<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?><rss version="2.0"><channel><title>Destaques</title><link>https://www.spgl.pt:443/Contents/Item/Display/7552</link><description>Destaques</description><item><title>Contrato Coletivo de Trabalho do Ensino Particular e Cooperativo, Ensino Profissional e Ensino Artístico Especializado</title><link>https://www.spgl.pt:443/contrato-coletivo-de-trabalho-do-ensino-particular-e-cooperativo-ensino-profissional-e-ensino-artistico-especializado</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Contrato Coletivo de Trabalho do Ensino Particular e Cooperativo,&lt;br&gt; Ensino Profissional e Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Revis&amp;atilde;o do CCT para o ano letivo 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Depois de v&amp;aacute;rios meses de negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es com vista &amp;agrave; revis&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho (CCT) do Ensino Particular e Cooperativo (EPC), a FENPROF chegou a acordo com a CNEF.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo negocial teve in&amp;iacute;cio com a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por parte da FENPROF, de uma proposta cujas mat&amp;eacute;rias priorit&amp;aacute;rias incidiam sobre hor&amp;aacute;rios, carreiras e tabelas salariais, nomeadamente:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todo o tempo de servi&amp;ccedil;o para efeitos de acesso e progress&amp;atilde;o na carreira;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 22 horas letivas semanais (1100 minutos) para os docentes dos 2.&amp;ordm; e 3.&amp;ordm; ciclos do ensino b&amp;aacute;sico, do ensino secund&amp;aacute;rio, do ensino especial e do ensino art&amp;iacute;stico especializado (EAE);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Nos hor&amp;aacute;rios com m&amp;eacute;dia anual, a fixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um limite de 26 horas semanais durante um per&amp;iacute;odo m&amp;aacute;ximo de 16 semanas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente letiva por idade e tempo de servi&amp;ccedil;o;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O aumento do per&amp;iacute;odo normal de f&amp;eacute;rias para 25 dias;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A dispensa, sem perda de retribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, na ter&amp;ccedil;a-feira de Carnaval e no dia de anivers&amp;aacute;rio;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O aumento do subs&amp;iacute;dio de refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para 6,00 &amp;euro;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do prazo de aviso pr&amp;eacute;vio para den&amp;uacute;ncia do contrato de trabalho para 60 dias;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do restante tempo de servi&amp;ccedil;o relativo ao per&amp;iacute;odo de caducidade do CCT;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es salariais com vista &amp;agrave; aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o das remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;agrave;s praticadas no ensino p&amp;uacute;blico.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Por sua vez, a CNEF mostrou-se intransigente desde as primeiras reuni&amp;otilde;es, argumentando que o EPC atravessa um per&amp;iacute;odo muito dif&amp;iacute;cil, designadamente nos estabelecimentos que dependem de financiamento p&amp;uacute;blico. Alegou, por isso, que dificilmente poderia aceitar a maioria das propostas apresentadas, uma vez que estas implicariam custos elevados para o setor, tornando-o economicamente insustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesse sentido, a CNEF come&amp;ccedil;ou por apresentar uma proposta de novas tabelas salariais a aplicar no EPC a partir de setembro de 2026, mas com condicionamentos. Apenas as escolas e col&amp;eacute;gios n&amp;atilde;o dependentes de financiamento p&amp;uacute;blico teriam aumentos, salvo se o financiamento m&amp;eacute;dio global a anunciar pelo Governo para os v&amp;aacute;rios setores fosse superior a 9%, permitindo, nesse caso, a sua extens&amp;atilde;o a todo o EPC.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF confrontou a CNEF com a atual falta de docentes, que tamb&amp;eacute;m afeta gravemente o ensino privado. Esta realidade, aliada a condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, carreira e remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o menos favor&amp;aacute;veis, tem contribu&amp;iacute;do diretamente para as dificuldades das escolas em reter professores com mais experi&amp;ecirc;ncia e em contratar profissionais mais jovens. Por&amp;eacute;m, embora a CNEF reconhe&amp;ccedil;a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, optou por n&amp;atilde;o a relevar no &amp;acirc;mbito da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste contexto, a FENPROF manifestou reiteradamente a sua discord&amp;acirc;ncia relativamente ao condicionamento que a CNEF pretendia aplicar aos setores financiados, principalmente no caso dos professores do ensino profissional e do ensino art&amp;iacute;stico especializado, que, nos &amp;uacute;ltimos anos, t&amp;ecirc;m sido dos mais prejudicados ao n&amp;iacute;vel das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o obstante o entendimento alcan&amp;ccedil;ado sobre alguns pontos do clausulado, as partes decidiram suspender a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; que fossem divulgados os valores do financiamento do Governo para este ano letivo nos estabelecimentos do EPC com contrato de associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou contrato de coopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nas escolas do ensino art&amp;iacute;stico especializado e nas escolas do ensino profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim que foram conhecidas as verbas destinadas aos v&amp;aacute;rios tipos de financiamento, a FENPROF e a CNEF reuniram-se novamente para tentar ultrapassar o impasse, sobretudo no que respeitava &amp;agrave; aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das novas tabelas salariais. Apesar da expectativa da FENPROF em desbloquear o processo, a CNEF manteve uma posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o irredut&amp;iacute;vel e prop&amp;ocirc;s, inicialmente, aumentos salariais sujeitos &amp;agrave;s seguintes condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Escolas profissionais e estabelecimentos com contrato de associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: atualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es faseadas, com o pagamento de 50% em setembro de 2026 e dos restantes 50% em setembro de 2027;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Escolas profissionais art&amp;iacute;sticas e escolas do EAE: nenhum aumento salarial, justificando a decis&amp;atilde;o com a falta de atualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do financiamento p&amp;uacute;blico, no primeiro caso, e com o facto de considerar que o refor&amp;ccedil;o do financiamento no EAE, embora tenha ocorrido pela primeira vez em mais de uma d&amp;eacute;cada, continua aqu&amp;eacute;m das necessidades do setor.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Face a esta posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a FENPROF voltou a contestar o facto de, mais uma vez, os professores do EAE serem gravemente prejudicados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o desistindo de lutar por estes professores e dada a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o da posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CNEF relativamente aos aumentos salariais, a FENPROF apresentou uma contraproposta que enfrentou v&amp;aacute;rios obst&amp;aacute;culos mas que culminou na obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de mais quatro dias de f&amp;eacute;rias para os professores das escolas que decidam n&amp;atilde;o aplicar, para j&amp;aacute;, as novas tabelas salariais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como balan&amp;ccedil;o deste processo negocial, h&amp;aacute; a salientar as seguintes mat&amp;eacute;rias acordadas:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todo o tempo de servi&amp;ccedil;o dos s&amp;oacute;cios para integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Reclassifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira no m&amp;ecirc;s seguinte &amp;agrave; entrega do documento que comprove a aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de grau superior ou a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Limita&amp;ccedil;&amp;atilde;o do hor&amp;aacute;rio dos professores do ensino profissional, ap&amp;oacute;s o cumprimento de 880 horas letivas anuais, &amp;agrave; dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o semanal da componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Entrega do hor&amp;aacute;rio semanal aos docentes, com as componentes letiva e n&amp;atilde;o letiva devidamente registadas, no in&amp;iacute;cio do ano letivo ou no in&amp;iacute;cio de uma atividade, sempre que esta n&amp;atilde;o decorra ao longo de todo o ano letivo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aumento da dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do per&amp;iacute;odo normal de f&amp;eacute;rias em mais dois dias &amp;uacute;teis;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Possibilidade de o trabalhador com filho portador de defici&amp;ecirc;ncia faltar at&amp;eacute; dois dias por ano, sem perda de retribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, para acompanhamento deste;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Aumento do subs&amp;iacute;dio de refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o para 5,14 &amp;euro;, &amp;agrave; exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estabelecimentos da Regi&amp;atilde;o Aut&amp;oacute;noma da Madeira, onde o valor passa para 6,15 &amp;euro;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Novas tabelas salariais, em vigor a partir de 1 de setembro, com um aumento m&amp;eacute;dio global de 3,52%, destacando-se o aumento de 100 &amp;euro; no n&amp;iacute;vel A8 da tabela A, correspondente a uma valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 7,27%, passando o respetivo valor de 1375,00 &amp;euro; para 1475,00 &amp;euro;;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Os estabelecimentos do EPC com contrato de associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou que ofere&amp;ccedil;am ensino profissional financiado, bem como as escolas profissionais, poder&amp;atilde;o aplicar os aumentos salariais de forma faseada (50% em setembro deste ano e o valor remanescente em setembro de 2027);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;No caso dos n&amp;iacute;veis A7 e A6 das escolas acima referidas, dever&amp;aacute; haver um aumento m&amp;iacute;nimo de 50 &amp;euro; em setembro de 2026, sendo o valor remanescente aplicado em setembro de 2027;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Os estabelecimentos do EAE e as escolas profissionais art&amp;iacute;sticas que n&amp;atilde;o apliquem as novas tabelas salariais dever&amp;atilde;o acrescer quatro dias ao per&amp;iacute;odo normal de f&amp;eacute;rias dos professores.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o sendo este o acordo pretendido, a FENPROF auscultou previamente os s&amp;oacute;cios do EPC num Plen&amp;aacute;rio Nacional, tendo agido de acordo com a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o a&amp;iacute; tomada, que foi un&amp;acirc;nime entre os participantes, no sentido de que seria mais prejudicial n&amp;atilde;o chegar a acordo, dado que, numa futura negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o ponto de partida seria o CCT de 2022, com as tabelas salariais de 2024.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Entretanto, a FENPROF prop&amp;ocirc;s &amp;agrave; CNEF a elabora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma ata final do processo negocial, na qual ambas as partes se comprometem a dar prioridade, futuramente, &amp;agrave; recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos cinco anos de tempo de servi&amp;ccedil;o ainda n&amp;atilde;o contabilizados relativos ao per&amp;iacute;odo de caducidade do CCT, &amp;agrave; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do limite m&amp;aacute;ximo de 29 tempos letivos no EAE e &amp;agrave; redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de horas letivas anuais no ensino profissional.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Paralelamente a estes compromissos, e ainda no plano da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, a FENPROF continuar&amp;aacute; a apresentar propostas que contribuam para a melhoria global das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, das carreiras e das remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no EPC, visando a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao regime do ensino p&amp;uacute;blico. J&amp;aacute; no plano da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, pretende-se desenvolver diversas iniciativas junto do Governo e dos grupos parlamentares, al&amp;eacute;m de denunciar publicamente as implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es que a operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do financiamento tem tido nas negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o qual raramente se traduz em vantagens reais para os docentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Neste mesmo &amp;acirc;mbito, a &lt;strong&gt;FENPROF ir&amp;aacute; lan&amp;ccedil;ar, na &amp;uacute;ltima semana de setembro, tr&amp;ecirc;s inqu&amp;eacute;ritos &lt;em&gt;online&lt;/em&gt; dirigidos aos docentes do ensino privado (s&amp;oacute;cios e n&amp;atilde;o s&amp;oacute;cios)&lt;/strong&gt;, abrangendo especificamente o &lt;strong&gt;Ensino Particular e Cooperativo&lt;/strong&gt;, o &lt;strong&gt;Ensino Profissional&lt;/strong&gt; e o &lt;strong&gt;Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado&lt;/strong&gt;, atendendo &amp;agrave;s especificidades de cada setor, com o objetivo de auscultar a sua situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, as atuais condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e recolher contributos sobre futuras a&amp;ccedil;&amp;otilde;es e lutas em prol deste setor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s a publica&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do CCT no Boletim do Trabalho e Emprego, o documento ser&amp;aacute; divulgado na p&amp;aacute;gina da FENPROF e dos seus sindicatos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mais esclarecimentos, contacte o seu sindicato.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional do EPC&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 15:39:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/contrato-coletivo-de-trabalho-do-ensino-particular-e-cooperativo-ensino-profissional-e-ensino-artistico-especializado</guid></item><item><title>IGEC não pode fechar os olhos ao trabalho extraordinário dos professores classificadores</title><link>https://www.spgl.pt:443/igec-nao-pode-fechar-os-olhos-ao-trabalho-extraordinario-dos-professores-classificadores</link><description>&lt;h3&gt;IGEC n&amp;atilde;o pode fechar os olhos ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores classificadores&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o da Inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o-Geral da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Ci&amp;ecirc;ncia (IGEC) de proceder ao arquivamento do pedido de averigua&amp;ccedil;&amp;atilde;o apresentado pela FENPROF sobre o registo das horas de trabalho noturno, extraordin&amp;aacute;rio e prestado em dias de descanso semanal pelos professores classificadores dos exames nacionais, por, alegadamente, considerar que n&amp;atilde;o existem ind&amp;iacute;cios de atos il&amp;iacute;citos por parte do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) deixa uma quest&amp;atilde;o particularmente preocupante:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;estar&amp;aacute; a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspetiva a ser instrumentalizada pelo MECI para evitar o apuramento de responsabilidades da pr&amp;oacute;pria administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF denunciou situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas de docentes que, durante o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais do ensino secund&amp;aacute;rio, tiveram de trabalhar para al&amp;eacute;m do seu hor&amp;aacute;rio normal, incluindo em per&amp;iacute;odo noturno e em dias que deveriam corresponder ao seu descanso semanal. N&amp;atilde;o se tratava de uma quest&amp;atilde;o meramente abstrata ou de uma discuss&amp;atilde;o sobre a natureza do trabalho dos classificadores. O que estava em causa era saber&amp;nbsp;&lt;strong&gt;se esse trabalho foi devidamente registado, contabilizado e tratado de acordo com as regras aplic&amp;aacute;veis &amp;agrave; dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho dos docentes&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece que o hor&amp;aacute;rio semanal dos docentes corresponde a 35 horas e que a presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de servi&amp;ccedil;o deve ser objeto do correspondente registo, sem preju&amp;iacute;zo das especificidades legalmente previstas. Por outro lado, o regime dos exames nacionais reconhece expressamente a prioridade das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas essa prioridade&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;atilde;o transforma trabalho efetivamente prestado em trabalho inexistente, nem permite apagar horas de trabalho extraordin&amp;aacute;rio, noturno ou realizado em per&amp;iacute;odo de descanso&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta da IGEC, por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o se dispensa de esclarecer estas quest&amp;otilde;es. E &amp;eacute; precisamente essa insufici&amp;ecirc;ncia que levou a FENPROF a requerer a reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do denunciado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que est&amp;aacute; em causa &amp;eacute; simples:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;se houve professores a trabalhar &amp;agrave; noite, para al&amp;eacute;m do seu hor&amp;aacute;rio e em dias de descanso semanal, onde est&amp;aacute; o registo desse trabalho? Quem determinou ou autorizou essa presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Como foi contabilizada? E que consequ&amp;ecirc;ncias da&amp;iacute; decorrem em mat&amp;eacute;ria de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o e remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta responder que as tarefas de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o constituem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es priorit&amp;aacute;rias ou que se inserem no &amp;acirc;mbito do processo de avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o externa: o desempenho dessas fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es n&amp;atilde;o constitui autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para criar uma esp&amp;eacute;cie de selva na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho docente. A classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames pode ser priorit&amp;aacute;ria, mas os direitos laborais dos docentes n&amp;atilde;o deixam, por isso, de existir. Ali&amp;aacute;s, a pr&amp;oacute;pria FENPROF denunciou publicamente que o processo de 2026 obrigou muitos professores a assegurar classifica&amp;ccedil;&amp;otilde;es em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es extremas, incluindo noites e fins de semana, ao mesmo tempo que o MECI procurava apresentar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de &amp;laquo;compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;raquo; baseada no pagamento de um euro por resposta classificada, ou seja, em vez de remunerar devidamente o trabalho realizado, atribuir uma pequena gratifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o por ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que a atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o da IGEC merece ser questionada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Uma inspe&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode limitar-se a acolher a interpreta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da tutela sobre a forma como a pr&amp;oacute;pria organizou e executou um processo.&lt;/strong&gt;&amp;nbsp;Quando existem den&amp;uacute;ncias concretas sobre um eventual incumprimento das regras relativas ao tempo de trabalho, compete &amp;agrave; entidade competente verificar os factos, exigir e consultar os registos existentes, ouvir os intervenientes e apurar responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceita, por isso, que a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o inspetiva possa ser utilizada para&amp;nbsp;&lt;strong&gt;legitimar retroativamente op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do MECI ou para afastar o escrut&amp;iacute;nio sobre as consequ&amp;ecirc;ncias laborais das suas decis&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;. Este caminho corresponde, isso sim, a deslegitimar a IGEC, tornando-a num mero instrumento para branquear a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o do MECI, disfar&amp;ccedil;ando os erros cometidos e suportando a sua n&amp;atilde;o repara&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema &amp;eacute; ainda mais grave porque o processo de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos exames nacionais de 2026 ficou marcado por sucessivas falhas organizativas e t&amp;eacute;cnicas, com forte press&amp;atilde;o sobre os professores classificadores. A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o denunciou atrasos, problemas na distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das provas, acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de itens e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho particularmente exigentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante este contexto, a IGEC deveria contribuir para esclarecer os factos e garantir o cumprimento da lei &amp;mdash;&amp;nbsp;&lt;strong&gt;n&amp;atilde;o para encerrar administrativamente uma quest&amp;atilde;o que permanece por esclarecer&lt;/strong&gt;.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma coisa deve ficar clara:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;o trabalho realizado pelos professores n&amp;atilde;o pode ser apagado dos registos, nem transformado em trabalho gratuito por decis&amp;atilde;o administrativa.&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;E se a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa imp&amp;ocirc;s ou permitiu trabalho extraordin&amp;aacute;rio, noturno ou em dias de descanso semanal,&amp;nbsp;&lt;strong&gt;deve assumi-lo, regist&amp;aacute;-lo e garantir aos docentes os direitos que decorrem da presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse trabalho&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A IGEC tem o dever de fiscalizar o cumprimento da lei.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 13:01:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/igec-nao-pode-fechar-os-olhos-ao-trabalho-extraordinario-dos-professores-classificadores</guid></item><item><title>FENPROF pede esclarecimentos à AGSE sobre profissionalização em serviço</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF pede esclarecimentos &amp;agrave; AGSE sobre profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&lt;/h3&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF dirigiu &amp;agrave; Ag&amp;ecirc;ncia para a Gest&amp;atilde;o do Sistema Educativo (AGSE) um pedido de esclarecimento sobre a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o e os crit&amp;eacute;rios adotados no atual Curso de Profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em Servi&amp;ccedil;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A iniciativa surge na sequ&amp;ecirc;ncia de contactos de docentes abrangidos pelo processo, que t&amp;ecirc;m colocado d&amp;uacute;vidas sobre diferentes aspetos da sua concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nomeadamente a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;contabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do tempo de servi&amp;ccedil;o, a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do percurso formativo, as eventuais dispensas de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o e as responsabilidades das diferentes entidades envolvidas. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Desta forma, a FENPROF tem acompanhado a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos atuais processos de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o, tendo suscitado, junto do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI), no &amp;acirc;mbito das reuni&amp;otilde;es de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente e do regime de recrutamento e sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, diversas quest&amp;otilde;es relacionadas com a sua operacionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Para a FENPROF, num contexto em que a profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o assume particular import&amp;acirc;ncia face &amp;agrave; escassez de docentes profissionalizados, &amp;eacute; fundamental garantir que todos os professores abrangidos disp&amp;otilde;em de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es efetivas para realizar e concluir a sua forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;em condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de igualdade, gratuitamente e segundo regras claras, transparentes e uniformemente aplicadas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o questiona, em particular, a AGSE sobre os mecanismos de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o MECI, a pr&amp;oacute;pria Ag&amp;ecirc;ncia e as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior envolvidas na forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pretende tamb&amp;eacute;m saber se existem orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou instru&amp;ccedil;&amp;otilde;es dirigidas &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es parceiras para assegurar uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o uniforme dos crit&amp;eacute;rios e, em caso afirmativo, solicita o acesso a essa documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Outro dos aspetos suscitados prende-se com os crit&amp;eacute;rios utilizados para contabilizar o tempo de servi&amp;ccedil;o e determinar a dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, incluindo a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das disposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es relativas &amp;agrave; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;dispensa de componentes da forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, designadamente do segundo ano da profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, quando aplic&amp;aacute;vel&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF considera igualmente necess&amp;aacute;rio garantir que as diferen&amp;ccedil;as entre modelos e m&amp;eacute;todos de ensino adotados pelas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino superior n&amp;atilde;o resultem em tratamentos diferenciados dos docentes abrangidos pelo mesmo regime.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Com este pedido, a FENPROF pretende obter &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;&lt;strong&gt;clareza sobre as regras, responsabilidades e procedimentos aplic&amp;aacute;veis&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;, assegurando maior previsibilidade e seguran&amp;ccedil;a aos docentes e uma aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o coerente do regime de profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o em todo o pa&amp;iacute;s.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;A FENPROF continua, igualmente, a aguardar resposta da AGSE aos pedidos de esclarecimento apresentados sobre a retirada ou exclus&amp;atilde;o de docentes das listas de Mobilidade Interna, por motivo de &amp;laquo;profissionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o em servi&amp;ccedil;o&amp;raquo;, incluindo situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes que se encontram a frequentar mestrados em ensino. A FENPROF considera indispens&amp;aacute;vel o esclarecimento urgente destas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, atendendo &amp;agrave;s consequ&amp;ecirc;ncias que podem ter na coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e no exerc&amp;iacute;cio de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes abrangidos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;Lisboa, 18 de setembro de 2026&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="western"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color: rgba(0, 0, 0, 1);"&gt;&lt;span lang="pt-PT"&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 21 Sep 2026 08:00:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-pede-esclarecimentos-a-agse-sobre-profissionalizacao-em-servico</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 5 – 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</link><description>&lt;h3&gt;Reserva de Recrutamento 5 &amp;ndash; 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dever&amp;aacute; ser efetuada atrav&amp;eacute;s da aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o SIGRHE nos dois primeiros dias &amp;uacute;teis seguintes &amp;agrave; publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da lista de coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na escola deve ocorrer at&amp;eacute; ao terceiro dia &amp;uacute;til seguinte &amp;agrave; data da publicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://sigrhe.dgae.medu.pt" target="_blank" rel="noopener"&gt;SIGRHE &amp;ndash; Aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelo candidato&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="https://agse.pt/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027/" target="_blank"&gt;Listas &amp;ndash; Reserva de Recrutamento n.&amp;ordm; 5&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Listas publicitadas a 18 de setembro de 2026.&lt;/p&gt;</description><pubDate>Fri, 18 Sep 2026 15:28:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-5-2026-2027</guid></item><item><title>FENPROF denuncia ao PR desrespeito pela negociação coletiva e insta Seguro a não promulgar o diploma de concursos</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-denuncia-ao-pr-desrespeito-pela-negociacao-coletiva-e-insta-seguro-a-nao-promulgar-o-diploma-de-concursos</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;A&amp;ccedil;&amp;atilde;o Reivindicativa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF denuncia ao PR desrespeito pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva e insta Seguro a n&amp;atilde;o promulgar o diploma de concursos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Ap&amp;oacute;s formalizar o seu protesto junto do ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do Primeiro-ministro, a FENPROF solicitou a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Presidente da Rep&amp;uacute;blica face ao desrespeito pelas regras da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva que antecedeu a recente aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pelo conselho de ministros, de um diploma que pretende instituir um novo regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pessoal docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No of&amp;iacute;cio enviado, a FENPROF alerta que &amp;laquo;o diploma dever&amp;aacute; estar a chegar &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica para promulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o que, salvo melhor opini&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o dever&amp;aacute; acontecer&amp;raquo;, considerando que tal &amp;laquo;constituiria um sinal muito negativo quanto ao respeito por um instituto fundamental para a democracia &amp;ndash; o da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;ndash;, instrumento central do di&amp;aacute;logo social no &amp;acirc;mbito da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e mecanismo relevante para a procura de consensos e resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas na sociedade&amp;raquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF dirige-se ao Presidente da Rep&amp;uacute;blica, &amp;laquo;tendo em conta a atribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao Presidente da Rep&amp;uacute;blica da responsabilidade de garantir o regular funcionamento das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es democr&amp;aacute;ticas e a compet&amp;ecirc;ncia de promulgar e mandar publicar as leis, os decretos-leis e os decretos regulamentares [&amp;hellip;], solicitando a pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es ilegais em que o decreto-lei em quest&amp;atilde;o foi aprovado pelo governo&amp;raquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;laquo;A FENPROF n&amp;atilde;o pode deixar de considerar que o diploma n&amp;atilde;o tem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para ser promulgado, n&amp;atilde;o havendo, ademais, urg&amp;ecirc;ncia que possa ser invocada para que tal suceda&amp;raquo;, conclui.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 15:14:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-denuncia-ao-pr-desrespeito-pela-negociacao-coletiva-e-insta-seguro-a-nao-promulgar-o-diploma-de-concursos</guid></item><item><title>O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula | Dois problemas que não podem ser confundidos</title><link>https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;O Governo falha no planeamento, desrespeita as regras e empurra a crise para dentro da sala de aula&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Dois problemas que n&amp;atilde;o podem ser confundidos&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, h&amp;aacute; dois problemas particularmente graves que importa distinguir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro &amp;eacute; a falta de professores que deixa milhares de alunos sem docente e que assume uma gravidade muito particular no 1.&amp;ordm; ciclo. Quando uma turma tem apenas um professor, a aus&amp;ecirc;ncia desse docente n&amp;atilde;o significa a perda de uma entre v&amp;aacute;rias refer&amp;ecirc;ncias: significa, muitas vezes, que aquelas crian&amp;ccedil;as ficam sem o seu &amp;uacute;nico professor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segundo problema &amp;eacute; o dos alunos que continuam sem escola. E este problema n&amp;atilde;o pode ser confundido com a falta de professores. Estamos a falar de centenas de crian&amp;ccedil;as e jovens que chegaram ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem saber sequer qual seria a escola que iriam frequentar. Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas &amp;eacute; igualmente importante perguntar: como foi poss&amp;iacute;vel chegar a esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Uma parte da resposta est&amp;aacute; na aus&amp;ecirc;ncia de um instrumento fundamental de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o: as habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar com os agrupamentos de escolas, que n&amp;atilde;o foram realizadas ap&amp;oacute;s o final do ano letivo anterior. Essas reuni&amp;otilde;es n&amp;atilde;o eram uma formalidade burocr&amp;aacute;tica. Eram precisamente o momento em que a administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e as escolas podiam, no territ&amp;oacute;rio, confrontar as previs&amp;otilde;es de alunos com a capacidade existente, identificar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de vagas, antecipar necessidades e procurar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes do in&amp;iacute;cio das aulas. Era nesse momento que os problemas podiam ser identificados e resolvidos atempadamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o da DGEstE e a redistribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o das suas compet&amp;ecirc;ncias n&amp;atilde;o dispensavam a continuidade deste trabalho de articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o com as escolas. Pelo contr&amp;aacute;rio, a reorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos servi&amp;ccedil;os exigia particular aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mecanismos de planeamento da rede escolar, precisamente para evitar que a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa comprometesse a identifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada das necessidades e a procura de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF alertou, ali&amp;aacute;s, diretamente o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o para esta quest&amp;atilde;o, durante uma reuni&amp;atilde;o realizada no &amp;acirc;mbito da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regime de concursos. Na ocasi&amp;atilde;o, o ministro considerou que a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o constituiria um problema, remetendo para a AGSE a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es pontuais que viessem a surgir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao n&amp;atilde;o assegurar a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habituais reuni&amp;otilde;es de rede escolar, o Minist&amp;eacute;rio prescindiu de um mecanismo de planeamento e articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o que permitia antecipar problemas. A situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o agora verificada evidencia as limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma resposta assente na resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o posterior das dificuldades, quando o ano letivo j&amp;aacute; est&amp;aacute; a come&amp;ccedil;ar. E o resultado est&amp;aacute; hoje &amp;agrave; vista: cheg&amp;aacute;mos ao in&amp;iacute;cio do ano letivo com centenas de alunos ainda sem escola. N&amp;atilde;o estamos, portanto, perante uma inevitabilidade. Estamos perante um problema que deveria ter sido antecipado. E &amp;eacute; precisamente isso que torna a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o particularmente grave.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o pode deixar de promover os mecanismos de planeamento da rede escolar, retirar capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos servi&amp;ccedil;os territorialmente pr&amp;oacute;ximos das escolas e, depois, apresentar os problemas que da&amp;iacute; resultam como se fossem acontecimentos imprevis&amp;iacute;veis. Os problemas da rede escolar n&amp;atilde;o aparecem no primeiro dia de aulas. S&amp;atilde;o conhecidos, previs&amp;iacute;veis e identific&amp;aacute;veis meses antes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; para isso que deve existir uma administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa com capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o no territ&amp;oacute;rio. Quando esses mecanismos s&amp;atilde;o abandonados, n&amp;atilde;o desaparecem as necessidades das crian&amp;ccedil;as e dos jovens. Desaparece, isso sim, a capacidade do Estado para as antecipar e resolver.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas esta dimens&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode ser escondida por detr&amp;aacute;s do problema, igualmente grave, da falta de professores. Uma coisa &amp;eacute; um aluno ter escola, mas n&amp;atilde;o ter professor. Outra, ainda mais elementar e grave, &amp;eacute; um aluno chegar ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem sequer ter escola atribu&amp;iacute;da. S&amp;atilde;o problemas diferentes, com causas e respostas diferentes. E ambos revelam uma mesma quest&amp;atilde;o pol&amp;iacute;tica: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o da capacidade de planeamento e de resposta da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que surge um terceiro problema: a resposta que est&amp;aacute; a ser dada &amp;agrave; press&amp;atilde;o sobre a rede escolar e &amp;agrave; falta de professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vez de refor&amp;ccedil;ar a capacidade da Escola P&amp;uacute;blica, contratar os professores necess&amp;aacute;rios, antecipar necessidades e encontrar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es de rede atempadamente, a resposta passa, em muitas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, por sobrelotar as turmas. Ou seja: um problema de planeamento e de falta de recursos origina um outro problema dentro da sala de aula. E esta op&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; pedagogicamente neutra. N&amp;atilde;o estamos a falar apenas de quantos alunos cabem fisicamente numa sala. Estamos a falar das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas em que um professor consegue ensinar e em que um aluno consegue aprender. Uma turma maior n&amp;atilde;o significa simplesmente mais umas cadeiras e umas mesas na sala, embora mesmo isso seja, tantas vezes, dif&amp;iacute;cil ou imposs&amp;iacute;vel garantir. Mas significa tamb&amp;eacute;m mais alunos para ensinar, ouvir, avaliar, acompanhar e apoiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, ali&amp;aacute;s, sublinhar que o aumento, ainda que excecional, da dimens&amp;atilde;o das turmas n&amp;atilde;o pode ser tratado como uma mera decis&amp;atilde;o administrativa discricion&amp;aacute;ria. A legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o estabelece regras concretas para a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de turmas e estabelece que a constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou a continuidade, a t&amp;iacute;tulo excecional, de turmas com n&amp;uacute;mero de alunos superior aos limites estabelecidos, carece de autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conselho pedag&amp;oacute;gico, mediante an&amp;aacute;lise de proposta fundamentada do estabelecimento de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de ensino.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto significa que, quando s&amp;atilde;o constitu&amp;iacute;das ou mantidas turmas acima dos limites legalmente estabelecidos, n&amp;atilde;o basta invocar a necessidade de acomodar alunos. &amp;Eacute; necess&amp;aacute;rio cumprir os procedimentos e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas na lei.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o pode, por um lado, falhar no planeamento da rede escolar e na antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o das necessidades e, por outro, responder &amp;agrave;s falhas atrav&amp;eacute;s do aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas, como se os limites legalmente estabelecidos pudessem ser ultrapassados sem o cumprimento dos procedimentos exigidos e sem ter em conta as consequ&amp;ecirc;ncia pedag&amp;oacute;gicas e nas aprendizagens que o alargamento produz. Mais alunos numa turma significam mais trabalhos para corrigir. Mais aprendizagens para monitorizar. Mais dificuldades para identificar. Mais alunos a solicitar aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mais diversidade de ritmos e necessidades. E, simultaneamente, menos tempo dispon&amp;iacute;vel para cada um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; precisamente aqui que os alunos mais fr&amp;aacute;geis, com necessidades espec&amp;iacute;ficas de aprendizagem, com portugu&amp;ecirc;s l&amp;iacute;ngua n&amp;atilde;o materna, com dificuldades de aprendizagem, podem ficar mais prejudicados. Um aluno com facilidade de aprendizagem pode conseguir compensar em grande medida uma menor disponibilidade do professor. Mas um aluno com dificuldades de leitura, escrita ou c&amp;aacute;lculo precisa de mais acompanhamento, n&amp;atilde;o de menos. Precisa de explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de repeti&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Precisa de feedback. Precisa que o professor consiga identificar rapidamente onde est&amp;aacute; o problema e intervir antes que uma dificuldade se transforme numa lacuna acumulada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perda de capacidade de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o territorial da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa, a aus&amp;ecirc;ncia de mecanismos de planeamento, a falta de professores e o aumento da dimens&amp;atilde;o das turmas fazem parte de um problema mais amplo: a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento da Escola P&amp;uacute;blica promovida pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas do governo. E uma Escola P&amp;uacute;blica permanentemente confrontada com falta de recursos, falta de professores, turmas sobrecarregadas e menor capacidade de acompanhamento &amp;eacute; uma Escola P&amp;uacute;blica progressivamente fragilizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 09:52:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/o-governo-falha-no-planeamento-desrespeita-as-regras-e-empurra-a-crise-para-dentro-da-sala-de-aula-dois-problemas-que-nao-podem-ser-confundidos</guid></item><item><title>Plenário de Sindicatos da CGTP-IN | Intervenção do Secretário-geral da FENPROF Francisco Gonçalves</title><link>https://www.spgl.pt:443/plenario-de-sindicatos-da-cgtp-in-intervencao-do-secretario-geral-da-fenprof-francisco-goncalves</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Plen&amp;aacute;rio de Sindicatos da CGTP-IN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Secret&amp;aacute;rio-geral da FENPROF Francisco Gon&amp;ccedil;alves&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/1MH10TLkWAg?si=8wianXU1svW_FQOx" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Camaradas,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No setor dos professores, porque os problemas est&amp;atilde;o por resolver, temos um m&amp;ecirc;s e um ano de luta. A FENPROF e os seus sindicatos durante o m&amp;ecirc;s de A&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Luta v&amp;atilde;o estar nos seus locais de trabalho, as escolas, e na rua.&lt;strong&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os problemas s&amp;atilde;o v&amp;aacute;rios:&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;os sal&amp;aacute;rios e as carreiras da doc&amp;ecirc;ncia, no n&amp;atilde;o superior e no superior e na investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no setor p&amp;uacute;blico e no privado;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a precariedade, de que &amp;eacute; bom exemplo a investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os 90% de contratos prec&amp;aacute;rios;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a instabilidade, cujo melhor exemplo no momento &amp;eacute; o agravamento dos v&amp;iacute;nculos contratuais com a passagem dos institutos polit&amp;eacute;cnicos a universidades t&amp;eacute;cnicas e a universidades polit&amp;eacute;cnicas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a caducidade das conven&amp;ccedil;&amp;otilde;es coletivas, que os docentes do ensino particular e cooperativo sentem muito em particular.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;As lutas, tamb&amp;eacute;m: &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;o Encontro de Quadros da FENPROF que vamos realizar a 25 de setembro para prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ano letivo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Dia Mundial do Professor, no dia 5 de outubro;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;a Manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o da CGTP-IN, de 17 de outubro, de Lisboa, Porto e Coimbra;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;as visitas aos locais de trabalho para afixa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propaganda interna e externa (faixas e pend&amp;otilde;es) e a realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de reuni&amp;otilde;es de escola e plen&amp;aacute;rios de professores.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Porque a boa ou m&amp;aacute; resposta da Escola P&amp;uacute;blica tem implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es na vida de todos n&amp;oacute;s trabalhadores, importa aqui deixar duas quest&amp;otilde;es do momento: as escolas sem professores e os alunos sem escola. S&amp;atilde;o problemas resultantes de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas: a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira docente e o desmantelamento do Minist&amp;eacute;rio, da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na ter&amp;ccedil;a-feira, ao que consta, realizou-se uma reuni&amp;atilde;o ao mais alto n&amp;iacute;vel, que envolveu o SEAE e o EduQA para encontrar escola para 1014 alunos imigrantes que aguardavam certifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das habilita&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Estes processos, em anos anteriores, j&amp;aacute; estavam resolvidos nesta altura do ano letivo. Como foram extintas estruturas do MECI o assunto ficou esquecido. &amp;Eacute; o resultado do desmantelamento efetuado no in&amp;iacute;cio do ano letivo anterior.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Porque n&amp;atilde;o podemos ignorar que circulam na sociedade certas ideias, gostava de chamar a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o do seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;est&amp;aacute; a crescer o fosso no desempenho escolar entre os alunos de baixos recursos econ&amp;oacute;micos e os alunos imigrantes comparativamente com os restantes alunos. Mostram isso diversos estudos e relat&amp;oacute;rios nacionais e internacionais - PISA, TALIS e o &amp;uacute;ltimo relat&amp;oacute;rio sobre o Estado da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do CNE, entre outros.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Afirma o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o h&amp;aacute; evid&amp;ecirc;ncias cient&amp;iacute;ficas sobre os impactos negativos na aprendizagem de turmas com 30 alunos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que &amp;eacute; evidente &amp;eacute; que as escolas onde faltam professores s&amp;atilde;o, tamb&amp;eacute;m, escolas com turmas sobrelotadas e, coincidentemente, escolas onde &amp;eacute; significativo o peso dos alunos com baixos recursos econ&amp;oacute;micos e imigrantes. Simultaneamente, os alunos sem escola atribu&amp;iacute;da, e que v&amp;atilde;o sendo colocados por estes dias, s&amp;atilde;o imigrantes e / ou alunos de baixa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afinal, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os filhos dos portugueses que ficam sem escola por causa dos imigrantes. Pelos vistos, s&amp;atilde;o &amp;eacute; os filhos dos imigrantes, s&amp;atilde;o &amp;eacute; os filhos dos pais de baixa condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica os que ficam de fora, os que ficam com piores respostas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, camaradas, todas as crian&amp;ccedil;as, independentemente da condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;oacute;mica, de serem ou n&amp;atilde;o filhos de imigrantes, t&amp;ecirc;m direitos e um Estado decente tem a obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de os garantir. Quem vive e trabalha neste pa&amp;iacute;s tem direito a uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e a um Estado que a garanta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T&amp;atilde;o modernos, t&amp;atilde;o modernos que somos e, no fundo de contas, a divis&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; entre portugueses e imigrantes, &amp;eacute;, pasme-se, entre ricos e pobres, entre Capital e Trabalho. N&amp;oacute;s somos trabalhadores. Nenhum dos que est&amp;aacute; nesta sala, independentemente da profiss&amp;atilde;o e do sal&amp;aacute;rio que aufere, tinha condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para viver se deixasse de ter sal&amp;aacute;rio. Por isso, somos todos trabalhadores. Por isso, temos que lutar por uma vida melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos &amp;agrave; luta!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Francisco Gon&amp;ccedil;alves&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SG FENPROF&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 16:07:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/plenario-de-sindicatos-da-cgtp-in-intervencao-do-secretario-geral-da-fenprof-francisco-goncalves</guid></item><item><title>Professores doentes não podem ser responsabilizados pela falta de docentes</title><link>https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</link><description>&lt;h3&gt;Professores doentes n&amp;atilde;o podem ser responsabilizados pela falta de docentes&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;As recentes declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es do Ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, ao destacar a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, numa s&amp;oacute; semana, de &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo; e ao associar esse n&amp;uacute;mero &amp;agrave; necessidade de substituir outros tantos docentes, estabelecem uma associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que a FENPROF rejeita: a falta de professores nas escolas n&amp;atilde;o pode ser imputada aos docentes que se encontram doentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo o ministro, na semana passada foram recebidos &amp;laquo;mais de 2000 atestados de professores&amp;raquo;, acrescentando que seriam &amp;laquo;mais 2000 que ter&amp;atilde;o de ser substitu&amp;iacute;dos&amp;raquo;. O n&amp;uacute;mero, apresentado isoladamente, pode impressionar, mas exige contextualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o: num universo de cerca de 150 mil docentes, igualmente referido pelo pr&amp;oacute;prio ministro, representa o equivalente a duas baixas m&amp;eacute;dicas em 150 trabalhadores, ou seja, aproximadamente 1,3%. Mas mais importante do que a dimens&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero &amp;eacute;, por&amp;eacute;m, perceber o que ele efetivamente representa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quantos correspondem a novas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de incapacidade tempor&amp;aacute;ria para o trabalho iniciadas naquela semana e quantos respeitam &amp;agrave; prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a j&amp;aacute; existentes? Com efeito, a prorroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de incapacidade tempor&amp;aacute;ria implica a emiss&amp;atilde;o de um novo CIT, sem que da&amp;iacute; resulte uma nova aus&amp;ecirc;ncia ou uma nova necessidade de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Sem esta informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, associar os 2000 atestados recebidos naquela semana a 2000 novas necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o transmite uma ideia que os dados divulgados pelo ministro, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o permitem sustentar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o existe fundamento para alimentar a ideia de que os professores recorrem &amp;agrave; baixa m&amp;eacute;dica de forma anormal. Um estudo do EDULOG, divulgado em 2024, sobre o absentismo docente, mostra que entre 30% e 40% dos professores nunca faltam e cerca de 50% fazem-no apenas ocasionalmente, concentrando-se 80% dos dias de aus&amp;ecirc;ncia em apenas 10% dos docentes, sobretudo entre os mais envelhecidos e com historial de doen&amp;ccedil;a continuada. Segundo a coordenadora do estudo, esta &amp;eacute; uma realidade semelhante &amp;agrave; de qualquer outra profiss&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ali&amp;aacute;s, um dado particularmente relevante perante as declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es agora proferidas pelo ministro: mais de 80% das faltas analisadas no estudo s&amp;atilde;o de dura&amp;ccedil;&amp;atilde;o superior a 30 dias, predominando, entre as aus&amp;ecirc;ncias prolongadas, as que se situam entre 120 e 240 dias. Estamos, portanto, em grande medida, perante situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a prolongada. As necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o por doen&amp;ccedil;a n&amp;atilde;o constituem, por isso, um fen&amp;oacute;meno inesperado que surja subitamente no in&amp;iacute;cio de cada ano letivo: s&amp;atilde;o uma realidade conhecida, previs&amp;iacute;vel e quantific&amp;aacute;vel, para a qual o sistema educativo tem de estar preparado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta realidade n&amp;atilde;o pode ser desligada do acentuado envelhecimento da profiss&amp;atilde;o nem da crescente sobrecarga a que os docentes t&amp;ecirc;m vindo a ser sujeitos. O pr&amp;oacute;prio MECI reconheceu, em janeiro de 2026, que o recurso &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias constitui uma das medidas do plano +Aulas +Sucesso para reduzir o n&amp;uacute;mero de alunos sem aulas, anunciando que os pagamentos efetuados no m&amp;ecirc;s anterior abrangiam 30 467 professores. Mais recentemente, o Decreto-Lei n.&amp;ordm; 175/2026, de 3 de setembro, manteve e atualizou os mecanismos de recurso ao servi&amp;ccedil;o docente extraordin&amp;aacute;rio e &amp;agrave; acumula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ao mesmo tempo que procura incentivar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es letivas de docentes que j&amp;aacute; re&amp;uacute;nem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para a aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A resposta &amp;agrave; falta de professores continua, assim, a assentar tamb&amp;eacute;m num esfor&amp;ccedil;o acrescido daqueles que permanecem no sistema. &amp;Eacute; particularmente contradit&amp;oacute;rio que se intensifique o trabalho e se procure prolongar a perman&amp;ecirc;ncia em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es de uma classe profissional profundamente envelhecida e, simultaneamente, se apresentem as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de doen&amp;ccedil;a como explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o para um problema que &amp;eacute; estrutural e h&amp;aacute; muito conhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores adoecem, como adoecem os restantes trabalhadores. A quest&amp;atilde;o que deveria preocupar o Minist&amp;eacute;rio n&amp;atilde;o &amp;eacute; a apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de atestados m&amp;eacute;dicos por quem est&amp;aacute; doente, mas a garantia de que o sistema disp&amp;otilde;e dos docentes necess&amp;aacute;rios para substituir aqueles que, temporariamente, n&amp;atilde;o podem exercer fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobretudo, n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os atestados apresentados numa determinada semana que explicam um problema que &amp;eacute; estrutural e que j&amp;aacute; existia antes deles. Os dados divulgados pela FENPROF mostram que, na semana de 7 a 11 de setembro de 2026, foram lan&amp;ccedil;ados em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola 1453 hor&amp;aacute;rios, correspondentes a 25 488 horas, mais 6% e 7%, respetivamente, do que no per&amp;iacute;odo hom&amp;oacute;logo de 2025. A estimativa aponta para mais de 110 mil alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E a press&amp;atilde;o sobre o sistema continuar&amp;aacute; a aumentar por raz&amp;otilde;es que nada t&amp;ecirc;m a ver com baixas m&amp;eacute;dicas. S&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro aposentam-se 1102 docentes, que sair&amp;atilde;o definitivamente do sistema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute;, portanto, necess&amp;aacute;rio inverter a discuss&amp;atilde;o. Se o envelhecimento da profiss&amp;atilde;o e as necessidades de substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o conhecidos, estudados e previs&amp;iacute;veis h&amp;aacute; anos, a pergunta n&amp;atilde;o pode ser por que raz&amp;atilde;o existem professores de baixa. A pergunta que se imp&amp;otilde;e &amp;eacute; outra: &lt;strong&gt;por que raz&amp;atilde;o continua o sistema educativo sem dispor de uma reserva de docentes capaz de assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es que inevitavelmente devem ocorrer?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema da Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o os professores que adoecem. O problema &amp;eacute; a falta estrutural de professores e a incapacidade, h&amp;aacute; muito identificada, de atrair e manter na profiss&amp;atilde;o docentes em n&amp;uacute;mero suficiente para responder &amp;agrave;s necessidades permanentes das escolas e tamb&amp;eacute;m para assegurar as substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tempor&amp;aacute;rias que, num sistema com cerca de 150 mil docentes, inevitavelmente ocorrer&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Responsabilizar, ainda que implicitamente, os professores que se encontram doentes n&amp;atilde;o resolve um &amp;uacute;nico hor&amp;aacute;rio por preencher. Valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, reduzir a sobrecarga, rejuvenescer o corpo docente e criar condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para que existam professores dispon&amp;iacute;veis onde s&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios, sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 16:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/professores-doentes-nao-podem-ser-responsabilizados-pela-falta-de-docentes</guid></item><item><title>Plenários Sindicais nas Escolas da Universidade Politécnica de Lisboa |  18 de setembro | 22 de setembro | novas datas a anunciar</title><link>https://www.spgl.pt:443/plenarios-sindicais-nas-escolas-da-universidade-politecnica-de-lisboa-18-de-setembro-22-de-setembro-novas-datas-a-anunciar</link><description>&lt;h3&gt;Plen&amp;aacute;rios Sindicais nas Escolas da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;18 de setembro | 22 de setembro | novas datas a anunciar&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;O Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL) vai realizar plen&amp;aacute;rios sindicais destinados aos de docentes e investigadores das v&amp;aacute;rias Escolas da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL), com vista a aprofundar a discuss&amp;atilde;o sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o socioprofissional nas Escolas e na UPL, com destaque para a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes convidados, e sobre as pr&amp;oacute;ximas etapas deste processo.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;18 de setembro, 14:00 horas - Escola Superior de Teatro e Cinema (ESTC), Sala Ant&amp;oacute;nio Reis (Departamento de Cinema) - destinado aos colegas desta Escola&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;22 de setembro, 15:00 horas - Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL), Audit&amp;oacute;rio F - Chagas Gomes - destinado aos colegas deste Instituto (ISEL), da Escola Superior de Dan&amp;ccedil;a (ESD), e da Escola Superior de Sa&amp;uacute;de de Lisboa (ESSL)&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Nos pr&amp;oacute;ximos dias ser&amp;atilde;o anunciados plen&amp;aacute;rios sindicais destinados aos colegas das restantes Escolas da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL) - para mais informa&amp;ccedil;&amp;otilde;es consultar o &lt;a href="https://www.spgl.pt/ensino-superior-e-investigacao"&gt;website do SPGL&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Num momento particularmente importante para a defesa dos direitos e das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho dos docentes convidados, apelamos &amp;agrave; participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos e &amp;agrave; divulga&amp;ccedil;&amp;atilde;o destes plen&amp;aacute;rios junto dos colegas.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento de Ensino Superior do SPGL&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;img width="1000" height="1414" src="/Media/Default/_Profiles/3883ee93/7f31a6ff/cartaz%20plenarios%20UPL%202026.09.jpg?v=639252407020747190"&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:18:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/plenarios-sindicais-nas-escolas-da-universidade-politecnica-de-lisboa-18-de-setembro-22-de-setembro-novas-datas-a-anunciar</guid></item><item><title>Minuta | Candidatura ao apoio extraordinário à deslocação permanece encerrada</title><link>https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Minuta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;&lt;span style="color: #333333;"&gt;Candidatura ao apoio extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o permanece encerrada&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Face &amp;agrave; impossibilidade de formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o do pedido, a FENPROF e os seus sindicatos disponibilizam uma &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/0DAAC3CB13E0D2D8113693AF2BF950CB/requerimento-sobre-indisponibilidade-para-pedido-de-apoio-a-deslocacao.docx" target="_blank"&gt;minuta&lt;/a&gt; [clique para descarregar] de requerimento relativo aos apoios &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o previstos na lei. Devidamente preenchida, deve ser remetida ao presidente da AGSE, entidade que passou a ter a responsabilidade de tratar estes assuntos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na plataforma SIGRHE continua, portanto, a n&amp;atilde;o ser poss&amp;iacute;vel realizar a candidatura ao apoio &amp;agrave; desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o criado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 57-A/2024, de 13 de setembro e alargado pelo Decreto-Lei n.&amp;ordm; 108/2025, de 19 de setembro. A informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dada &amp;eacute;, apenas, &amp;ldquo;Candidatura ao Regime de Apoio Extraordin&amp;aacute;rio &amp;agrave; Desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o encerrada temporariamente".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige que o pagamento daquele apoio seja feito de forma atempada, pelo que &amp;eacute; urgente que os eventuais problemas t&amp;eacute;cnicos &amp;ndash; ou outros &amp;ndash; com a plataforma sejam resolvidos de imediato. A FENPROF recusa qualquer penaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes por uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o a que s&amp;atilde;o alheios. O uso e envio da minuta &amp;eacute; um meio para pressionar a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas e para garantir que n&amp;atilde;o venham a ser os docentes a arcar com preju&amp;iacute;zos por causa do encerramento de candidaturas que se mant&amp;eacute;m &amp;agrave; data de hoje, 15 de setembro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 11:05:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/minuta-candidatura-ao-apoio-extraordinario-a-deslocacao-permanece-encerrada</guid></item><item><title>5 de outubro 2026 | 60 anos | a defender a profissão | a promover o seu estatuto | a dar rosto ao futuro</title><link>https://www.spgl.pt:443/5-de-outubro-2026-60-anos-a-defender-a-profissao-a-promover-o-seu-estatuto-a-dar-rosto-ao-futuro</link><description>&lt;h3&gt;5 de outubro 2026 | 60 anos | a defender a profiss&amp;atilde;o | a promover o seu estatuto | a dar rosto ao futuro&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Desfile | Lisboa - Pr&amp;iacute;ncipe Real - Largo Cam&amp;otilde;es | 14h30&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;img width="1000" height="1414" src="/Media/Default/_Profiles/3883ee93/338deb32/2026_WTD_final_POR-Fenprof_page-0001.jpg?v=639250682515499822"&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 15 Sep 2026 10:23:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/5-de-outubro-2026-60-anos-a-defender-a-profissao-a-promover-o-seu-estatuto-a-dar-rosto-ao-futuro</guid></item><item><title>Conferência de Imprensa | Abertura do Ano Letivo 2026/2027</title><link>https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Confer&amp;ecirc;ncia de Imprensa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Abertura do Ano Letivo 2026/2027&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/mtl4xS-RjGU?si=R23VRZBfQvknrJJI" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No in&amp;iacute;cio deste ano letivo, escolhemos o Agrupamento de Escolas Ruy Belo e a EB1/JI de Monte Abra&amp;atilde;o, precisamente um dos agrupamentos mais afetados pela falta de professores e uma escola do primeiro ciclo do ensino b&amp;aacute;sico onde este problema se coloca de forma muito preocupante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; nos locais concretos onde existem problemas concretos que estes t&amp;ecirc;m de ser resolvidos com respostas tamb&amp;eacute;m concretas, n&amp;atilde;o com an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es di&amp;aacute;rias de que o exame da quarta classe vai regressar, de que ser&amp;aacute; feita uma fus&amp;atilde;o do 1.&amp;ordm; e 2.&amp;ordm; ciclos, de que os professores passar&amp;atilde;o a eleger diretamente o diretor e ter&amp;atilde;o um peso eleitoral superior a 50% dos votos, ou de que ser&amp;aacute; valorizado o Estatuto da Carreira Docente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es servem apenas para encobrir os problemas concretos com que as escolas, os alunos, os pais e encarregados de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os professores e os demais trabalhadores das escolas se confrontam no arranque deste ano letivo e para procurar transmitir a ideia de que o MECI n&amp;atilde;o s&amp;oacute; &amp;eacute; competente como trabalha afincadamente, numa opera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de tentativa de limpeza da imagem deixada pelos ca&amp;oacute;ticos exames de 2026.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Contudo, a realidade das escolas n&amp;atilde;o se apaga com propaganda. Os problemas a&amp;iacute; est&amp;atilde;o e as respostas continuam a n&amp;atilde;o existir.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF aplicou, nas duas primeiras semanas de setembro, um inqu&amp;eacute;rito junto dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas, cujo relat&amp;oacute;rio distribu&amp;iacute;mos em anexo. O inqu&amp;eacute;rito teve 240 respostas, correspondendo a 29,2% dos agrupamentos de escolas e escolas n&amp;atilde;o agrupadas do continente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As respostas obtidas incidiram essencialmente sobre quatro tem&amp;aacute;ticas: a falta de professores, a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, a climatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transportes escolares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As principais conclus&amp;otilde;es, que citamos, foram as seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A falta de professores continua a produzir efeitos concretos no funcionamento das escolas, mas n&amp;atilde;o esgota os problemas identificados.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As dificuldades de recrutamento est&amp;atilde;o associadas n&amp;atilde;o apenas &amp;agrave; escassez de candidatos, mas tamb&amp;eacute;m &amp;agrave; falta de atratividade da carreira, a hor&amp;aacute;rios incompletos e/ou tempor&amp;aacute;rios, &amp;agrave;s substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;agrave; medicina do trabalho e aos custos da habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o e das desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A abertura do ano letivo 2026/2027 &amp;eacute; marcada por forte incerteza quanto ao recrutamento.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;A transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital enfrenta limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quer em quantidade, quer na qualidade e estado dos equipamentos, quer, ainda, na falta de recursos humanos que a operem.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas s&amp;atilde;o insuficientes numa parcela muito significativa das respostas.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;Os transportes e as desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es constituem constrangimentos relevantes para parte das comunidades escolares.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;em&gt;As respostas abertas mostram que a capacidade de funcionamento das escolas depende, simultaneamente, de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es profissionais, materiais, infraestruturais, humanas e organizacionais.&lt;/em&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Mas detalhemos um pouco mais os principais problemas concretos que existem nos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino, da educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;eacute;-escolar ao ensino superior e &amp;agrave; investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, nos setores p&amp;uacute;blico e privado.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ESCOLAS SEM PROFESSORES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se e um ter&amp;ccedil;o dos diretores prev&amp;ecirc; dificuldades ao longo do ano letivo: mais a sul, desde o in&amp;iacute;cio do ano, e mais a norte, ao longo do ano, &amp;agrave; medida que forem sendo necess&amp;aacute;rias substitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A norte, o corpo docente &amp;eacute; mais envelhecido, o que ter&amp;aacute; impacto nos n&amp;uacute;meros de aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, nas baixas m&amp;eacute;dicas e nas redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por raz&amp;otilde;es de sa&amp;uacute;de, designadamente no &amp;acirc;mbito da medicina no trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O dado novo deste ano letivo &amp;eacute; o pr&amp;oacute;prio ministro avan&amp;ccedil;ar com n&amp;uacute;meros, procurando circunscrever o problema geograficamente e a um reduzido n&amp;uacute;mero de agrupamentos. Essa vers&amp;atilde;o n&amp;atilde;o tem correspond&amp;ecirc;ncia com a realidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF mant&amp;eacute;m o m&amp;eacute;todo de levantamento de dados que h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos vem realizando, recorrendo aos dados oficiais dispon&amp;iacute;veis: o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios e horas lan&amp;ccedil;ados na contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola &amp;ndash; nem mais, nem menos que o mecanismo acionado quando a contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o inicial e as reservas de recrutamento n&amp;atilde;o d&amp;atilde;o resposta aos hor&amp;aacute;rios existentes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Comparando a semana de 7 a 11 de setembro de 2026 com a semana de 8 a 12 de setembro de 2025, constatamos que o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados passou de 1372 para 1453 e o n&amp;uacute;mero de horas de 23806 para 25488, representando um crescimento de 6% e 7%, respetivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Significa isto que o problema se agravou e que, na semana passada, a estimativa apontava para mais de 110 000 alunos sem todos os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O problema agravou-se significativamente no distrito de Lisboa: de 323 hor&amp;aacute;rios anuais e completos passou-se para 500. No 1.&amp;ordm; CEB, passou-se de 112 hor&amp;aacute;rios completos e anuais para 175.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os distritos mais afetados s&amp;atilde;o Lisboa, Set&amp;uacute;bal, Faro, Leiria e Porto, que ultrapassou Santar&amp;eacute;m.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa, neste contexto, analisar tamb&amp;eacute;m o universo de candidatos que permanece dispon&amp;iacute;vel nas reservas de recrutamento. Ap&amp;oacute;s a RR3, registam-se este ano 17 694 candidaturas, correspondentes a 12 951 candidatos, um n&amp;uacute;mero apenas ligeiramente superior aos 12 929 candidatos registados no mesmo momento do ano anterior. Por&amp;eacute;m, a leitura destes valores globais n&amp;atilde;o traduz a efetiva capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades das escolas. Mais de metade das candidaturas ainda dispon&amp;iacute;veis &amp;mdash; 9250, correspondentes a 52,3% do total &amp;mdash; concentra-se no GR 100 (Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Pr&amp;eacute;-Escolar), com 4854 candidaturas, e nos dois grupos de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o F&amp;iacute;sica, que, em conjunto, somam 4396: 2135 no GR 260 e 2261 no GR 620.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Particularmente reveladora &amp;eacute; a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do GR 110 (1.&amp;ordm; Ciclo do Ensino B&amp;aacute;sico): apesar de permanecerem dispon&amp;iacute;veis 2695 candidaturas ap&amp;oacute;s a RR3, s&amp;oacute; na semana de 7 a 11 de setembro foram lan&amp;ccedil;ados 285 hor&amp;aacute;rios em Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Escola. Este contraste demonstra que o n&amp;uacute;mero de candidaturas dispon&amp;iacute;veis, por si s&amp;oacute;, n&amp;atilde;o traduz a capacidade de resposta &amp;agrave;s necessidades concretas das escolas, designadamente tendo em conta a distribui&amp;ccedil;&amp;atilde;o geogr&amp;aacute;fica dos candidatos e dos hor&amp;aacute;rios por preencher. E n&amp;atilde;o adianta culpar os professores por n&amp;atilde;o estarem dispon&amp;iacute;veis para trabalhar longe de casa quando essa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute;, por for&amp;ccedil;a dos baixos sal&amp;aacute;rios e elevados custos de desloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e habita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, materialmente insustent&amp;aacute;vel.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa igualmente ter presente que o universo de n&amp;atilde;o colocados na Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inicial, que fica dispon&amp;iacute;vel para as subsequentes reservas de recrutamento, &amp;eacute; este ano inferior ao registado no ano anterior: 22 283 candidaturas, contra 23 734 em 2025/2026, e 16 771 candidatos, contra 16 816. Ainda que a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do n&amp;uacute;mero de candidatos seja ligeira, estes dados confirmam que n&amp;atilde;o existe um refor&amp;ccedil;o da bolsa dispon&amp;iacute;vel para responder a necessidades que, como vimos, aumentaram face ao ano anterior. A esta realidade acresce a sa&amp;iacute;da, s&amp;oacute; nos meses de setembro e outubro, de 1 102 docentes por aposenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aumentando a press&amp;atilde;o sobre a capacidade de resposta do sistema ao longo do ano letivo.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ALUNOS SEM ESCOLA&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;A decis&amp;atilde;o do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o realizar, no final do ano letivo anterior, as reuni&amp;otilde;es locais de defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o da rede escolar, fez com que o problema das matr&amp;iacute;culas, nos concelhos onde o parque escolar &amp;eacute; insuficiente face &amp;agrave; procura, chegasse ao in&amp;iacute;cio do ano letivo sem estar resolvido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo, no concelho onde estamos, Sintra, na semana passada, havia 744 alunos que ainda n&amp;atilde;o tinham escola: 345 no 1.&amp;ordm; CEB, 122 no 2.&amp;ordm;CEB, 144 no 3.&amp;ordm; CEB, 6 em CEF e 127 no ensino secund&amp;aacute;rio. Em Lisboa, de acordo com o jornal Expresso, ser&amp;atilde;o 550.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; absolutamente inaceit&amp;aacute;vel e, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a do que se passou com os exames nacionais, pouco abonat&amp;oacute;ria do desempenho da administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o educativa e do minist&amp;eacute;rio que a tutela.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSI&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DIGITAL&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Apesar das proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es em torno do digital, cerca de 66% dos agrupamentos de escolas reportam que os equipamentos inform&amp;aacute;ticos s&amp;atilde;o insuficientes e obsoletos e que mais de um ter&amp;ccedil;o das salas de aula n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e de quadro interativo, computadores ou rede de internet que permitam a pesquisa individual.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para um governo que tem, inclusive, um minist&amp;eacute;rio respons&amp;aacute;vel pela chamada reforma do Estado e pela transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o digital, n&amp;atilde;o deixa de ser significativo que as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es existentes nas escolas fiquem muito aqu&amp;eacute;m dos objetivos anunciados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o fosse o recurso aos kits individuais, aos computadores pessoais dos alunos e professores e ao trabalho extra dos docentes das TIC, muito do que, apesar de tudo, vai sendo feito seria, na pr&amp;aacute;tica, uma impossibilidade.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;CONDI&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES PARA ENFRENTAR SITUA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES CLIM&amp;Aacute;TICAS ADVERSAS&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Sendo os fen&amp;oacute;menos clim&amp;aacute;ticos extremos uma realidade cada vez mais presente, question&amp;aacute;mos os agrupamentos sobre a prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos estabelecimentos de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ensino para fazer face a epis&amp;oacute;dios dessa natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Segundo os respondentes, apenas 22% dos agrupamentos dizem estar preparados para situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de elevada precipita&amp;ccedil;&amp;atilde;o, 27 % para per&amp;iacute;odos de muito calor e 40 % para fen&amp;oacute;menos extremos de muito frio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No geral, 58 % dos diretores dos agrupamentos e escolas n&amp;atilde;o agrupadas afirmam que o edificado n&amp;atilde;o est&amp;aacute; preparado para estes fen&amp;oacute;menos extremos.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;TRANSPORTES E DESLOCA&amp;Ccedil;&amp;Otilde;ES&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Nesta mat&amp;eacute;ria, apesar de 71 % das respostas afirmarem a inexist&amp;ecirc;ncia de problemas, 21 % referem que os hor&amp;aacute;rios dos transportes s&amp;atilde;o inadequados e 11 % que a rede n&amp;atilde;o &amp;eacute; a adequada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;11 % das respostas apontam para desloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es superiores a 20km, 18 % para longas dist&amp;acirc;ncias e 19 % para o recurso a dois ou mais meios de transporte.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO PARTICULAR E COOPERATIVO&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;O Ensino Particular e Cooperativo (EPC)iniciou o novo ano letivo com a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos mesmos problemas: sobrecarga hor&amp;aacute;ria, sal&amp;aacute;rios baixos, uma carreira demasiado longa (40 anos), entre outros. Perante esta realidade, e embora defenda que a primeira resposta do sistema educativo deve ser sempre a Escola P&amp;uacute;blica, a FENPROF mant&amp;eacute;m o seu compromisso na luta pela valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes do EPC, recorrendo quer &amp;agrave; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, quer &amp;agrave; a&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar de a FENPROF ter conclu&amp;iacute;do recentemente a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da revis&amp;atilde;o do Contrato Coletivo de Trabalho com a Confedera&amp;ccedil;&amp;atilde;o Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o (CNEF), perdeu-se, mais uma vez, a oportunidade de valorizar os docentes do EPC e atenuar as desigualdades face ao ensino p&amp;uacute;blico. Mesmo com um significativo financiamento estatal anunciado pelo governo para uma grande parte do setor, nomeadamente no ensino profissional e no ensino art&amp;iacute;stico especializado, as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es patronais do ensino privado mant&amp;ecirc;m-se intransigentes e oferecem &amp;ldquo;migalhas&amp;rdquo; para a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional dos docentes. Num momento em que a perda do poder de compra &amp;eacute; cada vez maior e o problema da falta de educadores e professores se vai agravando, quando as entidades patronais acordarem para a realidade, poder&amp;aacute; j&amp;aacute; ser tarde e a&amp;iacute; nem o &amp;ldquo;p&amp;atilde;o&amp;rdquo; ser&amp;aacute; suficiente para reter os atuais docentes ou atrair novos profissionais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No setor social (IPSS e miseric&amp;oacute;rdias), a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; semelhante. O governo anuncia, todos os anos, milh&amp;otilde;es em verbas para as institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, que pouco ou nada se refletem ao n&amp;iacute;vel da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Da&amp;iacute; as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e os sal&amp;aacute;rios deste setor serem o principal problema para educadores e professores que nele trabalham. Salienta-se ainda a injusti&amp;ccedil;a que perdura h&amp;aacute; v&amp;aacute;rios anos relativamente aos educadores de inf&amp;acirc;ncia em creche que, tanto nas IPSS como nas miseric&amp;oacute;rdias, continuam impedidos de progredir at&amp;eacute; ao topo das suas carreiras, dado o falso argumento utilizado pela CNIS e pela UMP de que n&amp;atilde;o prestam servi&amp;ccedil;o docente, algo que o pr&amp;oacute;prio MECI contraria quando reconhece o tempo de servi&amp;ccedil;o destes colegas e, mais recentemente, refor&amp;ccedil;a essa posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao assumir a tutela desta val&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;ENSINO SUPERIOR E INVESTIGA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m no Ensino Superior, o ano letivo inicia-se com problemas estruturais que continuam por resolver e, em alguns casos, se t&amp;ecirc;m agravado. Desde logo, continua a aumentar a precariedade laboral entre os docentes. Segundo os dados oficiais da DGEEC relativos a 2023/2024, os docentes convidados representavam j&amp;aacute; 43% dos docentes do ensino universit&amp;aacute;rio p&amp;uacute;blico e 56% dos docentes do ensino polit&amp;eacute;cnico p&amp;uacute;blico. E a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; particularmente preocupante: em algumas categorias, o n&amp;uacute;mero de convidados aumentou mais de 50% desde 2016/2017, chegando quase a duplicar entre os professores adjuntos convidados do polit&amp;eacute;cnico. O recurso &amp;agrave; figura do docente convidado, que deveria responder a necessidades espec&amp;iacute;ficas das institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tornou-se uma forma de assegurar necessidades permanentes sem abrir lugares de carreira. A esta precariedade juntam-se pr&amp;aacute;ticas contratuais que em nada valorizam o trabalho dos docentes: contratos de 10 ou 11 meses para assegurar um ano letivo, de 4 ou 5 meses para um semestre, interrup&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos v&amp;iacute;nculos, percentagens de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o que n&amp;atilde;o correspondem ao trabalho efetivamente exigido ou o n&amp;atilde;o pagamento de direitos quando devidos. Somam-se ainda a sobrecarga de trabalho e, em algumas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, a redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das horas de contacto e de acompanhamento dos estudantes, apresentada como inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica, mas que permite aumentar o servi&amp;ccedil;o distribu&amp;iacute;do a cada docente e reduzir necessidades de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Tudo isto acontece num contexto em que docentes e investigadores perderam perto de 30% do poder de compra nas &amp;uacute;ltimas duas d&amp;eacute;cadas e em que os baixos sal&amp;aacute;rios come&amp;ccedil;am j&amp;aacute; a comprometer a atratividade das carreiras, havendo respons&amp;aacute;veis da pr&amp;oacute;pria Universidade de Lisboa a alertar para as dificuldades de atrair e fixar investigadores face &amp;agrave; rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre os sal&amp;aacute;rios praticados e o custo de vida. Num momento de profunda transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ensino, designadamente pela crescente utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Intelig&amp;ecirc;ncia Artificial, ser&amp;aacute; dif&amp;iacute;cil exigir mais inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, disponibilidade e qualidade a docentes cada vez mais sobrecarregados e desvalorizados, e ser&amp;aacute; igualmente dif&amp;iacute;cil renovar o sistema, atraindo e mantendo os profissionais mais qualificados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na Ci&amp;ecirc;ncia, investigadores e institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es continuam sujeitos a uma falta de previsibilidade que se arrasta h&amp;aacute; anos e se agravou no &amp;uacute;ltimo ano. O concurso de Projetos de I&amp;amp;D em Todos os Dom&amp;iacute;nios Cient&amp;iacute;ficos 2023, encerrado em mar&amp;ccedil;o de 2024, s&amp;oacute; teve resultados finais em outubro de 2025; o concurso seguinte, designado 2025, recebeu mais de 4 700 candidaturas e encerrou em mar&amp;ccedil;o deste ano, mas chega ao novo ano letivo ainda sem resultados. No emprego cient&amp;iacute;fico, a primeira edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o do FCT-Tenure, lan&amp;ccedil;ada no final de 2023, deveria estar j&amp;aacute; conclu&amp;iacute;da, mas continuam a decorrer procedimentos de recrutamento, enquanto a segunda edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o, inicialmente prevista para 2025, continua por lan&amp;ccedil;ar e o programa Alian&amp;ccedil;a Ci&amp;ecirc;ncia n&amp;atilde;o ter&amp;aacute; continuidade. Tamb&amp;eacute;m os Laborat&amp;oacute;rios Colaborativos chegaram ao fim do financiamento-base da Miss&amp;atilde;o Interface sem estar assegurado um modelo nacional est&amp;aacute;vel que lhe d&amp;ecirc; continuidade. A tudo isto acrescentou-se a decis&amp;atilde;o de extinguir a FCT e criar a AI&amp;sup2;, anunciada sem uma pr&amp;eacute;via discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica alargada e que gerou forte contesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o na comunidade cient&amp;iacute;fica. Mais de um ano depois, a AI&amp;sup2; tem administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o em fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas a transi&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua por concluir, a FCT mant&amp;eacute;m-se em funcionamento at&amp;eacute; ao final de 2026 e continua por conhecer o contrato-programa que dever&amp;aacute; definir as prioridades, os instrumentos e o financiamento plurianual da nova ag&amp;ecirc;ncia. Para investigadores prec&amp;aacute;rios e para equipas cujos projetos chegam ao fim, tudo isto significa continuar sem saber quando chegar&amp;aacute; o pr&amp;oacute;ximo financiamento e se ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel manter contratos, equipas e linhas de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o Governo continua a promover profundas transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es no Ensino Superior e na Ci&amp;ecirc;ncia sem uma discuss&amp;atilde;o p&amp;uacute;blica, transparente e participada &amp;agrave; altura da sua import&amp;acirc;ncia. Foi assim com a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da AI&amp;sup2;, nos processos de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos Polit&amp;eacute;cnicos do Porto e de Leiria em institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es universit&amp;aacute;rias e voltou a acontecer com altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es estruturantes como os novos regimes jur&amp;iacute;dicos dos Graus Acad&amp;eacute;micos e Diplomas do Ensino Superior e do Sistema Nacional de Ci&amp;ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o, aprovados ainda na passada semana. S&amp;atilde;o processos que n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m assegurado o necess&amp;aacute;rio envolvimento da comunidade acad&amp;eacute;mica e cient&amp;iacute;fica nem, nas mat&amp;eacute;rias em que se imp&amp;otilde;e, respeitado devidamente os direitos de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, consulta e negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical, avan&amp;ccedil;ando apesar das fortes reservas e, em alguns casos, da oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de entidades t&amp;atilde;o diversas como o Conselho Nacional de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o CRUP, o CCISP, a APESP e as organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais. Reformas desta dimens&amp;atilde;o fazem-se envolvendo quem conhece, trabalha e dirige o sistema e levando seriamente em conta os seus contributos. O que este Governo tem feito sozinho aproxima-se mais do desmantelamento do sistema de Ensino Superior e Ci&amp;ecirc;ncia do que de uma verdadeira reforma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por &amp;uacute;ltimo, n&amp;atilde;o podemos deixar de referir o comportamento do MECI no que se refere &amp;agrave; &lt;strong&gt;negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma benesse concedida aos representantes dos trabalhadores. &amp;Eacute; uma obriga&amp;ccedil;&amp;atilde;o constitucional, um direito dos trabalhadores e um mecanismo fundamental do contrato social vigente numa sociedade democr&amp;aacute;tica.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso obriga, particularmente, os governos, uma vez que s&amp;atilde;o quem det&amp;eacute;m o poder, a um comportamento exemplar, s&amp;eacute;rio e respeitador das organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es representativas dos trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que se tem passado ao longo destes dois anos de relacionamento institucional est&amp;aacute; longe de o cumprir: a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ECD que o ministro proclama, em carta aos professores, como instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas que adia quest&amp;otilde;es urgentes, e que, naquilo que introduz, &amp;ldquo;funcionariza a profiss&amp;atilde;o&amp;rdquo;, elimina direitos, agrava a precariedade e aumenta a instabilidade dos docentes vinculados longe da sua resid&amp;ecirc;ncia; a desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todas as propostas substantivas apresentadas ap&amp;oacute;s sufr&amp;aacute;gio de milhares de professores; um minist&amp;eacute;rio que se comporta como juiz e parte na gest&amp;atilde;o de todo o processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais do que an&amp;uacute;ncios e proclama&amp;ccedil;&amp;otilde;es, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio &amp;eacute; avan&amp;ccedil;ar com medidas efetivas para resolver os problemas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixamos aqui um repto ao senhor ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Se quer valorizar o ECD, vamos a isso. Tem nas propostas da FENPROF uma boa base de trabalho.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reduzir a componente letiva dos docentes da monodoc&amp;ecirc;ncia, n&amp;atilde;o precisa de esperar por um projeto piloto da fus&amp;atilde;o de ciclos. Pode faz&amp;ecirc;-lo j&amp;aacute;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer democratizar a gest&amp;atilde;o escolar, n&amp;atilde;o basta alargar o col&amp;eacute;gio de elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o do diretor. &amp;Eacute; preciso refor&amp;ccedil;ar a colegialidade dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os de gest&amp;atilde;o, garantir a elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos coordenadores de departamento pelos pares e refor&amp;ccedil;ar os poderes do conselho pedag&amp;oacute;gico.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer reformar o Ensino Superior e a Ci&amp;ecirc;ncia, assegure processos transparentes e participados, ouvindo efetivamente quem conhece e trabalha no sistema, e garanta &amp;agrave;s institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es os recursos necess&amp;aacute;rios para concretizar essas mudan&amp;ccedil;as com qualidade, no respeito e na dignifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de quem nelas trabalha.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer diminuir o fosso no desempenho escolar entre os alunos economicamente mais desfavorecidos e os mais favorecidos, que o PISA e outros indicadores evidenciam, dote a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva dos recursos suficientes e disponibilize aos estudantes do ensino superior os apoios de que necessitam.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Se quer mesmo resolver o problema da falta de professores, valorize o ECD, eliminando a precariedade e a instabilidade, melhorando os sal&amp;aacute;rios, os hor&amp;aacute;rios, as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho e a carreira.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Para isso, pode contar com a FENPROF e com os professores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para n&amp;atilde;o resolver os problemas e fazer precisamente o contr&amp;aacute;rio, continuar&amp;aacute; a ter a nossa oposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Estaremos na rua no Dia Mundial do Professor, a 5 de outubro, e nas manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es da CGTP-IN de 17 de outubro em Lisboa, Porto e Coimbra.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iniciaremos hoje mesmo a &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento&lt;/a&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Iremos at&amp;eacute; &amp;agrave;s &amp;uacute;ltimas consequ&amp;ecirc;ncias no apuramento das responsabilidades e na exig&amp;ecirc;ncia do cumprimento da lei no que se refere ao pagamento do trabalho suplementar realizado nos exames nacionais de 2026.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Participaremos nas lutas da Administra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica e da CGTP-IN, exigindo um Or&amp;ccedil;amento do Estado para 2027 que responda aos problemas do pa&amp;iacute;s e dos trabalhadores e na defesa de uma Seguran&amp;ccedil;a Social p&amp;uacute;blica e solid&amp;aacute;ria, ao servi&amp;ccedil;o de quem trabalha e n&amp;atilde;o ao servi&amp;ccedil;o dos interesses do setor financeiro e da especula&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Convocaremos todas as formas de luta que se revelem necess&amp;aacute;rias para que o ano letivo 2026/2027 seja, de facto, um ano de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;As medidas implementadas pelo Governo para responder &amp;agrave; falta de professores n&amp;atilde;o passam de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es paliativas que, longe de resolverem o problema dos milhares de alunos que continuam sem aulas e sem professor, agravam a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de ensino-aprendizagem e de trabalho nas escolas. S&amp;atilde;o medidas que retiram direitos aos alunos e aos professores: n&amp;atilde;o respeitam as redu&amp;ccedil;&amp;otilde;es da componente letiva por idade e tempo de servi&amp;ccedil;o, permitem ultrapassar os limites do n&amp;uacute;mero de alunos por turma, deixam alunos sem os apoios de que necessitam e sobrecarregam os docentes com horas extraordin&amp;aacute;rias. Em vez de atacarem as causas da falta de professores, estas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es procuram apenas gerir a escassez, &amp;agrave; custa da qualidade da Escola P&amp;uacute;blica, dos direitos dos alunos e do desgaste ainda maior dos educadores e professores. S&amp;atilde;o, por isso, exatamente o oposto de uma verdadeira solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queluz, 14 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 15:50:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/conferencia-de-imprensa-abertura-do-ano-letivo-2026-2027</guid></item><item><title>Tribunal admite providência cautelar do SPGL sobre regulamento de contratação da ULO</title><link>https://www.spgl.pt:443/tribunal-admite-providencia-cautelar-do-spgl-sobre-regulamento-de-contratacao-da-ulo</link><description>&lt;h3&gt;Tribunal admite provid&amp;ecirc;ncia cautelar do SPGL sobre regulamento de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ULO&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Vimos informar que a provid&amp;ecirc;ncia cautelar interposta pelo Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), afeto &amp;agrave; FENPROF, contra o Regulamento de Recrutamento, Sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o e Contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Pessoal Docente Especialmente Contratado da Universidade de Leiria e Oeste (ULO), elaborado e publicitado pela Presid&amp;ecirc;ncia do Instituto Polit&amp;eacute;cnico de Leiria (IPLeiria), foi admitida pelo Tribunal Administrativo de C&amp;iacute;rculo de Lisboa, que determinou a cita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com a cita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Universidade produz-se o efeito previsto na lei, ficando a ULO impedida, nesta fase, de iniciar ou prosseguir a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o do referido regulamento, sem preju&amp;iacute;zo dos mecanismos excecionais previstos legalmente. N&amp;atilde;o se trata ainda de uma decis&amp;atilde;o final sobre a provid&amp;ecirc;ncia, mas &amp;eacute; um primeiro resultado muito importante da interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical na defesa dos direitos dos docentes e investigadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Desde o in&amp;iacute;cio deste processo, o SPGL e o SPRC, tamb&amp;eacute;m afeto &amp;agrave; FENPROF, t&amp;ecirc;m defendido que a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma formalidade que possa ser contornada. Uma consulta p&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o substitui a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical e n&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel decidir primeiro e &amp;ldquo;negociar&amp;rdquo; depois, sobretudo quando est&amp;atilde;o em causa v&amp;iacute;nculos, remunera&amp;ccedil;&amp;otilde;es, tempo de trabalho ou outras condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o, e a transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o polit&amp;eacute;cnica numa institui&amp;ccedil;&amp;atilde;o universit&amp;aacute;ria, com umas unidades org&amp;acirc;nicas de ensino universit&amp;aacute;rio e outras de ensino polit&amp;eacute;cnico. Foi por isso que contest&amp;aacute;mos o procedimento seguido, auscult&amp;aacute;mos os docentes e investigadores, realiz&amp;aacute;mos plen&amp;aacute;rios, apresent&amp;aacute;mos uma pron&amp;uacute;ncia fundamentada e, perante a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do regulamento pela Presid&amp;ecirc;ncia do IPLeiria sem o devido processo negocial, recorremos aos tribunais. Mas as nossas preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es s&amp;atilde;o mais amplas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A ULO est&amp;aacute; a tomar decis&amp;otilde;es estruturantes num per&amp;iacute;odo de instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o em que uma parte significativa das estruturas de governo e decis&amp;atilde;o &amp;eacute; nomeada e n&amp;atilde;o eleita. Um regime transit&amp;oacute;rio pode justificar solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es excecionais, mas n&amp;atilde;o pode significar que a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica fique em suspenso. Os docentes e investigadores t&amp;ecirc;m de poder participar efetiva e ativamente na constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nova Universidade. Isso exige informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada, transpar&amp;ecirc;ncia, discuss&amp;atilde;o antes de as decis&amp;otilde;es estarem tomadas e mecanismos reais de participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e escrut&amp;iacute;nio. Os grupos de trabalho e outros processos de ausculta&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o importantes, mas n&amp;atilde;o podem substituir uma participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica efetiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tamb&amp;eacute;m no plano pol&amp;iacute;tico continuamos a intervir. A FENPROF desenvolveu contactos junto dos grupos parlamentares da Assembleia da Rep&amp;uacute;blica que contribu&amp;iacute;ram para que fosse requerida a aprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o parlamentar do Decreto-Lei n.&amp;ordm; 135/2026, que criou a ULO. Est&amp;aacute; igualmente prevista uma reuni&amp;atilde;o na Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica, onde voltaremos a discutir as preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos docentes e investigadores com as consequ&amp;ecirc;ncias do processo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o da ULO que decorreu em surdina.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este resultado judicial n&amp;atilde;o encerra, portanto, a nossa interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Mostra que vale a pena agir e que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio continuar e aumentar a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os colegas que, desde a entrada em funcionamento da ULO, tenham celebrado contratos, renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es ou aditamentos, ou tenham visto alteradas as suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o e considerem que os seus direitos foram prejudicados, devem contactar o SPGL, fazendo-nos chegar a documenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o relevante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em breve convocaremos um novo plen&amp;aacute;rio sindical de docentes e investigadores da ULO, de carreira e convidados, para conhecer os problemas entretanto surgidos, avaliar decis&amp;otilde;es que possam estar a prejudicar os trabalhadores e discutir coletivamente os pr&amp;oacute;ximos passos. A participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de todos ser&amp;aacute; muito importante. Quanto maior for a organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes e investigadores, maior ser&amp;aacute; a nossa capacidade de exigir uma Universidade democr&amp;aacute;tica, transparente, participada e respeitadora dos direitos de quem nela trabalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical faz diferen&amp;ccedil;a. Continuamos na luta.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Junta-te a n&amp;oacute;s! Sindicaliza-te!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sauda&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;A Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o (DESI) do SPGL&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:32:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/tribunal-admite-providencia-cautelar-do-spgl-sobre-regulamento-de-contratacao-da-ulo</guid></item><item><title>Greve ao sobretrabalho, horas extraordinárias e CNLE 2026/27</title><link>https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Greve ao sobretrabalho, horas extraordin&amp;aacute;rias e CNLE 2026/27&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &amp;eacute; tempo de dizer basta ao trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/h3&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;h4&gt;&lt;strong&gt;35 horas s&amp;atilde;o 35 horas! O trabalho que ultrapassa o hor&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser imposto, escondido ou ficar por pagar.&lt;/strong&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; anos que a FENPROF denuncia os abusos na organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios dos professores e educadores. H&amp;aacute; anos que exige ao MECI solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es claras e respeito pela lei. Mas o Governo continua a nada fazer, permitindo que se generalizem situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de sobrecarga, desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o e verdadeiro&amp;nbsp;trabalho n&amp;atilde;o pago.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas escolas, o problema &amp;eacute; conhecido: hor&amp;aacute;rios que ultrapassam as 35 horas, trabalho que &amp;eacute; indevidamente empurrado para a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento, tarefas que invadem a componente individual e um sem-n&amp;uacute;mero de atividades que acabam realizadas para al&amp;eacute;m do hor&amp;aacute;rio, sacrificando o tempo de prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o das aulas, o descanso e a vida pessoal e familiar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o aceitamos que a componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento seja um saco sem fundo. N&amp;atilde;o aceitamos que a componente individual seja usada para esconder trabalho que a escola exige. N&amp;atilde;o aceitamos trabalho extraordin&amp;aacute;rio sem o correspondente reconhecimento e pagamento.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E perante a falta de professores, o MECI escolheu o caminho mais f&amp;aacute;cil:&amp;nbsp;&lt;strong&gt;em vez de atrair e fixar docentes, aumenta o recurso ao servi&amp;ccedil;o extraordin&amp;aacute;rio e pretende que os professores trabalhem mais.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o!&amp;nbsp;&lt;strong&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o se resolve explorando os professores que existem.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta greve &amp;eacute; um grito de indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e uma resposta &amp;agrave; in&amp;eacute;rcia do Governo. &amp;Eacute; uma greve pelo respeito pelo hor&amp;aacute;rio de trabalho, pela defesa da componente individual, contra a utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento e pelo reconhecimento e pagamento de todo o trabalho extraordin&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de normalizar o abuso!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de trabalho n&amp;atilde;o pago!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Chega de fazer mais com menos &amp;mdash; e sempre &amp;agrave; custa dos professores!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante a inoper&amp;acirc;ncia do MECI/governo, &lt;strong&gt;os professores dizem BASTA&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;35 HORAS S&amp;Atilde;O 35 HORAS.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;SOBRETRABALHO N&amp;Atilde;O &amp;Eacute; GRATUITO.&lt;/strong&gt;&lt;br&gt;&lt;strong&gt;TRABALHO EXTRAORDIN&amp;Aacute;RIO &amp;Eacute; PARA PAGAR.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;PELO RESPEITO. PELA DIGNIDADE. PELO DIREITO A TRABALHAR SEM SER EXPLORADO.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, j&amp;aacute; a partir do dia 14 de setembro de 2026 e pelo oitavo ano consecutivo, a FENPROF volta a convocar greve ao sobretrabalho, &amp;agrave;s horas extraordin&amp;aacute;rias e &amp;agrave; componente n&amp;atilde;o letiva de estabelecimento.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;h4 id="widget-4dban3x6xvzra7t7grzvezqe4x" class="flow-title"&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="widget widget-lista-ficheiros widget-align-left widget-size-100"&gt;&lt;hr class="bg-primary"&gt;
&lt;h4 class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/greve-ao-sobretrabalho-2026-27" target="_blank"&gt;Consulte aqui pr&amp;eacute;-avisos&lt;/a&gt;&lt;/h4&gt;
&lt;div class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;span class="name"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span id="4ye2xf9z7bg6czjt8zcv54265t"&gt; &lt;img width="905" height="1280" alt="" src="/Media/Default/_Profiles/221ab0e1/7f42bec6/Cartaz%20GST.png?v=639250021285969371"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 16:02:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/greve-ao-sobretrabalho-2026-27-perante-a-inoperancia-do-meci-governo-e-tempo-de-dizer-basta-ao-trabalho-nao-pago</guid></item><item><title>SPGL mantém intervenção junto da UPL - Proposta para resolver a situação dos docentes convidados continua a evoluir e aproxima-se de uma solução positiva.  Exige-se agora a sua implementação.</title><link>https://www.spgl.pt:443/spgl-mantem-intervencao-junto-da-upl</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;SPGL mant&amp;eacute;m interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o junto da UPL&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Proposta para resolver a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes convidados continua a evoluir e aproxima-se de uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o positiva.&lt;/h3&gt;
&lt;h3&gt;Exige-se agora a sua implementa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;No dia nove de setembro, o Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL), Sindicato afeto &amp;agrave; FENPROF, voltou a reunir com o Reitor da Universidade Polit&amp;eacute;cnica de Lisboa (UPL) sobre a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes convidados, na sequ&amp;ecirc;ncia dos problemas surgidos no final de julho com as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es propostas para a renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos, com graves preju&amp;iacute;zos para os docentes afetados. Esta reuni&amp;atilde;o realizou-se no seguimento do que havia ficado acordado com o Reitor no encontro de 20 de agosto, no qual este se havia comprometido a procurar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os problemas identificados e a voltar a reunir com o SPGL para apresentar os desenvolvimentos entretanto ocorridos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cumprindo esse compromisso, o Reitor apresentou as linhas mestras de uma proposta que procura responder aos problemas mais imediatos relacionados com a renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos dos docentes convidados. Tratava-se ainda de uma proposta parcial, que seria apresentada e discutida com os presidentes das v&amp;aacute;rias escolas na reuni&amp;atilde;o do Conselho Permanente da UPL, a realizar durante a tarde desse mesmo dia, ficando algumas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda a necessitar de solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Segundo o Reitor, esta proposta tornou-se poss&amp;iacute;vel na sequ&amp;ecirc;ncia da resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, durante o m&amp;ecirc;s de agosto, dos problemas que afetavam a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um projeto do PRR com grande impacto financeiro para a UPL. Com esses constrangimentos ultrapassados, voltaram a ficar dispon&amp;iacute;veis verbas que tinham sido afetas a garantir a execu&amp;ccedil;&amp;atilde;o desse projeto. A esta disponibilidade ir&amp;atilde;o acrescer verbas entretanto prometidas para compensar encargos decorrentes de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es legislativas, refor&amp;ccedil;ando as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es financeiras para apoiar as escolas com maiores dificuldades na renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos contratos dos docentes.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na proposta que o Reitor apresentou ao SPGL, as escolas poder&amp;atilde;o proceder &amp;agrave;s renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos contratos para o ano letivo de 2026/2027 nos moldes habitualmente praticados: por 12 meses, quando os docentes desempenhem fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es ao longo de todo o ano letivo, e por 6 meses, quando as fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es sejam exercidas apenas durante um semestre. A proposta prev&amp;ecirc; igualmente que, em regra, sejam mantidas a categoria de equipara&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a percentagem de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o correspondentes &amp;agrave;s fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es e ao servi&amp;ccedil;o previstos, n&amp;atilde;o devendo o constrangimento financeiro que esteve na origem deste problema determinar a sua redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Eventuais altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es dever&amp;atilde;o resultar apenas das fun&amp;ccedil;&amp;otilde;es e do servi&amp;ccedil;o efetivamente previstos para cada docente.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estas orienta&amp;ccedil;&amp;otilde;es representam um avan&amp;ccedil;o importante e mostram que a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o desenvolvida pelo SPGL, atrav&amp;eacute;s do contacto permanente com os docentes, da press&amp;atilde;o junto da Reitoria e da apresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de propostas concretas, tem contribu&amp;iacute;do para fazer avan&amp;ccedil;ar um processo que, h&amp;aacute; poucas semanas, amea&amp;ccedil;ava causar graves preju&amp;iacute;zos a muitos colegas. Note-se que para os colegas cujos contratos ainda n&amp;atilde;o foram renovados, a solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o agora apresentada poder&amp;aacute; permitir que a renova&amp;ccedil;&amp;atilde;o se fa&amp;ccedil;a nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es que deveriam ter sido asseguradas desde o in&amp;iacute;cio. Subsiste, contudo, o problema dos colegas que, entretanto, ficaram sem contrato. Relativamente ao per&amp;iacute;odo j&amp;aacute; decorrido, foi colocada a dificuldade de n&amp;atilde;o existir enquadramento legal que permita simplesmente repor retroativamente uma contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deixou de existir. O SPGL considera que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio continuar a procurar uma solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o para estes colegas. Ficou, por isso, agendada uma nova reuni&amp;atilde;o para a tarde de 15 de setembro.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Na pr&amp;oacute;xima reuni&amp;atilde;o ser&amp;aacute; poss&amp;iacute;vel conhecer o que resultou da discuss&amp;atilde;o da proposta no Conselho Permanente e quais as medidas que ser&amp;atilde;o efetivamente implementadas, bem como continuar a procurar uma resposta para os colegas que entretanto ficaram sem contrato. Ser&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m retomada a discuss&amp;atilde;o de outras mat&amp;eacute;rias importantes para os docentes da UPL, incluindo a estrat&amp;eacute;gia de abertura de concursos que permita a integra&amp;ccedil;&amp;atilde;o na carreira dos docentes que asseguram necessidades permanentes das escolas e algumas das altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es introduzidas este ano no Regulamento de Presta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Servi&amp;ccedil;o dos Docentes da UPL, relativamente &amp;agrave;s quais o SPGL tem quest&amp;otilde;es e preocupa&amp;ccedil;&amp;otilde;es a colocar &amp;agrave; Reitoria.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Sabendo-se que a concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o das contrata&amp;ccedil;&amp;otilde;es caber&amp;aacute; &amp;agrave;s pr&amp;oacute;prias escolas, torna-se essencial conhecer a forma como as suas dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es pretendem proceder &amp;agrave;s renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es e responder &amp;agrave;s situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas dos seus docentes. Nesse sentido, o SPGL ir&amp;aacute; solicitar reuni&amp;otilde;es &amp;agrave;s dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es das diferentes escolas da UPL, para acompanhar a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es encontradas e contribuir para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos problemas que ainda subsistam.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Este trabalho continuar&amp;aacute; a ser desenvolvido em estreita liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o com os docentes. Ap&amp;oacute;s a reuni&amp;atilde;o de 15 de setembro, ser&amp;aacute; realizado um novo plen&amp;aacute;rio sindical on-line para dar conta dos desenvolvimentos, esclarecer d&amp;uacute;vidas e discutir os passos seguintes. Ainda nessa semana, ser&amp;atilde;o tamb&amp;eacute;m realizados plen&amp;aacute;rios presenciais em v&amp;aacute;rias escolas da UPL. Existe uma base comum aos problemas identificados, mas h&amp;aacute; particularidades pr&amp;oacute;prias de cada escola que importa conhecer melhor. Estes plen&amp;aacute;rios permitir&amp;atilde;o ouvir diretamente os docentes sobre as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que os afetam, continuar a identificar os problemas espec&amp;iacute;ficos de cada realidade e preparar de forma mais informada a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Sindicato junto das respetivas dire&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Importa ainda saber que o Reitor tamb&amp;eacute;m informou que ir&amp;aacute; promover, ao longo deste ano letivo, uma discuss&amp;atilde;o na UPL sobre as regras e a metodologia a adotar nas renova&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos contratos dos docentes convidados, com vista &amp;agrave; defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um novo enquadramento a aplicar a partir do ano letivo de 2027/2028. Para o SPGL, &amp;eacute; fundamental que essa discuss&amp;atilde;o seja feita com tempo, transpar&amp;ecirc;ncia e participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes, evitando que volte a repetir-se uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o como a verificada este ano.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Os desenvolvimentos registados constituem um sinal positivo e mostram a import&amp;acirc;ncia de manter uma interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical firme e persistente, pressionando, apresentando propostas e procurando construir solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas para os problemas dos docentes, como o SPGL tem feito desde o primeiro momento. A mobiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes e a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o do nosso Sindicato permitiram abrir um caminho para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas que, h&amp;aacute; poucas semanas, estavam a provocar graves preju&amp;iacute;zos a muitos colegas. &amp;Eacute; por isso que consideramos que, neste momento, existem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para continuar a apostar na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical e procurar, por esta via, resolver as situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que ainda permanecem em aberto. O SPGL n&amp;atilde;o abdica, naturalmente, de outras formas de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de luta se estas vierem a revelar-se necess&amp;aacute;rias. Importa agora assegurar que os compromissos assumidos se traduzem em solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es concretas, continuar a ouvir e mobilizar os docentes e intervir junto da Reitoria e das escolas para que nenhum dos problemas identificados fique por resolver.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt; Este processo mostra que vale a pena estarmos organizados, unidos e mobilizados. &amp;Eacute; com mais participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e mais sindicaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que refor&amp;ccedil;amos a for&amp;ccedil;a do SPGL e a capacidade de defender os direitos, as carreiras e as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho de todos.&amp;nbsp;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;strong&gt; Junta-te a n&amp;oacute;s! Sindicaliza-te!&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;br&gt; &lt;br&gt;&lt;em&gt; Departamento do Ensino Superior e Investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o do SPGL&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Mon, 14 Sep 2026 09:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/spgl-mantem-intervencao-junto-da-upl</guid></item><item><title>FENPROF protesta junto do governo pelo desrespeito pelas regras da negociação coletiva</title><link>https://www.spgl.pt:443/fenprof-protesta-junto-do-governo-pelo-desrespeito-pelas-regras-da-negociacao-coletiva</link><description>&lt;h3&gt;FENPROF protesta junto do governo pelo desrespeito pelas regras da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&lt;/h3&gt;
&lt;div class="widget widget-editor widget-align-left widget-size-100"&gt;
&lt;div class="field field-type-htmlfield field-name-editor-content"&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF formalizou, junto do ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o e do Primeiro-ministro, o seu protesto pelo desrespeito manifestado pelo governo relativamente &amp;agrave;s regras da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Esta &amp;eacute; uma postura que o atual governo tem demonstrado em todos os processos negociais decorridos desde a sua tomada de posse e, designadamente, na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente, que a FENPROF tem criticado reiteradamente, mas que conheceu desenvolvimentos mais gravosos no processo de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar do projeto de diploma de concursos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por subsistirem importantes diverg&amp;ecirc;ncias, a FENPROF requereu, de acordo com a lei, a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar do projeto de diploma dos concursos, em 27 de julho. Em resposta, o governo/MECI agendou uma reuni&amp;atilde;o de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar para 6 de agosto, mas limitando esta fase suplementar a apenas uma reuni&amp;atilde;o e incluindo no processo outras organiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es sindicais que n&amp;atilde;o o haviam solicitado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce que, ainda antes da realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o desta reuni&amp;atilde;o suplementar, em 30 de julho, na confer&amp;ecirc;ncia de imprensa ap&amp;oacute;s a reuni&amp;atilde;o do conselho de ministros, o governo anunciou a &amp;ldquo;aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o do novo modelo de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes&amp;rdquo;. Um diploma cuja negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda decorria, estando mesmo agendada uma reuni&amp;atilde;o de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar para a semana seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por estes motivos, para a FENPROF, &amp;ldquo;a reuni&amp;atilde;o de 6 de agosto n&amp;atilde;o passou de uma encena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, uma farsa&amp;rdquo; e foi essa a posi&amp;ccedil;&amp;atilde;o que transmitiu na &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/BA2A688E8B4BE48FB544D4582A44E254/f-189-declaracao-sobre-o-enquadramento-e-o-incumprimento-da-lei-ocorrido-por-parte-do-mecigoverno-na-negociacao-suplementar-referente-a-revisao-do-regime-de-recrutamento-e-colocacao-dos-docentes-10-08-26.pdf" target="_blank"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o para a Ata&lt;/a&gt; que entregou ao MECI em 10 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O processo foi dado conclu&amp;iacute;do pelo MECI em 1 de setembro com o envio da &amp;ldquo;vers&amp;atilde;o final do projeto de decreto-lei relativo ao modelo de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes&amp;rdquo;, acompanhado da indica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que o documento &amp;ldquo;n&amp;atilde;o cont&amp;eacute;m altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es face &amp;agrave; vers&amp;atilde;o anteriormente distribu&amp;iacute;da, estando conclu&amp;iacute;do o processo de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Perante isto, a FENPROF voltou a abordar o minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, lavrando novamente o seu protesto em &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/7E71CA4FDD95AA34E5087DCEB05CB44B/fp-079-pm-desrespeito-pela-negociacao-coletiva-11-09-26.pdf" target="_blank"&gt;of&amp;iacute;cio enviado em 8 de setembro&lt;/a&gt;, onde conclu&amp;iacute;a: &amp;ldquo;da parte do governo, a boa-f&amp;eacute; negocial esteve ausente de um processo de enorme sensibilidade para os professores e educadores e para a condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o docente em Portugal&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A prova mais recente deste desrespeito foi divulgada esta quarta-feira no &lt;a rel="noopener" href="https://portugal.gov.pt/gc25/governo/comunicados-do-conselho-de-ministros/comunicado-do-conselho-de-ministros-de-9-setembro-2026" target="_blank"&gt;comunicado do conselho de ministros de 9 de setembro&lt;/a&gt;, onde se afirma, no ponto 5, que o governo &amp;ldquo;aprovou a &lt;strong&gt;vers&amp;atilde;o final, ap&amp;oacute;s negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar&lt;/strong&gt;, do Decreto-Lei que cria o novo modelo de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes nas escolas p&amp;uacute;blicas&amp;rdquo;. Esta formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que a FENPROF considera abusiva, uma vez que n&amp;atilde;o houve efetivamente uma negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, motivou novo &lt;a rel="noopener" href="https://www.fenprof.pt/media/download/7E71CA4FDD95AA34E5087DCEB05CB44B/fp-079-pm-desrespeito-pela-negociacao-coletiva-11-09-26.pdf" target="_blank"&gt;protesto, desta vez, dirigido ao Primeiro-ministro&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;ldquo;O que o conselho de ministros fez foi transformar o processo negocial, em particular a sua fase suplementar, da qual os docentes esperavam uma derradeira hip&amp;oacute;tese de aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o de posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e melhoria de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es, numa farsa impr&amp;oacute;pria para quem tenha sentido de Estado e m&amp;iacute;nimo esp&amp;iacute;rito democr&amp;aacute;tico&amp;rdquo;, afirma o of&amp;iacute;cio enviado ao PM e conclui: &amp;ldquo;a boa-f&amp;eacute; negocial, o esp&amp;iacute;rito democr&amp;aacute;tico, o sentido de Estado e o cumprimento rigoroso das normas legais foram atropelados pelas necessidades pol&amp;iacute;ticas do governo. O resultado &amp;eacute;, conv&amp;eacute;m dizer, um regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes pior do que o que est&amp;aacute; em vigor e que deveria sair melhorado atrav&amp;eacute;s de um processo negocial aut&amp;ecirc;ntico&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por fim, a FENPROF informa o PM que, dadas as circunst&amp;acirc;ncias, &amp;ldquo;encetar&amp;aacute; dilig&amp;ecirc;ncias e iniciativas para que a forma como este processo decorreu seja alvo de an&amp;aacute;lise e de atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas inst&amp;acirc;ncias que podem contribuir para corrigir os atropelos verificados&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class="widget widget-lista-ficheiros widget-align-left widget-size-100"&gt;&lt;hr class="bg-primary"&gt;
&lt;div class="field field-type-mediafield field-name-lista-ficheiros-ficheiros"&gt;&lt;span class="name"&gt;Ficheiros&lt;/span&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/BA2A688E8B4BE48FB544D4582A44E254/f-189-declaracao-sobre-o-enquadramento-e-o-incumprimento-da-lei-ocorrido-por-parte-do-mecigoverno-na-negociacao-suplementar-referente-a-revisao-do-regime-de-recrutamento-e-colocacao-dos-docentes-10-08-26.pdf" target="_blank" class="text-break"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre o enquadramento e o incumprimento da lei ocorrido, por parte do MECI/governo, na negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar referente &amp;agrave; revis&amp;atilde;o do regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes, enviada a 10 de agosto de 2026 para juntar &amp;agrave; ata da reuni&amp;atilde;o suplementar de 6 de agosto&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/2DE377BC52EBB64986855CEBD52CD98D/fp-078-meci-negociacao-coletiva-08-09-26.pdf" target="_blank" class="text-break"&gt;Of&amp;iacute;cio de protesto enviado ao MECI em 8 de setembro de 2026&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;&lt;a href="https://www.fenprof.pt/media/download/7E71CA4FDD95AA34E5087DCEB05CB44B/fp-079-pm-desrespeito-pela-negociacao-coletiva-11-09-26.pdf" target="_blank" class="text-break"&gt;Of&amp;iacute;cio de protesto enviado ao PM em 11 de setembro de 2026&lt;/a&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description><pubDate>Fri, 11 Sep 2026 16:25:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/fenprof-protesta-junto-do-governo-pelo-desrespeito-pelas-regras-da-negociacao-coletiva</guid></item><item><title>PISA 2025 | Falta de investimento na Escola Pública e de respostas que levem à valorização dos professores não pode deixar de ser considerada na análise aos resultados no PISA</title><link>https://www.spgl.pt:443/pisa-2025-falta-de-investimento-na-escola-publica-e-de-respostas-que-levem-a-valorizacao-dos-professores-nao-pode-deixar-de-ser-considerada-na-analise-aos-resultados-no-pisa</link><description>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;PISA 2025&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;Falta de investimento na Escola P&amp;uacute;blica e de respostas que levem &amp;agrave; valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores n&amp;atilde;o pode deixar de ser considerada na an&amp;aacute;lise aos resultados no PISA&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;Apesar de os resultados se manterem, nos diferentes dom&amp;iacute;nios, alinhados com a m&amp;eacute;dia da OCDE, &amp;eacute; muito preocupante o aprofundamento das desigualdades. Os alunos mais favorecidos do ponto de vista socioecon&amp;oacute;mico e cultural pontuaram significativamente acima dos alunos menos favorecidos em todos os dom&amp;iacute;nios, com desigualdades maiores em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave; m&amp;eacute;dia da OCDE.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A falta de investimento na Escola P&amp;uacute;blica em Portugal tem aprofundado problemas estruturais, diminuindo as respostas &amp;agrave; recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de aprendizagens e contribuindo para o aprofundamento das desigualdades, nomeadamente no aumento da percentagem de alunos com &amp;ldquo;pior desempenho&amp;rdquo; (termo usado para designar estes alunos neste relat&amp;oacute;rio).&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estes dados confirmam que a escola continua a reproduzir as desigualdades sociais, ao inv&amp;eacute;s de as combater e atenuar e que as pol&amp;iacute;ticas educativas dos &amp;uacute;ltimos anos n&amp;atilde;o foram capazes de garantir respostas eficazes de combate &amp;agrave;s desigualdades e de promo&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sucesso para todos.&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sendo reconhecido que os pa&amp;iacute;ses cujos alunos obt&amp;ecirc;m melhores resultados s&amp;atilde;o aqueles que mais investem na educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, garantindo melhores condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas e valorizando a profiss&amp;atilde;o de professor. Apesar de Portugal n&amp;atilde;o ter aplicado, no ciclo do PISA 2025, o m&amp;oacute;dulo do question&amp;aacute;rio aos professores, destacam-se as refer&amp;ecirc;ncias ao papel determinante dos professores pelos alunos. N&amp;atilde;o se pode deixar de considerar, para uma melhor an&amp;aacute;lise da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos resultados, o problema estrutural da falta de professores, que se tem vindo a aprofundar. Os resultados do PISA 2025 apenas refor&amp;ccedil;am o que a FENPROF tem vindo a defender: a necessidade de uma aposta efetiva na Escola P&amp;uacute;blica, assente no refor&amp;ccedil;o do investimento p&amp;uacute;blico, na redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das desigualdades sociais e educativas, na valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o docente e na melhoria das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho nas escolas. Sem medidas desta natureza, ser&amp;aacute; dif&amp;iacute;cil inverter a tend&amp;ecirc;ncia de crescimento das desigualdades e garantir uma educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade para todos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Thu, 10 Sep 2026 10:30:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/pisa-2025-falta-de-investimento-na-escola-publica-e-de-respostas-que-levem-a-valorizacao-dos-professores-nao-pode-deixar-de-ser-considerada-na-analise-aos-resultados-no-pisa</guid></item><item><title>Reserva de Recrutamento 02: FENPROF denuncia falhas na validação de horários e exige responsabilidades ao MECI e à AGSE</title><link>https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="background-color: #ffffff;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;Reserva de Recrutamento 02:&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF denuncia falhas na valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o de hor&amp;aacute;rios e exige responsabilidades ao MECI e &amp;agrave; AGSE&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A&amp;nbsp;FENPROF denuncia novas falhas no processo de Reserva de Recrutamento 02 (RR02), relacionadas com a valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos hor&amp;aacute;rios pelas escolas e agrupamentos, e exige do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, Ci&amp;ecirc;ncia e Inova&amp;ccedil;&amp;atilde;o (MECI) uma atua&amp;ccedil;&amp;atilde;o respons&amp;aacute;vel e &amp;agrave; altura da miss&amp;atilde;o que lhe est&amp;aacute; atribu&amp;iacute;da.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nas &amp;uacute;ltimas horas, chegaram &amp;agrave; FENPROF relatos de&amp;nbsp;diversos agrupamentos e escolas que procederam atempadamente ao lan&amp;ccedil;amento dos hor&amp;aacute;rios na plataforma, cumprindo os procedimentos que lhes foram exigidos, sem que, contudo, esses hor&amp;aacute;rios tenham sido&amp;nbsp;devidamente validados dentro dos prazos necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As consequ&amp;ecirc;ncias desta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o graves. Por um lado,&amp;nbsp;atrasam coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es de docentes de que as escolas necessitam, contribuindo para prolongar situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de falta de professores e para prejudicar o normal funcionamento das escolas. Por outro,&amp;nbsp;prejudicam diretamente docentes&amp;nbsp;que acabaram por ser colocados em hor&amp;aacute;rios menos favor&amp;aacute;veis e, em alguns casos,&amp;nbsp;a largas dezenas de quil&amp;oacute;metros das suas resid&amp;ecirc;ncias.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o &amp;eacute; aceit&amp;aacute;vel que professores e escolas sejam chamados a suportar as consequ&amp;ecirc;ncias de falhas que n&amp;atilde;o lhes s&amp;atilde;o imput&amp;aacute;veis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF considera particularmente grave que, depois de sucessivos problemas na gest&amp;atilde;o dos procedimentos de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes,&amp;nbsp;MECI e AGSE continuem a transferir para plataformas tecnol&amp;oacute;gicas responsabilidades que exigem acompanhamento, compet&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e, sobretudo, responsabiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o humana.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A tecnologia pode agilizar procedimentos, mas&amp;nbsp;n&amp;atilde;o substitui a responsabilidade de quem organiza, gere e supervisiona esses procedimentos. Quando uma escola lan&amp;ccedil;a atempadamente um hor&amp;aacute;rio e este n&amp;atilde;o &amp;eacute; validado em tempo &amp;uacute;til, o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; na escola nem no professor. Est&amp;aacute; no sistema e em quem tem a responsabilidade de o fazer funcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mais uma vez, fica demonstrado que&amp;nbsp;a tecnologia, sem organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, compet&amp;ecirc;ncia e responsabilidade, n&amp;atilde;o resolve problemas: pode, pelo contr&amp;aacute;rio, ampli&amp;aacute;-los.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para a FENPROF, esta situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; mais um exemplo das consequ&amp;ecirc;ncias do&amp;nbsp;desmantelamento de estruturas e servi&amp;ccedil;os do MECI e da sua crescente incapacidade para assegurar uma resposta t&amp;eacute;cnica e administrativa eficaz &amp;agrave;s necessidades das escolas. A sucessiva transfer&amp;ecirc;ncia de responsabilidades, a indefini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de compet&amp;ecirc;ncias e a insufici&amp;ecirc;ncia de recursos humanos n&amp;atilde;o podem continuar a ser apresentadas como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o administrativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF exige, por isso, que o MECI e a AGSE:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;identifiquem imediatamente todos os hor&amp;aacute;rios lan&amp;ccedil;ados atempadamente pelas escolas que n&amp;atilde;o foram validados dentro dos prazos previstos;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;procedam &amp;agrave;&amp;nbsp;corre&amp;ccedil;&amp;atilde;o das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es que tenham prejudicado escolas e docentes, garantindo que nenhum professor seja penalizado por uma falha que n&amp;atilde;o lhe &amp;eacute; imput&amp;aacute;vel;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;esclare&amp;ccedil;am publicamente&amp;nbsp;quantos hor&amp;aacute;rios foram afetados, quais as raz&amp;otilde;es para a sua n&amp;atilde;o valida&amp;ccedil;&amp;atilde;o atempada e quem assumir&amp;aacute; a responsabilidade pelas consequ&amp;ecirc;ncias produzidas;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;adotem medidas para impedir que situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es semelhantes voltem a ocorrer nas pr&amp;oacute;ximas reservas de recrutamento;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;garantam &amp;agrave;s escolas&amp;nbsp;apoio t&amp;eacute;cnico efetivo e capacidade de resposta atempada, em vez de as confrontarem com plataformas que n&amp;atilde;o asseguram, por si s&amp;oacute;, o funcionamento adequado dos procedimentos.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que professores sejam colocados longe das suas resid&amp;ecirc;ncias ou que escolas continuem sem os docentes de que necessitam por&amp;nbsp;falhas administrativas e t&amp;eacute;cnicas da responsabilidade dos servi&amp;ccedil;os do Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O Governo tem de assumir que&amp;nbsp;governar a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o &amp;eacute; apenas disponibilizar plataformas digitais. &amp;Eacute; garantir que estas funcionam, que existem trabalhadores e servi&amp;ccedil;os capazes de as acompanhar e que, perante uma falha, h&amp;aacute; quem assuma responsabilidades e corrija os preju&amp;iacute;zos causados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF condena, assim, a forma como MECI e AGSE est&amp;atilde;o a conduzir este processo&amp;nbsp;e exige uma mudan&amp;ccedil;a imediata de atitude.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As escolas precisam de professores. Os professores precisam de procedimentos justos. E a Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o precisa de um Minist&amp;eacute;rio que assuma as suas responsabilidades.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 08 Sep 2026 12:40:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/reserva-de-recrutamento-02-fenprof-denuncia-falhas-na-validacao-de-horarios-e-exige-responsabilidades-ao-meci-e-a-agse</guid></item><item><title>Uma “versão final” que confirma a farsa negocial</title><link>https://www.spgl.pt:443/uma-versao-final-que-confirma-a-farsa-negocial</link><description>&lt;h3&gt;Uma &amp;ldquo;vers&amp;atilde;o final&amp;rdquo; que confirma a farsa negocial&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF recebeu do gabinete do secret&amp;aacute;rio de Estado Adjunto e da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;ndash; a pedido do ministro, segundo consta &amp;ndash; a &amp;ldquo;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/50/9/dl-270_xxv_2026.pdf" target="_blank"&gt;vers&amp;atilde;o final do projeto de decreto-lei&lt;/a&gt;&amp;rdquo;, com a lac&amp;oacute;nica nota de que &amp;ldquo;n&amp;atilde;o cont&amp;eacute;m altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es face &amp;agrave; vers&amp;atilde;o anteriormente distribu&amp;iacute;da&amp;rdquo;. Confirma-se assim que a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do diploma e, em particular, a sua negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar foi, por parte do governo, uma encena&amp;ccedil;&amp;atilde;o sem qualquer esfor&amp;ccedil;o de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diverg&amp;ecirc;ncias e de aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o a posi&amp;ccedil;&amp;otilde;es defendidas pela Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A 27 de julho, p.p., a FENPROF requereu, de acordo com o que a lei prev&amp;ecirc;, a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar do projeto porque, no final do processo normal, subsistiam importantes discord&amp;acirc;ncias sobre as op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do governo que, a entrarem em vigor, acarretar&amp;atilde;o marcados preju&amp;iacute;zos para os docentes;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Pedida a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, o Minist&amp;eacute;rio viria a marcar reuni&amp;atilde;o &amp;ndash; apontando-a desde logo e unilateralmente como sendo &amp;uacute;nica &amp;ndash; para dia 6 de agosto;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Antes dela, com a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda por fechar, o conselho de ministros aprovou o novo decreto-lei&amp;hellip; No final do conclave, o ministro Fernando Alexandre, em confer&amp;ecirc;ncia de imprensa e sob a press&amp;atilde;o pelo caos instalado no processo de exames, j&amp;aacute; descrevia alegadas virtudes do regime, dizendo, ainda assim, que a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o teria sido em termos gerais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A FENPROF prontamente denunciou a farsa que parecia estar a ser montada pelo governo que era seguir, aparentemente, com negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas j&amp;aacute; com tudo fechado, o que agora se comprova.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o deixou de participar na reuni&amp;atilde;o de dia 6 que decorreu em torno da &amp;ldquo;vers&amp;atilde;o anteriormente distribu&amp;iacute;da&amp;rdquo;. A&amp;iacute; tamb&amp;eacute;m criticou a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em conselho de ministros com a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o por concluir e apontou outros abusos e ilegalidades quanto &amp;agrave;s normas que regem a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva. Na reuni&amp;atilde;o, o secret&amp;aacute;rio de Estado que a presidiu de forma ilegal, diga-se, pretendeu dar ideia de abertura, de que as negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es ainda estavam em curso e que a aprova&amp;ccedil;&amp;atilde;o em conselho de ministros teria sido no sentido e n&amp;atilde;o na reda&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;hellip;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O envio da &amp;ldquo;vers&amp;atilde;o final&amp;rdquo; e a elucidativa nota de que ela &amp;ldquo;n&amp;atilde;o cont&amp;eacute;m altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es face &amp;agrave; vers&amp;atilde;o anteriormente distribu&amp;iacute;da&amp;rdquo; confirmam o desrespeito pela negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, pelos professores e educadores, suas aspira&amp;ccedil;&amp;otilde;es e necessidades, bem como pela maior organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os representa e que com eles constr&amp;oacute;i as propostas que leva &amp;agrave;s negocia&amp;ccedil;&amp;otilde;es&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Importa dizer que a entrada em vigor deste projeto de decreto-lei se traduziria num regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o pior do que o que existe, refor&amp;ccedil;ando tamb&amp;eacute;m elementos de desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o e da carreira que t&amp;ecirc;m estado presentes nas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es do governo para a revis&amp;atilde;o do ECD. Salientem-se alguns dos aspetos mais negativos do que foi aprovado pelo governo:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A substitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de concursos pela de procedimentos concursais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O garrote imposto ao mecanismo de mobilidade interna por via das limita&amp;ccedil;&amp;otilde;es da 1.&amp;ordf; prioridade do procedimento em cont&amp;iacute;nuo;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A remiss&amp;atilde;o para portaria de aspetos que ir&amp;atilde;o ser determinantes nos concursos, furtando-os &amp;agrave; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A aboli&amp;ccedil;&amp;atilde;o do mecanismo de vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, concomitantemente com a manuten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos termos atuais &amp;ndash; insuficientes &amp;ndash; da denominada norma-trav&amp;atilde;o;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;O afastamento dos conceitos de habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e de habilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o pr&amp;oacute;pria;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A contamina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da contagem de tempo de servi&amp;ccedil;o e, por esta via, da gradua&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional, com os resultados da avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o do desempenho;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Mas tamb&amp;eacute;m:&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;A insist&amp;ecirc;ncia na considera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da carreira docente como mera carreira especial e n&amp;atilde;o como de corpo especial.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;No pre&amp;acirc;mbulo do documento chegado &amp;agrave; Federa&amp;ccedil;&amp;atilde;o consta que &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&amp;ldquo;Foram observados os procedimentos de negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva&amp;rdquo;&lt;/span&gt;. &lt;strong&gt;N&amp;atilde;o foram: a FENPROF considera que as regras e a boa-f&amp;eacute; negociais n&amp;atilde;o foram respeitadas, pelo que considera interpelar diferentes &amp;oacute;rg&amp;atilde;os e inst&amp;acirc;ncias para que intervenham face aos incumprimentos&lt;/strong&gt;. A negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva &amp;eacute; um instituto fundamental para os trabalhadores, para a democracia e para a constru&amp;ccedil;&amp;atilde;o de solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es partilhadas e positivas para os problemas; n&amp;atilde;o pode ser uma mera formalidade a que os governos se tenham de sujeitar com maior ou menor enfado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para os professores e educadores fica o alerta: &lt;strong&gt;perante a inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fazer entrar em vigor um mau regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o, &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio introduzir o tema na agenda reivindicativa e na disponibilidade de cada um(a) para a interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a luta em defesa da profiss&amp;atilde;o!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 2 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:35:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/uma-versao-final-que-confirma-a-farsa-negocial</guid></item><item><title>Abertura ano escolar 2026/2027 | FENPROF: novo ano escolar começa com velhos problemas e novas ameaças à Escola Pública</title><link>https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</link><description>&lt;p&gt;&lt;span style="color: #800000;"&gt;&lt;strong&gt;Abertura ano escolar 2026/2027&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;h3&gt;FENPROF: novo ano escolar come&amp;ccedil;a com velhos problemas e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; Escola P&amp;uacute;blica&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;&lt;iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bqrrNh-tMQ0?si=6vM6oCAa0rgMlt-U" title="YouTube video player" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen="allowfullscreen"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O novo ano escolar arranca, segundo a FENPROF, marcado por problemas que o Governo continua sem resolver: falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sobrecarga e precariedade docentes, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de funcionamento das escolas e insufici&amp;ecirc;ncia de equipamentos e recursos. A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o sindical alerta que o recurso crescente ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio n&amp;atilde;o pode ser apresentado como resposta estrutural &amp;agrave; falta de professores e defende medidas efetivas para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e valorizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF critica tamb&amp;eacute;m a revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente, considerando que as propostas do Governo agravam a instabilidade e a desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da profiss&amp;atilde;o, ao mesmo tempo que denuncia a condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo negocial. Rejeita ainda a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o do modelo de gest&amp;atilde;o escolar, defendendo uma escola p&amp;uacute;blica democr&amp;aacute;tica e participada, e manifesta forte preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com a revis&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva, prevista para entrar em vigor a meio do ano letivo, sem os recursos e regulamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o necess&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sobre os exames nacionais, a FENPROF considera inaceit&amp;aacute;vel qualquer tentativa de branqueamento do caos registado e rejeita que os professores sejam responsabilizados pelas falhas das plataformas e pelas decis&amp;otilde;es da tutela. Exige o pagamento do trabalho suplementar realizado e o ressarcimento dos docentes cujas f&amp;eacute;rias foram interrompidas, contestando a compensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um euro por item atribu&amp;iacute;da aos classificadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o denuncia ainda o agravamento da precariedade no Ensino Superior associado &amp;agrave; transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de polit&amp;eacute;cnicos em universidades e rejeita qualquer reforma da Seguran&amp;ccedil;a Social que ponha em causa direitos sociais. Para a FENPROF, estes problemas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, mas resultado de op&amp;ccedil;&amp;otilde;es pol&amp;iacute;ticas. Por isso, reafirma o compromisso de lutar pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href="/Media/Default/Info/91000/500/40/6/declaracao-abertura-ano-escolar-01-09-26.pdf" target="_blank"&gt;Declara&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a abertura do ano letivo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;hr&gt;
&lt;h3&gt;&lt;strong&gt;Novo ano escolar marcado por velhos problemas &amp;mdash; e por escolhas pol&amp;iacute;ticas que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita&lt;/strong&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF come&amp;ccedil;a por saudar os educadores e professores que hoje regressam &amp;agrave;s escolas para mais um ano escolar, muitos deles longe das suas fam&amp;iacute;lias e das suas terras e enfrentando condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho deficit&amp;aacute;rias e cada vez mais exigentes. &amp;Eacute; a eles que deixamos uma palavra de reconhecimento e de confian&amp;ccedil;a, porque s&amp;atilde;o eles que, todos os dias, com &lt;strong&gt;profissionalismo, dedica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sentido de responsabilidade&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;garantem que as escolas funcionam e que o direito &amp;agrave; Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua a ser assegurado&lt;/strong&gt;, mesmo perante as dificuldades e os problemas que o governo continua sem resolver, permitindo o seu agravamento e, como tem estado &amp;agrave; vista, criando inclusivamente situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es cr&amp;iacute;ticas. &amp;Eacute; assim que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar e os problemas persistem.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Falta de professores muito longe de estar em resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores continua a ser um dos principais problemas da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o na Escola P&amp;uacute;blica, mas tamb&amp;eacute;m no ensino privado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em 2025/2026, o n&amp;uacute;mero de hor&amp;aacute;rios preenchidos atrav&amp;eacute;s de contrata&amp;ccedil;&amp;atilde;o de escola aumentou cerca de 30%, o que constitui evid&amp;ecirc;ncia da escassez de docentes para satisfazer as necessidades do sistema educativo. Nesse ano, no primeiro per&amp;iacute;odo, os indicadores apontavam para um agravamento da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o: mais hor&amp;aacute;rios, mais horas e mais alunos afetados pela falta de docentes. Se a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o assumiu dimens&amp;otilde;es ainda mais graves, isso deveu-se, em grande medida, ao recurso crescente &amp;mdash; e muitas vezes abusivo &amp;mdash; ao trabalho extraordin&amp;aacute;rio dos professores, uma &amp;ldquo;solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo; que n&amp;atilde;o &amp;eacute;, de todo, uma resposta estrutural ao problema.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao mesmo tempo, o n&amp;uacute;mero de candidatos dispon&amp;iacute;veis para as diferentes fases dos concursos continuou a diminuir. E h&amp;aacute; outro dado incontorn&amp;aacute;vel: em setembro aposentam-se 558 docentes, mais 172 do que no mesmo m&amp;ecirc;s do ano passado, um aumento de 30,8%. Nos pr&amp;oacute;ximos anos poder&amp;atilde;o aposentar-se cerca de 4 mil professores por ano. Perante isto, perguntamos ao governo: &lt;strong&gt;qual &amp;eacute; a estrat&amp;eacute;gia para garantir professores &amp;agrave;s escolas?&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o basta contar coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es. &amp;Eacute; preciso &lt;strong&gt;formar, atrair, vincular e fixar professores&lt;/strong&gt;. E isso exige valorizar a profiss&amp;atilde;o, melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, garantir estabilidade e recuperar direitos. A recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de tempo de servi&amp;ccedil;o que foi tirado aos docentes e que ainda est&amp;aacute; em curso, tem sido apontada pelo governo, de forma insistente, como sendo a sua bandeira da esperada valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas importa dizer &amp;ndash; assim o considera a FENPROF &amp;ndash; que a valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o ter&amp;aacute; de ser muito mais do que a restitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o parcial de algo que vinha a ser roubado aos professores e educadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O ECD poderia ser um instrumento de valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas o governo est&amp;aacute; a transform&amp;aacute;-lo num instrumento de desregula&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A revis&amp;atilde;o do Estatuto da Carreira Docente deve ser uma oportunidade para tornar a profiss&amp;atilde;o mais atrativa, est&amp;aacute;vel e dignificada. O governo est&amp;aacute; a fazer exatamente o contr&amp;aacute;rio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;As propostas apresentadas introduzem mecanismos de gest&amp;atilde;o e avalia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que pressionam e desprofissionalizam os docentes, diluem especificidades, alteram negativamente o regime de recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o e abrem portas &amp;agrave; entrada na doc&amp;ecirc;ncia de pessoas sem a forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pedag&amp;oacute;gica atualmente exigida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A elimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o da vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o din&amp;acirc;mica, que tem sido, ainda assim, o mecanismo com resultados mais expressivos para combater a precariedade, &amp;eacute; um grave retrocesso e as altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es previstas pelo governo para a mobilidade interna dificultar&amp;atilde;o ainda mais a aproxima&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos professores &amp;agrave;s suas &amp;aacute;reas de resid&amp;ecirc;ncia, uma vez que visam for&amp;ccedil;&amp;aacute;-los a manter-se em coloca&amp;ccedil;&amp;otilde;es longe das suas leg&amp;iacute;timas expetativa, mesmo quando existam alternativas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estamos perante um cen&amp;aacute;rio que ser&amp;aacute; de mais instabilidade, mais precariedade, mais professores longe de casa. &amp;Eacute; este o caminho a que o governo chama valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o?! A FENPROF afirma que n&amp;atilde;o.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afirma tamb&amp;eacute;m que n&amp;atilde;o aceita a forma como o processo negocial da revis&amp;atilde;o do ECD tem sido conduzido: documentos enviados em cima das reuni&amp;otilde;es ou at&amp;eacute; entregues apenas no in&amp;iacute;cio das mesmas, falta de transpar&amp;ecirc;ncia, desrespeito pelas regras legais da negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o coletiva, tentativa de limitar a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o suplementar, decis&amp;otilde;es j&amp;aacute; tomadas quando a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o ainda n&amp;atilde;o estava conclu&amp;iacute;da e generalizada desconsidera&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelas propostas da FENPROF, constru&amp;iacute;das e apoiadas por milhares e milhares de docentes, denotam, da parte do governo, um comportamento negocial de prepot&amp;ecirc;ncia e n&amp;atilde;o de parte em negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o.. Como a FENPROF j&amp;aacute; teve de denunciar, isto n&amp;atilde;o &amp;eacute; negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de boa-f&amp;eacute;, &amp;eacute; desrespeito pelos professores e pela sua organiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais representativa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Escolas sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es e professores cada vez mais sobrecarregados&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A falta de professores n&amp;atilde;o &amp;eacute; o &amp;uacute;nico problema. H&amp;aacute; escolas com computadores obsoletos ou avariados, redes de &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; deficientes, falta de assist&amp;ecirc;ncia t&amp;eacute;cnica e edif&amp;iacute;cios sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es adequadas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute; escolas que continuam sem condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es para enfrentar temperaturas extremas, colocando em causa o conforto, a sa&amp;uacute;de e a seguran&amp;ccedil;a de alunos e trabalhadores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E h&amp;aacute; professores cada vez mais sobrecarregados por hor&amp;aacute;rios excessivos, incluindo pr&amp;aacute;ticas de obten&amp;ccedil;&amp;atilde;o de trabalho n&amp;atilde;o remunerado, demasiados alunos e turmas, burocracia e uma utiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o abusiva da componente n&amp;atilde;o letiva para realizar tarefas que n&amp;atilde;o deveriam integrar os seus hor&amp;aacute;rios.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N&amp;atilde;o h&amp;aacute; pol&amp;iacute;tica de recrutamento que resolva a falta de professores se o governo continuar a ignorar as raz&amp;otilde;es que levam profissionais a abandonar a profiss&amp;atilde;o, jovens a n&amp;atilde;o quererem entrar nela e &amp;agrave; desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o material e simb&amp;oacute;lica da profiss&amp;atilde;o. Valorizar a profiss&amp;atilde;o passa tamb&amp;eacute;m por melhorar as condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es em que se trabalha.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Docentes com problemas espec&amp;iacute;ficos&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; particularmente grave a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos docentes do Ensino Art&amp;iacute;stico Especializado, nomeadamente das componentes t&amp;eacute;cnico-art&amp;iacute;sticas das escolas Soares dos Reis e Ant&amp;oacute;nio Arroio. Estes professores, com a FENPROF, t&amp;ecirc;m protestado, enviado of&amp;iacute;cios e apresentado os seus problemas ao Minist&amp;eacute;rio da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem que lhes tenham sido apresentadas solu&amp;ccedil;&amp;otilde;es e deixando-os, na maioria das vezes, sem qualquer resposta. O que exigem &amp;eacute; simples: &lt;strong&gt;valoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, estabilidade e vincula&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos termos j&amp;aacute; previstos na legisla&amp;ccedil;&amp;atilde;o em vigor.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Ensino Superior, a reconfigura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de institutos polit&amp;eacute;cnicos em universidades est&amp;aacute; tamb&amp;eacute;m a avan&amp;ccedil;ar sem a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, a participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a negocia&amp;ccedil;&amp;atilde;o que deveriam ser asseguradas, criando regimes diferenciados dentro das mesmas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com novas desigualdades nas carreiras e nas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es remunerat&amp;oacute;rias. Quem trabalha nessas institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es tem o direito de saber o que est&amp;aacute; a ser decidido sobre o seu futuro profissional e o direito de participar no processo. A convers&amp;atilde;o de institui&amp;ccedil;&amp;otilde;es do ensino polit&amp;eacute;cnico n&amp;atilde;o pode ser feita &amp;agrave; custa dos direitos dos docentes, seja com perdas nas suas carreiras, seja com o agravamento da j&amp;aacute; enorme precariedade, seja com a deteriora&amp;ccedil;&amp;atilde;o de condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho para, por estas vias, acomodar custos financeiros que a convers&amp;atilde;o, inevitavelmente, tem de comportar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;O caos dos exames n&amp;atilde;o pode ser branqueado&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;H&amp;aacute;, ainda, uma quest&amp;atilde;o que o governo n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; apagar com declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es de normalidade: o caos dos exames nacionais. Falhas graves provocaram atrasos, incerteza e preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre alunos, fam&amp;iacute;lias e professores e criaram uma das situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de maior disrup&amp;ccedil;&amp;atilde;o de que h&amp;aacute; mem&amp;oacute;ria no sistema educativo. Perante isto, o ministro da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o continua sem assumir as responsabilidades pol&amp;iacute;ticas que lhe cabem, no que vem sendo apoiado, sem surpresa, pelo primeiro-ministro, que em declara&amp;ccedil;&amp;otilde;es muito recentes tentou branquear a natureza dos problemas criados e a sua inusitada gravidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acresce dizer que o ministro, em diferentes momentos, tentou transferir responsabilidades para os professores e para outros intervenientes no processo de exames, revelando uma not&amp;oacute;ria dificuldade em responder pelas suas decis&amp;otilde;es e atos. Os professores n&amp;atilde;o ser&amp;atilde;o os bodes expiat&amp;oacute;rios dos erros do governo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Efeitos da forma como o processo de digitaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o, de classifica&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de reaprecia&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas foi precipitadamente implementado fica bem patente no relat&amp;oacute;rio da IGE que considera que na base dos problemas sentidos pelas escolas, para al&amp;eacute;m de evidentes defici&amp;ecirc;ncias t&amp;eacute;cnicas das plataformas, &amp;ldquo;&lt;em&gt;muitas das ocorr&amp;ecirc;ncias registadas, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos atrasos verificados nas duas situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es investigadas (envio de provas pelas escolas e cumprimento do prazo das reaprecia&amp;ccedil;&amp;otilde;es), parecem encontrar ainda explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o na conjuga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de diversos fatores, designadamente a complexidade operacional inerente ao processo de exames, a press&amp;atilde;o temporal a que estiveram sujeitos os secretariados de exames, o elevado volume de procedimentos a executar em simult&amp;acirc;neo e a introdu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es processuais que exigiram mecanismos acrescidos de adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o por parte das escolas e at&amp;eacute; do JNE&amp;rdquo;.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF est&amp;aacute; a preparar os mecanismos necess&amp;aacute;rios para defender os docentes prejudicados por este processo, nomeadamente os que tiveram f&amp;eacute;rias interrompidas e os que realizaram trabalho adicional, incluindo trabalho realizado em per&amp;iacute;odos de descanso ou em hor&amp;aacute;rio noturno. Os professores n&amp;atilde;o t&amp;ecirc;m de pagar pelos erros da tutela. A FENPROF n&amp;atilde;o aceita a op&amp;ccedil;&amp;atilde;o seguida pelo governo para tentar calar a indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os transtornos com o recurso ao pagamento de &amp;ldquo;compensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo; - 1,00 &amp;euro;/item, sujeito a tributa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, anunciado como forma de reconhecer o empenho e o esfor&amp;ccedil;o dos professores classificadores - em vez da justa remunera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de horas extraordin&amp;aacute;rias e de trabalho em dia de descanso semanal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Inclus&amp;atilde;o n&amp;atilde;o se faz por decreto&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Noutro dom&amp;iacute;nio, a FENPROF est&amp;aacute; profundamente preocupada com a altera&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao regime da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Inclusiva. O governo pretende transferir para os professores das turmas responsabilidades acrescidas, enquanto parte dos alunos abrangidos por medidas adicionais passar&amp;aacute; a depender de apoios prestados por entidades externas, pretendendo&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;faz&amp;ecirc;-lo sem que estejam sequer conclu&amp;iacute;dos todos os diplomas regulamentares e o manual de aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Aponta para uma entrada em vigor em pleno ano letivo, em janeiro de 2027, o que previsivelmente vir&amp;aacute; a gerar problemas, desorganiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e ainda mais preju&amp;iacute;zos para alunos e para as necess&amp;aacute;rias pr&amp;aacute;ticas de inclus&amp;atilde;o. &lt;strong&gt;Isto &amp;eacute; inaceit&amp;aacute;vel!&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sublinhe-se que j&amp;aacute; hoje h&amp;aacute; alunos sem os apoios de que necessitam por falta de docentes de Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Especial, assistentes operacionais e outros profissionais indispens&amp;aacute;veis para as respostas de apoio e inclus&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o transferindo responsabilidades para professores j&amp;aacute; manifestamente sobrecarregados. N&amp;atilde;o se faz inclus&amp;atilde;o por decreto. Faz-se inclus&amp;atilde;o com profissionais, recursos e condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es: com investimento, portanto&lt;strong&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;A escola p&amp;uacute;blica precisa de democracia, n&amp;atilde;o de mais gest&amp;atilde;o autocr&amp;aacute;tica &lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, igualmente, a proposta do governo de cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um corpo profissional de gestores escolares. A escola n&amp;atilde;o &amp;eacute; uma empresa. O diretor n&amp;atilde;o deve transformar-se num gestor profissional submetido a uma l&amp;oacute;gica empresarial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF tem alertado para os riscos desta orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o e defende uma gest&amp;atilde;o democr&amp;aacute;tica, participada e colegial, assente na elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, na participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o efetiva dos professores, trabalhadores n&amp;atilde;o docentes, alunos e fam&amp;iacute;lias e em verdadeiros poderes de decis&amp;atilde;o da comunidade educativa. A autonomia das escolas constr&amp;oacute;i-se com participa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e democracia, n&amp;atilde;o com concentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes e controlo hier&amp;aacute;rquico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;Direitos sociais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o uma vari&amp;aacute;vel de ajustamento&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF rejeita, ainda, qualquer tentativa de p&amp;ocirc;r em causa a sustentabilidade do sistema p&amp;uacute;blico de Seguran&amp;ccedil;a Social, designadamente atrav&amp;eacute;s de falsidades, ambiguidades ou da confus&amp;atilde;o propositada entre a Seguran&amp;ccedil;a Social e a Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando se est&amp;aacute; perante sistemas com objetivos, destinat&amp;aacute;rios e modos de financiamento distintos. N&amp;atilde;o aceitaremos que a manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de n&amp;uacute;meros seja utilizada para justificar cortes em direitos sociais e laborais. A FENPROF considera que a defesa da Seguran&amp;ccedil;a Social e da Caixa Geral de Aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es &amp;eacute; uma frente de interven&amp;ccedil;&amp;atilde;o e luta fundamental para todos os trabalhadores, na qual todos os professores e educadores devem empenhar-se para protegerem o seu futuro e o futuro das novas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;&lt;strong&gt;N&amp;atilde;o estamos perante um conjunto de fatalidades, mas sim de resultados de escolhas pol&amp;iacute;ticas&lt;/strong&gt;&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; neste contexto que come&amp;ccedil;a mais um ano escolar: com falta de professores, aumento das aposenta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho, escolas com falta de equipamentos e infraestruturas adequadas, processos negociais conduzidos de forma inaceit&amp;aacute;vel, em regra como formalidade, altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es profundas no recrutamento e coloca&amp;ccedil;&amp;atilde;o de docentes, problemas no ensino art&amp;iacute;stico, incerteza no ensino superior, caos nos exames nacionais e novas amea&amp;ccedil;as &amp;agrave; concretiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma verdadeira educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o inclusiva.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o fatalidades, &lt;strong&gt;s&amp;atilde;o resultados de escolhas. &lt;/strong&gt;Escolhas pol&amp;iacute;ticas que desvalorizam os profissionais. Escolhas que fragilizam a Escola P&amp;uacute;blica. Escolhas que aumentam a precariedade e a instabilidade laborais na vida dos professores e educadores e suas fam&amp;iacute;lias. Escolhas que transferem para os professores responsabilidades que pertencem ao governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que os professores sejam transformados na vari&amp;aacute;vel de ajustamento das pol&amp;iacute;ticas deste governo. N&amp;atilde;o aceitaremos que a falta de investimento seja apresentada como inevit&amp;aacute;vel ou disfar&amp;ccedil;ada em ret&amp;oacute;ricas que apenas a procuram encobrir. N&amp;atilde;o aceitaremos que a precariedade seja apresentada como moderniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o. N&amp;atilde;o aceitaremos que a degrada&amp;ccedil;&amp;atilde;o das condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de trabalho seja apresentada como efici&amp;ecirc;ncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E n&amp;atilde;o aceitaremos que, por detr&amp;aacute;s de an&amp;uacute;ncios e reformas, avance um projeto de desmantelamento e privatiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, adulterando a sua natureza de direito universal estabelecido pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rep&amp;uacute;blica Portuguesa, realizado atrav&amp;eacute;s da Escola P&amp;uacute;blica, instrumento essencial para o desenvolvimento de uma sociedade democr&amp;aacute;tica e humanizada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF estar&amp;aacute; nas escolas. Estar&amp;aacute; com os professores. Denunciar&amp;aacute; o que tiver de ser denunciado. Exigir&amp;aacute; as respostas que o governo continua a adiar. Estes continuar&amp;atilde;o a ser compromissos da FENPROF e dos seus sindicatos em 2026/2027.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A FENPROF lutar&amp;aacute; pela Escola P&amp;uacute;blica, por uma Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Qualidade e por uma profiss&amp;atilde;o docente valorizada, est&amp;aacute;vel e dignificada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Porque a Escola P&amp;uacute;blica n&amp;atilde;o &amp;eacute; um custo. &amp;Eacute; um direito.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Os professores n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o problema da Educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. S&amp;atilde;o a for&amp;ccedil;a que todos os dias a faz acontecer.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&amp;Eacute; por isso que a FENPROF n&amp;atilde;o aceita o desmantelamento da Escola P&amp;uacute;blica, n&amp;atilde;o aceita a desvaloriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos seus profissionais e n&amp;atilde;o aceitar&amp;aacute; que sejam os professores a pagar pelos erros e pelas op&amp;ccedil;&amp;otilde;es deste governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A Escola P&amp;uacute;blica defende-se. A profiss&amp;atilde;o docente valoriza-se. E a FENPROF estar&amp;aacute;, como sempre, na primeira linha dessa luta.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lisboa, 1 de setembro de 2026&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;O Secretariado Nacional da FENPROF&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description><pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:20:00 GMT</pubDate><guid isPermaLink="true">https://www.spgl.pt:443/abertura-ano-escolar-2026-2027-fenprof-novo-ano-escolar-comeca-com-velhos-problemas-e-novas-ameacas-a-escola-publica</guid></item></channel></rss>