<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Setores</title><link>https://www.spgl.pt:443/setores</link><description>Setores</description><item><title>Negociação do Contrato Coletivo de Trabalho entre a FENPROF e a CNEF</title><link>https://www.spgl.pt:443/negociacao-do-contrato-coletivo-de-trabalho-entre-a-fenprof-e-a-cnef</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Ensino Particular e Cooperativo, Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado e Ensino Profissional&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho entre a&amp;nbsp;FENPROF e a CNEF&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Desde o final de 2025 que a FENPROF iniciou o processo negocial com a CNEF, tendo em vista a revis&amp;atilde;o do CCT do Ensino Particular e Cooperativo (EPC).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar das v&amp;aacute;rias propostas que fomos apresentando na mesa de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, at&amp;eacute; ao momento apenas foi poss&amp;iacute;vel alcan&amp;ccedil;ar um entendimento relativamente &amp;agrave; contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o a 100% de todo o tempo de servi&amp;ccedil;o dos nossos s&amp;oacute;cios, para efeitos de integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira; &amp;agrave; reclassifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira dos docentes no m&amp;ecirc;s seguinte ao da obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grau superior ou profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o; &amp;agrave; obrigatoriedade de registar no hor&amp;aacute;rio dos docentes toda a componente letiva e n&amp;atilde;o letiva; ao aumento da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do per&amp;iacute;odo de f&amp;eacute;rias em dois dias; &amp;agrave; possibilidade de um trabalhador com filho portador de defici&amp;ecirc;ncia faltar dois dias por ano sem perda de retribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o; e ao acordo para a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tabelas salariais &amp;mdash; embora a CNEF s&amp;oacute; estivesse dispon&amp;iacute;vel para as aplicar em setembro pr&amp;oacute;ximo nas escolas que n&amp;atilde;o dependam do financiamento do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Face a esta posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e manifestando o seu total desacordo, a FENPROF prop&amp;ocirc;s &amp;agrave; CNEF, em fevereiro passado, a suspens&amp;atilde;o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; que houvesse conhecimento relativo ao financiamento do Governo a aplicar no pr&amp;oacute;ximo ano letivo nos estabelecimentos de ensino particular e cooperativo com contrato de associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, com contrato de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nas escolas do ensino art&amp;iacute;stico e especializado e nas escolas do ensino profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s v&amp;aacute;rios diplomas legislativos publicados entre junho e agosto, que anunciaram o novo quadro de financiamento para as escolas acima referidas, retomou-se a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no final de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o ocorrida, apesar da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto &amp;agrave; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas tabelas salariais, a CNEF apenas se disponibilizou a faz&amp;ecirc;-lo de imediato nas escolas de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial e, de forma faseada nas escolas com contrato de associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e escolas profissionais, no que diz respeito &amp;agrave;s turmas financiadas nos escal&amp;otilde;es de 1 a 4.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Relativamente &amp;agrave;s escolas profissionais art&amp;iacute;sticas, cujo governo n&amp;atilde;o fez qualquer atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao financiamento, e &amp;agrave;s escolas do ensino art&amp;iacute;stico especializado, em que os contratos de patroc&amp;iacute;nio tiveram uma atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos valores por aluno para o pr&amp;oacute;ximo concurso, a CNEF argumentou que as verbas em causa ainda n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o permitem aumentos salariais, os quais poriam as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es numa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira insustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em alternativa, prop&amp;ocirc;s o aumento excecional do per&amp;iacute;odo de f&amp;eacute;rias para os docentes das escolas que optem por n&amp;atilde;o aplicar as novas tabelas salariais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o obstante a FENPROF considerar importante a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um CCT que regule a profiss&amp;atilde;o e valorize as carreiras nos v&amp;aacute;rios setores, perante este cen&amp;aacute;rio torna-se essencial ouvir os s&amp;oacute;cios quanto ao caminho que devemos trilhar na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para esse efeito, comunicamos a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um plen&amp;aacute;rio nacional do EPC, presencial na sede do SPGL e tamb&amp;eacute;m em formato &lt;em&gt;online&lt;/em&gt;, na &lt;strong&gt;pr&amp;oacute;xima quinta-feira, pelas 16h30h.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o no Plen&amp;aacute;rio (&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;prazo: 10/09 - 12:30h&lt;/span&gt;) &lt;/strong&gt;&lt;a href="https://dados.fenprof.pt/100926" target="_blank"&gt;&lt;strong&gt;https://dados.fenprof.pt/100926&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contamos com a tua presen&amp;ccedil;a! &amp;nbsp;A tua opini&amp;atilde;o &amp;eacute; importante!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do EPC&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 09 Sep 2026 11:10:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/negociacao-do-contrato-coletivo-de-trabalho-entre-a-fenprof-e-a-cnef</guid></item><item><title>Plenário sindical on-line de docentes da Universidade Politécnica de Lisboa | 9 de setembro | 17h00</title><link>https://www.spgl.pt:443/plenario-sindical-on-line-de-docentes-da-universidade-politecnica-de-lisboa-9-de-setembro-17h00</link><description>&lt;p&gt;O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) convoca os docentes e investigadores da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL) para um&amp;nbsp;plen&amp;aacute;rio sindical on-line, a realizar amanh&amp;atilde;,&amp;nbsp;dia 9 de setembro, entre as 17:00 e as 18:30 horas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este plen&amp;aacute;rio realizar-se-&amp;aacute;&amp;nbsp;na sequ&amp;ecirc;ncia da reuni&amp;atilde;o que o SPGL ter&amp;aacute;, &amp;agrave;s 11:00 horas, com o Reitor da UPL, dando continuidade ao acompanhamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores convidados afetados pelas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de trabalho. &amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No plen&amp;aacute;rio ser&amp;atilde;o&amp;nbsp;apresentadas as conclus&amp;otilde;es da reuni&amp;atilde;o com o Reitor e discutidas as respostas dadas pela Reitoria&amp;nbsp;aos problemas que t&amp;ecirc;m vindo a ser colocados. A partir da&amp;iacute;, faremos o ponto da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e&amp;nbsp;discutiremos coletivamente as medidas a tomar e as formas de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o a desenvolver, caso persistam problemas sem solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A op&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do plen&amp;aacute;rio on-line resulta da reduzida anteced&amp;ecirc;ncia com que a reuni&amp;atilde;o com o Reitor foi marcada, que dificulta a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um plen&amp;aacute;rio presencial. Procuramos, desta forma, criar melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes das diferentes escolas da UPL.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num momento particularmente importante para a defesa dos direitos e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos professores convidados,&amp;nbsp;apelamos &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos e &amp;agrave; divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o deste plen&amp;aacute;rio junto dos colegas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Aceder ao plen&amp;aacute;rio on-line nesta liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&amp;nbsp;&lt;a href="https://us06web.zoom.us/j/86136039057&amp;nbsp;" target="_blank"&gt;https://us06web.zoom.us/j/86136039057&amp;nbsp;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sauda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais,&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento de Ensino Superior do SPGL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt; &lt;img width="1754" height="2481" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/20da640a/fabe0055/cartaz%20plenario%202026.09.09%20UPL_page-0001.jpg?v=639245045939816488"&gt; &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 21:44:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/plenario-sindical-on-line-de-docentes-da-universidade-politecnica-de-lisboa-9-de-setembro-17h00</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 02: FENPROF denuncia falhas na validação de horários e exige responsabilidades ao MECI e à AGSE</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Reserva de Recrutamento 02:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF denuncia falhas na valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hor&amp;aacute;rios e exige responsabilidades ao MECI e &amp;agrave; AGSE&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;FENPROF denuncia novas falhas no processo de Reserva de Recrutamento 02 (RR02), relacionadas com a valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios pelas escolas e agrupamentos, e exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e &amp;agrave; altura da miss&amp;atilde;o que lhe est&amp;aacute; atribu&amp;iacute;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas &amp;uacute;ltimas horas, chegaram &amp;agrave; FENPROF relatos de&amp;nbsp;diversos agrupamentos e escolas que procederam atempadamente ao lan&amp;ccedil;amento dos hor&amp;aacute;rios na plataforma, cumprindo os procedimentos que lhes foram exigidos, sem que, contudo, esses hor&amp;aacute;rios tenham sido&amp;nbsp;devidamente validados dentro dos prazos necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As consequ&amp;ecirc;ncias desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o graves. Por um lado,&amp;nbsp;atrasam coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes de que as escolas necessitam, contribuindo para prolongar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de professores e para prejudicar o normal funcionamento das escolas. Por outro,&amp;nbsp;prejudicam diretamente docentes&amp;nbsp;que acabaram por ser colocados em hor&amp;aacute;rios menos favor&amp;aacute;veis e, em alguns casos,&amp;nbsp;a largas dezenas de quil&amp;oacute;metros das suas resid&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que professores e escolas sejam chamados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de falhas que n&amp;atilde;o lhes s&amp;atilde;o imput&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF considera particularmente grave que, depois de sucessivos problemas na gest&amp;atilde;o dos procedimentos de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes,&amp;nbsp;MECI e AGSE continuem a transferir para plataformas tecnol&amp;oacute;gicas responsabilidades que exigem acompanhamento, compet&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e, sobretudo, responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tecnologia pode agilizar procedimentos, mas&amp;nbsp;n&amp;atilde;o substitui a responsabilidade de quem organiza, gere e supervisiona esses procedimentos. Quando uma escola lan&amp;ccedil;a atempadamente um hor&amp;aacute;rio e este n&amp;atilde;o &amp;eacute; validado em tempo &amp;uacute;til, o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na escola nem no professor. Est&amp;aacute; no sistema e em quem tem a responsabilidade de o fazer funcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, fica demonstrado que&amp;nbsp;a tecnologia, sem organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compet&amp;ecirc;ncia e responsabilidade, n&amp;atilde;o resolve problemas: pode, pelo contr&amp;aacute;rio, ampli&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a FENPROF, esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um exemplo das consequ&amp;ecirc;ncias do&amp;nbsp;desmantelamento de estruturas e servi&amp;ccedil;os do MECI e da sua crescente incapacidade para assegurar uma resposta t&amp;eacute;cnica e administrativa eficaz &amp;agrave;s necessidades das escolas. A sucessiva transfer&amp;ecirc;ncia de responsabilidades, a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias e a insufici&amp;ecirc;ncia de recursos humanos n&amp;atilde;o podem continuar a ser apresentadas como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige, por isso, que o MECI e a AGSE:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;identifiquem imediatamente todos os hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados atempadamente pelas escolas que n&amp;atilde;o foram validados dentro dos prazos previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;procedam &amp;agrave;&amp;nbsp;corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tenham prejudicado escolas e docentes, garantindo que nenhum professor seja penalizado por uma falha que n&amp;atilde;o lhe &amp;eacute; imput&amp;aacute;vel;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;esclare&amp;ccedil;am publicamente&amp;nbsp;quantos hor&amp;aacute;rios foram afetados, quais as raz&amp;otilde;es para a sua n&amp;atilde;o valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada e quem assumir&amp;aacute; a responsabilidade pelas consequ&amp;ecirc;ncias produzidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;adotem medidas para impedir que situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes voltem a ocorrer nas pr&amp;oacute;ximas reservas de recrutamento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;garantam &amp;agrave;s escolas&amp;nbsp;apoio t&amp;eacute;cnico efetivo e capacidade de resposta atempada, em vez de as confrontarem com plataformas que n&amp;atilde;o asseguram, por si s&amp;oacute;, o funcionamento adequado dos procedimentos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que professores sejam colocados longe das suas resid&amp;ecirc;ncias ou que escolas continuem sem os docentes de que necessitam por&amp;nbsp;falhas administrativas e t&amp;eacute;cnicas da responsabilidade dos servi&amp;ccedil;os do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo tem de assumir que&amp;nbsp;governar a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas disponibilizar plataformas digitais. &amp;Eacute; garantir que estas funcionam, que existem trabalhadores e servi&amp;ccedil;os capazes de as acompanhar e que, perante uma falha, h&amp;aacute; quem assuma responsabilidades e corrija os preju&amp;iacute;zos causados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF condena, assim, a forma como MECI e AGSE est&amp;atilde;o a conduzir este processo&amp;nbsp;e exige uma mudan&amp;ccedil;a imediata de atitude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas precisam de professores. Os professores precisam de procedimentos justos. E a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa de um Minist&amp;eacute;rio que assuma as suas responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</guid></item><item><title>Abertura do Ano Letivo | Estudo sobre condições de funcionamento existentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura do Ano Letivo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Estudo sobre condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento existentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a proceder a um trabalho de verifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas para o arranque de mais um ano letivo (2026/2027). Este ano, tendo em conta que se perspetivam mudan&amp;ccedil;as que implicam um cada vez maior investimento na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, entendeu a FENPROF que &amp;eacute; importante conhecer particularidades que podem ser determinantes para a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao pr&amp;oacute;ximo Or&amp;ccedil;amento do Estado, designadamente ao governo e aos partidos com assento parlamentar. Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esperamos, por isso, poder contar com a colabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o das escolas nesta recolha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/70/3/inquerito%20abertura%20ano%20escolar.pdf" target="_blank"&gt;Descarregar Inqu&amp;eacute;rito&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0001.jpg?v=639240405631604639"&gt; &lt;img width="1000" height="707" src="/Media/Default/_Profiles/12cc263b/975f79b0/inquerito%20abertura%20ano%20escolar_page-0002.jpg?v=639240405632385881"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 03 Sep 2026 12:55:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-do-ano-letivo-estudo-sobre-condicoes-de-funcionamento-existentes</guid></item><item><title>Informação aos professores | Férias interrompidas por causa dos exames</title><link>https://www.spgl.pt:443/informacao-aos-professores-ferias-interrompidas-por-causa-dos-exames</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffff00;"&gt;&lt;strong&gt;Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos professores&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;F&amp;eacute;rias interrompidas por causa dos exames |&amp;nbsp;Conhe&amp;ccedil;a os seus direitos!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de suportar os preju&amp;iacute;zos provocados pelas falhas do processo de exames&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das datas da 2.&amp;ordf; fase dos exames nacionais e os atrasos no processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o obrigaram alguns professores a alterar ou interromper f&amp;eacute;rias que j&amp;aacute; tinham marcado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Alexandre, afirmou que, caso algu&amp;eacute;m consiga demonstrar ter sofrido um preju&amp;iacute;zo, &amp;laquo;o Estado deve ressarcir&amp;raquo; a pessoa lesada, acrescentando que, at&amp;eacute; ao momento, ningu&amp;eacute;m lhe tinha apresentado um pedido de indemniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas os professores t&amp;ecirc;m direitos que n&amp;atilde;o dependem da declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ministro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/50/0/ferias%20professores.pdf" target="_blank"&gt;Descarregar pdf&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1500" height="1060" src="/Media/Default/_Profiles/69380795/af6923e1/ferias%20professores_page-0001.jpg?v=639238735828990525"&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1500" height="1060" src="/Media/Default/_Profiles/69380795/af6923e1/ferias%20professores_page-0002.jpg?v=639238735830240545"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:32:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/informacao-aos-professores-ferias-interrompidas-por-causa-dos-exames</guid></item><item><title>Abertura ano escolar 2026/2027 | FENPROF: novo ano escolar começa com velhos problemas e novas ameaças à Escola Pública</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura ano escolar 2026/2027&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF: novo ano escolar come&amp;ccedil;a com velhos problemas e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bqrrNh-tMQ0?si=6vM6oCAa0rgMlt-U" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo ano escolar arranca, segundo a FENPROF, marcado por problemas que o Governo continua sem resolver: falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobrecarga e precariedade docentes, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento das escolas e insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos e recursos. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical alerta que o recurso crescente ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser apresentado como resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores e defende medidas efetivas para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e valorizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF critica tamb&amp;eacute;m a revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente, considerando que as propostas do Governo agravam a instabilidade e a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, ao mesmo tempo que denuncia a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo negocial. Rejeita ainda a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo de gest&amp;atilde;o escolar, defendendo uma escola p&amp;uacute;blica democr&amp;aacute;tica e participada, e manifesta forte preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a revis&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva, prevista para entrar em vigor a meio do ano letivo, sem os recursos e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre os exames nacionais, a FENPROF considera inaceit&amp;aacute;vel qualquer tentativa de branqueamento do caos registado e rejeita que os professores sejam responsabilizados pelas falhas das plataformas e pelas decis&amp;otilde;es da tutela. Exige o pagamento do trabalho suplementar realizado e o ressarcimento dos docentes cujas f&amp;eacute;rias foram interrompidas, contestando a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um euro por item atribu&amp;iacute;da aos classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o denuncia ainda o agravamento da precariedade no Ensino Superior associado &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polit&amp;eacute;cnicos em universidades e rejeita qualquer reforma da Seguran&amp;ccedil;a Social que ponha em causa direitos sociais. Para a FENPROF, estes problemas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, mas resultado de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Por isso, reafirma o compromisso de lutar pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/40/6/declaracao-abertura-ano-escolar-01-09-26.pdf" target="_blank"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a abertura do ano letivo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Novo ano escolar marcado por velhos problemas &amp;mdash; e por escolhas pol&amp;iacute;ticas que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF come&amp;ccedil;a por saudar os educadores e professores que hoje regressam &amp;agrave;s escolas para mais um ano escolar, muitos deles longe das suas fam&amp;iacute;lias e das suas terras e enfrentando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho deficit&amp;aacute;rias e cada vez mais exigentes. &amp;Eacute; a eles que deixamos uma palavra de reconhecimento e de confian&amp;ccedil;a, porque s&amp;atilde;o eles que, todos os dias, com &lt;strong&gt;profissionalismo, dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sentido de responsabilidade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;garantem que as escolas funcionam e que o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a ser assegurado&lt;/strong&gt;, mesmo perante as dificuldades e os problemas que o governo continua sem resolver, permitindo o seu agravamento e, como tem estado &amp;agrave; vista, criando inclusivamente situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas. &amp;Eacute; assim que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar e os problemas persistem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Falta de professores muito longe de estar em resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores continua a ser um dos principais problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Escola P&amp;uacute;blica, mas tamb&amp;eacute;m no ensino privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2025/2026, o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios preenchidos atrav&amp;eacute;s de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola aumentou cerca de 30%, o que constitui evid&amp;ecirc;ncia da escassez de docentes para satisfazer as necessidades do sistema educativo. Nesse ano, no primeiro per&amp;iacute;odo, os indicadores apontavam para um agravamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: mais hor&amp;aacute;rios, mais horas e mais alunos afetados pela falta de docentes. Se a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o assumiu dimens&amp;otilde;es ainda mais graves, isso deveu-se, em grande medida, ao recurso crescente &amp;mdash; e muitas vezes abusivo &amp;mdash; ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores, uma &amp;ldquo;solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; que n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, uma resposta estrutural ao problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as diferentes fases dos concursos continuou a diminuir. E h&amp;aacute; outro dado incontorn&amp;aacute;vel: em setembro aposentam-se 558 docentes, mais 172 do que no mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, um aumento de 30,8%. Nos pr&amp;oacute;ximos anos poder&amp;atilde;o aposentar-se cerca de 4 mil professores por ano. Perante isto, perguntamos ao governo: &lt;strong&gt;qual &amp;eacute; a estrat&amp;eacute;gia para garantir professores &amp;agrave;s escolas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta contar coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; preciso &lt;strong&gt;formar, atrair, vincular e fixar professores&lt;/strong&gt;. E isso exige valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, garantir estabilidade e recuperar direitos. A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de tempo de servi&amp;ccedil;o que foi tirado aos docentes e que ainda est&amp;aacute; em curso, tem sido apontada pelo governo, de forma insistente, como sendo a sua bandeira da esperada valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas importa dizer &amp;ndash; assim o considera a FENPROF &amp;ndash; que a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de ser muito mais do que a restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de algo que vinha a ser roubado aos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O ECD poderia ser um instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas o governo est&amp;aacute; a transform&amp;aacute;-lo num instrumento de desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente deve ser uma oportunidade para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e dignificada. O governo est&amp;aacute; a fazer exatamente o contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas apresentadas introduzem mecanismos de gest&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pressionam e desprofissionalizam os docentes, diluem especificidades, alteram negativamente o regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abrem portas &amp;agrave; entrada na doc&amp;ecirc;ncia de pessoas sem a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica atualmente exigida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, que tem sido, ainda assim, o mecanismo com resultados mais expressivos para combater a precariedade, &amp;eacute; um grave retrocesso e as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas pelo governo para a mobilidade interna dificultar&amp;atilde;o ainda mais a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores &amp;agrave;s suas &amp;aacute;reas de resid&amp;ecirc;ncia, uma vez que visam for&amp;ccedil;&amp;aacute;-los a manter-se em coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es longe das suas leg&amp;iacute;timas expetativa, mesmo quando existam alternativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos perante um cen&amp;aacute;rio que ser&amp;aacute; de mais instabilidade, mais precariedade, mais professores longe de casa. &amp;Eacute; este o caminho a que o governo chama valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?! A FENPROF afirma que n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirma tamb&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o aceita a forma como o processo negocial da revis&amp;atilde;o do ECD tem sido conduzido: documentos enviados em cima das reuni&amp;otilde;es ou at&amp;eacute; entregues apenas no in&amp;iacute;cio das mesmas, falta de transpar&amp;ecirc;ncia, desrespeito pelas regras legais da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, tentativa de limitar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, decis&amp;otilde;es j&amp;aacute; tomadas quando a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o estava conclu&amp;iacute;da e generalizada desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas propostas da FENPROF, constru&amp;iacute;das e apoiadas por milhares e milhares de docentes, denotam, da parte do governo, um comportamento negocial de prepot&amp;ecirc;ncia e n&amp;atilde;o de parte em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.. Como a FENPROF j&amp;aacute; teve de denunciar, isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de boa-f&amp;eacute;, &amp;eacute; desrespeito pelos professores e pela sua organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais representativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Escolas sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e professores cada vez mais sobrecarregados&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico problema. H&amp;aacute; escolas com computadores obsoletos ou avariados, redes de &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; deficientes, falta de assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e edif&amp;iacute;cios sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; escolas que continuam sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas, colocando em causa o conforto, a sa&amp;uacute;de e a seguran&amp;ccedil;a de alunos e trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&amp;aacute; professores cada vez mais sobrecarregados por hor&amp;aacute;rios excessivos, incluindo pr&amp;aacute;ticas de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho n&amp;atilde;o remunerado, demasiados alunos e turmas, burocracia e uma utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva para realizar tarefas que n&amp;atilde;o deveriam integrar os seus hor&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica de recrutamento que resolva a falta de professores se o governo continuar a ignorar as raz&amp;otilde;es que levam profissionais a abandonar a profiss&amp;atilde;o, jovens a n&amp;atilde;o quererem entrar nela e &amp;agrave; desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o material e simb&amp;oacute;lica da profiss&amp;atilde;o. Valorizar a profiss&amp;atilde;o passa tamb&amp;eacute;m por melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que se trabalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Docentes com problemas espec&amp;iacute;ficos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; particularmente grave a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, nomeadamente das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas das escolas Soares dos Reis e Ant&amp;oacute;nio Arroio. Estes professores, com a FENPROF, t&amp;ecirc;m protestado, enviado of&amp;iacute;cios e apresentado os seus problemas ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem que lhes tenham sido apresentadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e deixando-os, na maioria das vezes, sem qualquer resposta. O que exigem &amp;eacute; simples: &lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos termos j&amp;aacute; previstos na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Ensino Superior, a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institutos polit&amp;eacute;cnicos em universidades est&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a avan&amp;ccedil;ar sem a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deveriam ser asseguradas, criando regimes diferenciados dentro das mesmas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com novas desigualdades nas carreiras e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es remunerat&amp;oacute;rias. Quem trabalha nessas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tem o direito de saber o que est&amp;aacute; a ser decidido sobre o seu futuro profissional e o direito de participar no processo. A convers&amp;atilde;o de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ensino polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o pode ser feita &amp;agrave; custa dos direitos dos docentes, seja com perdas nas suas carreiras, seja com o agravamento da j&amp;aacute; enorme precariedade, seja com a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho para, por estas vias, acomodar custos financeiros que a convers&amp;atilde;o, inevitavelmente, tem de comportar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O caos dos exames n&amp;atilde;o pode ser branqueado&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, uma quest&amp;atilde;o que o governo n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; apagar com declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de normalidade: o caos dos exames nacionais. Falhas graves provocaram atrasos, incerteza e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre alunos, fam&amp;iacute;lias e professores e criaram uma das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior disrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria no sistema educativo. Perante isto, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua sem assumir as responsabilidades pol&amp;iacute;ticas que lhe cabem, no que vem sendo apoiado, sem surpresa, pelo primeiro-ministro, que em declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito recentes tentou branquear a natureza dos problemas criados e a sua inusitada gravidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce dizer que o ministro, em diferentes momentos, tentou transferir responsabilidades para os professores e para outros intervenientes no processo de exames, revelando uma not&amp;oacute;ria dificuldade em responder pelas suas decis&amp;otilde;es e atos. Os professores n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o os bodes expiat&amp;oacute;rios dos erros do governo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Efeitos da forma como o processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas foi precipitadamente implementado fica bem patente no relat&amp;oacute;rio da IGE que considera que na base dos problemas sentidos pelas escolas, para al&amp;eacute;m de evidentes defici&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas das plataformas, &amp;ldquo;&lt;em&gt;muitas das ocorr&amp;ecirc;ncias registadas, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos atrasos verificados nas duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es investigadas (envio de provas pelas escolas e cumprimento do prazo das reaprecia&amp;ccedil;&amp;otilde;es), parecem encontrar ainda explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos fatores, designadamente a complexidade operacional inerente ao processo de exames, a press&amp;atilde;o temporal a que estiveram sujeitos os secretariados de exames, o elevado volume de procedimentos a executar em simult&amp;acirc;neo e a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais que exigiram mecanismos acrescidos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte das escolas e at&amp;eacute; do JNE&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a preparar os mecanismos necess&amp;aacute;rios para defender os docentes prejudicados por este processo, nomeadamente os que tiveram f&amp;eacute;rias interrompidas e os que realizaram trabalho adicional, incluindo trabalho realizado em per&amp;iacute;odos de descanso ou em hor&amp;aacute;rio noturno. Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de pagar pelos erros da tutela. A FENPROF n&amp;atilde;o aceita a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguida pelo governo para tentar calar a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transtornos com o recurso ao pagamento de &amp;ldquo;compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; - 1,00 &amp;euro;/item, sujeito a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, anunciado como forma de reconhecer o empenho e o esfor&amp;ccedil;o dos professores classificadores - em vez da justa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de horas extraordin&amp;aacute;rias e de trabalho em dia de descanso semanal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se faz por decreto&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Noutro dom&amp;iacute;nio, a FENPROF est&amp;aacute; profundamente preocupada com a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao regime da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva. O governo pretende transferir para os professores das turmas responsabilidades acrescidas, enquanto parte dos alunos abrangidos por medidas adicionais passar&amp;aacute; a depender de apoios prestados por entidades externas, pretendendo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;faz&amp;ecirc;-lo sem que estejam sequer conclu&amp;iacute;dos todos os diplomas regulamentares e o manual de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Aponta para uma entrada em vigor em pleno ano letivo, em janeiro de 2027, o que previsivelmente vir&amp;aacute; a gerar problemas, desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ainda mais preju&amp;iacute;zos para alunos e para as necess&amp;aacute;rias pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o. &lt;strong&gt;Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sublinhe-se que j&amp;aacute; hoje h&amp;aacute; alunos sem os apoios de que necessitam por falta de docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, assistentes operacionais e outros profissionais indispens&amp;aacute;veis para as respostas de apoio e inclus&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o transferindo responsabilidades para professores j&amp;aacute; manifestamente sobrecarregados. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o por decreto. Faz-se inclus&amp;atilde;o com profissionais, recursos e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es: com investimento, portanto&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A escola p&amp;uacute;blica precisa de democracia, n&amp;atilde;o de mais gest&amp;atilde;o autocr&amp;aacute;tica &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, igualmente, a proposta do governo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um corpo profissional de gestores escolares. A escola n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma empresa. O diretor n&amp;atilde;o deve transformar-se num gestor profissional submetido a uma l&amp;oacute;gica empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem alertado para os riscos desta orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e defende uma gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, participada e colegial, assente na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, na participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores, trabalhadores n&amp;atilde;o docentes, alunos e fam&amp;iacute;lias e em verdadeiros poderes de decis&amp;atilde;o da comunidade educativa. A autonomia das escolas constr&amp;oacute;i-se com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e democracia, n&amp;atilde;o com concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes e controlo hier&amp;aacute;rquico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Direitos sociais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uma vari&amp;aacute;vel de ajustamento&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, ainda, qualquer tentativa de p&amp;ocirc;r em causa a sustentabilidade do sistema p&amp;uacute;blico de Seguran&amp;ccedil;a Social, designadamente atrav&amp;eacute;s de falsidades, ambiguidades ou da confus&amp;atilde;o propositada entre a Seguran&amp;ccedil;a Social e a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando se est&amp;aacute; perante sistemas com objetivos, destinat&amp;aacute;rios e modos de financiamento distintos. N&amp;atilde;o aceitaremos que a manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;meros seja utilizada para justificar cortes em direitos sociais e laborais. A FENPROF considera que a defesa da Seguran&amp;ccedil;a Social e da Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma frente de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta fundamental para todos os trabalhadores, na qual todos os professores e educadores devem empenhar-se para protegerem o seu futuro e o futuro das novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o estamos perante um conjunto de fatalidades, mas sim de resultados de escolhas pol&amp;iacute;ticas&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar: com falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, escolas com falta de equipamentos e infraestruturas adequadas, processos negociais conduzidos de forma inaceit&amp;aacute;vel, em regra como formalidade, altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas no recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, problemas no ensino art&amp;iacute;stico, incerteza no ensino superior, caos nos exames nacionais e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma verdadeira educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, &lt;strong&gt;s&amp;atilde;o resultados de escolhas. &lt;/strong&gt;Escolhas pol&amp;iacute;ticas que desvalorizam os profissionais. Escolhas que fragilizam a Escola P&amp;uacute;blica. Escolhas que aumentam a precariedade e a instabilidade laborais na vida dos professores e educadores e suas fam&amp;iacute;lias. Escolhas que transferem para os professores responsabilidades que pertencem ao governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que os professores sejam transformados na vari&amp;aacute;vel de ajustamento das pol&amp;iacute;ticas deste governo. N&amp;atilde;o aceitaremos que a falta de investimento seja apresentada como inevit&amp;aacute;vel ou disfar&amp;ccedil;ada em ret&amp;oacute;ricas que apenas a procuram encobrir. N&amp;atilde;o aceitaremos que a precariedade seja apresentada como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o aceitaremos que a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho seja apresentada como efici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E n&amp;atilde;o aceitaremos que, por detr&amp;aacute;s de an&amp;uacute;ncios e reformas, avance um projeto de desmantelamento e privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, adulterando a sua natureza de direito universal estabelecido pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa, realizado atrav&amp;eacute;s da Escola P&amp;uacute;blica, instrumento essencial para o desenvolvimento de uma sociedade democr&amp;aacute;tica e humanizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF estar&amp;aacute; nas escolas. Estar&amp;aacute; com os professores. Denunciar&amp;aacute; o que tiver de ser denunciado. Exigir&amp;aacute; as respostas que o governo continua a adiar. Estes continuar&amp;atilde;o a ser compromissos da FENPROF e dos seus sindicatos em 2026/2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF lutar&amp;aacute; pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Porque a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o &amp;eacute; um custo. &amp;Eacute; um direito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o problema da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o a for&amp;ccedil;a que todos os dias a faz acontecer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita o desmantelamento da Escola P&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o aceita a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus profissionais e n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que sejam os professores a pagar pelos erros e pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica defende-se. A profiss&amp;atilde;o docente valoriza-se. E a FENPROF estar&amp;aacute;, como sempre, na primeira linha dessa luta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 1 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</guid></item><item><title>1.ª Reserva de Recrutamento 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;Est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para consulta as listas da 1.&amp;ordf; Reserva de Recrutamento 2026/2027.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Listas publicitadas a 28 de agosto de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &lt;em&gt;SIGRHE&lt;/em&gt; nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-1/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 31 Aug 2026 11:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/1-a-reserva-de-recrutamento-2026-2027</guid></item><item><title>SPGL reuniu com Reitor da UPL sobre a situação dos docentes convidados</title><link>https://www.spgl.pt:443/spgl-reuniu-com-reitor-da-upl-sobre-a-situacao-dos-docentes-convidados</link><description>&lt;h3&gt;SPGL reuniu com Reitor da UPL sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes convidados&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Uma delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o (DESI) do SPGL reuniu, no dia 20 de agosto, com o Reitor da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL, outrora Instituto Polit&amp;eacute;cnico de Lisboa), na sequ&amp;ecirc;ncia do pedido urgente apresentado pelo Sindicato sobre as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos de docentes convidados em v&amp;aacute;rias escolas desta Institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Est&amp;atilde;o em causa, entre outras situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da percentagem dos contratos, a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em categoria inferior e o bloqueio ao regime de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es come&amp;ccedil;aram a ser comunicadas aos docentes nos &amp;uacute;ltimos dias de julho e no in&amp;iacute;cio de agosto e, em muitos casos, depois de os respetivos processos de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o terem sido iniciados nas escolas h&amp;aacute; bastante tempo, surpreendendo quem contava continuar a exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes &amp;agrave;s anteriormente praticadas. As situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentam diferentes graus de urg&amp;ecirc;ncia: na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) existem contratos que j&amp;aacute; cessaram, tornando particularmente urgente encontrar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o; na Escola Superior de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (ESCS), segundo a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;vel, n&amp;atilde;o dever&amp;aacute; existir interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre contratos, mas est&amp;atilde;o previstas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es com dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o reduzida, designadamente por dez meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o, o Reitor informou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o resulta de dificuldades financeiras e esclareceu que todas as escolas da UPL tinham sido informadas h&amp;aacute; alguns meses da necessidade de proceder a ajustamentos da despesa, n&amp;atilde;o tendo esses ajustamentos sido realizados atempadamente em todas elas. O certo &amp;eacute; que os Conselhos T&amp;eacute;cnico-Cient&amp;iacute;ficos foram propondo as renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es que consideraram necess&amp;aacute;rias ao normal funcionamento dos cursos, verificando-se agora que, em algumas escolas, n&amp;atilde;o existe cabimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o suficiente para concretizar essas propostas nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL deu conta ao Reitor da sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre estas mat&amp;eacute;rias, deixando claro que n&amp;atilde;o podem ser os docentes convidados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias do subfinanciamento do ensino superior p&amp;uacute;blico ou de dificuldades de planeamento e gest&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O trabalho dos docentes convidados n&amp;atilde;o se limita &amp;agrave;s aulas, envolvendo tamb&amp;eacute;m atividades de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acompanhamento dos estudantes e outras tarefas ao longo do ano, tal como acontece com os docentes de carreira. Por isso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; justo nem aceit&amp;aacute;vel resolver dificuldades financeiras atrav&amp;eacute;s do corte de um ou dois meses de contrato dos docentes convidados. Do mesmo modo, qualquer redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da percentagem de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve corresponder a uma efetiva redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional do trabalho exigido, n&amp;atilde;o sendo aceit&amp;aacute;vel manter cargas letivas ou responsabilidades incompat&amp;iacute;veis com a percentagem contratada. Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que dificuldades financeiras conduzam &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em categorias inferiores &amp;agrave;s que correspondem &amp;agrave; qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, experi&amp;ecirc;ncia e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes, nem ao bloqueio do regime de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva quando estejam reunidas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL chamou ainda a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o facto de, nos casos em que um contrato de trabalho cessa e posteriormente &amp;eacute; celebrado um novo v&amp;iacute;nculo, poderem surgir encargos associados &amp;agrave; cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que reduzam significativamente a poupan&amp;ccedil;a pretendida pela UPL. Pode, assim, estar a impor-se uma perda relevante aos docentes sem que da&amp;iacute; resulte a ambicionada economia financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Sindicato alertou igualmente para o facto de as consequ&amp;ecirc;ncias destas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o se limitarem aos docentes convidados. Podem traduzir-se numa maior sobrecarga para os docentes de carreira e numa degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino e aprendizagem, com impacto direto nos estudantes. Nem os docentes convidados, nem os docentes de carreira, nem os estudantes devem pagar a fatura das dificuldades de financiamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Reitor informou que continua a procurar alternativas que permitam mitigar o impacto da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os docentes, mas n&amp;atilde;o apresentou sequer o esbo&amp;ccedil;o de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para todos os problemas identificados. Ficou acordada a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova reuni&amp;atilde;o no in&amp;iacute;cio de setembro, para avaliar a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e procurar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL expressou a sua disponibilidade para cooperar com a UPL no desenho de medidas que n&amp;atilde;o lesem os direitos dos docentes, convidados ou de carreira. Mas tamb&amp;eacute;m sublinhou est&amp;aacute; ao lado dos seus s&amp;oacute;cios, assessorando-os nas dilig&amp;ecirc;ncias de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus interesses laborais e representando-os em todas as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais que se tornarem necess&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na UPL junta-se a problemas que t&amp;ecirc;m vindo a surgir noutras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, designadamente em Leiria e no Porto, envolvendo tamb&amp;eacute;m docentes convidados e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Confirma-se, assim, aquilo para que o SPGL e a FENPROF h&amp;aacute; muito alertam: os sucessivos anos de subfinanciamento do ensino superior p&amp;uacute;blico come&amp;ccedil;am a traduzir-se em problemas concretos no funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Quando faltam recursos para assegurar as contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es que os pr&amp;oacute;prios &amp;oacute;rg&amp;atilde;os cient&amp;iacute;ficos consideram necess&amp;aacute;rias, o subfinanciamento deixa de ser apenas um problema or&amp;ccedil;amental e passa a afetar diretamente os trabalhadores, os estudantes e a qualidade do ensino superior p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL continuar&amp;aacute; a defender os direitos dos docentes afetados, a trabalhar com a UPL na procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que evitem a perda de direitos, a sobrecarga de outros docentes e a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, e a exigir ao Governo o financiamento necess&amp;aacute;rio ao adequado funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas de ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os docentes e investigadores que trabalham nas Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cient&amp;iacute;fica devem sindicalizar-se no SPGL. Estar sindicalizado &amp;eacute; um ato de cidadania e de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica. &amp;Eacute; um ato solid&amp;aacute;rio na defesa dos direitos de quem trabalha. Torna-nos mais fortes, mais seguros, mais conscientes de n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios e da nossa profiss&amp;atilde;o. Sindicalizar-se no SPGL &amp;eacute; aceitar o desafio de participar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma escola e ci&amp;ecirc;ncia de qualidade para todos, de uma sociedade mais inclusiva e portanto mais justa onde as profiss&amp;otilde;es docente e de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica sejam prestigiadas, acarinhadas e defendidas. Junte-se a n&amp;oacute;s em &lt;a href="https://www.spgl.pt/quero-sindicalizar-me" target="_blank"&gt;https://www.spgl.pt/quero-sindicalizar-me&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SPGL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:43:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/spgl-reuniu-com-reitor-da-upl-sobre-a-situacao-dos-docentes-convidados</guid></item><item><title>Docentes em Profissionalização</title><link>https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Docentes em Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores a realizar a Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o, no ano escolar 2026/2027, devem estar atentos &amp;agrave; distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, verificando se no hor&amp;aacute;rio de trabalho est&amp;aacute; considerada a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva de acordo com o art&amp;ordm; 36&amp;ordm; do DL n.&amp;ordm; 287/88, na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada pelo DL n.&amp;ordm; 345/89.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, &amp;eacute; importante que os colegas que se encontrem nas circunst&amp;acirc;ncias descritas se mantenham atentos e informados junto do sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;DL n&amp;ordm; 345/89&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;(&amp;hellip;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;img width="886" height="516" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/16b4843e/7f55c33e/art%2036.png?v=639232528174049481"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</guid></item><item><title>FENPROF exige: garantia de que nenhum estudante foi prejudicado, apoios atempados e reforço do financiamento das instituições</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-garantia-de-que-nenhum-estudante-foi-prejudicado-apoios-atempados-e-reforco-do-financiamento-das-instituicoes</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF exige: garantia de que nenhum estudante foi prejudicado, apoios atempados e refor&amp;ccedil;o do financiamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF sa&amp;uacute;da o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes colocados na 1.&amp;ordf; fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) deste ano, em que foram colocados 49.991 estudantes, mais 6.092 do que em 2025, correspondendo a um aumento de 13,9%. Contudo, n&amp;atilde;o deixamos de registar que apenas 3% dos colocados sejam oriundos das classes sociais economicamente mais desfavorecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este resultado confirma que continua a existir uma procura significativa do ensino superior em Portugal e refor&amp;ccedil;a aquilo que a FENPROF e outras entidades t&amp;ecirc;m vindo a defender: &amp;eacute; preciso que o Estado invista mais no ensino superior, criando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que mais jovens possam aceder, permanecer e ter sucesso nos seus estudos. Ali&amp;aacute;s, a este t&amp;iacute;tulo importar&amp;aacute; perceber, mais tarde, quantos dos colocados far&amp;atilde;o a sua inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, mais ainda, quantos concluir&amp;atilde;o as suas forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano anterior mostra tamb&amp;eacute;m o impacto das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas no acesso ao ensino superior. No ano passado, a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras de acesso, que em agosto de 2025 o Ministro Fernando Alexandre defendia e recusava rever, contribuiu para uma quebra significativa das candidaturas, provocando forte contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. Perante a evid&amp;ecirc;ncia de que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso se concentrara nos cursos afetados por essa altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Governo acabou por recuar e rever as regras. Este ano, o n&amp;uacute;mero de candidatos voltou a aumentar significativamente, registando-se o n&amp;uacute;mero mais elevado de colocados na 1.&amp;ordf; fase da &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano at&amp;iacute;pico de 2020.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar desta recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva, importa analisar os resultados com prud&amp;ecirc;ncia, tendo em conta os problemas ocorridos nos exames nacionais deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Garantir que nenhum estudante &amp;eacute; prejudicado no acesso ao ensino superior&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na 1.&amp;ordf; fase do CNAES deste ano ficaram ocupadas 88,9% das vagas, percentagem que atingiu 95,6% no ensino universit&amp;aacute;rio. O aumento do n&amp;uacute;mero de colocados n&amp;atilde;o significa, por si s&amp;oacute;, que todos tenham conseguido a coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pretendida: apenas 53,6% ingressaram na sua primeira op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, contra 63,1% em 2025. Mas resulta que para a 2.&amp;ordf; fase ficaram dispon&amp;iacute;veis apenas 6.639 vagas, menos 42,3% do que no ano anterior. Al&amp;eacute;m disso, das 1.170 forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es abrangidas pelo concurso, apenas 412 t&amp;ecirc;m ainda vagas dispon&amp;iacute;veis, o que significa que em cerca de 65% j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existem lugares para a 2.&amp;ordf; fase. &amp;Eacute; neste quadro que importa avaliar as consequ&amp;ecirc;ncias dos muitos problemas ocorridos nos exames nacionais, que s&amp;atilde;o do conhecimento p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou atempadamente para os riscos do processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o decidido pelo MECI e exigiu sempre que os problemas n&amp;atilde;o fossem pagos pelos estudantes. Professores e escolas tiveram tamb&amp;eacute;m um papel determinante na procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e na minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das consequ&amp;ecirc;ncias das falhas verificadas. O MECI reconheceu falhas e o Ministro Fernando Alexandre garantiu, em 21 de julho, que nenhum estudante seria prejudicado, quer na classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quer no acesso ao ensino superior. Agora, a garantia dada pelo Ministro tem de ser efetivamente cumprida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os estudantes que, em consequ&amp;ecirc;ncia de classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es corrigidas ou conhecidas tardiamente, tiveram de recorrer &amp;agrave; 2.&amp;ordf; fase ou &amp;agrave; &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria encontram um n&amp;uacute;mero muito menor de vagas dispon&amp;iacute;veis, podendo j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existir lugar nos cursos e Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior (IES) a que poderiam ter concorrido em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es normais na 1.&amp;ordf; fase. &amp;Eacute;, por isso, leg&amp;iacute;timo perguntar: pode o MECI garantir que nenhum destes estudantes ficar&amp;aacute; impedido de ingressar no curso ou na institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que teria podido aceder se todo o processo tivesse funcionado corretamente e em tempo &amp;uacute;til?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria, criada para responder aos problemas ocorridos, realiza-se apenas nos dias 3, 4, 7 e 8 de setembro, produzindo as classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es obtidas os mesmos efeitos da 2.&amp;ordf; fase. Os respetivos resultados ser&amp;atilde;o conhecidos a 16 de setembro. Nessa altura, em algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as atividades letivas j&amp;aacute; ter&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ado. Isto significa que um estudante afetado pode n&amp;atilde;o s&amp;oacute; encontrar menos op&amp;ccedil;&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis, como chegar &amp;agrave; institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando as atividades letivas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o em curso, com preju&amp;iacute;zos adicionais para o in&amp;iacute;cio do seu percurso acad&amp;eacute;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; certo que o regulamento do CNAES permite a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas adicionais para corrigir situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que, por motivo n&amp;atilde;o imput&amp;aacute;vel ao candidato, este n&amp;atilde;o tenha sido colocado ou tenha sido incorretamente colocado. Essa salvaguarda deve ser utilizada sempre que necess&amp;aacute;ria para garantir os direitos dos estudantes. Mas a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode consistir simplesmente em acrescentar estudantes &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para al&amp;eacute;m das vagas inicialmente previstas e deixar &amp;agrave;s IES a responsabilidade de absorver essa sobrecarga. Se forem necess&amp;aacute;rias coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es adicionais para reparar preju&amp;iacute;zos resultantes deste processo, o MECI deve garantir tamb&amp;eacute;m os meios necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, por isso, dif&amp;iacute;cil compreender a pressa do Governo em anunciar, em 21 de agosto, os principais resultados do CNAES e apresent&amp;aacute;-los como demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sucesso, quando os candidatos apenas deveriam conhecer as suas coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es em 23 de agosto e quando permanece por concluir o processo dos estudantes abrangidos pela &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria. A menos que esta antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; habitual, tenha servido sobretudo de cosm&amp;eacute;tica pol&amp;iacute;tica para fazer esquecer o caos nos exames e as implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que trouxe no acesso ao ensino superior. Uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acabou, afinal, por acrescentar mais um incidente a um processo j&amp;aacute; muito atribulado: a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o do embargo obrigou &amp;agrave; antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, inicialmente prevista para 23 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF congratula-se com o aumento das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas bons resultados n&amp;atilde;o dispensam uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa do processo nem permitem concluir antecipadamente que ningu&amp;eacute;m foi prejudicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Apoiar os estudantes para garantir a sua perman&amp;ecirc;ncia no ensino superior e o sucesso acad&amp;eacute;mico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros do CNAES n&amp;atilde;o revelam os estudantes que, depois de ingressarem, s&amp;atilde;o obrigados a desistir por falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas. Assim, conseguir uma vaga numa universidade ou polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o significa, por si s&amp;oacute;, ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para frequentar e concluir um curso. O pr&amp;oacute;prio estudo que fundamentou a revis&amp;atilde;o da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, promovida este ano pelo Governo, reconheceu o contributo das bolsas para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do abandono escolar no ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os pr&amp;oacute;prios resultados agora divulgados mostram a dimens&amp;atilde;o das desigualdades no acesso: apenas 1.625 dos 49.991 estudantes colocados eram benefici&amp;aacute;rios do escal&amp;atilde;o A da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social escolar, pouco mais de 3% do total. Estes n&amp;uacute;meros mostram que o ensino superior continua longe de funcionar como o instrumento de mobilidade social que o pa&amp;iacute;s necessita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes n&amp;uacute;meros tamb&amp;eacute;m refor&amp;ccedil;am a necessidade de garantir apoios que permitam a mais estudantes economicamente desfavorecidos aceder e frequentar o ensino superior, tanto mais que, em Portugal, as fam&amp;iacute;lias suportam uma parcela elevada dos seus custos. Segundo a OCDE, cerca de 27% da despesa das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior &amp;eacute; diretamente suportada pelas fam&amp;iacute;lias, enquanto apenas 56,1% do financiamento do ensino superior prov&amp;eacute;m de fontes p&amp;uacute;blicas, bastante abaixo dos 71,9% da m&amp;eacute;dia dos pa&amp;iacute;ses da OCDE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num contexto de custos elevados com alojamento, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transportes, os apoios t&amp;ecirc;m de ser suficientes e, sobretudo, t&amp;ecirc;m de chegar a tempo. As altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em curso na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social devem ser devidamente implementadas e acompanhadas, garantindo que bolsas, apoios ao alojamento e restantes presta&amp;ccedil;&amp;otilde;es chegam efetivamente a todos os estudantes que delas necessitam. Os atrasos na disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das resid&amp;ecirc;ncias universit&amp;aacute;rias tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o podem continuar a ser suportados pelos estudantes e pelas fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta, portanto, garantir o ingresso numa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ensino superior. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio que o Governo garanta efetivamente condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os estudantes permanecerem no sistema, desenvolverem os seus estudos e conclu&amp;iacute;rem os seus cursos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais estudantes implica mais financiamento para as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais estudantes a ingressarem no ensino superior significa mais turmas, mais aulas te&amp;oacute;ricas, pr&amp;aacute;ticas e laboratoriais, mais acompanhamento e maiores necessidades de doc&amp;ecirc;ncia e de outros recursos. Estas exig&amp;ecirc;ncias acrescidas encontram um sistema h&amp;aacute; muito confrontado com subfinanciamento cr&amp;oacute;nico. Por outro lado, os custos de funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a aumentar e, quando o financiamento p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o acompanha essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as IES disp&amp;otilde;em, na pr&amp;aacute;tica, de menos recursos para cumprir a sua miss&amp;atilde;o. O Governo n&amp;atilde;o pode, portanto, congratular-se com o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes e deixar depois &amp;agrave;s universidades e polit&amp;eacute;cnicos a responsabilidade de descobrir, em or&amp;ccedil;amentos insuficientes, as verbas necess&amp;aacute;rias para os receber. O financiamento adequado do ensino superior p&amp;uacute;blico &amp;eacute; responsabilidade do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O subfinanciamento do ensino superior tem consequ&amp;ecirc;ncias tamb&amp;eacute;m na situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes e investigadores. A FENPROF estima que os sal&amp;aacute;rios destes profissionais acumulem uma perda de poder de compra pr&amp;oacute;xima de 30% nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas. Para este resultado tamb&amp;eacute;m contribu&amp;iacute;ram os congelamentos e bloqueios das progress&amp;otilde;es, que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos impede muitos docentes de verem o seu sal&amp;aacute;rio aumentar, apesar de as avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de desempenho lhes conferirem os pontos necess&amp;aacute;rios para o fazer. Os despachos publicados pelo Governo em 2025 com o prop&amp;oacute;sito de desbloquear estas progress&amp;otilde;es eram indispens&amp;aacute;veis, mas a sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou dependente da disponibilidade or&amp;ccedil;amental das pr&amp;oacute;prias institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com or&amp;ccedil;amentos deficit&amp;aacute;rios, sem que fosse assegurado o correspondente refor&amp;ccedil;o do financiamento p&amp;uacute;blico. O Governo n&amp;atilde;o pode reconhecer direitos e deixar depois &amp;agrave;s IES a responsabilidade de encontrar os recursos para os concretizar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a precariedade laboral tem estado a aumentar nas IES. O inqu&amp;eacute;rito nacional divulgado pela FENPROF em maio de 2026 mostrou que 84,4% dos docentes convidados inquiridos trabalhavam em regime parcial e metade auferia at&amp;eacute; 1000 euros l&amp;iacute;quidos mensais. Verificou-se ainda que estes v&amp;iacute;nculos est&amp;atilde;o a ser utilizados para responder, de forma sistem&amp;aacute;tica, a necessidades permanentes das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. S&amp;atilde;o sinais de um problema que n&amp;atilde;o pode continuar a agravar-se. Necessidades permanentes de ensino n&amp;atilde;o podem continuar a ser satisfeitas atrav&amp;eacute;s da precariedade nem o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes pode traduzir-se em maior sobrecarga e desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; demasiados anos que o sistema funciona gra&amp;ccedil;as ao profissionalismo e dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes trabalhadores, apesar da perda de poder de compra, dos bloqueios nas carreiras e da precariedade. &amp;Eacute; tempo de valorizar efetivamente quem ensina e investiga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; preciso avaliar, corrigir e investir&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aumento das candidaturas e das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma boa not&amp;iacute;cia e confirma que Portugal pode e deve continuar a elevar as qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sua popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas os acontecimentos dos &amp;uacute;ltimos dois anos mostram tamb&amp;eacute;m que as pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas t&amp;ecirc;m consequ&amp;ecirc;ncias. Altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas regras de acesso, decis&amp;otilde;es posteriormente revertidas e problemas graves na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos processos n&amp;atilde;o podem suceder-se sem uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria das suas causas e efeitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa do processo de acesso de 2026, a efetiva garantia de que nenhum estudante ser&amp;aacute; prejudicado e o apuramento de responsabilidades pelo que correu mal. Tamb&amp;eacute;m reivindica pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas coerentes e est&amp;aacute;veis, que promovam o acesso, combatam o abandono e garantam condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a perman&amp;ecirc;ncia e prossecu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estudos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF reclama ainda que o pr&amp;oacute;ximo Or&amp;ccedil;amento do Estado assegure um refor&amp;ccedil;o efetivo do financiamento p&amp;uacute;blico do ensino superior, respondendo ao aumento dos custos e das necessidades das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, garantindo as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias para um ensino e investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade, combatendo a precariedade e valorizando efetivamente as carreiras e os sal&amp;aacute;rios de docentes e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 24 de agosto de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-garantia-de-que-nenhum-estudante-foi-prejudicado-apoios-atempados-e-reforco-do-financiamento-das-instituicoes</guid></item><item><title>Ministro Fernando Alexandre não pode continuar a alegar desconhecer a situação dos docentes das componentes técnico-artísticas do Ensino Artístico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)</title><link>https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;E. A. E. Artes Visuais e Audiovisuais (E. A. Ant&amp;oacute;nio Arroio e E. A. Soares dos Reis)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)&lt;/h3&gt;
&lt;p id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos para o pr&amp;oacute;ximo ano letivo n&amp;atilde;o resolve precariedade. Exige-se o cumprimento da lei!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A recente comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) a abrir a possibilidade da renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para o ano letivo 2026/2027, dos contratos dos profissionais das &amp;aacute;reas das Artes Visuais e dos Audiovisuais atualmente abrangidos pelo regime de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;eacute;cnicos especializados, permitir&amp;aacute; assegurar a continuidade das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que estes profissionais desempenham nas escolas. Sendo uma resposta que alguns dos docentes nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aguardam todos os anos letivos, n&amp;atilde;o resolve os problemas de fundo que h&amp;aacute; anos afetam estes profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF relembra &amp;agrave; tutela que este tipo de solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos anuais &amp;ndash; n&amp;atilde;o pode &lt;span lang="pt-PT"&gt;continuar&lt;/span&gt; a ser usada, de forma reiterada e abusiva, para suprir necessidades que s&amp;atilde;o permanentes. Nas Escolas Art&amp;iacute;sticas Ant&amp;oacute;nio Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto, h&amp;aacute; profissionais que, h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos, asseguram fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es essenciais ao funcionamento dos cursos do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais, com contratos sucessivos para hor&amp;aacute;rios completos de 22 horas semanais: lecionam disciplinas integradas nos planos de estudo, asseguram componentes te&amp;oacute;ricas e pr&amp;aacute;ticas, avaliam alunos, participam em Conselhos de Turma, reuni&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reuni&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas e, em alguns casos, exercem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Turma. Trata-se, portanto, de necessidades docentes permanentes, asseguradas por profissionais que continuam sujeitos &amp;agrave; precariedade e que, em face das sucessivas renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contratos, re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para vincular.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente incompreens&amp;iacute;vel tendo em conta o regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 94/2023, de 17 de outubro, que veio integrar expressamente as Artes Visuais e Audiovisuais no regime espec&amp;iacute;fico de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recrutamento do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, prevendo a exist&amp;ecirc;ncia, a par do anterior concurso &lt;span lang="pt-PT"&gt;extraordin&amp;aacute;rio&lt;/span&gt;, de um mecanismo ordin&amp;aacute;rio de vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para estes docentes. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o veio, assim, reconhecer a necessidade de combater a precariedade e assegurar maior estabilidade aos profissionais que respondem a necessidades docentes neste setor.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF volta, por isso, a exigir que sejam resolvidas as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais que re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que sejam, ainda, criadas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o dos profissionais que dela necessitam. O ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais das Escolas Art&amp;iacute;sticas Soares dos Reis (Porto) e Ant&amp;oacute;nio Arroio (Lisboa) (cf. &lt;a href="https://www.fenprof.pt/invisiveis-para-o-ministro-professores-do-ensino-artistico-exigem-respostas-de-um-ministerio-que-nao-quer-ver-os-problemas" target="_blank"&gt;declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do passado dia 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&amp;Eacute; neste contexto que esta Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera igualmente necess&amp;aacute;rio esclarecer as recentes orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es enviadas para as escolas, relativas ao enquadramento destes profissionais contratados como &amp;laquo;T&amp;eacute;cnicos Especializados para Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo;, instruindo para a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Pessoal N&amp;atilde;o Docente, com efeitos retroativos a 1 de setembro de 2025. A confirmarem-se revestem-se de especial gravidade.A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) esclare&amp;ccedil;a os fundamentos dessa orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os seus eventuais efeitos sobre o enquadramento, a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o hor&amp;aacute;rio e a contagem do tempo de servi&amp;ccedil;o destes profissionais. Se continuam a ser necess&amp;aacute;rios para assegurar estas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas escolas, &amp;eacute; igualmente necess&amp;aacute;rio clarificar o enquadramento legal correspondente &amp;agrave;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que efetivamente desempenham.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir junto do MECI para que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes profissionais seja definitivamente resolvida, atrav&amp;eacute;s da sua valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os profissionais do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:51:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</guid></item><item><title>Falta de professores: os números anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante</title><link>https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-os-numeros-anunciados-pelo-meci-escondem-uma-realidade-que-permanece-muito-preocupante</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Mais coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o significa menos falta de professores!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Falta de professores: os n&amp;uacute;meros anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Os n&amp;uacute;meros anunciados pelo MECI escondem uma realidade que permanece muito preocupante&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No momento em que se inicia, nos dias &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;17 e 18 de agosto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, o per&amp;iacute;odo para a aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a FENPROF torna p&amp;uacute;blica a sua primeira aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o processo de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores realizado na passada sexta-feira, 14 de agosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) anunciou &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, apresentando este n&amp;uacute;mero como um sinal de capacidade de resposta do sistema educativo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Contudo, uma an&amp;aacute;lise mais rigorosa dos dados demonstra que este n&amp;uacute;mero, por si s&amp;oacute;, &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;n&amp;atilde;o permite concluir que o problema da falta de professores esteja resolvido ou sequer esteja a diminuir&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Para compreender a realidade &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio ter em conta, desde logo, tr&amp;ecirc;s fatores particularmente relevantes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;a diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as fases subsequentes de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;o crescimento significativo das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li class="western"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es introduzidas pelo MECI no &amp;acirc;mbito do &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Plano + Aulas + Sucesso 3.0&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; e das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia.&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o 20 404 novos professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O primeiro aspeto que importa esclarecer &amp;eacute; a natureza das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es anunciadas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Dos &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;20 404 docentes colocados, 19 152 s&amp;atilde;o docentes de carreira colocados atrav&amp;eacute;s da mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, enquanto apenas &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;1252 correspondem a hor&amp;aacute;rios atribu&amp;iacute;dos no &amp;acirc;mbito da contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante 20 mil novos professores que tenham entrado no sistema para responder &amp;agrave;s necessidades das escolas. Estamos, em larga medida, perante &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;docentes que j&amp;aacute; pertencem aos quadros e que foram colocados noutras escolas atrav&amp;eacute;s da mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.Esta distin&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; fundamental.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O MECI n&amp;atilde;o pode confundir a &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores que j&amp;aacute; integram os quadros&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; com a entrada de novos docentes no sistema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Uma coisa &amp;eacute; redistribuir os professores existentes. Outra, bem diferente, &amp;eacute; garantir que existem professores suficientes para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;E h&amp;aacute; ainda uma quest&amp;atilde;o temporal que n&amp;atilde;o pode ser ignorada: os docentes agora colocados ter&amp;atilde;o de estar nas escolas &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;a 1 de setembro, dentro de apenas duas semanas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, participando na prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo ano letivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Menos candidatos dispon&amp;iacute;veis e uma distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o desigual pelos grupos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial parte, ali&amp;aacute;s, de uma realidade que tem vindo a agravar-se: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;o n&amp;uacute;mero de docentes dispon&amp;iacute;veis para esta fase dos concursos tem diminu&amp;iacute;do ao longo dos anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; agravada pela forte desigualdade na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos candidatos pelos diferentes grupos de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Mais de metade dos candidatos concentra-se em apenas cinco grupos &amp;mdash; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;100, 110, 260, 620 e 910&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; &amp;mdash; enquanto, em muitos outros grupos, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute; j&amp;aacute; muito reduzido. Esta realidade condiciona fortemente a capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O n&amp;uacute;mero global de candidatos n&amp;atilde;o traduz, por si s&amp;oacute;, a capacidade efetiva de preenchimento das necessidades existentes, uma vez que os docentes n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o indiferenciadamente dispon&amp;iacute;veis para todos os grupos de recrutamento. &amp;Eacute;, por isso, particularmente preocupante a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos grupos onde o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis &amp;eacute; mais reduzido e onde as necessidades das escolas continuam a existir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a crescer&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es constitui outro indicador que n&amp;atilde;o pode ser ignorado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;setembro de 2026&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, v&amp;atilde;o aposentar-se &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;558 docentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, mais 172 do que em setembro de 2025, quando se aposentaram 386, o que representa um crescimento de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;30,8%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.Esta evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre num contexto de forte envelhecimento do corpo docente e de previs&amp;atilde;o de um aumento significativo das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es nos pr&amp;oacute;ximos anos, com valores projetados na ordem dos &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;4000 docentes por ano&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As medidas previstas no &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Plano + Aulas + Sucesso 3.0&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, designadamente a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 10 para 8 dos Quadros de Zona Pedag&amp;oacute;gica (QZP) considerados carenciados e o fim do suplemento de 750 euros para docentes aposent&amp;aacute;veis nos restantes QZP&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; poder&amp;atilde;o contribuir para aproximar o n&amp;uacute;mero de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es anuais dos valores projetados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m o aligeiramento das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a doc&amp;ecirc;ncia aprovado pelo governo, designadamente no que respeita &amp;agrave; habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria, para al&amp;eacute;m de suscitar outras preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o permitir&amp;aacute; resolver o problema da falta de professores, sobretudo tendo em conta os grupos de recrutamento onde essa car&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; mais acentuada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Menos vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais recurso &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais preocupante quando se analisam os restantes indicadores de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No &amp;uacute;ltimo concurso externo, foram colocados &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;4776 docentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, contra &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;6176 no ano letivo de 2025/2026&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, o que representa uma redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;22,7%&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. Esta redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ocorre num contexto em que &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;3295 docentes se aposentaram&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, um dos valores mais elevados de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es registados na &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Ao mesmo tempo, no ano letivo anterior, as escolas recorreram mais &amp;agrave; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, com um aumento de cerca de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;30% dos hor&amp;aacute;rios colocados por esta via&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;S&amp;atilde;o milhares de hor&amp;aacute;rios que tiveram de ser preenchidos atrav&amp;eacute;s de mecanismos de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, revelando que continuam a existir necessidades permanentes sem resposta atrav&amp;eacute;s dos mecanismos regulares de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A leitura conjunta destes indicadores &amp;eacute; inequ&amp;iacute;voca: &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;menos vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mais aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e maior recurso &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sinais de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da falta de professores. S&amp;atilde;o sinais de um problema estrutural que continua por resolver.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O n&amp;uacute;mero global das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es esconde realidades muito diferentes&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Os resultados das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 14 de agosto confirmam, ali&amp;aacute;s, que o n&amp;uacute;mero global anunciado pelo MECI esconde realidades muito distintas entre os diferentes grupos de recrutamento.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Entre os grupos com maior n&amp;uacute;mero de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, destacam-se:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;110 &amp;mdash; 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico: 5721 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;100 &amp;mdash; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar: 2081 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;910 &amp;mdash; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial 1: 1881 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;300 &amp;mdash; Portugu&amp;ecirc;s: 1173 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Estes n&amp;uacute;meros correspondem ao total das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es realizadas atrav&amp;eacute;s das duas vias concursais &amp;mdash; &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mobilidade interna e contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; &amp;mdash; incluindo as renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es que integram as listas de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A an&amp;aacute;lise das listas permite, por exemplo, verificar que, no grupo 100, das &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;2.081 coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, 1925 correspondem a docentes colocados em mobilidade interna e apenas 156 &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, incluindo 41 renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es revela a persist&amp;ecirc;ncia de necessidades significativas nas regi&amp;otilde;es historicamente mais deficit&amp;aacute;rias em recursos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;No conjunto das duas vias concursais, o MECI colocou &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;5894 docentes nas regi&amp;otilde;es carenciadas da Grande Lisboa, Pen&amp;iacute;nsula de Set&amp;uacute;bal e Algarve&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;: 3317 na Grande Lisboa, 1566 na Pen&amp;iacute;nsula de Set&amp;uacute;bal e 1011 no Algarve.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao recrutamento e &amp;agrave; mobilidade podem agravar os problemas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O presente ano letivo ficar&amp;aacute; ainda marcado pela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um novo modelo de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes proposto pelo MECI que, como a FENPROF tem dito, ao contr&amp;aacute;rio de corrigir defici&amp;ecirc;ncias do que est&amp;aacute; em vigor, constituir&amp;aacute; um regime mais negativo que o atual. &amp;Eacute; particularmente preocupante que, ao mesmo tempo que se anunciam altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas ao sistema, estejam em causa mecanismos que t&amp;ecirc;m permitido responder a necessidades concretas das escolas e dos professores.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, proposta pelo MECI, constitui um s&amp;eacute;rio retrocesso na estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do corpo docente. A vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica tem permitido a abertura de lugares de quadro e a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de milhares de docentes, assumindo um papel relevante no combate &amp;agrave; precariedade e na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do recurso abusivo &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o a termo.A sua elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o torna-se ainda mais incompreens&amp;iacute;vel quando a atual &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;norma-trav&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, que o MECI pretende manter sem altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tem demonstrado n&amp;atilde;o ser suficiente para impedir o recurso prolongado &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o a termo, nem para assegurar uma resposta adequada &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Tamb&amp;eacute;m a &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mobilidade interna&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, que tem permitido a muitos docentes aproximarem-se da sua &amp;aacute;rea de resid&amp;ecirc;ncia, quando nela s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, poder&amp;aacute; sofrer altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es na defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o das prioridades. A proposta do MECI para o futuro procedimento concursal em cont&amp;iacute;nuo (&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;PCeC)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt; introduz uma diferencia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre docentes de quadro de agrupamento de escolas ou escola n&amp;atilde;o agrupada e de quadro de zona pedag&amp;oacute;gica em fun&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coincid&amp;ecirc;ncia entre a respetiva zona pedag&amp;oacute;gica e a dos agrupamentos ou escolas a que concorrem. A altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o poder&amp;aacute; agravar os constrangimentos sentidos por muitos docentes de carreira colocados longe da sua &amp;aacute;rea de resid&amp;ecirc;ncia, dificultando a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s suas fam&amp;iacute;lias e comprometendo a justa concilia&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a vida profissional, pessoal e familiar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h4 class="western"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;As escolas precisam de professores, n&amp;atilde;o de an&amp;uacute;ncios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;N&amp;atilde;o basta anunciar milhares de coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio olhar para &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;quem est&amp;aacute; a ser colocado, em que condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, para responder a que necessidades e atrav&amp;eacute;s de que mecanismos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O pa&amp;iacute;s precisa de uma pol&amp;iacute;tica de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de professores que assegure estabilidade, valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;mais vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e n&amp;atilde;o de menos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de mecanismos de mobilidade que respeitem a vida pessoal e familiar dos docentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Precisa de medidas que respondam efetivamente &amp;agrave; crescente sa&amp;iacute;da de professores do sistema e &amp;agrave;s necessidades espec&amp;iacute;ficas dos grupos de recrutamento onde a falta de docentes &amp;eacute; mais grave.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;E precisa, sobretudo, de &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;respostas estruturais para a falta de professores&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, em vez de sucessivos an&amp;uacute;ncios que apresentam como resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o aquilo que os dados continuam a demonstrar ser um problema.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O in&amp;iacute;cio do ano letivo aproxima-se. As escolas precisam de professores, n&amp;atilde;o de an&amp;uacute;ncios!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Escolas e professores precisam, isso sim e de uma vez por todas, de uma &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;efetiva valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o indispens&amp;aacute;vel para atrair, fixar e valorizar os profissionais de que o sistema educativo necessita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 15:15:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/falta-de-professores-os-numeros-anunciados-pelo-meci-escondem-uma-realidade-que-permanece-muito-preocupante</guid></item><item><title>Concursos de Mobilidade Interna e de Contratação Inicial 2026/2027 Listas Definitivas</title><link>https://www.spgl.pt:443/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas</link><description>&lt;h3 class="title"&gt;Concursos de Mobilidade Interna e de Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inicial 2026/2027 | Listas Definitivas&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;vel das 0:00 horas de segunda-feira dia 17 de agosto, at&amp;eacute; &amp;agrave;s 23:59 horas de ter&amp;ccedil;a-feira dia 18 de agosto de 2026 (hora de Portugal continental).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas/" target="_blank"&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 17 Aug 2026 10:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/concursos-de-mobilidade-interna-e-de-contratacao-inicial-2026-2027-listas-definitivas</guid></item><item><title>A polémica dos exames nacionais mostra que a digitalização da escola pública pode transformar-se num instrumento de controlo se não respeitar limites legais e direitos dos docentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/a-polemica-dos-exames-nacionais-mostra-que-a-digitalizacao-da-escola-publica-pode-transformar-se-num-instrumento-de-controlo-se-nao-respeitar-limites-legais-e-direitos-dos-docentes</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Consult&amp;oacute;rio&lt;span style="color: #800000;"&gt;jur&amp;iacute;dico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;A pol&amp;eacute;mica dos exames nacionais mostra que a digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da escola p&amp;uacute;blica pode transformar-se num instrumento de controlo se n&amp;atilde;o respeitar limites legais e direitos dos docentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;L&amp;iacute;dia B&amp;ocirc;to&lt;/strong&gt; | Advogada SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A chamada moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MECI tem vindo a traduzir-se numa prolifera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de plataformas digitais que interv&amp;ecirc;m em v&amp;aacute;rias dimens&amp;otilde;es da vida escolar: gest&amp;atilde;o de recursos humanos, sum&amp;aacute;rios, avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o de exames, reaprecia&amp;ccedil;&amp;otilde;es e outros procedimentos administrativos. O problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na exist&amp;ecirc;ncia destas ferramentas em si. Est&amp;aacute;, sim, na forma como elas se multiplicam, muitas vezes, recolhem informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os professores e alunos sem que estes conhe&amp;ccedil;am de modo claro os objetivos finais dessa recolha, o destino dos dados ou o modo como poder&amp;atilde;o ser utilizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O caso da plataforma dos exames &amp;eacute; particularmente revelador. A pol&amp;eacute;mica recente n&amp;atilde;o deve ser lida apenas como uma falha t&amp;eacute;cnica ou organizativa, mas como um sintoma de um modelo de gest&amp;atilde;o em que o tratamento da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o se vai autonomizando da tutela dos direitos de quem trabalha na escola p&amp;uacute;blica. Quando se mede tempo de corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o por item, quando se cruzam dados sobre desempenho e produtividade, quando se transferem direitos e deveres para sistemas digitais cuja arquitetura e gest&amp;atilde;o nem sempre s&amp;atilde;o transparentes, levanta-se uma quest&amp;atilde;o essencial: at&amp;eacute; que ponto os docentes sabem o que est&amp;aacute; a ser feito com os seus dados e para que fins concretos?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Do ponto de vista jur&amp;iacute;dico, n&amp;atilde;o basta afirmar que a plataforma &amp;eacute; necess&amp;aacute;ria ou que serve a efici&amp;ecirc;ncia do servi&amp;ccedil;o. A recolha e tratamento de dados pessoais exige base legal, finalidade determinada, proporcionalidade e informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa aos titulares. Se a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o recolhe dados sem explicitar de forma intelig&amp;iacute;vel os objetivos finais da sua utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ent&amp;atilde;o n&amp;atilde;o est&amp;aacute; apenas a digitalizar procedimentos; est&amp;aacute; a fragilizar garantias fundamentais. E quando essa recolha incide sobre o exerc&amp;iacute;cio profissional, a quest&amp;atilde;o deixa de ser meramente administrativa e passa a ter dimens&amp;atilde;o laboral e sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, o risco maior n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas o de excesso de burocracia digital. &amp;Eacute; o de uma transfer&amp;ecirc;ncia gradual de poder para plataformas que passam a estruturar a rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o Estado e os trabalhadores, sem debate s&amp;eacute;rio e sem participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva, neste caso dos docentes envolvidos. O docente deixa de ser um sujeito com autonomia t&amp;eacute;cnica e passa a ser um utilizador monitorizado, inscrito num circuito de dados cuja finalidade &amp;uacute;ltima nem sempre &amp;eacute; clara. Essa l&amp;oacute;gica &amp;eacute; especialmente preocupante quando se trata de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dom&amp;iacute;nios em que a complexidade do trabalho n&amp;atilde;o pode ser reduzida a m&amp;eacute;tricas autom&amp;aacute;ticas ou a indicadores descontextualizados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A pol&amp;eacute;mica dos exames nacionais, neste sentido, &amp;eacute; mais do que um epis&amp;oacute;dio conjuntural: &amp;eacute; um exemplo concreto de uma tend&amp;ecirc;ncia mais ampla de moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa que avan&amp;ccedil;a mais depressa do que a reflex&amp;atilde;o sobre os seus limites. N&amp;atilde;o se pretende rejeitar a tecnologia, mas exigir que ela respeite direitos, transpar&amp;ecirc;ncia e controlo democr&amp;aacute;tico. A escola p&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o pode ser governada por sistemas opacos nem os docentes podem ser tratados como simples objetos de recolha de dados. Modernizar, sim. Recolha de dados e de informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es sem respeito pelos direitos individuais, n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:46:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/a-polemica-dos-exames-nacionais-mostra-que-a-digitalizacao-da-escola-publica-pode-transformar-se-num-instrumento-de-controlo-se-nao-respeitar-limites-legais-e-direitos-dos-docentes</guid></item><item><title>Os 1320 minutos (29 tempos letivos) dos professores do Ensino Artístico Especializado privado</title><link>https://www.spgl.pt:443/os-1320-minutos-29-tempos-letivos-dos-professores-do-ensino-artistico-especializado-privado</link><description>&lt;h3&gt;Os 1320 minutos (29 tempos letivos) dos professores do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado privado&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rita Franco&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os professores do EAE v&amp;ecirc;em-se confrontados com a possibilidade de aumento do seu hor&amp;aacute;rio letivo semanal desde que, em 2015, o governo de Passos Coelho cortou substancialmente o valor de Contrato de Patroc&amp;iacute;nio. Esta inadmiss&amp;iacute;vel circunst&amp;acirc;ncia tem origem em dois pressupostos. O primeiro &amp;eacute; puramente ideol&amp;oacute;gico, assentando no conceito de hora/aula de 60 minutos, defendido pela associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o patronal desde a d&amp;eacute;cada de 2010, onde s&amp;atilde;o adicionados 10m a cada hora letiva, mais 220m aos 1100m praticados no ensino p&amp;uacute;blico, totalizando 1320m letivos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Teoricamente este acr&amp;eacute;scimo &amp;eacute; deduzido &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva, mas na realidade essa redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se pratica, representando sim, uma priva&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 20% de sal&amp;aacute;rio mensal, traduzindo-se finalmente numa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o anual de pouco mais de 11 meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo pressuposto desta possibilidade de aumento de 5 tempos letivos de 45m, tem origem no tal subfinanciamento estatal, que aqui &amp;eacute; escandalosamente imputado ao bolso dos professores. Segundo os patr&amp;otilde;es n&amp;atilde;o sendo assim, as escolas fechariam portas. Tudo isto introduz desregulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e precariedade, culminando numa cr&amp;oacute;nica aus&amp;ecirc;ncia de fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, onde o Estado se demite de uma das suas principais obriga&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os professores do EAE n&amp;atilde;o toleram mais esta realidade de 29 tempos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exigimos o limite de 24 tempos letivos!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:37:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/os-1320-minutos-29-tempos-letivos-dos-professores-do-ensino-artistico-especializado-privado</guid></item><item><title>EPC, IPSS e Misericórdias |  2026/2027: a luta pelos docentes é para continuar!</title><link>https://www.spgl.pt:443/epc-ipss-e-misericordias-2026-2027-a-luta-pelos-docentes-e-para-continuar</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;EPC, IPSS e Miseric&amp;oacute;rdias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;2026/2027: a luta pelos docentes &amp;eacute; para continuar!&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pedro Nunes&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tal como em anos anteriores, o ano letivo que agora termina fica marcado pelas dificuldades que o SPGL e a FENPROF enfrentaram nos setores privado e social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva do ensino particular e cooperativo, mant&amp;ecirc;m-se como prioridades a recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de servi&amp;ccedil;o da caducidade, a re-du&amp;ccedil;&amp;atilde;o do hor&amp;aacute;rio no ensino art&amp;iacute;stico, o justo reposicionamento no ensino profissional e a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial para convergir com o ensino p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda sem acordo para 2026, as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es foram suspensas, aguardando-se o financiamento p&amp;uacute;blico do governo para o setor. Nas IPSS, a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a CNIS garantiu um aumento m&amp;eacute;dio dos sal&amp;aacute;rios dos docentes de 2,94%. J&amp;aacute; no setor das Miseric&amp;oacute;rdias, embora tenham sido realizadas v&amp;aacute;rias reuni&amp;otilde;es este ano com a UMP para a revis&amp;atilde;o do CCT, ainda n&amp;atilde;o foi poss&amp;iacute;vel chegar a um entendimento global.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, nestes setores continua por alcan&amp;ccedil;ar o fim da discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o salarial dos educadores de inf&amp;acirc;ncia em creche face aos do pr&amp;eacute;-escolar. Esta continua a ser uma reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF desde 2006, pela qual n&amp;atilde;o deixar&amp;aacute; de lutar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No campo da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da luta sindical, este ano letivo ficou inevitavelmente associado &amp;agrave; rejei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pacote laboral do governo, o qual enfrentou uma enorme resist&amp;ecirc;ncia por parte dos docentes, incluindo os dos setores privado e social, atrav&amp;eacute;s de grandes manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e greves gerais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para 2026/2027, a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o reivindicativa continuar&amp;aacute; a focar-se na valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente no EPC, IPSS e Miseric&amp;oacute;rdias, exigindo, simultaneamente, uma fiscaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o rigorosa dos dinheiros p&amp;uacute;blicos transferidos para estes setores, os quais n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m sido aplicados na melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es laborais, das carreiras e dos sal&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/epc-ipss-e-misericordias-2026-2027-a-luta-pelos-docentes-e-para-continuar</guid></item><item><title>Encontro DEC(I)ÊNCIA | Ciência, Inovação e Sociedade, Só com o fim da precariedade</title><link>https://www.spgl.pt:443/encontro-dec-i-encia-ciencia-inovacao-e-sociedade-so-com-o-fim-da-precariedade</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Encontro DEC(I)&amp;Ecirc;NCIA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ci&amp;ecirc;ncia, Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Sociedade, S&amp;oacute; com o fim da precariedade&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Andr&amp;eacute; Levy&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No passado dia 15 de julho, numa iniciativa promovida pela FENPROF, pela ABIC e FNSTFPS, teve lugar uma concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes do ensino superior, investigadores e outros trabalhadores cient&amp;iacute;ficos, em frente ao Centro de Congressos de Lisboa, durante a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Encontro Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o 2026, coincidindo com a chegada do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Fernando Alexandre, e do Primeiro-ministro, Lu&amp;iacute;s Montenegro, a quem uma delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es promotoras do protesto entregou o &lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/291A0315FD1D035F0B58564B1DEFA719/encontro-ciencia-26-flyer-cores.pdf" target="_blank"&gt;manifesto reivindicativo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O manifesto reclama a defesa da Ci&amp;ecirc;ncia P&amp;uacute;blica, o fim da precariedade, mais investimento p&amp;uacute;blico e mais democracia interna nas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. A precariedade laboral &amp;eacute; um dos problemas estruturais da ci&amp;ecirc;ncia em Portugal, onde perduram as bolsas de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os contratos a prazo e o recurso a falsos docentes convidados. O rec&amp;eacute;m-aprovado Estatuto da Carreira de Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cient&amp;iacute;fica (ECIC) tem alguns avan&amp;ccedil;os (gra&amp;ccedil;as &amp;agrave; luta persistente dos investigadores), mas carece de um financiamento para a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O manifesto aponta tamb&amp;eacute;m o subfinanciamento cr&amp;oacute;nico do ensino superior e das unidades de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, reclamando que a sustentabilidade da Ci&amp;ecirc;ncia exige um refor&amp;ccedil;o or&amp;ccedil;amental, est&amp;aacute;vel e previs&amp;iacute;vel. A escassez, irregularidade, e atrasos no financiamento comprometem a qualidade e realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de projectos, e impossibilitam a estabilidade laboral dos seus profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo Regime Jur&amp;iacute;dico das Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior (RJIES) continua a prever o modelo fundacional e a abertura &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es privadas sem fins lucrativos (IPSFL), e n&amp;atilde;o resolve os problemas de precariedade e eros&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica. Pelo contr&amp;aacute;rio, impede a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica dos investigadores e docentes prec&amp;aacute;rios na democracia das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao mesmo tempo que aumenta o poder dos membros externos. A nova ag&amp;ecirc;ncia (AI2), criada sem a ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;via da comunidade acad&amp;eacute;mica, vir&amp;aacute; instaurar l&amp;oacute;gicas de curto prazo com uma prefer&amp;ecirc;ncia demarcada pela ci&amp;ecirc;ncia aplicada ao inv&amp;eacute;s da ci&amp;ecirc;ncia fundamental e das ci&amp;ecirc;ncias sociais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:33:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/encontro-dec-i-encia-ciencia-inovacao-e-sociedade-so-com-o-fim-da-precariedade</guid></item><item><title>Questões e perigos anunciados de uma Inclusão excluída</title><link>https://www.spgl.pt:443/questoes-e-perigos-anunciados-de-uma-inclusao-excluida</link><description>&lt;h3&gt;Quest&amp;otilde;es e perigos anunciados de uma Inclus&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;da&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ana Cristina Gouveia&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Jorge Humberto&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O regime da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva, consagrado no Decreto Lei n.&amp;ordm; 54/2018, marcou uma viragem estrutural na forma como Portugal entende o direito &amp;agrave; educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Seis anos depois, o Governo coloca em ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica uma proposta de altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o que, sem romper com o modelo conceptual existente, procura responder a fragilidades que a pr&amp;aacute;tica escolar tornou evidentes. A revis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o reescreve o paradigma; mas pretende clarific&amp;aacute;-lo e tenta torn&amp;aacute;-lo exequ&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Promessa de clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa e vontade de operacionalizar a inclus&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A primeira mudan&amp;ccedil;a relevante surge no que concerne aos conceitos nucleares. Termos como acomoda&amp;ccedil;&amp;otilde;es curriculares, adapta&amp;ccedil;&amp;otilde;es significativas, barreiras &amp;agrave; aprendizagem ou necessidades de sa&amp;uacute;de especiais passam a ter defini&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais precisas, reduzindo a variabilidade interpretativa entre escolas. Esta clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; apresentada como essencial para garantir equidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Outro eixo estruturante &amp;eacute; a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o do &lt;strong&gt;Sistema Nacional de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (SNAI)&lt;/strong&gt;, uma plataforma intersetorial que articula Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Sa&amp;uacute;de e Seguran&amp;ccedil;a Social. A proposta refere que muitas das dificuldades vividas pelas escolas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o estritamente pedag&amp;oacute;gicas, mas resultam da aus&amp;ecirc;ncia de respostas articuladas entre servi&amp;ccedil;os. O SNAI pretende assegurar continuidade desde o nascimento at&amp;eacute; ao final da escolaridade obrigat&amp;oacute;ria, evitando ruturas nos percursos dos alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No plano local, surgem as &lt;strong&gt;Equipas Locais de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (ELAI)&lt;/strong&gt;, respons&amp;aacute;veis por coordenar interven&amp;ccedil;&amp;otilde;es e apoiar diretamente escolas e fam&amp;iacute;lias. A estas equipas junta-se a figura do &lt;strong&gt;Gestor de Apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o (GAI)&lt;/strong&gt;, que acompanha casos complexos, sob o fundamento de mais coer&amp;ecirc;ncia e evitando a dispers&amp;atilde;o de responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A proposta introduz ainda o &lt;strong&gt;Plano de Desenvolvimento Integral (PDI)&lt;/strong&gt;, documento &amp;uacute;nico que substitui RTP, PEI e PIT. Esta simplifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa responde a uma cr&amp;iacute;tica recorrente: a duplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de pap&amp;eacute;is que consumia tempo sem acrescentar qualidade ao acompanhamento. O PDI refor&amp;ccedil;a a continuidade e permite uma leitura integrada do percurso do aluno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A l&amp;oacute;gica de &amp;ldquo;&lt;strong&gt;Escola Inteira&lt;/strong&gt;&amp;rdquo; &amp;eacute; igualmente reafirmada. O apoio deve ocorrer prioritariamente na sala de aula, com recurso a pr&amp;aacute;ticas de Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), subscrevendo interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es que referiam os Centros de Apoio &amp;agrave; Aprendizagem como espa&amp;ccedil;os paralelos ou segregados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, a revis&amp;atilde;o anuncia o refor&amp;ccedil;o da participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das fam&amp;iacute;lias, que passaria a ter direito de sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no PDI e mecanismos de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o das decis&amp;otilde;es escolares. Simultaneamente, anuncia a autonomia do docente titular para medidas universais, que n&amp;atilde;o constituem novidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resta agora saber se a implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o acompanhar&amp;aacute; a ambi&amp;ccedil;&amp;atilde;o normativa &amp;mdash; porque a inclus&amp;atilde;o, para existir, precisa de lei, mas sobretudo de meios, tempo e compromisso coletivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Contributos para o debate: perigos e sinais de alerta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para j&amp;aacute;, s&amp;atilde;o muitas as quest&amp;otilde;es e perplexidades que emergem numa primeira leitura do documento, levantando alguns sinais de alerta que as pr&amp;aacute;ticas deste Governo justificam:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Car&amp;ecirc;ncia de Recursos ignorada&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m o problema sist&amp;eacute;mico da falta de recursos, n&amp;atilde;o assumindo esta barreira como essencial, deixando escapar o car&amp;aacute;cter economicista desta revis&amp;atilde;o, quando remete as respostas das escolas para os recursos existentes nas mesmas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Estrutura paralela&lt;/strong&gt;: Avan&amp;ccedil;a uma estrutura labir&amp;iacute;ntica paralela de duvidosa efic&amp;aacute;cia, retirando a autonomia das escolas e descentralizando as decis&amp;otilde;es e a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;cleo essencial do sistema educativo. N&amp;atilde;o refere de onde ser&amp;atilde;o afetos recursos, ou seja, de onde v&amp;atilde;o ser retirados, nem em que medida as escolas ficam subalternizadas na sua decis&amp;atilde;o e autonomia t&amp;eacute;cnica e financeira. Abre a porta ao investimento em entidades externas e &amp;agrave; continuidade do desinvestimento na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, em vez de integrar os servi&amp;ccedil;os existentes, como CRI na pr&amp;oacute;pria escola.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Perigo de retrocesso&lt;/strong&gt;: Ao abrir a porta a outras estruturas cria vasos comunicantes para o retrocesso apara o aumento da institucionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as, o que, a par da n&amp;atilde;o exist&amp;ecirc;ncia de recursos na Escola P&amp;uacute;blica, cria a perce&amp;ccedil;&amp;atilde;o que esta falha, justificando a entrada de outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es de car&amp;aacute;cter p&amp;uacute;blico-privado e s&amp;oacute;cio assistencial, que colidem com o contexto pedag&amp;oacute;gico natural da Inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Pais mant&amp;ecirc;m direitos&lt;/strong&gt;: Apesar da ret&amp;oacute;rica propagada de que os pais saem refor&amp;ccedil;ados nos seus direitos e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada no novo articulado de diferente do que j&amp;aacute; acontecia de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e acompanhamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alunos sem respostas espec&amp;iacute;ficas&lt;/strong&gt;: Invisibiliza ainda mais os alunos com dificuldades acentuadas, pela aus&amp;ecirc;ncia de repostas espec&amp;iacute;ficas, deixando de referir &amp;Aacute;reas Substitutivas e Unidades Especializadas. Centra as respostas na sala de aula, mas n&amp;atilde;o prev&amp;ecirc; que isso deveria levar a um aumento de recursos, que hoje j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existem. Ao deixar ao crit&amp;eacute;rio de cada escola e dos recursos existentes, a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas, o MECI demite-se de investir e cria condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o recurso a entidades externas. Erradamente procura confundir respostas espec&amp;iacute;ficas, com espa&amp;ccedil;os segregados, numa mistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o conceptual de finalidade &amp;oacute;bvia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Ataca a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial&lt;/strong&gt;: Ignora e quase elimina a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial e a sua autonomia funcional, sem que fique definidas as suas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, bem como quem s&amp;atilde;o os alunos com necessidade de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial. Esta aus&amp;ecirc;ncia de clarifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o leva a que possam ficar sem respostas especializadas quem delas necessita, com perigo de retrocesso. Sem o refor&amp;ccedil;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial n&amp;atilde;o h&amp;aacute; inclus&amp;atilde;o, como se v&amp;ecirc; nos efeitos da atual lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;EMAEI burocratizada&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m e agrava o car&amp;aacute;cter burocr&amp;aacute;tico do sistema com acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entidades externas e uma EMAEI que se sobrep&amp;otilde;em &amp;agrave;s estruturas j&amp;aacute; existentes nos Agrupamentos, sem recursos pr&amp;oacute;prios e focada na atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medias, em vez de criar uma Equipa que efetivamente cuide da Inclus&amp;atilde;o nas escolas, que &amp;eacute; muito mais do que uma resposta para alunos com dificuldades de aprendizagem. Mant&amp;eacute;m falta de clareza do que &amp;eacute; a equipa vari&amp;aacute;vel, centrando em toda a EMEI decis&amp;otilde;es que devem ser tomadas pela equipa t&amp;eacute;cnico pedag&amp;oacute;gica que trabalha e conhece os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais a figura do gestor&lt;/strong&gt;: Introduz a figura de um Gestor de apoio &amp;agrave; Inclus&amp;atilde;o que deveria acompanhar os mesmos alunos ao longo da escolaridade, o que &amp;eacute; impratic&amp;aacute;vel devido &amp;agrave; dispers&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica e n&amp;uacute;mero de escolas de cada Agrupamento. Acrescenta mais uma figura no sistema, com risco de desviar a responsabilidade e a decis&amp;atilde;o, de quem verdadeiramente trabalha com os alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Medidas prescritivas&lt;/strong&gt;: Mant&amp;eacute;m um quadro de medidas prescritivas, organizadas por patamares e de uma categoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos alunos por medida, focando a resposta no aluno e n&amp;atilde;o na mudan&amp;ccedil;a da estrutura, que assim se perpetua. Aprofunda uma vis&amp;atilde;o &amp;ldquo;m&amp;eacute;dica individual&amp;rdquo; e n&amp;atilde;o essencialmente pedag&amp;oacute;gica. Claramente n&amp;atilde;o estamos a falar de aprofundar a Inclus&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Burocracia na sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;: A sinaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas mant&amp;eacute;m um car&amp;aacute;cter burocr&amp;aacute;tico e com prazos irrealistas, concentrando os documentos anteriores num &amp;uacute;nico (PDI), o que, por si s&amp;oacute; n&amp;atilde;o representa desburocratiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como se v&amp;ecirc; pelo labirinto processual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em sala de aula com que recursos&lt;/strong&gt;: A inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; colocar os alunos em sala de aula de forma acr&amp;iacute;tica e sem recursos ou sem mudan&amp;ccedil;as estruturais, mas sim dar a cada um aquilo que necessita com equidade e justi&amp;ccedil;a, nomeadamente aos alunos com necessidade de respostas mais espec&amp;iacute;ficas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o de nicho:&lt;/strong&gt; Fecha o conceito de Inclus&amp;atilde;o a um nicho, o que &amp;agrave; partida n&amp;atilde;o se enquadra na pr&amp;oacute;pria defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Inclus&amp;atilde;o, que deveria contaminar todo o sistema. N&amp;atilde;o resolve os problemas estruturais pedag&amp;oacute;gicos e de organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma vez que a inclus&amp;atilde;o necessita de pr&amp;aacute;ticas diferenciadas, metodologias ativas e flexibilidade curricular, em todas as dimens&amp;otilde;es educativas, documentos e a&amp;ccedil;&amp;otilde;es desenvolvidas, n&amp;atilde;o se tratando de uma resposta espec&amp;iacute;fica, mas de um princ&amp;iacute;pio geral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o Exclu&amp;iacute;da&lt;/strong&gt;: Falta a articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com outros documentos, onde tamb&amp;eacute;m existem medidas de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sucesso e outros estruturantes do sistema, mantendo um documento que diz tornar a escola mais inclusiva, mas a fecha num cluster destinado a dificuldades de aprendizagem. Limita &amp;agrave; partida uma vis&amp;atilde;o abrangente de toda a popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o escolar em risco de exclus&amp;atilde;o, como as minorias, deixando intoc&amp;aacute;vel o essencial do sistema, para o qual n&amp;atilde;o oferece qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Em resumo:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;No essencial este documento acentua o caminho de uma Inclus&amp;atilde;o exclu&amp;iacute;da, que muda algo para que tudo fique na mesma, sem investimento, centrando recursos em entidades externas e sem mudar o que efetivamente torna a Escola mais Inclusiva.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de cosm&amp;eacute;tica e de sem&amp;acirc;ntica, acrescida do perigo de desqualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das respostas, da sobrecarga das Escolas, e desvio de financiamento e do foco educativo para assistencial e m&amp;eacute;dico-individual.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o resolve o problema essencial da falta de recursos e centra a mudan&amp;ccedil;a numa altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o meramente organizativa, que nunca foi o problema, mas sim de m&amp;aacute; legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o e confus&amp;atilde;o concetual sobre Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva em particular e na sua operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Portuguesa em geral.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:29:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/questoes-e-perigos-anunciados-de-uma-inclusao-excluida</guid></item><item><title>Revisão do Regime Jurídico da Educação Inclusiva: Proposta do MECI apresenta riscos</title><link>https://www.spgl.pt:443/revisao-do-regime-juridico-da-educacao-inclusiva-proposta-do-meci-apresenta-riscos</link><description>&lt;h3&gt;Revis&amp;atilde;o do Regime Jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva: Proposta do MECI apresenta riscos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Depois de entregar em m&amp;atilde;o no MECI, juntamente com outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a FENPROF introduziu a sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o na plataforma aberta para consulta p&amp;uacute;blica relativa &amp;agrave; revis&amp;atilde;o do Decreto-Lei n.&amp;ordm; 54/2018 (Revis&amp;atilde;o do Regime Jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva), considerando que, apesar de reconhecer problemas reais na aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do atual regime, a proposta do governo n&amp;atilde;o responde aos principais constrangimentos das escolas e pretende introduzir altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es que levantam s&amp;eacute;rias preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Embora o MECI afirme que esta &amp;eacute; uma revis&amp;atilde;o essencialmente operacional, a FENPROF considera que se trata de uma altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o profunda, com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novas estruturas, a redefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de responsabilidades e a possibilidade de externaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de respostas educativas, afastando recursos humanos especializados das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alerta, ainda, para a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer entrar em vigor o novo regime j&amp;aacute; no ano letivo de 2026/2027, sem que estejam aprovados cerca de uma dezena de diplomas regulamentares e outros documentos indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Esta precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o criar&amp;aacute; indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o, desigualdade de pr&amp;aacute;ticas entre escolas e agravar&amp;aacute; a sobrecarga de trabalho dos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entre as principais preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es destacadas pela FENPROF encontram-se:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;a entrada em vigor do diploma sem regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o essencial;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o risco de externaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos apoios, em vez do refor&amp;ccedil;o dos recursos das escolas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a excessiva hierarquiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas estruturas, potenciando mais burocracia;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o quanto ao papel dos docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, cuja interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta com os alunos poder&amp;aacute; ser reduzida;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;o aumento das responsabilidades dos docentes sem redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carga letiva nem melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a aus&amp;ecirc;ncia de medidas estruturais como a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de alunos por turma e o refor&amp;ccedil;o dos quadros de docentes, t&amp;eacute;cnicos especializados e assistentes operacionais.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF reafirma que uma escola verdadeiramente inclusiva exige investimento na Escola P&amp;uacute;blica e n&amp;atilde;o apenas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas. A inclus&amp;atilde;o concretiza-se com recursos humanos suficientes, equipas est&amp;aacute;veis, condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho adequadas e respostas educativas desenvolvidas dentro das escolas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por estas raz&amp;otilde;es, a FENPROF defende que o novo regime apenas produza efeitos no ano letivo de 2027/2028, ap&amp;oacute;s a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de toda a regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;ria, a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos profissionais e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es indispens&amp;aacute;veis &amp;agrave; sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma &amp;uacute;ltima nota para assinalar que outra das insufici&amp;ecirc;ncias da proposta do minist&amp;eacute;rio &amp;eacute; o facto de n&amp;atilde;o ir al&amp;eacute;m dos 18 anos. Prevendo-se na proposta o prosseguimento de estudos ap&amp;oacute;s o t&amp;eacute;rmino da escolaridade obrigat&amp;oacute;ria, esta dever&amp;aacute; ser oportunidade para definir regras a aplicar no ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Revis&amp;atilde;o do regime jur&amp;iacute;dico da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/9897FFC2502A70C16EB5D4641AB5B8FD/f-168-revisao-do-rejime-juridico-da-educacao-inclusiva-16-07-26.pdf" target="_blank"&gt;Posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF no &amp;acirc;mbito de Consulta P&amp;uacute;blica&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/revisao-do-regime-juridico-da-educacao-inclusiva-proposta-do-meci-apresenta-riscos</guid></item><item><title>Pela equidade na monodocência</title><link>https://www.spgl.pt:443/pela-equidade-na-monodocencia</link><description>&lt;h3&gt;Pela equidade na monodoc&amp;ecirc;ncia&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C&amp;aacute;tia Domingues&lt;/strong&gt; | Vice-Presidente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Catarina Teixeira&lt;/strong&gt; | Dirigente SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A luta pela equidade na monodoc&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; uma reivindica&amp;ccedil;&amp;atilde;o antiga do SPGL e da FENPROF. Educadores de inf&amp;acirc;ncia e professores do 1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico (CEB) continuam sujeitos a condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho mais gravosas do que as dos restantes docentes, situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que se prolonga h&amp;aacute; d&amp;eacute;cadas, sem qualquer justifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica, mantendo desigualdades inaceit&amp;aacute;veis que importa corrigir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Foi para exigir justi&amp;ccedil;a e igualdade de tratamento que, no passado dia 15 de junho, mais de 2300 docentes participaram na Tribuna P&amp;uacute;blica promovida pela FENPROF, junto ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A forte ades&amp;atilde;o demonstrou que o descontentamento &amp;eacute; profundo e que os docentes da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar e do 1.&amp;ordm; CEB exigem equidade nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho relativamente aos restantes setores, bem como respostas concretas no &amp;acirc;mbito da revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente (ECD).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF defende que este processo negocial deve p&amp;ocirc;r fim &amp;agrave;s desigualdades existentes, assegurando a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva em 20 horas semanais, a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas no artigo 79.&amp;ordm; do ECD, nos termos propostos pela FENPROF, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva pelo exerc&amp;iacute;cio de cargos e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a harmoniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do calend&amp;aacute;rio escolar com os restantes n&amp;iacute;veis de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino e a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um regime espec&amp;iacute;fico de aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aos 36 anos de servi&amp;ccedil;o, sem penaliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es, em reconhecimento da elevada exig&amp;ecirc;ncia da monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas reivindica&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o constituem privil&amp;eacute;gios, mas sim medidas de equidade e de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional. Corrigir estas injusti&amp;ccedil;as significa reconhecer a especificidade do exerc&amp;iacute;cio da monodoc&amp;ecirc;ncia e garantir condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dignas para quem assegura as bases do percurso educativo das crian&amp;ccedil;as. Melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho destes docentes &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m refor&amp;ccedil;ar a qualidade da Escola P&amp;uacute;blica e garantir melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o desenvolvimento das aprendizagens.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a aus&amp;ecirc;ncia de respostas da tutela, a FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir e a mobilizar os docentes para que a revis&amp;atilde;o do ECD n&amp;atilde;o se limite a altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas represente um verdadeiro compromisso com a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o das desigualdades existentes, valorizando a profiss&amp;atilde;o docente e defendendo os direitos de quem exerce em monodoc&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos educadores e professores continuar&amp;aacute; a ser decisiva para alcan&amp;ccedil;ar estes objetivos. A FENPROF manter&amp;aacute; a luta at&amp;eacute; que sejam garantidas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas que assegurem a equidade, a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e o refor&amp;ccedil;o da Escola P&amp;uacute;blica!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: right;"&gt;&lt;em&gt;Texto original publicado no Escola/Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Digital n.&amp;ordm; 48 | maio/junho/julho 2026 e Escola Informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n.&amp;ordm; 315 | julho 2026&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 13 Aug 2026 11:21:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/pela-equidade-na-monodocencia</guid></item></channel></rss>