<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Pastas</title><link>https://www.spgl.pt:443/pastas</link><description>Pastas</description><item><title>Assim começam as coisas… | Francisco Gonçalves (SG FENPROF), Correio da Manhã, 25 de agosto de 2026</title><link>https://www.spgl.pt:443/assim-comecam-as-coisas-francisco-goncalves-sg-fenprof-correio-da-manha-25-de-agosto-de-2026</link><description>&lt;h3&gt;Assim come&amp;ccedil;am as coisas&amp;hellip;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Francisco Gon&amp;ccedil;alves&lt;/em&gt; (SG FENPROF), Correio da Manh&amp;atilde;, 25 de agosto de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Uni&amp;atilde;o Europeia tra&amp;ccedil;ou a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de privatizar a Seguran&amp;ccedil;a Social (SS). O governo encomendou estudo para&amp;nbsp;in&amp;iacute;cio do processo e o grupo de trabalho cumpriu. Coordenado por um reputado consultor de fundos de pens&amp;otilde;es privados, a conclus&amp;atilde;o foi a&amp;nbsp;pretendida&amp;nbsp;&amp;mdash; gest&amp;atilde;o individualizada das pens&amp;otilde;es. Ao longo de 607 p&amp;aacute;ginas, com muito conceito&amp;nbsp;&lt;em&gt;business school&amp;nbsp;economics&lt;/em&gt;, o relat&amp;oacute;rio afirma que o saldo da SS afinal &amp;eacute; d&amp;eacute;fice, recorrendo ao truque de englobar as contas da SS com as da Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es (CGA) e as do sistema de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o social de cidadania (uma incumb&amp;ecirc;ncia do Estado), ambas deficit&amp;aacute;rias.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas&amp;nbsp;atentemos ao seguinte: a SS s&amp;atilde;o os seus subscritores e &amp;eacute; financiada pelas contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do trabalho&amp;nbsp;&amp;mdash; trabalhadores e entidades patronais; o Estado s&amp;atilde;o os seus cidad&amp;atilde;os e &amp;eacute; financiado pelos&amp;nbsp;impostos cobrados&amp;nbsp;&amp;mdash;&amp;nbsp;cidad&amp;atilde;os e empresas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CGA, criada em 1929, tem um d&amp;eacute;fice estrutural&amp;nbsp;pois&amp;nbsp;a entidade patronal (Estado) nunca fez as contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es devidas,&amp;nbsp;desde 1 de janeiro de 2006 n&amp;atilde;o tem novos subscritores&amp;nbsp;e&amp;nbsp;anualmente o Estado cobre o buraco or&amp;ccedil;amental criado pela op&amp;ccedil;&amp;atilde;o tomada em 2005.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 09:44:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/assim-comecam-as-coisas-francisco-goncalves-sg-fenprof-correio-da-manha-25-de-agosto-de-2026</guid></item><item><title>A incompetência não é uma polémica | José Feliciano Costa (SG FENPROF), Correio da Manhã, 18 de agosto de 2026</title><link>https://www.spgl.pt:443/a-incompetencia-nao-e-uma-polemica-jose-feliciano-costa-sg-fenprof-correio-da-manha-18-de-agosto-de-2026</link><description>&lt;h3&gt;A incompet&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma pol&amp;eacute;mica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Jos&amp;eacute; Feliciano Costa&lt;/em&gt; (SG FENPROF), Correio da Manh&amp;atilde;, 18 de agosto de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro-ministro que, afinal, at&amp;eacute; foi de f&amp;eacute;rias, no habitual discurso de rentr&amp;eacute;e no Pontal, um pouco desligado da realidade, foi afirmando existir uma tend&amp;ecirc;ncia que remete medidas boas, que, por acaso, a esmagadora maioria da popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o vislumbra quais ser&amp;atilde;o, para as notas de rodap&amp;eacute;, enquanto empola as pol&amp;eacute;micas, fazendo um apelo contra a maledic&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Resta saber se, por pol&amp;eacute;micas e maledic&amp;ecirc;ncia, estava a referir-se, entre outras coisas, ao que olimpicamente se esqueceu de mencionar: uma das maiores disrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es que o sistema educativo portugu&amp;ecirc;s sofreu nas &amp;uacute;ltimas d&amp;eacute;cadas, fruto da chamada reforma do Estado, que desmantelou a estrutura org&amp;acirc;nica do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aliada a uma grande dose de amadorismo e incompet&amp;ecirc;ncia, cujas consequ&amp;ecirc;ncias ainda est&amp;atilde;o por apurar na sua totalidade. Uma reforma que prejudicou milhares de alunos e fam&amp;iacute;lias e colocou em causa a credibilidade dos exames nacionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma reforma aplicada por um ministro que chumbou em toda a linha, mas que se mant&amp;eacute;m &amp;agrave; tona e n&amp;atilde;o desiste de tentar aplicar um projeto neoliberal ao sistema educativo, com o objetivo de o privatizar. Isso n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma pol&amp;eacute;mica. &amp;Eacute; uma trag&amp;eacute;dia.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 27 Aug 2026 09:41:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/a-incompetencia-nao-e-uma-polemica-jose-feliciano-costa-sg-fenprof-correio-da-manha-18-de-agosto-de-2026</guid></item><item><title>SPGL reuniu com Reitor da UPL sobre a situação dos docentes convidados</title><link>https://www.spgl.pt:443/spgl-reuniu-com-reitor-da-upl-sobre-a-situacao-dos-docentes-convidados</link><description>&lt;h3&gt;SPGL reuniu com Reitor da UPL sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes convidados&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Uma delega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o (DESI) do SPGL reuniu, no dia 20 de agosto, com o Reitor da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL, outrora Instituto Polit&amp;eacute;cnico de Lisboa), na sequ&amp;ecirc;ncia do pedido urgente apresentado pelo Sindicato sobre as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos de docentes convidados em v&amp;aacute;rias escolas desta Institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Est&amp;atilde;o em causa, entre outras situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e da percentagem dos contratos, a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em categoria inferior e o bloqueio ao regime de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es come&amp;ccedil;aram a ser comunicadas aos docentes nos &amp;uacute;ltimos dias de julho e no in&amp;iacute;cio de agosto e, em muitos casos, depois de os respetivos processos de renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o terem sido iniciados nas escolas h&amp;aacute; bastante tempo, surpreendendo quem contava continuar a exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes &amp;agrave;s anteriormente praticadas. As situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es apresentam diferentes graus de urg&amp;ecirc;ncia: na Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC) existem contratos que j&amp;aacute; cessaram, tornando particularmente urgente encontrar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o; na Escola Superior de Comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o Social (ESCS), segundo a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;vel, n&amp;atilde;o dever&amp;aacute; existir interrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre contratos, mas est&amp;atilde;o previstas contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es com dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o reduzida, designadamente por dez meses.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na reuni&amp;atilde;o, o Reitor informou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o resulta de dificuldades financeiras e esclareceu que todas as escolas da UPL tinham sido informadas h&amp;aacute; alguns meses da necessidade de proceder a ajustamentos da despesa, n&amp;atilde;o tendo esses ajustamentos sido realizados atempadamente em todas elas. O certo &amp;eacute; que os Conselhos T&amp;eacute;cnico-Cient&amp;iacute;ficos foram propondo as renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es que consideraram necess&amp;aacute;rias ao normal funcionamento dos cursos, verificando-se agora que, em algumas escolas, n&amp;atilde;o existe cabimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o suficiente para concretizar essas propostas nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL deu conta ao Reitor da sua posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre estas mat&amp;eacute;rias, deixando claro que n&amp;atilde;o podem ser os docentes convidados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias do subfinanciamento do ensino superior p&amp;uacute;blico ou de dificuldades de planeamento e gest&amp;atilde;o das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O trabalho dos docentes convidados n&amp;atilde;o se limita &amp;agrave;s aulas, envolvendo tamb&amp;eacute;m atividades de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o, acompanhamento dos estudantes e outras tarefas ao longo do ano, tal como acontece com os docentes de carreira. Por isso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; justo nem aceit&amp;aacute;vel resolver dificuldades financeiras atrav&amp;eacute;s do corte de um ou dois meses de contrato dos docentes convidados. Do mesmo modo, qualquer redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da percentagem de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve corresponder a uma efetiva redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o proporcional do trabalho exigido, n&amp;atilde;o sendo aceit&amp;aacute;vel manter cargas letivas ou responsabilidades incompat&amp;iacute;veis com a percentagem contratada. Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que dificuldades financeiras conduzam &amp;agrave; contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o em categorias inferiores &amp;agrave;s que correspondem &amp;agrave; qualifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, experi&amp;ecirc;ncia e fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes, nem ao bloqueio do regime de dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o exclusiva quando estejam reunidas as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL chamou ainda a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o facto de, nos casos em que um contrato de trabalho cessa e posteriormente &amp;eacute; celebrado um novo v&amp;iacute;nculo, poderem surgir encargos associados &amp;agrave; cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que reduzam significativamente a poupan&amp;ccedil;a pretendida pela UPL. Pode, assim, estar a impor-se uma perda relevante aos docentes sem que da&amp;iacute; resulte a ambicionada economia financeira.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Sindicato alertou igualmente para o facto de as consequ&amp;ecirc;ncias destas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o se limitarem aos docentes convidados. Podem traduzir-se numa maior sobrecarga para os docentes de carreira e numa degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino e aprendizagem, com impacto direto nos estudantes. Nem os docentes convidados, nem os docentes de carreira, nem os estudantes devem pagar a fatura das dificuldades de financiamento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Reitor informou que continua a procurar alternativas que permitam mitigar o impacto da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre os docentes, mas n&amp;atilde;o apresentou sequer o esbo&amp;ccedil;o de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para todos os problemas identificados. Ficou acordada a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma nova reuni&amp;atilde;o no in&amp;iacute;cio de setembro, para avaliar a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e procurar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL expressou a sua disponibilidade para cooperar com a UPL no desenho de medidas que n&amp;atilde;o lesem os direitos dos docentes, convidados ou de carreira. Mas tamb&amp;eacute;m sublinhou est&amp;aacute; ao lado dos seus s&amp;oacute;cios, assessorando-os nas dilig&amp;ecirc;ncias de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus interesses laborais e representando-os em todas as a&amp;ccedil;&amp;otilde;es legais que se tornarem necess&amp;aacute;rias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na UPL junta-se a problemas que t&amp;ecirc;m vindo a surgir noutras institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, designadamente em Leiria e no Porto, envolvendo tamb&amp;eacute;m docentes convidados e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Confirma-se, assim, aquilo para que o SPGL e a FENPROF h&amp;aacute; muito alertam: os sucessivos anos de subfinanciamento do ensino superior p&amp;uacute;blico come&amp;ccedil;am a traduzir-se em problemas concretos no funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Quando faltam recursos para assegurar as contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es que os pr&amp;oacute;prios &amp;oacute;rg&amp;atilde;os cient&amp;iacute;ficos consideram necess&amp;aacute;rias, o subfinanciamento deixa de ser apenas um problema or&amp;ccedil;amental e passa a afetar diretamente os trabalhadores, os estudantes e a qualidade do ensino superior p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O SPGL continuar&amp;aacute; a defender os direitos dos docentes afetados, a trabalhar com a UPL na procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que evitem a perda de direitos, a sobrecarga de outros docentes e a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino, e a exigir ao Governo o financiamento necess&amp;aacute;rio ao adequado funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas de ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os docentes e investigadores que trabalham nas Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o Cient&amp;iacute;fica devem sindicalizar-se no SPGL. Estar sindicalizado &amp;eacute; um ato de cidadania e de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o c&amp;iacute;vica. &amp;Eacute; um ato solid&amp;aacute;rio na defesa dos direitos de quem trabalha. Torna-nos mais fortes, mais seguros, mais conscientes de n&amp;oacute;s pr&amp;oacute;prios e da nossa profiss&amp;atilde;o. Sindicalizar-se no SPGL &amp;eacute; aceitar o desafio de participar na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma escola e ci&amp;ecirc;ncia de qualidade para todos, de uma sociedade mais inclusiva e portanto mais justa onde as profiss&amp;otilde;es docente e de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica sejam prestigiadas, acarinhadas e defendidas. Junte-se a n&amp;oacute;s em &lt;a href="https://www.spgl.pt/quero-sindicalizar-me" target="_blank"&gt;https://www.spgl.pt/quero-sindicalizar-me&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SPGL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:43:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/spgl-reuniu-com-reitor-da-upl-sobre-a-situacao-dos-docentes-convidados</guid></item><item><title>Docentes em Profissionalização</title><link>https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</link><description>&lt;h3&gt;&lt;span&gt;Docentes em Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Os professores a realizar a Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o, no ano escolar 2026/2027, devem estar atentos &amp;agrave; distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o, verificando se no hor&amp;aacute;rio de trabalho est&amp;aacute; considerada a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva de acordo com o art&amp;ordm; 36&amp;ordm; do DL n.&amp;ordm; 287/88, na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada pelo DL n.&amp;ordm; 345/89.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, &amp;eacute; importante que os colegas que se encontrem nas circunst&amp;acirc;ncias descritas se mantenham atentos e informados junto do sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;DL n&amp;ordm; 345/89&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;(&amp;hellip;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt; &lt;img width="886" height="516" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/16b4843e/7f55c33e/art%2036.png?v=639232528174049481"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Tue, 25 Aug 2026 10:06:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/docentes-em-profissionalizacao</guid></item><item><title>FENPROF exige: garantia de que nenhum estudante foi prejudicado, apoios atempados e reforço do financiamento das instituições</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-garantia-de-que-nenhum-estudante-foi-prejudicado-apoios-atempados-e-reforco-do-financiamento-das-instituicoes</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF exige: garantia de que nenhum estudante foi prejudicado, apoios atempados e refor&amp;ccedil;o do financiamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF sa&amp;uacute;da o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes colocados na 1.&amp;ordf; fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNAES) deste ano, em que foram colocados 49.991 estudantes, mais 6.092 do que em 2025, correspondendo a um aumento de 13,9%. Contudo, n&amp;atilde;o deixamos de registar que apenas 3% dos colocados sejam oriundos das classes sociais economicamente mais desfavorecidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este resultado confirma que continua a existir uma procura significativa do ensino superior em Portugal e refor&amp;ccedil;a aquilo que a FENPROF e outras entidades t&amp;ecirc;m vindo a defender: &amp;eacute; preciso que o Estado invista mais no ensino superior, criando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que mais jovens possam aceder, permanecer e ter sucesso nos seus estudos. Ali&amp;aacute;s, a este t&amp;iacute;tulo importar&amp;aacute; perceber, mais tarde, quantos dos colocados far&amp;atilde;o a sua inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o e, mais ainda, quantos concluir&amp;atilde;o as suas forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A compara&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o ano anterior mostra tamb&amp;eacute;m o impacto das pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas no acesso ao ensino superior. No ano passado, a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o das regras de acesso, que em agosto de 2025 o Ministro Fernando Alexandre defendia e recusava rever, contribuiu para uma quebra significativa das candidaturas, provocando forte contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica. Perante a evid&amp;ecirc;ncia de que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do acesso se concentrara nos cursos afetados por essa altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o Governo acabou por recuar e rever as regras. Este ano, o n&amp;uacute;mero de candidatos voltou a aumentar significativamente, registando-se o n&amp;uacute;mero mais elevado de colocados na 1.&amp;ordf; fase da &amp;uacute;ltima d&amp;eacute;cada, com exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano at&amp;iacute;pico de 2020.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar desta recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva, importa analisar os resultados com prud&amp;ecirc;ncia, tendo em conta os problemas ocorridos nos exames nacionais deste ano.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Garantir que nenhum estudante &amp;eacute; prejudicado no acesso ao ensino superior&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na 1.&amp;ordf; fase do CNAES deste ano ficaram ocupadas 88,9% das vagas, percentagem que atingiu 95,6% no ensino universit&amp;aacute;rio. O aumento do n&amp;uacute;mero de colocados n&amp;atilde;o significa, por si s&amp;oacute;, que todos tenham conseguido a coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pretendida: apenas 53,6% ingressaram na sua primeira op&amp;ccedil;&amp;atilde;o, contra 63,1% em 2025. Mas resulta que para a 2.&amp;ordf; fase ficaram dispon&amp;iacute;veis apenas 6.639 vagas, menos 42,3% do que no ano anterior. Al&amp;eacute;m disso, das 1.170 forma&amp;ccedil;&amp;otilde;es abrangidas pelo concurso, apenas 412 t&amp;ecirc;m ainda vagas dispon&amp;iacute;veis, o que significa que em cerca de 65% j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existem lugares para a 2.&amp;ordf; fase. &amp;Eacute; neste quadro que importa avaliar as consequ&amp;ecirc;ncias dos muitos problemas ocorridos nos exames nacionais, que s&amp;atilde;o do conhecimento p&amp;uacute;blico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou atempadamente para os riscos do processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o decidido pelo MECI e exigiu sempre que os problemas n&amp;atilde;o fossem pagos pelos estudantes. Professores e escolas tiveram tamb&amp;eacute;m um papel determinante na procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e na minimiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das consequ&amp;ecirc;ncias das falhas verificadas. O MECI reconheceu falhas e o Ministro Fernando Alexandre garantiu, em 21 de julho, que nenhum estudante seria prejudicado, quer na classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quer no acesso ao ensino superior. Agora, a garantia dada pelo Ministro tem de ser efetivamente cumprida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os estudantes que, em consequ&amp;ecirc;ncia de classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es corrigidas ou conhecidas tardiamente, tiveram de recorrer &amp;agrave; 2.&amp;ordf; fase ou &amp;agrave; &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria encontram um n&amp;uacute;mero muito menor de vagas dispon&amp;iacute;veis, podendo j&amp;aacute; n&amp;atilde;o existir lugar nos cursos e Institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Ensino Superior (IES) a que poderiam ter concorrido em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es normais na 1.&amp;ordf; fase. &amp;Eacute;, por isso, leg&amp;iacute;timo perguntar: pode o MECI garantir que nenhum destes estudantes ficar&amp;aacute; impedido de ingressar no curso ou na institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que teria podido aceder se todo o processo tivesse funcionado corretamente e em tempo &amp;uacute;til?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria, criada para responder aos problemas ocorridos, realiza-se apenas nos dias 3, 4, 7 e 8 de setembro, produzindo as classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es obtidas os mesmos efeitos da 2.&amp;ordf; fase. Os respetivos resultados ser&amp;atilde;o conhecidos a 16 de setembro. Nessa altura, em algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, as atividades letivas j&amp;aacute; ter&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ado. Isto significa que um estudante afetado pode n&amp;atilde;o s&amp;oacute; encontrar menos op&amp;ccedil;&amp;otilde;es dispon&amp;iacute;veis, como chegar &amp;agrave; institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o quando as atividades letivas j&amp;aacute; est&amp;atilde;o em curso, com preju&amp;iacute;zos adicionais para o in&amp;iacute;cio do seu percurso acad&amp;eacute;mico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; certo que o regulamento do CNAES permite a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de vagas adicionais para corrigir situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que, por motivo n&amp;atilde;o imput&amp;aacute;vel ao candidato, este n&amp;atilde;o tenha sido colocado ou tenha sido incorretamente colocado. Essa salvaguarda deve ser utilizada sempre que necess&amp;aacute;ria para garantir os direitos dos estudantes. Mas a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode consistir simplesmente em acrescentar estudantes &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para al&amp;eacute;m das vagas inicialmente previstas e deixar &amp;agrave;s IES a responsabilidade de absorver essa sobrecarga. Se forem necess&amp;aacute;rias coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es adicionais para reparar preju&amp;iacute;zos resultantes deste processo, o MECI deve garantir tamb&amp;eacute;m os meios necess&amp;aacute;rios &amp;agrave; sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, por isso, dif&amp;iacute;cil compreender a pressa do Governo em anunciar, em 21 de agosto, os principais resultados do CNAES e apresent&amp;aacute;-los como demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sucesso, quando os candidatos apenas deveriam conhecer as suas coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es em 23 de agosto e quando permanece por concluir o processo dos estudantes abrangidos pela &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria. A menos que esta antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que n&amp;atilde;o &amp;eacute; habitual, tenha servido sobretudo de cosm&amp;eacute;tica pol&amp;iacute;tica para fazer esquecer o caos nos exames e as implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que trouxe no acesso ao ensino superior. Uma op&amp;ccedil;&amp;atilde;o que acabou, afinal, por acrescentar mais um incidente a um processo j&amp;aacute; muito atribulado: a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o do embargo obrigou &amp;agrave; antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es, inicialmente prevista para 23 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF congratula-se com o aumento das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Mas bons resultados n&amp;atilde;o dispensam uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa do processo nem permitem concluir antecipadamente que ningu&amp;eacute;m foi prejudicado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Apoiar os estudantes para garantir a sua perman&amp;ecirc;ncia no ensino superior e o sucesso acad&amp;eacute;mico&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os n&amp;uacute;meros do CNAES n&amp;atilde;o revelam os estudantes que, depois de ingressarem, s&amp;atilde;o obrigados a desistir por falta de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es econ&amp;oacute;micas. Assim, conseguir uma vaga numa universidade ou polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o significa, por si s&amp;oacute;, ter condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para frequentar e concluir um curso. O pr&amp;oacute;prio estudo que fundamentou a revis&amp;atilde;o da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, promovida este ano pelo Governo, reconheceu o contributo das bolsas para a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do abandono escolar no ensino superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os pr&amp;oacute;prios resultados agora divulgados mostram a dimens&amp;atilde;o das desigualdades no acesso: apenas 1.625 dos 49.991 estudantes colocados eram benefici&amp;aacute;rios do escal&amp;atilde;o A da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social escolar, pouco mais de 3% do total. Estes n&amp;uacute;meros mostram que o ensino superior continua longe de funcionar como o instrumento de mobilidade social que o pa&amp;iacute;s necessita.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes n&amp;uacute;meros tamb&amp;eacute;m refor&amp;ccedil;am a necessidade de garantir apoios que permitam a mais estudantes economicamente desfavorecidos aceder e frequentar o ensino superior, tanto mais que, em Portugal, as fam&amp;iacute;lias suportam uma parcela elevada dos seus custos. Segundo a OCDE, cerca de 27% da despesa das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior &amp;eacute; diretamente suportada pelas fam&amp;iacute;lias, enquanto apenas 56,1% do financiamento do ensino superior prov&amp;eacute;m de fontes p&amp;uacute;blicas, bastante abaixo dos 71,9% da m&amp;eacute;dia dos pa&amp;iacute;ses da OCDE.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Num contexto de custos elevados com alojamento, alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e transportes, os apoios t&amp;ecirc;m de ser suficientes e, sobretudo, t&amp;ecirc;m de chegar a tempo. As altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em curso na a&amp;ccedil;&amp;atilde;o social devem ser devidamente implementadas e acompanhadas, garantindo que bolsas, apoios ao alojamento e restantes presta&amp;ccedil;&amp;otilde;es chegam efetivamente a todos os estudantes que delas necessitam. Os atrasos na disponibiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das resid&amp;ecirc;ncias universit&amp;aacute;rias tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o podem continuar a ser suportados pelos estudantes e pelas fam&amp;iacute;lias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta, portanto, garantir o ingresso numa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de ensino superior. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio que o Governo garanta efetivamente condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para os estudantes permanecerem no sistema, desenvolverem os seus estudos e conclu&amp;iacute;rem os seus cursos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Mais estudantes implica mais financiamento para as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais estudantes a ingressarem no ensino superior significa mais turmas, mais aulas te&amp;oacute;ricas, pr&amp;aacute;ticas e laboratoriais, mais acompanhamento e maiores necessidades de doc&amp;ecirc;ncia e de outros recursos. Estas exig&amp;ecirc;ncias acrescidas encontram um sistema h&amp;aacute; muito confrontado com subfinanciamento cr&amp;oacute;nico. Por outro lado, os custos de funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam a aumentar e, quando o financiamento p&amp;uacute;blico n&amp;atilde;o acompanha essa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, as IES disp&amp;otilde;em, na pr&amp;aacute;tica, de menos recursos para cumprir a sua miss&amp;atilde;o. O Governo n&amp;atilde;o pode, portanto, congratular-se com o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes e deixar depois &amp;agrave;s universidades e polit&amp;eacute;cnicos a responsabilidade de descobrir, em or&amp;ccedil;amentos insuficientes, as verbas necess&amp;aacute;rias para os receber. O financiamento adequado do ensino superior p&amp;uacute;blico &amp;eacute; responsabilidade do Estado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O subfinanciamento do ensino superior tem consequ&amp;ecirc;ncias tamb&amp;eacute;m na situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes e investigadores. A FENPROF estima que os sal&amp;aacute;rios destes profissionais acumulem uma perda de poder de compra pr&amp;oacute;xima de 30% nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas. Para este resultado tamb&amp;eacute;m contribu&amp;iacute;ram os congelamentos e bloqueios das progress&amp;otilde;es, que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos impede muitos docentes de verem o seu sal&amp;aacute;rio aumentar, apesar de as avalia&amp;ccedil;&amp;otilde;es de desempenho lhes conferirem os pontos necess&amp;aacute;rios para o fazer. Os despachos publicados pelo Governo em 2025 com o prop&amp;oacute;sito de desbloquear estas progress&amp;otilde;es eram indispens&amp;aacute;veis, mas a sua aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o ficou dependente da disponibilidade or&amp;ccedil;amental das pr&amp;oacute;prias institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com or&amp;ccedil;amentos deficit&amp;aacute;rios, sem que fosse assegurado o correspondente refor&amp;ccedil;o do financiamento p&amp;uacute;blico. O Governo n&amp;atilde;o pode reconhecer direitos e deixar depois &amp;agrave;s IES a responsabilidade de encontrar os recursos para os concretizar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, a precariedade laboral tem estado a aumentar nas IES. O inqu&amp;eacute;rito nacional divulgado pela FENPROF em maio de 2026 mostrou que 84,4% dos docentes convidados inquiridos trabalhavam em regime parcial e metade auferia at&amp;eacute; 1000 euros l&amp;iacute;quidos mensais. Verificou-se ainda que estes v&amp;iacute;nculos est&amp;atilde;o a ser utilizados para responder, de forma sistem&amp;aacute;tica, a necessidades permanentes das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es. S&amp;atilde;o sinais de um problema que n&amp;atilde;o pode continuar a agravar-se. Necessidades permanentes de ensino n&amp;atilde;o podem continuar a ser satisfeitas atrav&amp;eacute;s da precariedade nem o aumento do n&amp;uacute;mero de estudantes pode traduzir-se em maior sobrecarga e desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; demasiados anos que o sistema funciona gra&amp;ccedil;as ao profissionalismo e dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes trabalhadores, apesar da perda de poder de compra, dos bloqueios nas carreiras e da precariedade. &amp;Eacute; tempo de valorizar efetivamente quem ensina e investiga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;Eacute; preciso avaliar, corrigir e investir&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O aumento das candidaturas e das coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma boa not&amp;iacute;cia e confirma que Portugal pode e deve continuar a elevar as qualifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es da sua popula&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mas os acontecimentos dos &amp;uacute;ltimos dois anos mostram tamb&amp;eacute;m que as pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas t&amp;ecirc;m consequ&amp;ecirc;ncias. Altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas regras de acesso, decis&amp;otilde;es posteriormente revertidas e problemas graves na implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de novos processos n&amp;atilde;o podem suceder-se sem uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;eacute;ria das suas causas e efeitos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige uma avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o completa do processo de acesso de 2026, a efetiva garantia de que nenhum estudante ser&amp;aacute; prejudicado e o apuramento de responsabilidades pelo que correu mal. Tamb&amp;eacute;m reivindica pol&amp;iacute;ticas p&amp;uacute;blicas coerentes e est&amp;aacute;veis, que promovam o acesso, combatam o abandono e garantam condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a perman&amp;ecirc;ncia e prossecu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de estudos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF reclama ainda que o pr&amp;oacute;ximo Or&amp;ccedil;amento do Estado assegure um refor&amp;ccedil;o efetivo do financiamento p&amp;uacute;blico do ensino superior, respondendo ao aumento dos custos e das necessidades das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, garantindo as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es necess&amp;aacute;rias para um ensino e investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade, combatendo a precariedade e valorizando efetivamente as carreiras e os sal&amp;aacute;rios de docentes e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 24 de agosto de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 16:31:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-exige-garantia-de-que-nenhum-estudante-foi-prejudicado-apoios-atempados-e-reforco-do-financiamento-das-instituicoes</guid></item><item><title>Lei n.º 57/2026 de 24/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/lei-n-o-57-2026</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/57-2026-1161149390" target="_blank"&gt;Lei n.&amp;ordm; 57/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Altera a&amp;nbsp;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/33-2025-913048477" target="_blank"&gt;Lei n.&amp;ordm; 33/2025&lt;/a&gt;, de 31 de mar&amp;ccedil;o, que promove os direitos na gravidez, parto e puerp&amp;eacute;rio, e a&amp;nbsp;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/lei/15-2014-571943"&gt;Lei n.&amp;ordm; 15/2014&lt;/a&gt;, de 21 de mar&amp;ccedil;o, que consolida a legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em mat&amp;eacute;ria de direitos e deveres do utente dos servi&amp;ccedil;os de sa&amp;uacute;de.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Assembleia da Rep&amp;uacute;blica&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 13:15:10 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/lei-n-o-57-2026</guid></item><item><title>Aviso n.º 19776/2026/2 de 11/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/aviso-n-o-19776-2026-2-de-11-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/19776-2026-1155718917" target="_blank"&gt;Aviso n.&amp;ordm; 19776/2026/2&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Equipa Multidisciplinar das Escolas Portuguesas no Estrangeiro a funcionar na depend&amp;ecirc;ncia do conselho diretivo da Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo, I. P.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo, IP&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:29:40 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/aviso-n-o-19776-2026-2-de-11-08</guid></item><item><title>Aviso n.º 19775/2026/2 de 11/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/aviso-n-o-19775-2026-2-de-11-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/aviso/19775-2026-1155718916" target="_blank"&gt;Aviso n.&amp;ordm; 19775/2026/2&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Designa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Dr.&amp;ordf; Ana Paula Monteiro como coordenadora da Unidade de Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Mobilidade de T&amp;eacute;cnicos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo, IP&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:27:49 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/aviso-n-o-19775-2026-2-de-11-08</guid></item><item><title>Despacho n.º 10042/2026 de 11/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10042-2026-de-11-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/10042-2026-1155718914" target="_blank"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 10042/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Subdelega&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias no conselho diretivo da Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo, I. P.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Gabinete da Secret&amp;aacute;ria de Estado da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o Escolar&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:24:52 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10042-2026-de-11-08</guid></item><item><title>Despacho n.º 10024/2026 de 11/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10024-2026-de-11-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/10024-2026-1155718887" target="_blank"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 10024/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Procede &amp;agrave; defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos quadros de zona pedag&amp;oacute;gica considerados carenciados, para o ano letivo de 2026-2027, nos termos do&amp;nbsp;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/decreto-lei/51-2024-885927817" target="_blank"&gt;Decreto-Lei n.&amp;ordm; 51/2024&lt;/a&gt;, de 28 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Finan&amp;ccedil;as e Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Gabinete do Ministro de Estado e das Finan&amp;ccedil;as e Gabinete do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:23:38 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10024-2026-de-11-08</guid></item><item><title>Despacho n.º 9472-B/2026 de 27/07</title><link>https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-9472-b-2026-2</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/9472-b-2026-1152764238" target="_blank"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 9472-B/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estabelece a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o devida aos docentes pela classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na 1.&amp;ordf; e na 2.&amp;ordf; fases e na &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria, e pela reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por item ou prova, dos exames finais nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio no ano letivo de 2025/2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Gabinete do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:21:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-9472-b-2026-2</guid></item><item><title>Resolução do Conselho de Ministros n.º 158/2026 de 06/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/resolucao-do-conselho-de-ministros-n-o-158-2026</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/resolucao-conselho-ministros/158-2026-1154555255" target="_blank"&gt;Resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Conselho de Ministros n.&amp;ordm; 158/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Autoriza a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da despesa relativa aos apoios decorrentes da celebra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos de patroc&amp;iacute;nio no &amp;acirc;mbito do ensino art&amp;iacute;stico especializado, para os anos letivos de 2026/2027 a 2031/2032.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Presid&amp;ecirc;ncia do Conselho de Ministros&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:19:08 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/resolucao-do-conselho-de-ministros-n-o-158-2026</guid></item><item><title>Despacho n.º 10430/2026 de 21/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10430-2026-de-21-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/10430-2026-1160677001" target="_blank"&gt;Despacho n.&amp;ordm; 10430/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segunda altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Despacho n.&amp;ordm; 8368/2024, de 25 de julho, que estabelece o calend&amp;aacute;rio escolar relativo aos anos letivos de 2024-2025 a 2027-2028 destinado aos estabelecimentos p&amp;uacute;blicos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar e dos ensinos b&amp;aacute;sico e secund&amp;aacute;rio, bem como aos estabelecimentos particulares de ensino especial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Gabinete do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 11:56:22 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/despacho-n-o-10430-2026-de-21-08</guid></item><item><title>Segurança Social - CGA | Posição da CGTP-IN sobre a apresentação do Relatório «Reformar as Pensões em Portugal: Por um Sistema Sustentável, Adequado e Justo – um Contrato entre Gerações»</title><link>https://www.spgl.pt:443/seguranca-social-cga-posicao-da-cgtp-in-sobre-a-apresentacao-do-relatorio-reformar-as-pensoes-em-portugal-por-um-sistema-sustentavel-adequado-e-justo-um-contrato-entre-geracoes</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Seguran&amp;ccedil;a Social - CGA&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CGTP-IN sobre a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Relat&amp;oacute;rio &amp;laquo;Reformar as Pens&amp;otilde;es em Portugal: Por um Sistema Sustent&amp;aacute;vel, Adequado e Justo &amp;ndash; um Contrato entre Gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;raquo;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Foram apresentadas as conclus&amp;otilde;es do relat&amp;oacute;rio do Grupo de Trabalho nomeado pelo Governo para estudar e fazer propostas sobre o sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social, liderado pelo economista Jorge Bravo, consultor de seguradoras e sociedades gestoras de fundos de pens&amp;otilde;es, e pela ex-deputada da Iniciativa Liberal, Carla Castro, conhecidos defensores da privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sistema de seguran&amp;ccedil;a social p&amp;uacute;blico, universal e solid&amp;aacute;rio e da sua transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o num sistema de pens&amp;otilde;es gerido em regime de capitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Grupo de Trabalho assenta a tese da insustentabilidade do sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social e as solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es que preconiza para o problema num misto de falsidades, ambiguidades e confus&amp;otilde;es, lan&amp;ccedil;ando d&amp;uacute;vidas quer sobre a actual robustez financeira que o sistema apresenta, quer sobre a pr&amp;oacute;pria arquitectura e composi&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mistura propositadamente o sistema previdencial do sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social com a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es para p&amp;ocirc;r em causa as contas oficiais da seguran&amp;ccedil;a social, quando se trata de sistemas com objectivos, destinat&amp;aacute;rios e modos de financiamento muito distintos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os encargos do Estado com a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m rigorosamente nada a ver com o regime previdencial da seguran&amp;ccedil;a social e derivam unicamente do facto de o Estado, respons&amp;aacute;vel desde a sua cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o pela protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, incluindo o pagamento de pens&amp;otilde;es dos trabalhadores em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas, ter optado por n&amp;atilde;o cumprir com as suas responsabilidades enquanto empregador, sendo impens&amp;aacute;vel que se admita a hip&amp;oacute;tese de cobrir as suas responsabilidades atrav&amp;eacute;s de verbas da pr&amp;oacute;pria Seguran&amp;ccedil;a Social.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Sistema Previdencial da Seguran&amp;ccedil;a Social &amp;eacute; um regime contributivo, ao contr&amp;aacute;rio do sistema gerido pela Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que n&amp;atilde;o o &amp;eacute; nem nunca o foi. Neste sentido, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; qualquer confus&amp;atilde;o or&amp;ccedil;amental ou contabil&amp;iacute;stica, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; dinheiro da CGA a ser desviado para a Seguran&amp;ccedil;a Social ou vice-versa. Est&amp;aacute; tudo muito claro e n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel qualquer tentativa de manipular as contas entre os dois sistemas. Toda a mistifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o em torno destes dois sistemas n&amp;atilde;o passa de uma manobra destinada a confundir e a preparar o terreno para introduzir medidas que fragilizam o sistema p&amp;uacute;blico e deste modo, dar resposta aos anseios dos interesses dos fundos de pens&amp;otilde;es privados, ligados &amp;agrave; banca e seguradoras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa neste momento lembrar a solidez do sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social, com um saldo positivo de 6.732,3 milh&amp;otilde;es de euros ao longo do ano de 2025 e que o Fundo de Estabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o Financeira da Seguran&amp;ccedil;a Social atingiu em Junho de 2026, 49,296 mil milh&amp;otilde;es de euros, representando 15,8 % do P.I.B., garantindo 28,63 meses de despesas com o pagamento de pens&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este Relat&amp;oacute;rio encomendado pelo governo insere-se numa ac&amp;ccedil;&amp;atilde;o que visa o assalto aos vultosos recursos da Seguran&amp;ccedil;a Social e p&amp;ocirc;r em causa os direitos dos trabalhadores e reformados, o prosseguimento do prolongamento da idade de reforma, a elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o do direito &amp;agrave; reforma antecipada que hoje &amp;eacute; reconhecido, entre outros inadmiss&amp;iacute;veis retrocessos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CGTP-IN considera inaceit&amp;aacute;vel e rejeita liminarmente a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualquer sistema de contas individuais no &amp;acirc;mbito do sistema previdencial, j&amp;aacute; que tal significaria a destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o a prazo do actual sistema assente em princ&amp;iacute;pios de solidariedade laboral e intergeracional. As propostas do Grupo de Trabalho visam enfraquecer este princ&amp;iacute;pio basilar do nosso sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social, substituindo-o por um chamado&amp;nbsp;&lt;em&gt;&amp;ldquo;princ&amp;iacute;pio de equidade geracional&amp;rdquo;,&lt;/em&gt;&amp;nbsp;que est&amp;aacute; intimamente relacionado com a sustentabilidade das finan&amp;ccedil;as p&amp;uacute;blicas, o que acaba por corresponder &amp;agrave; nega&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo de financiamento do sistema de pens&amp;otilde;es e &amp;agrave; revis&amp;atilde;o da f&amp;oacute;rmula de c&amp;aacute;lculo das pens&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J&amp;aacute; no que respeita aos regimes complementares, de notar que algumas das conclus&amp;otilde;es deste Relat&amp;oacute;rio encontram agora apoio e sustenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pacote de medidas apresentado pela Comiss&amp;atilde;o Europeia no &amp;acirc;mbito da Uni&amp;atilde;o da Poupan&amp;ccedil;a e do Investimento, em particular no que respeita &amp;agrave; cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de sistemas de inscri&amp;ccedil;&amp;atilde;o autom&amp;aacute;tica dos trabalhadores em regimes complementares de reforma, incentivados atrav&amp;eacute;s de benef&amp;iacute;cios fiscais. &amp;Eacute; inaceit&amp;aacute;vel esta invers&amp;atilde;o do &amp;oacute;nus, contando-se com uma ades&amp;atilde;o &amp;ldquo;for&amp;ccedil;ada&amp;rdquo; dos trabalhadores e com a sua falta de reac&amp;ccedil;&amp;atilde;o por in&amp;eacute;rcia ou total desconhecimento.&amp;nbsp; &amp;Eacute; um caminho inevit&amp;aacute;vel para o enfraquecimento do sistema de pens&amp;otilde;es, podendo desde logo levar a exig&amp;ecirc;ncias no sentido de reduzir as contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es para o mesmo, conduzindo &amp;agrave; sua privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre a vontade do Governo de abrir a seguran&amp;ccedil;a social &amp;agrave; especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira e &amp;agrave;s press&amp;otilde;es da Uni&amp;atilde;o Europeia no mesmo sentido, tornam o momento crucial para a defesa do sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social, universal e solid&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os sistemas complementares de pens&amp;otilde;es j&amp;aacute; existem em Portugal e, tal como em outros pa&amp;iacute;ses, t&amp;ecirc;m uma procura fraca por parte dos trabalhadores. A solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Grupo de Trabalho &amp;eacute; tornar a ades&amp;atilde;o a estes fundos especulativos autom&amp;aacute;tica e com avultados benef&amp;iacute;cios fiscais, ou seja, arranjar clientes e colocar o dinheiro p&amp;uacute;blico a fomentar este neg&amp;oacute;cio da banca e das seguradoras. N&amp;atilde;o esque&amp;ccedil;amos que est&amp;atilde;o em causa mais de 30 mil milh&amp;otilde;es de euros de contribui&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais por ano no sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social, tornando a &amp;aacute;rea da protec&amp;ccedil;&amp;atilde;o social muito apetec&amp;iacute;vel aos mercados financeiros.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CGTP discorda do incentivo aos regimes privados, seja de iniciativa colectiva ou individual atrav&amp;eacute;s de incentivos fiscais. O refor&amp;ccedil;o do sistema de pens&amp;otilde;es deve ser feito dentro do pr&amp;oacute;prio sistema p&amp;uacute;blico, e n&amp;atilde;o atrav&amp;eacute;s do desvio das poupan&amp;ccedil;as dos trabalhadores para fundos de pens&amp;otilde;es privados, incentivados pela via da concess&amp;atilde;o de benef&amp;iacute;cios fiscais (ou, mais grave ainda, como j&amp;aacute; foi sugerido, atrav&amp;eacute;s de isen&amp;ccedil;&amp;otilde;es de taxa social &amp;uacute;nica).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas estas movimenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; clara e corresponde a uma velha aspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; reduzir o sistema p&amp;uacute;blico de pens&amp;otilde;es gerido em regime de reparti&amp;ccedil;&amp;atilde;o e substitu&amp;iacute;-lo, ainda que parcialmente, por regimes de capitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de prefer&amp;ecirc;ncia privados e nos quais, por mais que nos acenem com a promessa de melhores pens&amp;otilde;es, nada &amp;eacute; certo, tudo &amp;eacute; indefinido e dependente dos caprichos e da lotaria dos mercados financeiros. Foram muitos os trabalhadores noutros pa&amp;iacute;ses que ficaram sem pens&amp;otilde;es de reforma depois de anos e anos de descontos em consequ&amp;ecirc;ncia da fal&amp;ecirc;ncia, muitas vezes fraudulenta desses fundos de pens&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a CGTP-IN as pens&amp;otilde;es complementares devem continuar a ser um mero complemento e n&amp;atilde;o podem ser vistas ou utilizadas como um meio de reduzir ou substituir as pens&amp;otilde;es p&amp;uacute;blicas. &amp;Eacute; de rejeitar que sejam os interesses financeiros a definir o nosso futuro comum. As pens&amp;otilde;es de reforma s&amp;atilde;o um&amp;nbsp;direito social inalien&amp;aacute;vel e assim dever&amp;atilde;o continuar, e n&amp;atilde;o uma aposta nos mercados que n&amp;atilde;o garantir&amp;atilde;o as pens&amp;otilde;es no futuro e que j&amp;aacute; deram mostras de acarretar grandes perdas aos trabalhadores e pensionistas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CGTP-IN rejeita quaisquer derivas assistencialistas que visem, por um lado, transformar o sistema p&amp;uacute;blico de seguran&amp;ccedil;a social num sistema de m&amp;iacute;nimos, mais uma vez em benef&amp;iacute;cio do sector privado, a que os cidad&amp;atilde;os teriam de recorrer para garantir uma sobreviv&amp;ecirc;ncia condigna, e, por outro, as tentativas de transformar direitos sociais em caridade e de estigmatizar a pobreza e os pobres, como a que est&amp;aacute; corporizada na cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o social &amp;uacute;nica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Defender a Seguran&amp;ccedil;a Social hoje &amp;eacute; garantir um futuro digno, justo e solid&amp;aacute;rio para todos. O principal refor&amp;ccedil;o do sistema previdencial resultar&amp;aacute; sempre do aumento geral dos sal&amp;aacute;rios e da valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho e dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A CGTP-IN alerta os trabalhadores para este ataque e apela &amp;agrave; sua mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para derrotar estes projectos garantindo o direito efectivo &amp;agrave; reforma e a pens&amp;otilde;es com valores que respondam &amp;agrave; necessidade de uma vida digna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;DIF/CGTP-IN&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 19.08.2026&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 21 Aug 2026 09:26:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/seguranca-social-cga-posicao-da-cgtp-in-sobre-a-apresentacao-do-relatorio-reformar-as-pensoes-em-portugal-por-um-sistema-sustentavel-adequado-e-justo-um-contrato-entre-geracoes</guid></item><item><title>Ministro Fernando Alexandre não pode continuar a alegar desconhecer a situação dos docentes das componentes técnico-artísticas do Ensino Artístico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)</title><link>https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;E. A. E. Artes Visuais e Audiovisuais (E. A. Ant&amp;oacute;nio Arroio e E. A. Soares dos Reis)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado (Artes Visuais e Audiovisuais)&lt;/h3&gt;
&lt;p id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos para o pr&amp;oacute;ximo ano letivo n&amp;atilde;o resolve precariedade. Exige-se o cumprimento da lei!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div id="meta-origin" data-coolorigin="https%3A%2F%2Fcollabora.serverside.pt%2Fcool%2Fclipboard%3FWOPISrc%3Dhttps%253A%252F%252Fnuvem.fenprof.pt%252Findex.php%252Fapps%252Frichdocuments%252Fwopi%252Ffiles%252F38981_oc5p26xp6ca7%26ServerId%3D9f050ff3%26ViewId%3D4%26Tag%3D763b888abaee2922"&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A recente comunica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) a abrir a possibilidade da renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para o ano letivo 2026/2027, dos contratos dos profissionais das &amp;aacute;reas das Artes Visuais e dos Audiovisuais atualmente abrangidos pelo regime de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de t&amp;eacute;cnicos especializados, permitir&amp;aacute; assegurar a continuidade das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que estes profissionais desempenham nas escolas. Sendo uma resposta que alguns dos docentes nesta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o aguardam todos os anos letivos, n&amp;atilde;o resolve os problemas de fundo que h&amp;aacute; anos afetam estes profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF relembra &amp;agrave; tutela que este tipo de solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de contratos anuais &amp;ndash; n&amp;atilde;o pode &lt;span lang="pt-PT"&gt;continuar&lt;/span&gt; a ser usada, de forma reiterada e abusiva, para suprir necessidades que s&amp;atilde;o permanentes. Nas Escolas Art&amp;iacute;sticas Ant&amp;oacute;nio Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto, h&amp;aacute; profissionais que, h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos, asseguram fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es essenciais ao funcionamento dos cursos do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais, com contratos sucessivos para hor&amp;aacute;rios completos de 22 horas semanais: lecionam disciplinas integradas nos planos de estudo, asseguram componentes te&amp;oacute;ricas e pr&amp;aacute;ticas, avaliam alunos, participam em Conselhos de Turma, reuni&amp;otilde;es de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o e reuni&amp;otilde;es pedag&amp;oacute;gicas e, em alguns casos, exercem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de Dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Turma. Trata-se, portanto, de necessidades docentes permanentes, asseguradas por profissionais que continuam sujeitos &amp;agrave; precariedade e que, em face das sucessivas renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contratos, re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para vincular.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente incompreens&amp;iacute;vel tendo em conta o regime estabelecido pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 94/2023, de 17 de outubro, que veio integrar expressamente as Artes Visuais e Audiovisuais no regime espec&amp;iacute;fico de sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o e recrutamento do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, prevendo a exist&amp;ecirc;ncia, a par do anterior concurso &lt;span lang="pt-PT"&gt;extraordin&amp;aacute;rio&lt;/span&gt;, de um mecanismo ordin&amp;aacute;rio de vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o para estes docentes. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o veio, assim, reconhecer a necessidade de combater a precariedade e assegurar maior estabilidade aos profissionais que respondem a necessidades docentes neste setor.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF volta, por isso, a exigir que sejam resolvidas as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais que re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e que sejam, ainda, criadas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o dos profissionais que dela necessitam. O ministro Fernando Alexandre n&amp;atilde;o pode continuar a alegar desconhecer a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e Audiovisuais das Escolas Art&amp;iacute;sticas Soares dos Reis (Porto) e Ant&amp;oacute;nio Arroio (Lisboa) (cf. &lt;a href="https://www.fenprof.pt/invisiveis-para-o-ministro-professores-do-ensino-artistico-exigem-respostas-de-um-ministerio-que-nao-quer-ver-os-problemas" target="_blank"&gt;declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do passado dia 17 de mar&amp;ccedil;o de 2026&lt;/a&gt;).&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&amp;Eacute; neste contexto que esta Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o considera igualmente necess&amp;aacute;rio esclarecer as recentes orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es enviadas para as escolas, relativas ao enquadramento destes profissionais contratados como &amp;laquo;T&amp;eacute;cnicos Especializados para Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo;, instruindo para a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da sua classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para Pessoal N&amp;atilde;o Docente, com efeitos retroativos a 1 de setembro de 2025. A confirmarem-se revestem-se de especial gravidade.A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel que o Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) esclare&amp;ccedil;a os fundamentos dessa orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os seus eventuais efeitos sobre o enquadramento, a remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o hor&amp;aacute;rio e a contagem do tempo de servi&amp;ccedil;o destes profissionais. Se continuam a ser necess&amp;aacute;rios para assegurar estas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas escolas, &amp;eacute; igualmente necess&amp;aacute;rio clarificar o enquadramento legal correspondente &amp;agrave;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es docentes que efetivamente desempenham.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;A FENPROF continuar&amp;aacute; a intervir junto do MECI para que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes profissionais seja definitivamente resolvida, atrav&amp;eacute;s da sua valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos os profissionais do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado das Artes Visuais e dos Audiovisuais.&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify" style="text-align: left;"&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 14:51:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/ministro-fernando-alexandre-nao-pode-continuar-a-alegar-desconhecer-a-situacao-dos-docentes-das-componentes-tecnico-artisticas-do-ensino-artistico-especializado-artes-visuais-e-audiovisuais</guid></item><item><title>Listas Definitivas | Concurso Ensino Artístico 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/listas-definitivas-concurso-ensino-artistico-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Listas Definitivas | Concurso Ensino Art&amp;iacute;stico 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;Est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para consulta as listas definitivas dos Concursos Interno e Externo do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado da M&amp;uacute;sica e da Dan&amp;ccedil;a para o ano escolar 2026/2027.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o estar&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel entre as 10h00 do dia 18 de agosto e as 23h59 de dia 19 de agosto de 2026 (hora de Portugal continental).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/listas-definitivas/" target="_blank"&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 12:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/listas-definitivas-concurso-ensino-artistico-2026-2027</guid></item><item><title>Listas Definitivas | Concurso EPERP 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/listas-definitivas-concurso-eperp-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Listas Definitivas | Concurso EPERP 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;div data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;Est&amp;atilde;o dispon&amp;iacute;veis para consulta as listas definitivas do Concurso Interno e do Concurso Externo de vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes &amp;agrave;s EPERP.&lt;/div&gt;
&lt;div data-olk-copy-source="MessageBody"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div aria-hidden="true"&gt;Aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o estar&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel entre as 10h00 do dia 18 de agosto e as 23h59 de dia 19 de agosto de 2026 (hora de Portugal continental).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;a href="https://agse.pt/listas-definitivas-2/" target="_blank"&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:57:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/listas-definitivas-concurso-eperp-2026-2027</guid></item><item><title>Concurso nacional 2026/2027 | Permutas</title><link>https://www.spgl.pt:443/concurso-nacional-2026-2027-permutas</link><description>&lt;h3&gt;Concurso nacional 2026/2027 | Permutas&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permite aos docentes opositores ao concurso de mobilidade interna efetuarem permuta, est&amp;aacute; dispon&amp;iacute;vel no SIGRHE at&amp;eacute; &amp;agrave;s 23H59 de dia 21 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/permutas/" target="_blank"&gt;Saiba mais aqui&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:53:28 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/concurso-nacional-2026-2027-permutas</guid></item><item><title>Despacho Normativo n.º 9-A/2026 de 17/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/despacho-normativo-n-o-9-a-2026-de-17-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho-normativo/9-a-2026-1159106570" target="_blank"&gt;Despacho Normativo n.&amp;ordm; 9-A/2026&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Atualiza e fixa, respetivamente, as datas da afixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos resultados dos processos de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o no &amp;acirc;mbito da 2.&amp;ordf; fase, da &amp;eacute;poca especial e da &amp;eacute;poca extraordin&amp;aacute;ria das provas e dos exames do ano letivo de 2025-2026, procedendo &amp;agrave; altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao&amp;nbsp;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho-normativo/8-b-2026-1150651422" target="_blank"&gt;Despacho Normativo n.&amp;ordm; 8-B/2026&lt;/a&gt;, de 21 de julho, e ao Despacho n.&amp;ordm; 14616-A/2025, de 9 de dezembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o - Gabinete do Secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto e da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:45:12 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/despacho-normativo-n-o-9-a-2026-de-17-08</guid></item><item><title>Portaria n.º 348-A/2026/1 de 17/08</title><link>https://www.spgl.pt:443/portaria-n-o-348-a-2026-1-de-17-08</link><description>&lt;p&gt;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/348-a-2026-1159784841" target="_blank"&gt;Portaria n.&amp;ordm; 348-A/2026/1&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Procede &amp;agrave; quarta altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;&amp;nbsp;&lt;a href="https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/portaria/172-a-2015-67429780" target="_blank"&gt;Portaria n.&amp;ordm; 172-A/2015&lt;/a&gt;, de 5 de junho, que fixa as regras e os procedimentos aplic&amp;aacute;veis &amp;agrave; atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de apoio financeiro pelo Estado a estabelecimentos de ensino particular e cooperativo de n&amp;iacute;vel n&amp;atilde;o superior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Emitente: Finan&amp;ccedil;as e Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 18 Aug 2026 11:42:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/portaria-n-o-348-a-2026-1-de-17-08</guid></item></channel></rss>