deixando-os, na maioria das vezes, sem qualquer resposta. O que exigem &amp;eacute; simples: &lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos termos j&amp;aacute; previstos na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Ensino Superior, a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institutos polit&amp;eacute;cnicos em universidades est&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a avan&amp;ccedil;ar sem a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deveriam ser asseguradas, criando regimes diferenciados dentro das mesmas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com novas desigualdades nas carreiras e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es remunerat&amp;oacute;rias. Quem trabalha nessas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tem o direito de saber o que est&amp;aacute; a ser decidido sobre o seu futuro profissional e o direito de participar no processo. A convers&amp;atilde;o de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ensino polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o pode ser feita &amp;agrave; custa dos direitos dos docentes, seja com perdas nas suas carreiras, seja com o agravamento da j&amp;aacute; enorme precariedade, seja com a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho para, por estas vias, acomodar custos financeiros que a convers&amp;atilde;o, inevitavelmente, tem de comportar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O caos dos exames n&amp;atilde;o pode ser branqueado&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, uma quest&amp;atilde;o que o governo n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; apagar com declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de normalidade: o caos dos exames nacionais. Falhas graves provocaram atrasos, incerteza e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre alunos, fam&amp;iacute;lias e professores e criaram uma das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior disrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria no sistema educativo. Perante isto, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua sem assumir as responsabilidades pol&amp;iacute;ticas que lhe cabem, no que vem sendo apoiado, sem surpresa, pelo primeiro-ministro, que em declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito recentes tentou branquear a natureza dos problemas criados e a sua inusitada gravidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce dizer que o ministro, em diferentes momentos, tentou transferir responsabilidades para os professores e para outros intervenientes no processo de exames, revelando uma not&amp;oacute;ria dificuldade em responder pelas suas decis&amp;otilde;es e atos. Os professores n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o os bodes expiat&amp;oacute;rios dos erros do governo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Efeitos da forma como o processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas foi precipitadamente implementado fica bem patente no relat&amp;oacute;rio da IGE que considera que na base dos problemas sentidos pelas escolas, para al&amp;eacute;m de evidentes defici&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas das plataformas, &amp;ldquo;&lt;em&gt;muitas das ocorr&amp;ecirc;ncias registadas, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos atrasos verificados nas duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es investigadas (envio de provas pelas escolas e cumprimento do prazo das reaprecia&amp;ccedil;&amp;otilde;es), parecem encontrar ainda explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos fatores, designadamente a complexidade operacional inerente ao processo de exames, a press&amp;atilde;o temporal a que estiveram sujeitos os secretariados de exames, o elevado volume de procedimentos a executar em simult&amp;acirc;neo e a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais que exigiram mecanismos acrescidos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte das escolas e at&amp;eacute; do JNE&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a preparar os mecanismos necess&amp;aacute;rios para defender os docentes prejudicados por este processo, nomeadamente os que tiveram f&amp;eacute;rias interrompidas e os que realizaram trabalho adicional, incluindo trabalho realizado em per&amp;iacute;odos de descanso ou em hor&amp;aacute;rio noturno. Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de pagar pelos erros da tutela. A FENPROF n&amp;atilde;o aceita a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguida pelo governo para tentar calar a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transtornos com o recurso ao pagamento de &amp;ldquo;compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; - 1,00 &amp;euro;/item, sujeito a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, anunciado como forma de reconhecer o empenho e o esfor&amp;ccedil;o dos professores classificadores - em vez da justa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de horas extraordin&amp;aacute;rias e de trabalho em dia de descanso semanal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se faz por decreto&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Noutro dom&amp;iacute;nio, a FENPROF est&amp;aacute; profundamente preocupada com a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao regime da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva. O governo pretende transferir para os professores das turmas responsabilidades acrescidas, enquanto parte dos alunos abrangidos por medidas adicionais passar&amp;aacute; a depender de apoios prestados por entidades externas, pretendendo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;faz&amp;ecirc;-lo sem que estejam sequer conclu&amp;iacute;dos todos os diplomas regulamentares e o manual de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Aponta para uma entrada em vigor em pleno ano letivo, em janeiro de 2027, o que previsivelmente vir&amp;aacute; a gerar problemas, desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ainda mais preju&amp;iacute;zos para alunos e para as necess&amp;aacute;rias pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o. &lt;strong&gt;Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sublinhe-se que j&amp;aacute; hoje h&amp;aacute; alunos sem os apoios de que necessitam por falta de docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, assistentes operacionais e outros profissionais indispens&amp;aacute;veis para as respostas de apoio e inclus&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o transferindo responsabilidades para professores j&amp;aacute; manifestamente sobrecarregados. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o por decreto. Faz-se inclus&amp;atilde;o com profissionais, recursos e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es: com investimento, portanto&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A escola p&amp;uacute;blica precisa de democracia, n&amp;atilde;o de mais gest&amp;atilde;o autocr&amp;aacute;tica &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, igualmente, a proposta do governo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um corpo profissional de gestores escolares. A escola n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma empresa. O diretor n&amp;atilde;o deve transformar-se num gestor profissional submetido a uma l&amp;oacute;gica empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem alertado para os riscos desta orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e defende uma gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, participada e colegial, assente na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, na participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores, trabalhadores n&amp;atilde;o docentes, alunos e fam&amp;iacute;lias e em verdadeiros poderes de decis&amp;atilde;o da comunidade educativa. A autonomia das escolas constr&amp;oacute;i-se com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e democracia, n&amp;atilde;o com concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes e controlo hier&amp;aacute;rquico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Direitos sociais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uma vari&amp;aacute;vel de ajustamento&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, ainda, qualquer tentativa de p&amp;ocirc;r em causa a sustentabilidade do sistema p&amp;uacute;blico de Seguran&amp;ccedil;a Social, designadamente atrav&amp;eacute;s de falsidades, ambiguidades ou da confus&amp;atilde;o propositada entre a Seguran&amp;ccedil;a Social e a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando se est&amp;aacute; perante sistemas com objetivos, destinat&amp;aacute;rios e modos de financiamento distintos. N&amp;atilde;o aceitaremos que a manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;meros seja utilizada para justificar cortes em direitos sociais e laborais. A FENPROF considera que a defesa da Seguran&amp;ccedil;a Social e da Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma frente de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta fundamental para todos os trabalhadores, na qual todos os professores e educadores devem empenhar-se para protegerem o seu futuro e o futuro das novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o estamos perante um conjunto de fatalidades, mas sim de resultados de escolhas pol&amp;iacute;ticas&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar: com falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, escolas com falta de equipamentos e infraestruturas adequadas, processos negociais conduzidos de forma inaceit&amp;aacute;vel, em regra como formalidade, altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas no recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, problemas no ensino art&amp;iacute;stico, incerteza no ensino superior, caos nos exames nacionais e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma verdadeira educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, &lt;strong&gt;s&amp;atilde;o resultados de escolhas. &lt;/strong&gt;Escolhas pol&amp;iacute;ticas que desvalorizam os profissionais. Escolhas que fragilizam a Escola P&amp;uacute;blica. Escolhas que aumentam a precariedade e a instabilidade laborais na vida dos professores e educadores e suas fam&amp;iacute;lias. Escolhas que transferem para os professores responsabilidades que pertencem ao governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que os professores sejam transformados na vari&amp;aacute;vel de ajustamento das pol&amp;iacute;ticas deste governo. N&amp;atilde;o aceitaremos que a falta de investimento seja apresentada como inevit&amp;aacute;vel ou disfar&amp;ccedil;ada em ret&amp;oacute;ricas que apenas a procuram encobrir. N&amp;atilde;o aceitaremos que a precariedade seja apresentada como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o aceitaremos que a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho seja apresentada como efici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E n&amp;atilde;o aceitaremos que, por detr&amp;aacute;s de an&amp;uacute;ncios e reformas, avance um projeto de desmantelamento e privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, adulterando a sua natureza de direito universal estabelecido pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa, realizado atrav&amp;eacute;s da Escola P&amp;uacute;blica, instrumento essencial para o desenvolvimento de uma sociedade democr&amp;aacute;tica e humanizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF estar&amp;aacute; nas escolas. Estar&amp;aacute; com os professores. Denunciar&amp;aacute; o que tiver de ser denunciado. Exigir&amp;aacute; as respostas que o governo continua a adiar. Estes continuar&amp;atilde;o a ser compromissos da FENPROF e dos seus sindicatos em 2026/2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF lutar&amp;aacute; pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Porque a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o &amp;eacute; um custo. &amp;Eacute; um direito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o problema da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o a for&amp;ccedil;a que todos os dias a faz acontecer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita o desmantelamento da Escola P&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o aceita a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus profissionais e n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que sejam os professores a pagar pelos erros e pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica defende-se. A profiss&amp;atilde;o docente valoriza-se. E a FENPROF estar&amp;aacute;, como sempre, na primeira linha dessa luta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 1 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</guid></item><item><title>1.ª Reserva de Recrutamento 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;Est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para consulta as listas da 1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Listas publicitadas a 28 de agosto de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;SIGRHE&lt;/em&gt; nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-1/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</guid></item><item><title>Docentes em Profissionalização</title><link>https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Docentes em Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores a realizar a Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o, no ano escolar 2026/2027, devem estar atentos &amp;agrave; distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, verificando se no hor&amp;aacute;rio de trabalho est&amp;aacute; considerada a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva de acordo com o art&amp;ordm; 36&amp;ordm; do DL n.&amp;ordm; 287/88, na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada pelo DL n.&amp;ordm; 345/89.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, &amp;eacute; importante que os colegas que se encontrem nas circunst&amp;acirc;ncias descritas se mantenham atentos e informados junto do sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;DL n&amp;ordm; 345/89&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;(&amp;hellip;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;img width="886" height="516" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/16b4843e/7f55c33e/art%2036.png?v=639232528174049481"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</guid></item><item><title>Falta de professores: os números anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante</title><link>https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-os-numeros-anunciados-pelo-meci-escondem-uma-realidade-que-permanece-muito-preocupante</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Mais coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o significa menos falta de professores!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Falta de professores: os n&amp;uacute;meros anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Os n&amp;uacute;meros anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No momento em que se inicia, nos dias &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;17 e 18 de agosto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, o per&amp;iacute;odo para a aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a FENPROF torna p&amp;uacute;blica a sua primeira aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o processo de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores realizado na passada sexta-feira, 14 de agosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) anunciou &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, apresentando este n&amp;uacute;mero como um sinal de capacidade de resposta do sistema educativo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Contudo, uma an&amp;aacute;lise mais rigorosa dos dados demonstra que este n&amp;uacute;mero, por si s&amp;oacute;, &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;n&amp;atilde;o permite concluir que o problema da falta de professores esteja resolvido ou sequer esteja a diminuir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Para compreender a realidade &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio ter em conta, desde logo, tr&amp;ecirc;s fatores particularmente relevantes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as fases subsequentes de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;o crescimento significativo das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es introduzidas pelo MECI no &amp;acirc;mbito do &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Plano + Aulas + Sucesso 3.0&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; e das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o 20 404 novos professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O primeiro aspeto que importa esclarecer &amp;eacute; a natureza das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es anunciadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Dos &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 docentes colocados, 19 152 s&amp;atilde;o docentes de carreira colocados atrav&amp;eacute;s da mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, enquanto apenas &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;1252 correspondem a hor&amp;aacute;rios atribu&amp;iacute;dos no &amp;acirc;mbito da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante 20 mil novos professores que tenham entrado no sistema para responder &amp;agrave;s necessidades das escolas. Estamos, em larga medida, perante &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;docentes que j&amp;aacute; pertencem aos quadros e que foram colocados noutras escolas atrav&amp;eacute;s da mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.Esta distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O MECI n&amp;atilde;o pode confundir a &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores que j&amp;aacute; integram os quadros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; com a entrada de novos docentes no sistema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Uma coisa &amp;eacute; redistribuir os professores existentes. Outra, bem diferente, &amp;eacute; garantir que existem professores suficientes para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;E h&amp;aacute; ainda uma quest&amp;atilde;o temporal que n&amp;atilde;o pode ser ignorada: os docentes agora colocados ter&amp;atilde;o de estar nas escolas &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;a 1 de setembro, dentro de apenas duas semanas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, participando na prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo ano letivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Menos candidatos dispon&amp;iacute;veis e uma distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o desigual pelos grupos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial parte, ali&amp;aacute;s, de uma realidade que tem vindo a agravar-se: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;o n&amp;uacute;mero de docentes dispon&amp;iacute;veis para esta fase dos concursos tem diminu&amp;iacute;do ao longo dos anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; agravada pela forte desigualdade na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos candidatos pelos diferentes grupos de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Mais de metade dos candidatos concentra-se em apenas cinco grupos &amp;mdash; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;100, 110, 260, 620 e 910&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; &amp;mdash; enquanto, em muitos outros grupos, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute; j&amp;aacute; muito reduzido. Esta realidade condiciona fortemente a capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O n&amp;uacute;mero global de candidatos n&amp;atilde;o traduz, por si s&amp;oacute;, a capacidade efetiva de preenchimento das necessidades existentes, uma vez que os docentes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o indiferenciadamente dispon&amp;iacute;veis para todos os grupos de recrutamento. &amp;Eacute;, por isso, particularmente preocupante a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos grupos onde o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute; mais reduzido e onde as necessidades das escolas continuam a existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a crescer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es constitui outro indicador que n&amp;atilde;o pode ser ignorado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;setembro de 2026&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, v&amp;atilde;o aposentar-se &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;558 docentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, mais 172 do que em setembro de 2025, quando se aposentaram 386, o que representa um crescimento de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;30,8%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.Esta evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre num contexto de forte envelhecimento do corpo docente e de previs&amp;atilde;o de um aumento significativo das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos pr&amp;oacute;ximos anos, com valores projetados na ordem dos &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;4000 docentes por ano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As medidas previstas no &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Plano + Aulas + Sucesso 3.0&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, designadamente a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 10 para 8 dos Quadros de Zona Pedag&amp;oacute;gica (QZP) considerados carenciados e o fim do suplemento de 750 euros para docentes aposent&amp;aacute;veis nos restantes QZP&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; poder&amp;atilde;o contribuir para aproximar o n&amp;uacute;mero de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es anuais dos valores projetados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m o aligeiramento das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia aprovado pelo governo, designadamente no que respeita &amp;agrave; habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria, para al&amp;eacute;m de suscitar outras preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o permitir&amp;aacute; resolver o problema da falta de professores, sobretudo tendo em conta os grupos de recrutamento onde essa car&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; mais acentuada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Menos vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais recurso &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais preocupante quando se analisam os restantes indicadores de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No &amp;uacute;ltimo concurso externo, foram colocados &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;4776 docentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, contra &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;6176 no ano letivo de 2025/2026&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, o que representa uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;22,7%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. Esta redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre num contexto em que &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;3295 docentes se aposentaram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, um dos valores mais elevados de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es registados na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Ao mesmo tempo, no ano letivo anterior, as escolas recorreram mais &amp;agrave; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, com um aumento de cerca de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;30% dos hor&amp;aacute;rios colocados por esta via&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;S&amp;atilde;o milhares de hor&amp;aacute;rios que tiveram de ser preenchidos atrav&amp;eacute;s de mecanismos de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, revelando que continuam a existir necessidades permanentes sem resposta atrav&amp;eacute;s dos mecanismos regulares de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A leitura conjunta destes indicadores &amp;eacute; inequ&amp;iacute;voca: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;menos vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mais aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e maior recurso &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sinais de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da falta de professores. S&amp;atilde;o sinais de um problema estrutural que continua por resolver.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O n&amp;uacute;mero global das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es esconde realidades muito diferentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Os resultados das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 14 de agosto confirmam, ali&amp;aacute;s, que o n&amp;uacute;mero global anunciado pelo MECI esconde realidades muito distintas entre os diferentes grupos de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Entre os grupos com maior n&amp;uacute;mero de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, destacam-se:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;110 &amp;mdash; 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico: 5721 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;100 &amp;mdash; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar: 2081 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;910 &amp;mdash; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial 1: 1881 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;300 &amp;mdash; Portugu&amp;ecirc;s: 1173 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Estes n&amp;uacute;meros correspondem ao total das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es realizadas atrav&amp;eacute;s das duas vias concursais &amp;mdash; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mobilidade interna e contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; &amp;mdash; incluindo as renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es que integram as listas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A an&amp;aacute;lise das listas permite, por exemplo, verificar que, no grupo 100, das &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;2.081 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, 1925 correspondem a docentes colocados em mobilidade interna e apenas 156 &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, incluindo 41 renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es revela a persist&amp;ecirc;ncia de necessidades significativas nas regi&amp;otilde;es historicamente mais deficit&amp;aacute;rias em recursos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No conjunto das duas vias concursais, o MECI colocou &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;5894 docentes nas regi&amp;otilde;es carenciadas da Grande Lisboa, Pen&amp;iacute;nsula de Set&amp;uacute;bal e Algarve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;: 3317 na Grande Lisboa, 1566 na Pen&amp;iacute;nsula de Set&amp;uacute;bal e 1011 no Algarve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao recrutamento e &amp;agrave; mobilidade podem agravar os problemas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O presente ano letivo ficar&amp;aacute; ainda marcado pela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um novo modelo de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes proposto pelo MECI que, como a FENPROF tem dito, ao contr&amp;aacute;rio de corrigir defici&amp;ecirc;ncias do que est&amp;aacute; em vigor, constituir&amp;aacute; um regime mais negativo que o atual. &amp;Eacute; particularmente preocupante que, ao mesmo tempo que se anunciam altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas ao sistema, estejam em causa mecanismos que t&amp;ecirc;m permitido responder a necessidades concretas das escolas e dos professores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, proposta pelo MECI, constitui um s&amp;eacute;rio retrocesso na estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do corpo docente. A vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica tem permitido a abertura de lugares de quadro e a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milhares de docentes, assumindo um papel relevante no combate &amp;agrave; precariedade e na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do recurso abusivo &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o a termo.A sua elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais incompreens&amp;iacute;vel quando a atual &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;norma-trav&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, que o MECI pretende manter sem altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tem demonstrado n&amp;atilde;o ser suficiente para impedir o recurso prolongado &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o a termo, nem para assegurar uma resposta adequada &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m a &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, que tem permitido a muitos docentes aproximarem-se da sua &amp;aacute;rea de resid&amp;ecirc;ncia, quando nela s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, poder&amp;aacute; sofrer altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das prioridades. A proposta do MECI para o futuro procedimento concursal em cont&amp;iacute;nuo (&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;PCeC)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; introduz uma diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre docentes de quadro de agrupamento de escolas ou escola n&amp;atilde;o agrupada e de quadro de zona pedag&amp;oacute;gica em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coincid&amp;ecirc;ncia entre a respetiva zona pedag&amp;oacute;gica e a dos agrupamentos ou escolas a que concorrem. A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; agravar os constrangimentos sentidos por muitos docentes de carreira colocados longe da sua &amp;aacute;rea de resid&amp;ecirc;ncia, dificultando a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s suas fam&amp;iacute;lias e comprometendo a justa concilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a vida profissional, pessoal e familiar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As escolas precisam de professores, n&amp;atilde;o de an&amp;uacute;ncios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;N&amp;atilde;o basta anunciar milhares de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio olhar para &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;quem est&amp;aacute; a ser colocado, em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, para responder a que necessidades e atrav&amp;eacute;s de que mecanismos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O pa&amp;iacute;s precisa de uma pol&amp;iacute;tica de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores que assegure estabilidade, valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mais vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o de menos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de mecanismos de mobilidade que respeitem a vida pessoal e familiar dos docentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de medidas que respondam efetivamente &amp;agrave; crescente sa&amp;iacute;da de professores do sistema e &amp;agrave;s necessidades espec&amp;iacute;ficas dos grupos de recrutamento onde a falta de docentes &amp;eacute; mais grave.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;E precisa, sobretudo, de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;respostas estruturais para a falta de professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, em vez de sucessivos an&amp;uacute;ncios que apresentam como resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o aquilo que os dados continuam a demonstrar ser um problema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O in&amp;iacute;cio do ano letivo aproxima-se. As escolas precisam de professores, n&amp;atilde;o de an&amp;uacute;ncios!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Escolas e professores precisam, isso sim e de uma vez por todas, de uma &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;efetiva valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o indispens&amp;aacute;vel para atrair, fixar e valorizar os profissionais de que o sistema educativo necessita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:15:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-os-numeros-anunciados-pelo-meci-escondem-uma-realidade-que-permanece-muito-preocupante</guid></item><item><title>Concursos de Mobilidade Interna e de Contratação Inicial 2026/2027 Listas Definitivas</title><link>https://www.spgl.pt:443/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Concursos de Mobilidade Interna e de Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inicial 2026/2027 | Listas Definitivas&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;vel das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de agosto, at&amp;eacute; &amp;agrave;s 23:59 horas de ter&amp;ccedil;a-feira dia 18 de agosto de 2026 (hora de Portugal continental).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas/" target="_blank"&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas</guid></item><item><title>Questões e perigos anunciados de uma Inclusão excluída</title><link>https://www.spgl.pt:443/questoes-e-perigos-anunciados-de-uma-inclusao-excluida</link><description>&lt;h3&gt;Quest&amp;otilde;es e perigos anunciados de uma Inclus&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;da&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ana Cristina Gouveia&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jorge Humberto&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O regime da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, consagrado no Decreto Lei n.&amp;ordm; 54/2018, marcou uma viragem estrutural na forma como Portugal entende o direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Seis anos depois, o Governo coloca em ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica uma proposta de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, sem romper com o modelo conceptual existente, procura responder a fragilidades que a pr&amp;aacute;tica escolar tornou evidentes. A revis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o reescreve o paradigma; mas pretende clarific&amp;aacute;-lo e tenta torn&amp;aacute;-lo exequ&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Promessa de clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa e vontade de operacionalizar a inclus&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira mudan&amp;ccedil;a relevante surge no que concerne aos conceitos nucleares. Termos como acomoda&amp;ccedil;&amp;otilde;es curriculares, adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas, barreiras &amp;agrave; aprendizagem ou necessidades de sa&amp;uacute;de especiais passam a ter defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais precisas, reduzindo a variabilidade interpretativa entre escolas. Esta clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; apresentada como essencial para garantir equidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro eixo estruturante &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;Sistema Nacional de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (SNAI)&lt;/strong&gt;, uma plataforma intersetorial que articula Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Sa&amp;uacute;de e Seguran&amp;ccedil;a Social. A proposta refere que muitas das dificuldades vividas pelas escolas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o estritamente pedag&amp;oacute;gicas, mas resultam da aus&amp;ecirc;ncia de respostas articuladas entre servi&amp;ccedil;os. O SNAI pretende assegurar continuidade desde o nascimento at&amp;eacute; ao final da escolaridade obrigat&amp;oacute;ria, evitando ruturas nos percursos dos alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No plano local, surgem as &lt;strong&gt;Equipas Locais de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (ELAI)&lt;/strong&gt;, respons&amp;aacute;veis por coordenar interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es e apoiar diretamente escolas e fam&amp;iacute;lias. A estas equipas junta-se a figura do &lt;strong&gt;Gestor de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (GAI)&lt;/strong&gt;, que acompanha casos complexos, sob o fundamento de mais coer&amp;ecirc;ncia e evitando a dispers&amp;atilde;o de responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta introduz ainda o &lt;strong&gt;Plano de Desenvolvimento Integral (PDI)&lt;/strong&gt;, documento &amp;uacute;nico que substitui RTP, PEI e PIT. Esta simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa responde a uma cr&amp;iacute;tica recorrente: a duplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pap&amp;eacute;is que consumia tempo sem acrescentar qualidade ao acompanhamento. O PDI refor&amp;ccedil;a a continuidade e permite uma leitura integrada do percurso do aluno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica de &amp;ldquo;&lt;strong&gt;Escola Inteira&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; &amp;eacute; igualmente reafirmada. O apoio deve ocorrer prioritariamente na sala de aula, com recurso a pr&amp;aacute;ticas de Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), subscrevendo interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es que referiam os Centros de Apoio &amp;agrave; Aprendizagem como espa&amp;ccedil;os paralelos ou segregados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, a revis&amp;atilde;o anuncia o refor&amp;ccedil;o da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fam&amp;iacute;lias, que passaria a ter direito de sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no PDI e mecanismos de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das decis&amp;otilde;es escolares. Simultaneamente, anuncia a autonomia do docente titular para medidas universais, que n&amp;atilde;o constituem novidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resta agora saber se a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acompanhar&amp;aacute; a ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa &amp;mdash; porque a inclus&amp;atilde;o, para existir, precisa de lei, mas sobretudo de meios, tempo e compromisso coletivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contributos para o debate: perigos e sinais de alerta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para j&amp;aacute;, s&amp;atilde;o muitas as quest&amp;otilde;es e perplexidades que emergem numa primeira leitura do documento, levantando alguns sinais de alerta que as pr&amp;aacute;ticas deste Governo justificam:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Car&amp;ecirc;ncia de Recursos ignorada&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m o problema sist&amp;eacute;mico da falta de recursos, n&amp;atilde;o assumindo esta barreira como essencial, deixando escapar o car&amp;aacute;cter economicista desta revis&amp;atilde;o, quando remete as respostas das escolas para os recursos existentes nas mesmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrutura paralela&lt;/strong&gt;: Avan&amp;ccedil;a uma estrutura labir&amp;iacute;ntica paralela de duvidosa efic&amp;aacute;cia, retirando a autonomia das escolas e descentralizando as decis&amp;otilde;es e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;cleo essencial do sistema educativo. N&amp;atilde;o refere de onde ser&amp;atilde;o afetos recursos, ou seja, de onde v&amp;atilde;o ser retirados, nem em que medida as escolas ficam subalternizadas na sua decis&amp;atilde;o e autonomia t&amp;eacute;cnica e financeira. Abre a porta ao investimento em entidades externas e &amp;agrave; continuidade do desinvestimento na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em vez de integrar os servi&amp;ccedil;os existentes, como CRI na pr&amp;oacute;pria escola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perigo de retrocesso&lt;/strong&gt;: Ao abrir a porta a outras estruturas cria vasos comunicantes para o retrocesso apara o aumento da institucionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as, o que, a par da n&amp;atilde;o exist&amp;ecirc;ncia de recursos na Escola P&amp;uacute;blica, cria a perce&amp;ccedil;&amp;atilde;o que esta falha, justificando a entrada de outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de car&amp;aacute;cter p&amp;uacute;blico-privado e s&amp;oacute;cio assistencial, que colidem com o contexto pedag&amp;oacute;gico natural da Inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pais mant&amp;ecirc;m direitos&lt;/strong&gt;: Apesar da ret&amp;oacute;rica propagada de que os pais saem refor&amp;ccedil;ados nos seus direitos e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada no novo articulado de diferente do que j&amp;aacute; acontecia de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acompanhamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alunos sem respostas espec&amp;iacute;ficas&lt;/strong&gt;: Invisibiliza ainda mais os alunos com dificuldades acentuadas, pela aus&amp;ecirc;ncia de repostas espec&amp;iacute;ficas, deixando de referir &amp;Aacute;reas Substitutivas e Unidades Especializadas. Centra as respostas na sala de aula, mas n&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; que isso deveria levar a um aumento de recursos, que hoje j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existem. Ao deixar ao crit&amp;eacute;rio de cada escola e dos recursos existentes, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas, o MECI demite-se de investir e cria condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o recurso a entidades externas. Erradamente procura confundir respostas espec&amp;iacute;ficas, com espa&amp;ccedil;os segregados, numa mistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceptual de finalidade &amp;oacute;bvia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataca a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial&lt;/strong&gt;: Ignora e quase elimina a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial e a sua autonomia funcional, sem que fique definidas as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bem como quem s&amp;atilde;o os alunos com necessidade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial. Esta aus&amp;ecirc;ncia de clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o leva a que possam ficar sem respostas especializadas quem delas necessita, com perigo de retrocesso. Sem o refor&amp;ccedil;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial n&amp;atilde;o h&amp;aacute; inclus&amp;atilde;o, como se v&amp;ecirc; nos efeitos da atual lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EMAEI burocratizada&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m e agrava o car&amp;aacute;cter burocr&amp;aacute;tico do sistema com acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entidades externas e uma EMAEI que se sobrep&amp;otilde;em &amp;agrave;s estruturas j&amp;aacute; existentes nos Agrupamentos, sem recursos pr&amp;oacute;prios e focada na atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medias, em vez de criar uma Equipa que efetivamente cuide da Inclus&amp;atilde;o nas escolas, que &amp;eacute; muito mais do que uma resposta para alunos com dificuldades de aprendizagem. Mant&amp;eacute;m falta de clareza do que &amp;eacute; a equipa vari&amp;aacute;vel, centrando em toda a EMEI decis&amp;otilde;es que devem ser tomadas pela equipa t&amp;eacute;cnico pedag&amp;oacute;gica que trabalha e conhece os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais a figura do gestor&lt;/strong&gt;: Introduz a figura de um Gestor de apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o que deveria acompanhar os mesmos alunos ao longo da escolaridade, o que &amp;eacute; impratic&amp;aacute;vel devido &amp;agrave; dispers&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica e n&amp;uacute;mero de escolas de cada Agrupamento. Acrescenta mais uma figura no sistema, com risco de desviar a responsabilidade e a decis&amp;atilde;o, de quem verdadeiramente trabalha com os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medidas prescritivas&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m um quadro de medidas prescritivas, organizadas por patamares e de uma categoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos por medida, focando a resposta no aluno e n&amp;atilde;o na mudan&amp;ccedil;a da estrutura, que assim se perpetua. Aprofunda uma vis&amp;atilde;o &amp;ldquo;m&amp;eacute;dica individual&amp;rdquo; e n&amp;atilde;o essencialmente pedag&amp;oacute;gica. Claramente n&amp;atilde;o estamos a falar de aprofundar a Inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Burocracia na sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: A sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas mant&amp;eacute;m um car&amp;aacute;cter burocr&amp;aacute;tico e com prazos irrealistas, concentrando os documentos anteriores num &amp;uacute;nico (PDI), o que, por si s&amp;oacute; n&amp;atilde;o representa desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como se v&amp;ecirc; pelo labirinto processual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em sala de aula com que recursos&lt;/strong&gt;: A inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; colocar os alunos em sala de aula de forma acr&amp;iacute;tica e sem recursos ou sem mudan&amp;ccedil;as estruturais, mas sim dar a cada um aquilo que necessita com equidade e justi&amp;ccedil;a, nomeadamente aos alunos com necessidade de respostas mais espec&amp;iacute;ficas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o de nicho:&lt;/strong&gt; Fecha o conceito de Inclus&amp;atilde;o a um nicho, o que &amp;agrave; partida n&amp;atilde;o se enquadra na pr&amp;oacute;pria defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Inclus&amp;atilde;o, que deveria contaminar todo o sistema. N&amp;atilde;o resolve os problemas estruturais pedag&amp;oacute;gicos e de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma vez que a inclus&amp;atilde;o necessita de pr&amp;aacute;ticas diferenciadas, metodologias ativas e flexibilidade curricular, em todas as dimens&amp;otilde;es educativas, documentos e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desenvolvidas, n&amp;atilde;o se tratando de uma resposta espec&amp;iacute;fica, mas de um princ&amp;iacute;pio geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o Exclu&amp;iacute;da&lt;/strong&gt;: Falta a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros documentos, onde tamb&amp;eacute;m existem medidas de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sucesso e outros estruturantes do sistema, mantendo um documento que diz tornar a escola mais inclusiva, mas a fecha num cluster destinado a dificuldades de aprendizagem. Limita &amp;agrave; partida uma vis&amp;atilde;o abrangente de toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolar em risco de exclus&amp;atilde;o, como as minorias, deixando intoc&amp;aacute;vel o essencial do sistema, para o qual n&amp;atilde;o oferece qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em resumo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No essencial este documento acentua o caminho de uma Inclus&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;da, que muda algo para que tudo fique na mesma, sem investimento, centrando recursos em entidades externas e sem mudar o que efetivamente torna a Escola mais Inclusiva.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cosm&amp;eacute;tica e de sem&amp;acirc;ntica, acrescida do perigo de desqualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das respostas, da sobrecarga das Escolas, e desvio de financiamento e do foco educativo para assistencial e m&amp;eacute;dico-individual.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o resolve o problema essencial da falta de recursos e centra a mudan&amp;ccedil;a numa altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o meramente organizativa, que nunca foi o problema, mas sim de m&amp;aacute; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e confus&amp;atilde;o concetual sobre Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva em particular e na sua operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Portuguesa em geral.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:29:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/questoes-e-perigos-anunciados-de-uma-inclusao-excluida</guid></item><item><title>Revisão do Regime Jurídico da Educação Inclusiva: Proposta do MECI apresenta riscos</title><link>https://www.spgl.pt:443/revisao-do-regime-juridico-da-educacao-inclusiva-proposta-do-meci-apresenta-riscos</link><description>&lt;h3&gt;Revis&amp;atilde;o do Regime Jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva: Proposta do MECI apresenta riscos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Depois de entregar em m&amp;atilde;o no MECI, juntamente com outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a FENPROF introduziu a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na plataforma aberta para consulta p&amp;uacute;blica relativa &amp;agrave; revis&amp;atilde;o do Decreto-Lei n.&amp;ordm; 54/2018 (Revis&amp;atilde;o do Regime Jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva), considerando que, apesar de reconhecer problemas reais na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atual regime, a proposta do governo n&amp;atilde;o responde aos principais constrangimentos das escolas e pretende introduzir altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que levantam s&amp;eacute;rias preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora o MECI afirme que esta &amp;eacute; uma revis&amp;atilde;o essencialmente operacional, a FENPROF considera que se trata de uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o profunda, com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas estruturas, a redefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responsabilidades e a possibilidade de externaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas educativas, afastando recursos humanos especializados das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alerta, ainda, para a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer entrar em vigor o novo regime j&amp;aacute; no ano letivo de 2026/2027, sem que estejam aprovados cerca de uma dezena de diplomas regulamentares e outros documentos indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esta precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o criar&amp;aacute; indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desigualdade de pr&amp;aacute;ticas entre escolas e agravar&amp;aacute; a sobrecarga de trabalho dos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre as principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es destacadas pela FENPROF encontram-se:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a entrada em vigor do diploma sem regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o essencial;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o risco de externaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos apoios, em vez do refor&amp;ccedil;o dos recursos das escolas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a excessiva hierarquiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas estruturas, potenciando mais burocracia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto ao papel dos docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, cuja interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta com os alunos poder&amp;aacute; ser reduzida;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o aumento das responsabilidades dos docentes sem redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga letiva nem melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a aus&amp;ecirc;ncia de medidas estruturais como a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de alunos por turma e o refor&amp;ccedil;o dos quadros de docentes, t&amp;eacute;cnicos especializados e assistentes operacionais.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF reafirma que uma escola verdadeiramente inclusiva exige investimento na Escola P&amp;uacute;blica e n&amp;atilde;o apenas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas. A inclus&amp;atilde;o concretiza-se com recursos humanos suficientes, equipas est&amp;aacute;veis, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho adequadas e respostas educativas desenvolvidas dentro das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por estas raz&amp;otilde;es, a FENPROF defende que o novo regime apenas produza efeitos no ano letivo de 2027/2028, ap&amp;oacute;s a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de toda a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria, a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma &amp;uacute;ltima nota para assinalar que outra das insufici&amp;ecirc;ncias da proposta do minist&amp;eacute;rio &amp;eacute; o facto de n&amp;atilde;o ir al&amp;eacute;m dos 18 anos. Prevendo-se na proposta o prosseguimento de estudos ap&amp;oacute;s o t&amp;eacute;rmino da escolaridade obrigat&amp;oacute;ria, esta dever&amp;aacute; ser oportunidade para definir regras a aplicar no ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Revis&amp;atilde;o do regime jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/9897FFC2502A70C16EB5D4641AB5B8FD/f-168-revisao-do-rejime-juridico-da-educacao-inclusiva-16-07-26.pdf" target="_blank"&gt;Posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF no &amp;acirc;mbito de Consulta P&amp;uacute;blica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/revisao-do-regime-juridico-da-educacao-inclusiva-proposta-do-meci-apresenta-riscos</guid></item><item><title>Pela equidade na monodocência</title><link>https://www.spgl.pt:443/pela-equidade-na-monodocencia</link><description>&lt;h3&gt;Pela equidade na monodoc&amp;ecirc;ncia&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;aacute;tia Domingues&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Catarina Teixeira&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A luta pela equidade na monodoc&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o antiga do SPGL e da FENPROF. Educadores de inf&amp;acirc;ncia e professores do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico (CEB) continuam sujeitos a condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho mais gravosas do que as dos restantes docentes, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se prolonga h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas, sem qualquer justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica, mantendo desigualdades inaceit&amp;aacute;veis que importa corrigir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi para exigir justi&amp;ccedil;a e igualdade de tratamento que, no passado dia 15 de junho, mais de 2300 docentes participaram na Tribuna P&amp;uacute;blica promovida pela FENPROF, junto ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A forte ades&amp;atilde;o demonstrou que o descontentamento &amp;eacute; profundo e que os docentes da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar e do 1.&amp;ordm; CEB exigem equidade nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho relativamente aos restantes setores, bem como respostas concretas no &amp;acirc;mbito da revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF defende que este processo negocial deve p&amp;ocirc;r fim &amp;agrave;s desigualdades existentes, assegurando a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva em 20 horas semanais, a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD, nos termos propostos pela FENPROF, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva pelo exerc&amp;iacute;cio de cargos e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a harmoniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do calend&amp;aacute;rio escolar com os restantes n&amp;iacute;veis de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um regime espec&amp;iacute;fico de aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aos 36 anos de servi&amp;ccedil;o, sem penaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em reconhecimento da elevada exig&amp;ecirc;ncia da monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o constituem privil&amp;eacute;gios, mas sim medidas de equidade e de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional. Corrigir estas injusti&amp;ccedil;as significa reconhecer a especificidade do exerc&amp;iacute;cio da monodoc&amp;ecirc;ncia e garantir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dignas para quem assegura as bases do percurso educativo das crian&amp;ccedil;as. Melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho destes docentes &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m refor&amp;ccedil;ar a qualidade da Escola P&amp;uacute;blica e garantir melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o desenvolvimento das aprendizagens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a aus&amp;ecirc;ncia de respostas da tutela, a FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir e a mobilizar os docentes para que a revis&amp;atilde;o do ECD n&amp;atilde;o se limite a altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas represente um verdadeiro compromisso com a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o das desigualdades existentes, valorizando a profiss&amp;atilde;o docente e defendendo os direitos de quem exerce em monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos educadores e professores continuar&amp;aacute; a ser decisiva para alcan&amp;ccedil;ar estes objetivos. A FENPROF manter&amp;aacute; a luta at&amp;eacute; que sejam garantidas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas que assegurem a equidade, a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e o refor&amp;ccedil;o da Escola P&amp;uacute;blica!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:21:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/pela-equidade-na-monodocencia</guid></item><item><title>Profissionalização |  Docentes inscritos nos Mestrados em Ensino vinculados pelo Concurso Externo Extraordinário continuam sem condições para concluir a profissionalização.</title><link>https://www.spgl.pt:443/profissionalizacao-docentes-inscritos-nos-mestrados-em-ensino-vinculados-pelo-concurso-externo-extraordinario-continuam-sem-condicoes-para-concluir-a-profissionalizacao</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Docentes inscritos nos Mestrados em Ensino vinculados pelo Concurso Externo Extraordin&amp;aacute;rio continuam sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para concluir a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Eduardo Jord&amp;atilde;o |&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Dirigente do SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;At&amp;eacute; ao momento, o MECI n&amp;atilde;o respondeu ao of&amp;iacute;cio enviado sobre esta mat&amp;eacute;ria, mantendo-se sem solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes que iniciar&amp;atilde;o a Pr&amp;aacute;tica de Ensino Supervisionada (PES) no pr&amp;oacute;ximo ano letivo. Estes professores, j&amp;aacute; vinculados aos quadros, ter&amp;atilde;o de cumprir um hor&amp;aacute;rio letivo de 22 horas na escola de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, simultaneamente, realizar a PES na escola definida pela Institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Ensino Superior, onde exista professor cooperante e n&amp;uacute;cleo de est&amp;aacute;gio. A dist&amp;acirc;ncia entre escolas e a elevada carga de trabalho tornam esta concilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o praticamente imposs&amp;iacute;vel. Num contexto de escassez de professores, &amp;eacute; indispens&amp;aacute;vel garantir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es que permitam concluir a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem obrigar estes docentes a escolher entre manter o emprego ou terminar a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/profissionalizacao-docentes-inscritos-nos-mestrados-em-ensino-vinculados-pelo-concurso-externo-extraordinario-continuam-sem-condicoes-para-concluir-a-profissionalizacao</guid></item><item><title>Revisão do ECD | Protelar, protelar, protelar. Eis a estratégia do MECI na revisão do ECD!</title><link>https://www.spgl.pt:443/revisao-do-ecd-protelar-protelar-protelar-eis-a-estrategia-do-meci-na-revisao-do-ecd</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Revis&amp;atilde;o do ECD&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Protelar, protelar, protelar. Eis a estrat&amp;eacute;gia do MECI na revis&amp;atilde;o do ECD!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ant&amp;oacute;nio Anes&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Constata-se o que logo de in&amp;iacute;cio se temia. O MECI pretende prolongar a revis&amp;atilde;o do ECD empastelando o processo negocial com reuni&amp;otilde;es intencionalmente inoperacionais, repetitivas e pouco objetivas. Repetem-se conte&amp;uacute;dos j&amp;aacute; abordados anteriormente, desprezam-se propostas mais significativas da FENPROF.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sen&amp;atilde;o vejamos. Durante este ano letivo j&amp;aacute; se realizaram 12 reuni&amp;otilde;es e ainda n&amp;atilde;o se passou do tema 2 do protocolo de revis&amp;atilde;o. No entanto, &amp;eacute; importante destacar que no objetivo central tra&amp;ccedil;ado pelo MECI em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; revis&amp;atilde;o, no sentido de desmantelar o atual ECD, o minist&amp;eacute;rio vai paulatinamente tentando a descaracteriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e o fim da carreira de corpo especial (docentes).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas pensou mal o MECI julgando que os professores se manteriam eternamente adormecidos com a restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o gradual do tempo de servi&amp;ccedil;o roubado. Em 16 de maio de 2026, 25000 educadores, professores e investigadores sa&amp;iacute;ram &amp;agrave; rua em defesa do atual ECD e da sua carreira docente consubstanciada num corpo especial da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica; exigem que a revis&amp;atilde;o do ECD valorize de facto os professores e n&amp;atilde;o lhe retire direitos; reivindicam uma maior estabilidade e valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, num contexto de combate &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A profiss&amp;atilde;o docente tem caracter&amp;iacute;sticas pr&amp;oacute;prias que n&amp;atilde;o se podem diluir em qualquer outro referencial de compet&amp;ecirc;ncias da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica. Ter&amp;aacute; de ser valorizada quer ao n&amp;iacute;vel das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho quer ao n&amp;iacute;vel da sua estrutura de carreira. Foi isso que os professores afirmaram na manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 16 de maio. E n&amp;atilde;o poder&amp;aacute; ser com os descarados protelamentos, que o MECI teima impor no processo negocial. Trata-se de uma inoper&amp;acirc;ncia intencional, que serve os objetivos pol&amp;iacute;ticos e or&amp;ccedil;amentais do governo da AD, enquanto prolonga a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de exerc&amp;iacute;cio da profiss&amp;atilde;o docente. Urge avan&amp;ccedil;ar para estes temas na revis&amp;atilde;o do ECD, valorizar a profiss&amp;atilde;o em todas as suas vertentes e dar um contributo significativo para acabar com o muito prolongado per&amp;iacute;odo de falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os professores deram um expressivo aviso e esperam outra atitude do MECI. Exigem a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atual ECD melhorado, mas n&amp;atilde;o minado. Sen&amp;atilde;o&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:11:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/revisao-do-ecd-protelar-protelar-protelar-eis-a-estrategia-do-meci-na-revisao-do-ecd</guid></item></channel></rss>